*Sejam*Bem-Vindos*

Dezembro 20 2014

Os locais onde Krishna e Balarama tinham Seus passatempos infantis, em Vraja-dhama (Vrindavan) estavam decorados com todas as qualidades agradáveis da primavera.

Ceta vez, Krishna e Balarama, acompanhados de Seus amigos, brincavam, dançavam e cantavam. Subitamente, apareceu um demônio chamado Pralambasura, disfarçado de vaqueirinho, e assim disfarçadamente, misturou-se junto aos vaqueirinhos Que não foram capazes de perceber o seu disfarce.

Todavia, tanto o Onisciente Senhor Krishna como Seu irmão mais velho Balarama compreenderam Que o novo "visitante" era de fato, um demônio disfarçado. A fim de matá-Lo, Krishna o aceitou como amigo. Então, todos os vaqueirinhos dividiram-se em dois grupos a fim de dar início a suas brincadeiras .

 

Krishna era o líder de um grupo ao passo que Balarama era o líder do outro grupo. O jogo consistia da seguinte maneira: o time que perdesse teria que carregar os vaqueirinhos vencedores nas costas. "O jogo começou, Sridama e Vrishabha, que jogavam no grupo de Balarama, foram os vitoriosos. Consequentemente, Krishna teve que carregar Sridama ao passo que, Bhadrasena teve Que carregar Vrishabha. No outro lado, Balarama derrotou Pralambasura Q pensando evitar Krishna, escolhera ficar em Seu time. Portanto, Pralambasura também teve Que carregar Balarama. Rapidamente, ele colocou Balarama em seus ombros, cuidando para Que nenhum dos vaqueirinhos o vissem levando O seu amo.

Balarama, compreendendo as razões maléficas do demônio Pralambasura, fez com Que o Seu peso aumentasse de forma brusca para Que desta forma, Pralambasura não conseguisse tolerar o Seu peso e assim, O colocasse no chão. Pralambasura, disfarçado de vaqueirinho, assumiu a sua forma original, de um demônio. Ao ver a terrível forma do demônio, Balarama expressou em Sua face sintomas de dúvida. Balarama agarrou o demônio com Seu punho e lhe deu um feroz bofetão em sua cabeça. O bofetão de Balarama, despedaçou a cabeça do demônio Que começou a vomitar sangue. Pouco tempo depois, ele abandonou o corpo. Os vaqueirinhos e semideuses, começaram a glorificar intensamente o Senhor Balarama face a Seu feito e bravura.

Enquanto Krishna e Balarama e Seus amigos se ocupavam nos passatempos descritos acima, as vacas, sem serem observadas, começaram a vaguear por sua conta, entrando cada vez mais longe nas partes mais profundas da floresta, seduzidas pela relva fresca. A cabras, vacas e búfalos passaram de uma floresta para outra, e entraram na floresta e começaram a berrar. Do outro lado, Balarama e Krishna com Seus amiguinhos, não poderiam encontrar Seus animais, e ficaram muito aflitos. Começaram a procurar as vacas seguindo suas pegadas, bem como o caminho da relva comida. Todos os meninos temiam que seu próprio meio de vida, como do qual dependiam, agora estivesse perdido. Enquanto procuravam as vacas na floresta, ficaram muito cansados e com sede. logo, porém, ouviram os bezerros e as vacas. Krishna começou a chamar por seus respectivos nomes, com grande alarido. Ouvindo o chamado de Krishna, as vacas responderam imediatamente alegremente. Mas, nessa altura, um incêndio provocado pelos amigos demónios de Pralambasura na floresta, rodeava todos eles e a situação parecia muito amedrontadora. As chamas aumentavam com o vento que soprava com grande velocidade e parecia que tudo, móvel e inerte, seria devorado. Todas as vacas e meninos ficaram muito assustados, e olhavam Balarama e Krishna tremendamente assustados. Eles diziam: "Queridos Krishna e Balarama, agora estamos queimando no calor deste fogo ardente. Deixem que nos abriguemos em Vosso pés de lótus. Sabemos que Vocês podem nos proteger deste grande perigo. Nosso querido amigo Krishna, somos Seus amigos íntimos. não esta certo que soframos desta maneira. Todos dependemos por completo de Vossa misericórdia, pois sabemos que Você é o conhecedor de toda a vida Espiritual. Não conhecemos ninguém alem de Você.

A Personalidade de Deus Krishna ouviu as vozes suplicantes de Seus amigos íntimos, e, lançando um olhar agradável sobre eles, começou a responder. E falando através dos olhos, Krishna fez que Seus amigos entendessem não haver razão para medo. Então, Krishna, o místico Supremo, a Personalidade de Deus, engoliu imediatamente todas as chamas do incêndio devastador que os demónios companheiros cruéis de Pralambasura tinham cometido. Dessa maneira, as vacas os bezerros e os meninos, foram todos salvos do perigo iminente. por causa do medo os meninos estavam quase inconscientes, mas, quando recuperaram a consciência e abriram os olhos, viram que estavam de novo na floresta com Krishna, Balarama e as vacas e bezerros. ficaram completamente atónicos ao verem que estavam livres desse ataque cruel do fogo e que os animais estavam salvos. Eles pensaram secretamente que Krishna não poderia ser um menino comum, mas sim um enviado do mundo Espiritual.

E ao anoitecer, Krishna e Balarama junto com os meninos e as vacas e bezerros como outro animais que os seguiam, voltaram para casa, voltaram para a aldeia de Vrindavam.

Quando estavam se aproximando da aldeia, todas as meninas gopis ficaram contentes. Durante o dia inteiro, as gopis amigas de Krishna ficavam somente pensando nos passatempos de Krishna enquanto Ele estava na floresta com Seus amigos,  em Sua ausência, as gopis imaginavam que um momento sem a presença de Krishna duraria uma eternidade.

E assim termina mais um dos eternos passatempos do Senhor Krishna a Suprema Personalidade de Deus.

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publicado por Lalanesha Dasa às 14:16

Dezembro 18 2014

O Senhor Krishna, certo dia, levou Seus amigos até a beira do rio Yamuna e lhes falou o seguinte: “Meus queridos amigos, vejam só como este local é muito agradável para almoçar e brincar nas margens arenosas e macias do rio Yamuna. Podem ver como as flores de lótus na água estão desabrochadas e belas e como distribuem seu perfume por toda a parte. O gorjeio dos pássaros junto com o grito dos pavões, rodeados pelo sussurro das folhas nas árvores, combinam-se e apresentam vibrações sonoras que ecoam entre si. E isso só enriquece a bela paisagem criada pelas árvores aqui. Vamos almoçar neste lugar porque já está tarde e estamos com fome. Que os bezerros fiquem perto de nós e bebam água do Yamuna. Enquanto almoçamos, os bezerros podem comer o capim macio que há neste local”.

Ao ouvirem essa proposta de Krishna, todos os meninos ficaram muito contentes e disseram: “Sem dúvida, vamos todos sentar aqui e almoçar.” E então soltaram os bezerros para comerem o capim macio. Sentando-se no chão e tendo Krishna no centro, eles começaram a abrir suas lancheiras trazidas de casa. O Senhor Sri Krishna sentou-Se no centro do círculo, e todos os meninos voltaram seus rostos para Ele. Eles comiam e sempre desfrutavam a visão do Senhor face a face. Krishna parecia o verticilo de uma flor de lótus, ao passo que os meninos que O rodeavam pareciam as diferentes pétalas. Os meninos juntaram flores, folhas e cascas de árvores e as colocaram sob suas respectivas lancheiras e, assim, começaram a almoçar na companhia de Krishna. Enquanto almoçavam, cada menino começou a manifestar diferentes espécies de relações com Krishna e desfrutavam da companhia mútua com gracejos.

Enquanto o Senhor Krishna desfrutava dessa maneira Seu almoço com Seus amigos, Sua flauta estava enfiada dentro do cinturão de Sua roupa, e Seus cajado e corneta estavam enfiados do lado esquerdo de Sua roupa. Ele segurava na palma da mão esquerda um bocado de comida preparada com iogurte, arroz, manteiga e pedaços de frutas, que se podia ver através das juntas de Seus dedos semelhantes a pétalas. A Suprema Personalidade de Deus, que aceita os resultados de todos os grandes sacrifícios, estava rindo e brincando, saboreando o lanche com Seus amigos em Vrindavana. Essa cena estava sendo observada pelos semideuses do céu, e, quanto aos meninos, eles simplesmente gozavam bem-aventurança transcendental na companhia da Suprema Personalidade de Deus.

Nessa ocasião, os bezerros que estavam pastando por perto embrenharam-se na floresta, atraídos por capim novo, e ficaram gradativamente fora de vista. Quando os meninos viram que os bezerros não estavam mais por ali, temeram pela segurança dos bezerros e gritaram sem demora: “Krishna!”. Krishna é o matador do medo personificado. Todos temem o medo personificado, mas o medo personificado tem medo de Krishna. Com o grito da palavra “Krishna”, os meninos transcenderam imediatamente a situação de medo. Devido à Sua grande afeição, Krishna não queria que Seus amigos interrompessem seu agradável almoço e saíssem procurando os bezerros. Por isso, disse: “Meus queridos amigos, não é preciso que vocês parem o seu almoço. Vou pessoalmente até onde estão os bezerros”. Assim, Krishna, ainda segurando um punhado de arroz com iogurte em Sua mão esquerda, partiu imediatamente em procura dos bezerros nas grutas e moitas.

Ele procurou nas cavernas das montanhas e nas florestas, mas em lugar algum pôde encontrá-los. Na ocasião em que Aghasura fora morto e os semideuses assistiam ao incidente com grande surpresa, Brahma, que nasceu da flor de lótus do umbigo de Vishnu, também fora ver. Ele se surpreendeu ao ver que um menino pequeno como Krishna pudesse agir de maneira tão maravilhosa. Embora houvesse sido informado de que o vaqueirinho era a Suprema Personalidade de Deus, ele queria ver mais passatempos gloriosos do Senhor e, assim, roubou todos os bezerros e vaqueirinhos e levou-os para um lugar diferente. O Senhor Krishna, portanto, apesar de procurar os bezerros, não conseguiu encontrá-los, e até mesmo perdeu Seus amigos à margem do Yamuna onde estavam almoçando. Na forma de um vaqueirinho, o Senhor Krishna era muito pequeno em comparação com o Senhor Brahma, mas, por ser a Suprema Personalidade de Deus, Ele pôde compreender logo que todos os bezerros e meninos tinham sido roubados por Brahma.

Krishna pensou: “Brahma levou embora todos os meninos e bezerros. Como posso voltar sozinho para Vrindavana? As mães ficarão aflitas!”. Por isso, para satisfazer as mães de seus amigos, bem como para convencer Brahma da supremacia da Suprema Personalidade de Deus, Ele Se expandiu imediatamente como vaqueirinhos e bezerros.

Declara-se nos Vedas que a Suprema Personalidade de Deus expande-Se em muitas entidades vivas por Sua energia. Portanto, não era muito difícil para Ele Se expandir novamente em tantos meninos e bezerros. Ele Se expandiu para tornar-Se exatamente como os meninos, que eram todos de diferentes aspectos, no rosto, na constituição corporal, em suas roupas, adornos e em seu comportamento e atividades pessoais. Em outras palavras, cada qual tem gostos diferentes; sendo uma alma individual, cada pessoa tem atividades e comportamento completamente diferentes. Todavia, Krishna Se expandiu em todas as diferentes posições dos meninos individuais. Ele também Se transformou nos bezerros, que eram todos diferentes em tamanhos, cores, atividades etc. Isso foi possível porque tudo é expansão da energia de Krishna. Afirma-se nos Vedas, tudo o que de fato vemos na manifestação cósmica — seja a matéria ou as atividades das entidades vivas — é simplesmente uma expansão das energias do Senhor, assim como o calor e a luz são diferentes expansões do fogo. Assim, expandindo-Se como os meninos e bezerros em seus atributos individuais e rodeado por essas expansões dEle mesmo, Krishna entrou na aldeia de Vrindavana.

Os moradores não tinham conhecimento do que acontecera. Depois de entrar na aldeia de Vrindavana, todos os bezerros foram para seus diferentes estábulos, e os meninos também foram para suas respectivas mães e lares. As mães dos meninos ouviram a vibração de suas flautas antes de sua entrada, e, para recebê-los, elas saíram de suas casas para abraçá-los. E por causa do amor maternal, o leite escorria de seus seios e elas deixavam que eles o bebessem. Porém, seu oferecimento não era para seus filhos, mas para a Suprema Personalidade de Deus que Se expandira nesses meninos. Essa foi outra oportunidade de todas as mães de Vrindavana alimentarem a Suprema Personalidade de Deus com seu próprio leite. Portanto, o Senhor Krishna deu não só a mãe Yashoda a chance de alimentá-lO, mas, desta vez, Ele deu essa oportunidade a todas as gopis mais velhas.

Todos os meninos começaram a tratar suas mães da maneira habitual, o mesmo ocorrendo com suas mães. Ao entardecer, elas começaram a banhar seus próprios filhos, enfeitá-los com tilaka e adornos e dar-lhes o alimento necessário depois do trabalho do dia. As vacas também, que estavam fora nos pastos, voltaram antes de escurecer o dia e começaram a chamar seus bezerros. Os bezerros logo se aproximaram das mães e elas puseram-se a lamber-lhes os corpos. Essas relações das vacas com seus bezerros e das gopiscom seus filhos continuaram sem alteração, embora, de fato, os bezerros e meninos originais não estivessem ali. De fato, a afeição das vacas pelos bezerros e das gopis mais velhas pelos meninos aumentou sem razão aparente. Seu afeto aumentou naturalmente, ainda que os bezerros e meninos não fossem filhos delas. Embora as vacas e gopis mais velhas de Vrindavana gostassem mais de Krishna do que de seus filhos, seu amor por seus filhos, depois deste incidente, aumentou, exatamente como o amor que elas tinham por Krishna. Durante um ano inteiro, Krishna Se expandiu como os bezerros e vaqueirinhos e esteve presente no pasto. Como se declara no Bhagavad-gita, a expansão de Krishna está no coração de todos como a Superalma. De maneira semelhante, em vez de Se expandir como a Superalma, Ele Se expandiu como numerosos bezerros e vaqueirinhos durante um ano inteiro.

Um dia, poucos dias antes de completar um ano, quando Krishna, junto com Balarama, mantinha os bezerros na floresta, Eles viram algumas vacas que pastavam no topo da colina Govardhana. As vacas podiam ver lá embaixo o vale onde os meninos cuidavam dos bezerros. De repente, avistando seus bezerros, as vacas começaram a correr para eles. Elas saltaram colina abaixo com as pernas da frente e de trás juntas. As vacas estavam tão enternecidas por seus bezerros que não se incomodaram com a dificuldade do caminho do topo da colina Govardhana até o pasto. Elas se aproximaram dos bezerros com as tetas cheias de leite e seus rabos levantados. Quando desciam a colina, suas tetas derramavam leite no chão por causa de seu intenso amor maternal pelos bezerros, embora não fossem seus próprios bezerros. Essas vacas tinham seus próprios bezerros, e os bezerros que pastavam abaixo da colina de Govardhana eram maiores; não se esperava que eles mamassem senão que se satisfizessem com o capim. Porém, todas as vacas vieram sem demora e começaram a lamber os corpos deles, e os bezerros também começaram a mamar. Parecia haver um grande vínculo de afeição entre as vacas e os bezerros.

Quando as vacas vieram correndo do topo da colina de Govardhana, os homens que estavam cuidando delas tentaram detê-las. Os homens cuidam das vacas e os meninos cuidam dos bezerros, e, tanto quanto possível, se conservam separados os bezerros das vacas para que eles não bebam todo o leite disponível. Por isso, os homens que tomavam conta das vacas no topo da colina Govardhana tentaram impedi-las, mas falharam. Confundidos com seu fracasso, eles se sentiam envergonhados e zangados. Estavam muito infelizes, mas, quando desceram e viram seus filhos tomando conta dos bezerros, eles de repente sentiram muita afeição pelos meninos. Foi muito surpreendente. Embora os homens tivessem descido desapontados, confusos e zangados, eles, logo que viram seus filhos, se enterneceram com grande afeição em seus corações. Imediatamente desapareceram suas ira, insatisfação e infelicidade. E, com grande afeição e amor paternal pelos meninos, esses vaqueiros pegaram seus filhos no colo e os abraçaram. Começaram a cheirar as cabeças deles e desfrutaram de sua companhia com grande felicidade. Depois de abraçar seus filhos, os homens levaram as vacas de volta ao topo da colina de Govardhana. No caminho, começaram a pensar em seus filhos, em consequência do que seus olhos encheram-se de lágrimas de amor.

Quando Balarama viu essa extraordinária troca de amor entre as vacas e seus bezerros e entre os pais e os meninos — quando nem os meninos nem os bezerros precisavam de tanto cuidado —, Ele começou a Se perguntar por que acontecia esse evento extraordinário. Balarama perguntou a Krishna sobre a verdadeira situação. Ele disse: “Meu querido Krishna, no início pensei que todas essas vacas, bezerros e vaqueirinhos eram ou grandes sábios e pessoas santas ou semideuses, mas agora parece que realmente são expansões Suas. Eles são todos Você; Você mesmo está fazendo os papéis dos bezerros, das vacas e dos meninos. Qual é o mistério desta situação? Para onde foram todas aquelas outras vacas, bezerros e meninos? E por que Você Se expande como vacas, bezerros e meninos? Pode-Me fazer o favor de dizer qual a causa disso?”. A pedido de Balarama, Krishna explicou em resumo como os bezerros e os meninos tinham sido roubados por Brahma e como Ele estava ocultando o incidente expandindo-Se para que as pessoas não soubessem que as verdadeiras vacas, bezerros e meninos estavam desaparecidos.

Enquanto Krishna e Balarama conversavam, Brahma regressou após um momento (segundo a duração de sua vida). Temos informação sobre a duração da vida de Brahma pelo Bhagavad-gita: mil vezes a duração das quatro eras, ou seja, quatro milhões e 300 mil vezes mil anos correspondem a doze horas de Brahma. Assim também, um momento da vida de Brahma equivale a um ano de nosso cálculo solar. Depois de um momento segundo o cálculo de Brahma, ele foi ver a diversão causada por seu roubo dos meninos e bezerros. Contudo, também tinha medo de estar procedendo de maneira errônea e perigosa para si. Krishna era seu Senhor e ele tinha feito uma travessura para se divertir roubando os bezerros e meninos. Ele estava deveras ansioso, daí não ter ficado fora por muito tempo.

Brahma viu que todos os meninos, bezerros e vacas estavam brincando com Krishna do mesmo modo como quando ele os encontrara, embora ele tivesse certeza de tê-los levado e feito com que adormecessem sob o encanto de seu poder místico. Brahma pensou: “Todos os meninos, vacas e bezerros foram levados embora por mim e sei que eles ainda estão dormindo. Como é que um grupo semelhante de vacas, meninos e bezerros está brincando com Krishna? Será que eles não sofrem a influência de meu poder místico? Eles ficaram brincando um ano inteiro com Krishna?”.

Brahma tentou entender quem eram eles e como eles não sofriam a influência de seu poder místico, mas não conseguiu descobrir. Em outras palavras, ele mesmo caiu sob o encanto de seu próprio poder místico. A influência de seu poder místico parecia a neve no escuro e o vaga-lume durante o dia. Durante a escuridão da noite, o vaga-lume pode exibir algum poder de iluminar, e a neve empilhada no topo de uma colina ou no chão pode brilhar durante o dia. Durante a noite, porém, a neve não tem nenhum brilho prateado, nem o vaga-lume consegue iluminar. Assim também, quando o pequeno poder místico exibido por Brahma estava diante do poder místico de Krishna, ele era como a neve ou o vaga-lume. Quando um homem de pequeno poder místico quer mostrar poder na presença de um poder místico maior, ele diminui sua própria influência em vez de aumentá-la. Mesmo uma personalidade tão grandiosa como Brahma, quando quis mostrar seu poder místico diante de Krishna, tornou-se ridículo. Brahma então ficou confuso quanto a seu próprio poder místico.

Para convencer Brahma de que todas aquelas vacas, bezerros e meninos não eram os originais, as vacas, bezerros e meninos que estavam brincando com Krishna transformaram-se em formas de Vishnu. Na verdade, os originais estavam dormindo sob o encanto do poder místico de Brahma, mas os atuais, vistos por Brahma, eram todos expansões imediatas de Krishna, ou Vishnu. Vishnu é a expansão de Krishna, e, por isso, as formas de Vishnu apareceram diante de Brahma. Todas as formas de Vishnu eram de cor azulada e vestiam roupas amarelas; todas elas tinham quatro mãos decoradas com maça, disco, flor de lótus e búzio. Simplesmente por Seu olhar, Eles pareciam os criadores e mantenedores dos modos da ignorância e paixão. Vishnu representa o modo da bondade, Brahma representa o modo da paixão e o Senhor Shiva representa o modo da ignorância. Portanto, como aquele que mantém tudo na manifestação cósmica, Vishnu também é o criador e mantenedor de Brahma e do Senhor Shiva.

Depois dessa manifestação do Senhor Vishnu, Brahma viu que muitos outros Brahmas e Shivas e semideuses e até mesmo entidades vivas insignificantes, como formigas e graminhas — entidades vivas móveis e inertes —, estavam dançando ao redor do Senhor Vishnu. Sua dança era acompanhada por várias espécies de músicas, e todos estavam adorando o Senhor Vishnu. Brahma compreendeu que todas aquelas formas de Vishnu eram completas, a começar da perfeição anima, que permite ao indivíduo ficar pequeno como um átomo, até a perfeição de ficar infinito como a manifestação cósmica. Todos os poderes místicos de Brahma, Shiva e de todos os semideuses e os vinte e quatro elementos da manifestação cósmica estavam completamente representados na pessoa de Vishnu. Pela influência do Senhor Vishnu, todos os poderes místicos subordinados ocupavam-se em Sua adoração. Ele estava sendo adorado pelo tempo, espaço, manifestação cósmica, reforma, desejo, atividade e as três qualidades da natureza material. O Senhor Vishnu, Brahma também percebeu, é o reservatório de toda a verdade, conhecimento e bem-aventurança. Ele é a combinação de três aspectos transcendentais, ou seja, eternidade, conhecimento e bem-aventurança, e Ele é o objeto de adoração de todos aqueles que seguem a literatura Védica.

Brahma compreendeu que todas as diferentes vacas, meninos e bezerros transformados em formas de Vishnu não foram transformados por um poder místico do tipo que um yogi ou semideus pode exibir por poderes específicos que lhe foram atribuídos. Os bezerros e meninos transformados em vishnu-murtis, ou “formas de Vishnu”, não eram exibições de vishnu-maya, ou a energia de Vishnu, senão que eram o próprio Vishnu.

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As formas transcendentais da Suprema Personalidade de Deus são tão grandiosas que os seguidores impersonalistas dos Vedas, não conseguem alcançar a plataforma de conhecimento para compreendê-las. Na verdade, as formas transcendentais do Senhor estão além do alcance dos impersonalistas, que só podem compreender, através dos estudos da literatura Védica, que a Verdade Absoluta não é matéria e que a Verdade Absoluta não sofre restrição material causada por alguma potência limitada. O Senhor Brahma entendeu Krishna e Sua expansão nas formas de Vishnu e pôde compreender que é devido à expansão da energia do Senhor Supremo que existe tudo o que é móvel e inerte na manifestação cósmica.

Quando Brahma estava assim confuso em seu poder limitado e consciente de suas atividades limitadas dentro dos onze sentidos, ele pôde ao menos perceber que ele também era uma criação da energia material, como uma marionete. Assim como uma marionete não tem poder independente para dançar, senão que dança de acordo com a orientação do marionetista, assim também os semideuses e as entidades vivas estão todos subordinados à Suprema Personalidade de Deus. Como se diz nas escrituras sagradas dos Vedas, que o único senhor é Krishna, e todos os outros são servos. O mundo inteiro está sob as ondas do encanto material, e os seres estão flutuando como palhas na água. Assim continua sua luta pela existência. Todavia, tão logo o sujeito se torna consciente de que é servo eterno da Suprema Personalidade de Deus, essa maya, ou luta ilusória pela existência, detém-se imediatamente.

O Senhor Brahma, que tem pleno controle sobre a deusa do conhecimento e que é considerado a melhor autoridade em conhecimento védico, estava assim perplexo, sendo incapaz de compreender o poder extraordinário manifestado pela Suprema Personalidade de Deus. No mundo material, até mesmo uma personalidade como Brahma é incapaz de compreender o poder místico do Senhor Supremo. Brahma não só deixou de entender como também ficou perplexo ao ver a exibição que Krishna manifestava diante dele. Krishna teve compaixão de Brahma, que sequer era capaz de entender como Ele estava exibindo as formas de Vishnu, transformando-Se em vacas e vaqueirinhos, e assim, enquanto manifestava plenamente a expansão de Vishnu, Ele de repente puxou Sua cortina de yogamaya sobre a cena. Declara-se no Bhagavad-gitaque a Suprema Personalidade de Deus não é visível por causa da cortina puxada por yogamaya. Aquilo que cobre a realidade é mahamaya, ou a energia externa, que não permite a uma alma condicionada compreender a Suprema Personalidade de Deus além da manifestação cósmica. Mas a energia que manifesta parcialmente a Suprema Personalidade de Deus e parcialmente não permite que alguém O veja, chama-se yogamaya. Brahma não é uma alma condicionada comum. Ele é muitíssimo superior a todos os semideuses, apesar do que ele não pôde compreender a exibição da Suprema Personalidade de Deus, daí Krishna ter decidido parar de manifestar qualquer outra potência.

Quando ficou livre de sua perplexidade, Brahma pareceu ter acordado de um estado de quase morte e começou a abrir os olhos com grande dificuldade. Assim, ele pôde ver a manifestação cósmica com olhos comuns. Ele viu em toda a sua volta a magnífica paisagem de Vrindavana, cheia de árvores, as quais são a fonte de vida para todas as entidades vivas. Ele pôde apreciar a terra transcendental de Vrindavana, onde todas as entidades vivas são transcendentais à natureza ordinária. Na floresta de Vrindavana, mesmo animais ferozes como tigres vivem em paz com veados e seres humanos. Ele pôde entender que, graças à presença da Suprema Personalidade de Deus em Vrindavana, aquele lugar é transcendental a todos os outros lugares e que lá não existem luxúria e cobiça.

Brahma, então, deu consigo diante de Sri Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, fazendo o papel de um vaqueirinho. Ele viu aquele menininho com um bocado de comida em Sua mão esquerda, procurando Seus amigos, vacas e bezerros, assim como Ele estava fazendo um ano antes, depois do desaparecimento deles.

Imediatamente, Brahma desceu de seu grande cisne transportador e caiu diante do Senhor como uma vara dourada. A palavra que se usa entre os vaishnavas para “oferecer respeitos” é dandavat. Essa palavra quer dizer “cair como uma vara” – deve-se oferecer respeito a um superior vaishnava prostrando-se reto, com o corpo esticado como uma vara. Brahma, então, caiu diante do Senhor como uma vara para oferecer respeito, e porque Brahma é de cor dourada, ele parecia uma vara de ouro caída diante do Senhor Krishna. Todos os quatro capacetes das cabeças de Brahma tocaram os pés de lótus de Krishna.

Brahma, estando muito alegre, começou a derramar lágrimas que lavaram os pés de Krishna. Ele se prostrou e se levantou repetidas vezes ao lembrar as maravilhosas atividades do Senhor. Depois de muito tempo repetindo reverências, Brahma levantou-se e esfregou as mãos nos olhos. Vendo o Senhor diante dele, começou bastante trêmulo a oferecer preces com muito respeito, humildade e atenção.

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:37

Dezembro 17 2014

 Certo dia, quando krishna e seu irmão Balarama estavam brincando com seus amigos, todos os meninos foram contar a mãe de Krishna Q Krishna tinha comido barro. Ouvindo isso, mãe Yashoda pegou na mão de Krishna e disse: " Meu querido Krishna, porque você comeu barro? veja só,todos os Seus amigos e até Seu irmão Balarama estão queixando-se de você."
Com medo de Sua mãe, Krishna respondeu: " Minha querida mãe,todos esses meninos inclusive meu irmão Balarama, estão falando mentiras contra Mim. Eu nunca comi barro. Meu irmão Balarama, enquanto brincava comigo hoje, ficou zangado e, por isso,juntou-se aos outros amigos para reclamar de mim. Eles combinaram reclamar todos juntos de Mim, e assim você ficaria zangada e Me castigaria. Se você pensa Q dizem a verdade, pode olhar dentro de Minha boca e ver se comi barro ou não."
Então Sua mãe Yashoda espondeu: "Está bem, se de fato Você não comeu barro, então é só abrir Sua boca Q eu verei."
Quando Krishna a Suprema Personalidade de Deus, recebeu esta ordem de Sua mãe, Ele abriu sem demora a boca, como faria qualquer menino comum. Então, mãe Yashoda viu dentro daquela boca toda a opulência da criação. Ela viu o espaço exterior inteiro, montanhas, ilhas, oceanos, planetas, ar, fogo,lua e estrelas em todas as direções. Junto com a lua e as estrelas, ela pode ver todos os elementos_ água, céu, a externa existência etérea junto com o ego total e os produtos dos sentidos e o controlador dos sentidos, todos os semideuses, como o som e o olfato, e as três qualidades da natureza material. Pôde também perceber Q dentro de Sua boca estavam todas as entidades vivas, a consciência e as diferentes formas de toda a criação.
Mãe Yashoda a mãe de Krishna, pôde encontrar dentro da boca de seu filho tudo o Q é necessário para a manifestação cósmica. Ela também viu, dentro da boca de Krishna, a si mesma tomando-O no colo e amamentando-O.
Ao ver isto. ela ficou tomada de pavor e começou a perguntar-se se estava delirando ou sonhando ou de fato vendo uma coisa extraordinária. Ela concluiu Q ou estava sonhando ou vendo a ação da energia ilusória da Suprema Personalidade de Deus. Então pensou, Q tinha ficado louca, ou mentalmente perturbada, para estar vendo todas aquelas coisas maravilhosas. Então pensou; "Pode ser algum poder mistico cósmico Q meu filho tenha obtido e por isso estou perplexa com o Q vi dentro de Sua boca. Q eu ofereça minhas respeitosas reverencias `a Suprema Personalidade de Deus, Q está além da expressão da consciência, da mente, do trabalho e da especulação filosófica e cujas diferentes energias produzem tudo o Q é manifesto e imanifesto.
Sob Sua energia, são concebidos o eu corpóreo e as posses corporais." Então ela continuo dizendo as seguintes palavras: Sob cuja energia ilusória eu penso, Q meu companheiro conjugal é meu marido e Krishna é meu filho, e Q todos os bens de meu marido me pertencem e Q todos os vaqueiros, homens mulheres, são meus súditos. Todas essas ideias erradas devem-se à energia ilusória do Senhor Supremo. Então, Q eu ore ele para Q me proteja sempre."
Enquanto mãe Yashoda estava pensando em voz alta dessa maneira filosófica, o Senhor Krishna expandiu de novo Sua energia interna só para confundi-la com afeição maternal. Mãe Yashoda esqueceu de imediato toda a especulação filosófica e aceitou Krishna como seu próprio filho Ela pegou-O no colo e ficou cheia de afeição maternal....

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publicado por Lalanesha Dasa às 21:38

Dezembro 15 2014

Quando Krshna e Balarama tinham cinco anos de idade, eles e os vaqueirinhos brincavam na floresta de Vraja, inesperadamente, apareceu um grande demônio chamado Aghasura, cuja morte era aguardada até mesmo pelos semideuses. Os semideuses bebiam néctar todos os dias, mas ainda assim temiam esse grande demônio e esperavam vê-lo exterminado. Aghasura não tolerava ver o prazer transcendental Que os vaqueirinhos desfrutavam na floresta em companhia do Senhor,Krshna. Agashura, havia sido enviado pelo perverso rei demoníaco Kamsa,
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Agashura, quando viu Krshna na frente de todos os vaqueirinhos, pensou: “Esse Krshna matou minha irmã e meu irmão, Putana e Bakasura, portanto para vingá-los eu mesmo matarei esse tal de Krshna, juntamente com todos os seus amigos vaqueirinhos. Se de alguma maneira eu conseguir fazer com que Krshna e seus amigos sirvam de última oferenda para as almas de meus irmãos então, todos os habitantes de Vrajabhumi, de quem esses meninos são a vida e alma, automaticamente morrerão. Se não há vida, pode-se dispensar o corpo; logo, quando seus filhos estiverem mortos, naturalmente os habitantes de Vraja não resistirão.” Após tomar essa decisão, Aghasura assumiu a forma de uma enorme píton, da largura de uma grande montanha e medindo 13 quilômetros de comprimento.
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Tendo assumido este enorme corpo de serpente, ele abriu sua boca como se esta fosse uma grande caverna nas montanhas, deitou-se na estrada e ficou esperando, pois queria engolir Krshna e seus amigos, vaqueirinhos. Seu lábio inferior repousava na superfície da terra e o seu lábio superior tocava as nuvens do céu. Os cantos de sua boca pareciam os lados de uma grande caverna na montanha, e a parte intermediária de sua boca era o mais escuro possível. Sua língua parecia uma larga estrada; sua respiração exalava como um vento morno e seus olhos abrasaram-se como fogo.
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Ao verem este enorme demônio os meninos pensavam tratar-se de um belo cenário de Vrindavana. Depois imaginaram que aquilo parecia a boca de uma grande serpente. Eles não sentiram nenhum medo, pensaram Que era uma estátua, em forma de uma serpente Que fora feita para alegras seus passatempos de meninos. Os meninos disseram: “Queridos amiguinhos, será Que essa criatura está morta ou ela está viva, com essa boca enorme aberta para engolir todos nós? Vamos conferir para ver do Que se trata?” Finalmente chegaram à conclusão de Que aquele animal estava ali para engolir a todos. Então os meninos olharam para Krshna,e, rindo alto e batendo palmas, entraram na boca da píton.
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Krshna, ouvindo os comentários inocentes dos meninos, viu Que eles não sabiam do Que aquilo realmente se tratava. Mas Krshna sabendo do risco Que eles corriam quis impedi-los de entrar para dentro da píton. Enquanto Krshna tentava descobrir um meio de impedi-los, todos os vaqueirinhos entraram na boca de Aghasura. O demônio, entretanto, não os engoliu, pois estava pensando em seus próprios parentes mortos por Krshna e simplesmente esperava Que Krshna entrasse. Krshna viu Que todos os vaqueirinhos, Que conheciam apenas ele como seu protetor, acabaram de suas vistas e estavam desamparados dentro da serpente, tal como palhas que entraram no fogo do abdômem de Aghasura, Que era a morte personificada.
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Para Krshna era intolerável separar-se de seu irmão e de seus amigos. Portanto, como se houvesse percebido Que isto fora um ato de sua potência interna, Krshna momentaneamente ficou paralisado e não sabia o Que fazer. Como ele poderia salvar os meninos e enfrentar a piton simultaneamente? Krshna, com sua potência ilimitada, decidiu agir. Ele então entrou na boca de Aghasura.
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Quando Krshna entrou, os semideuses, escondidos atrás das nuvens, exclamaram: “Ai de nós! Ai de nós!” Ao ouvir o som Que os semideuses emitiam atrás das nuvens, Krshna imediatamente avolumou-se dentro da garganta da serpente interrompendo sua respiração. Aghasura sufocou e como seu ar vitral não podia passar pelo único orifício o seu ar vital explodiu através de um pequeno orifício que a serpente tinha na cabeça. Quando todo o ar vital do demônio passou por aquele orifício, Krshna lançou seu olhar para os bezerros e vaqueirinhos mortos ressuscitando-os imediatamente. Então, Krishna conhecido por Mukunda , aqueçe Que pode dar liberação a todos, saiu da boca de Aghasura com todos os seus amiguinhos e bezerros.
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Do corpo da gigantesca piton, surgiu uma refulgência brilhante, iluminando toda a terra, em todas as direções, e permaneceu individualmente no céu até Que Krshna saísse da boca do cadáver da serpente. Então, sob o olhar de todos os semideuses, essa refulgência entrou no corpo de Krshna.
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Em seguida, estando todos satisfeitos, os semideuses começaram a derramar flores, as Apsaras Que são dançarinas celestiais começaram a dançar, os Gandharvas Que são cantores celestiais ofereciam canções sob a forma de orações.
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Os percussionistas começaram a bater seus tímbales e os brahmanas Que são sacerdotes monges ofereceram hinos védicos e, tanto no céu quanto na terra, a harmonia foi restaurada e todos glorificaram ao Senhor.

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publicado por Lalanesha Dasa às 12:06

Dezembro 13 2014

O Livro de Krishna a Suprema Personalidade de Deus, é repleto de historias originais e fascinantes, e ao mesmo tempo é muito divertido com atividades extraordinárias, dos passatempos do Senhor Krishna, que adveio a Terra há cerca de 5000 anos atras.

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Quem quiser adquirir esse livro que narra todo o Seu advento do Senhor Krishna, é só ir no link a seguir abaixo:

 https://www.sankirtana.com.br/br/produto/13/krishna-book-volumes-1-2/30/

publicado por Lalanesha Dasa às 18:01

Dezembro 13 2014

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 Ninguém deve ficar pensando que os devotos que não têm tanto conhecimento não são queridos pelo Senhor. O Senhor diz que todos eles são magnânimos porque qualquer um que se dirige ao Senhor por qualquer propósito é chamado de mahãtmã, ou grande alma. Os devotos que querem algum benefício em troca do serviço devocional são aceitos pelo Senhor porque há uma troca de afecto. Por afeição, eles pedem ao Senhor algum benefício material, e quando obtêm isto, eles ficam tão satisfeitos que também avançam em serviço devocional. Mas o devoto com conhecimento pleno é considerado muito querido pelo Senhor porque seu único propósito é servir ao Senhor Supremo com amor e devoção. Semelhante devoto não pode viver um segundo sem entrar em contacto com o Senhor Supremo ou sem Lhe prestar serviço. Da mesma forma, o Senhor Supremo gosta muito de Seu devoto e não consegue separar-Se dele.

Como Krishna mesmo diz:

Todos esses devotos são sem dúvida almas magnânimas, mas aquele que cultiva o conhecimento acerca de Mim, Eu o considero como sendo tal qual Eu mesmo. Ocupando-se em Me prestar serviço transcendental, ele com certeza Me alcançará, e esta é a meta mais elevada e perfeita. E após muitos nascimentos e mortes, aquele que tem verdadeiro conhecimento rende-se a Mim, sabendo que sou a causa de todas as causas e de tudo o que existe. É muito raro encontrar semelhante grande alma.

Após muitas e muitas vidas de serviço devocional ou rituais transcendentais, pode-se realmente chegar ao conhecimento transcendental puro segundo o qual a Suprema Personalidade de Deus é a meta última da realização Espiritual. No início da realização Espiritual, enquanto há a tentativa de abandonar o apego ao materialismo, há alguma tendência ao impersonalismo, ou no vazio, mas ao continuar o avanço, passa-se a compreender que há actividades na vida Espiritual e que estas actividades constituem o serviço devocional. Quando entende isto, o devoto se apega à Suprema Personalidade de Deus e se rende a Ele. Neste momento há a compreensão de que a misericórdia do Senhor  Krishna é tudo, que Ele é a causa de todas as causas e que esta manifestação material não é independente dEle. O devoto percebe que o mundo material é um reflexo pervertido da variedade Espiritual e entende que tudo está relacionado com o Supremo Senhor Krishna. Assim, ele sabe que em tudo está a mão de  Krishna. Tendo esta visão universal do Senhor Supremo, ele fica estimulado a render-se por completo ao Senhor Supremo  Krishna, considerando esta a sua meta mais elevada. É muito raro encontrar semelhantes grandes almas, que se renderam totalmente ao Senhor.

Senhor Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, a Superalma de todas as entidades vivas, conhece o coração de todos muito bem. Ele é especialmente inclinados aos Seus devotos. Por isso entende-se que um devoto que está completamente rendido à Suprema Personalidade de Deus já adquiriu a posição de um mais elevada de vida Espiritual. Sem ter uma verdadeira compreensão de vida Espiritual, não se pode abordar o Supremo, o Senhor Krishna. Krishna está especialmente preocupado em vencer a angústia de seus devotos, pois e Ele é o único abrigo dos devotos puros.

Neste ponto, existe uma historia, sobre o valor que um devoto tem, quando se aproxima de Krishna com uma única intenção de amor puro.

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Krishna fica agradecido em apreciar o Espírito amoroso de Seu devoto, e não exactamente ao serviço prestado. Ninguém pode servir a Krishna completamente. Ele é tão completo e auto-suficiente que não necessita de serviço algum do devoto. É a atitude de amor e afei­ção do devoto por Krishna que O faz agradecido. Um excelente exemplo deste compor­tamento de gratidão manifestou-se quando Sudama Vipra foi até o palácio de Krishna. Sudama Vipra fora colega de escola de Krishna, e, por causa de sua pobreza, sua esposa induziu-o a visitar Krishna com a finalidade de Lhe pedir ajuda. Quando Sudama Vipra chegou ao palácio de Krishna, este o recebeu muito bem, e tanto Ele quanto Sua esposa, mostrando respeito a Sudama Vipra, lavaram seus pés. Recordando-Se das actividades amorosas que compartilhara com Sudama na infância, Krishna colocou-Se a verter lágrimas enquanto o recebia.

E assim Krishna se pôs a lembrar das actividades deles quando viviam na escola de seu mestre Espiritual dizendo:

" Meu querido amigo, penso que você se lembra de nossas actividades durante os dias que vivíamos como estudantes na escola de nosso mestre Espiritual. Talvez se lembre quando, certa vez, fomos apanhar lenha na floresta a mando do nosso mestre Espiritual. Enquanto juntávamos a madeira seca, acabamos nos perdendo na densa floresta. Houve uma inesperada tempestade, com raios no céu e o som do explosivo trovão. Logo após veio o pôr-do-sol e nós estávamos perdidos na selva escura. Depois disto, caiu uma chuva pesada; o solo inteiro ficou inundado com agua e não pudemos localizar o caminho de regresso a escola de nosso mestre Espiritual. Por causa dessa densa tempestade, começamos a nos sentir doloridos e, em qualquer direcção que virássemos, ficávamos confusos. Naquela condição angustiante, pegamos na mão um do outro tentando descobrir o caminho de volta. Passamos a noite inteira daquele modo e, de manhã cedo, quando nossa ausência foi percebida pelo nosso mestre Espiritual. ele ordenou aos seus discípulos que nos procurassem. Ele também veio com eles e, quando eles nos localizaram, perceberam nossa aflição."

Krishna continuo dizendo:

" Meu querido amigo, você pode lembrar que muitos incidentes aconteceram enquanto vivíamos na escola de nosso mestre Espiritual. Ambos percebemos que, sem as bênçãos do mestre Espiritual genuíno, ninguém pode se tornar feliz. Pela misericórdia do mestre Espiritual genuíno, pode-se alcançar a paz e prosperidade e cumprir a missão da vida humana."

Ao ouvir tais relatos do Senhor Krishna, Sudama Vipra respondeu com as seguintes palavras:

Meu querido e amado Senhor Krishna. Você é o Senhor Supremo e o mestre Espiritual Supremo de todos e, como fui afortunado o bastante por morar com Você na escola de nosso mestre, penso que não tenho nada mais a fazer quanto aos deveres prescritos nos Vedas. Meu querido Senhor, os hinos Védicos, as cerimonias ritualísticas, as actividades religiosas, e todas as outras necessidades para a perfeição da vida humana, incluindo o desenvolvimento económico, a satisfação dos sentidos e a liberação, são todos derivados de uma única fonte: Sua Personalidade Suprema. Todos os processos diferentes de vida destinam-se, em ultima analise, a entender Sua Personalidade. Em outras palavras, eles são diferentes partes de Sua forma transcendental. E ainda assim, Você representou o papel de um estudante e morou connosco na casa do nosso mestre Espiritual. Isto significa que Você realizou todos os passatempos apenas para Seu prazer; caso contrário, não haveria qualquer necessidade de representar o papel de um ser humano."

O Senhor Krishna. a Suprema Personalidade de Deus, a Superalma de todas as entidades vivas, conhece muito bem o coração de todos. Portanto, compreende-se que um devoto que seja rendido à Suprema Personalidade de Deus já adquiriu a mesma posição de Sudama Vipra.

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:18

Dezembro 11 2014

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 “Ó meu Senhor, Você é o mantenedor do Universo inteiro, e o Seu serviço devocional é o princípio religioso mais elevado. Por isso, oro para que também me mantenha. Sua forma transcendental é coberta pela energia ilusória chamada de yoga-maya. Por favor, remova esta refulgência ofuscante que me impede de ver Sua forma eterna de bem-aventurança e conhecimento.”

“Ó Suprema Personalidade de Deus, ó Superalma, ó Senhor de todo o mistério, quem é que neste mundo pode calcular Sua potência e passatempos? Você está sempre expandindo Sua potência interna, e por conseguinte ninguém pode entendê-lO. Os cientistas eruditos e os estudiosos cultos podem examinar a constituição atômica do mundo material ou mesmo dos planetas, mas mesmo assim, eles são incapazes de calcular Sua energia e potência, embora Você esteja presente diante deles”.

A Suprema Personalidade de Deus, em Sua forma transcendental de bem-aventurança e conhecimento, é coberto pela Sua potência interna, e é por isso que as pessoas menos inteligentes não podem ver o Supremo. A Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Krishna, além de não nascido, também é inexaurível. Sua forma eterna é de bem-aventurança e conhecimento, e Suas energias são todas inesgotáveis. 

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publicado por Lalanesha Dasa às 17:09

Dezembro 09 2014

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 Todas as actividades materiais no mundo estão sendo conduzidas sob a influência dos três modos da natureza material. Krishna, o Senhor Supremo, não está sujeito aos modos da natureza material, apesar de estes serem emanações dEle. Por exemplo, sob as leis do Estado alguém pode ser punido, mas o rei, o legislador, não está sujeito a essa lei. Da mesma forma, todos os modos da natureza material _ bondade, paixão e ignorância _ são emanações do Supremo Senhor Kṛṣṇa, mas Kṛṣṇa não está sujeito à natureza material. Por isso, Ele é nirguṇa, que significa que estes modos, embora provenientes dEle, não O afectam. Esta é uma das características especiais da Suprema Personalidade de Deus Krishna.

O mundo inteiro está encantado pelos três modos da natureza material. Aqueles que estão confundidos por estes três modos não podem entender que, transcendental a esta natureza material, está o Supremo Senhor Krishna.

Cada entidade viva sob a influência da natureza material tem correspondentemente um tipo particular de corpo e um tipo específico de actividade psicológica e biológica. Há quatro classes de homens agindo nos três modos da natureza material. Aqueles que estão só no modo da bondade chamam-se sábios, monges, sacerdotes. Aqueles que estão só no modo da paixão chamam-se administradores, guerreiros. Aqueles que estão em conjunto com os modos da paixão e da ignorância chamam-se comerciantes. E aqueles que estão em completa ignorância chamam-se trabalhadores braçais que são submetidos a árduos trabalhos servindo as classes acima mencionado. Todos estes modos em conjunto formam a sociedade humana mantendo o equilíbrio do progresso social da humanidade. E aqueles que estão aquém destes modos ou gunas são animais ou levam vida animal. Entretanto, estas designações não são permanentes. Talvez alguém se designe como sendo um sábio ou monge, administrador ou guerreiro, comerciante ou algo diferente _ de qualquer modo, a vida é temporária.  Porém, embora a vida seja temporária e não saibamos o que vamos ser na próxima vida, pelo encanto desta energia ilusória, nós nos definimos de acordo com esta concepção de vida corpórea, e assim pensamos que somos americanos, indianos, russos, ou monges, hindus, muçulmanos, etc. E se nos enredamos nos modos da natureza material, então, esquecemo-nos da Suprema Personalidade de Deus que está controlando todos esses modos. Por isso, o Senhor Krishna diz que as entidades vivas iludidas por esses três modos da natureza não entendem que, por trás desses elementos materiais, está a Suprema Personalidade de Deus.

Há muitas espécies diferentes de entidades vivas — seres humanos, semideuses, animais, etc. — e cada uma delas está sob a influência da natureza material, e todas se esqueceram da Personalidade de Deus transcendental. Aqueles que estão nos modos da paixão e da ignorância, e mesmo aqueles que estão no modo da bondade, não conseguem ultrapassar a concepção de que a Verdade Absoluta é o Espírito Supremo impessoal. Eles se confundem diante do aspecto pessoal do Senhor Supremo, que manifesta toda a beleza, opulência, conhecimento, força, fama e renúncia. Se nem mesmo aqueles que estão em bondade conseguem compreender, que se pode esperar daqueles que estão em paixão e ignorância? A consciência de Krishna é transcendental a todos os três modos da natureza material, e aqueles verdadeiramente estabelecidos em consciência de Krishna estão de fato liberados.

Quando se aproximam do Senhor Supremo para Lhe prestar serviço devocional e purificam-se por completo, associando-se aos devotos puros, estas quatro classes de pessoas também se tornam devotos puros. Quanto aos descrentes, para eles o serviço devocional é muito difícil porque levam vidas egoístas, irregulares e sem metas espirituais. Mas mesmo alguns deles também se tornam devotos puros quando, por acaso, entram em contato com um devoto puro.

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publicado por Lalanesha Dasa às 09:54

Dezembro 05 2014

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 O mundo deve compreender que, de fato, nada pertence a ninguém. Então, como falar de renúncia? Aquele que sabe que tudo é propriedade de Krishna está sempre situado em renúncia. Já que tudo pertence a Krishna, tudo deve ser empregado no serviço de Krishna.

Como Krishna mesmo enfatiza dizendo:

Aquele que não odeia e nem deseja os frutos de suas actividades, é conhecido como quem está sempre renunciado. Tal pessoa, livre de todas as dualidades, supera facilmente o cativeiro material e está inteiramente liberada.

A pessoa, que está em plena consciência de Krishna está sempre renunciado porque não sente ódio nem desejo pelos resultados de suas acções. Este renunciante, dedicado ao serviço transcendental amoroso do Senhor, está plenamente qualificado em conhecimento, porque conhece sua posição constitucional em relação a Krishna. Ele sabe muito bem que Krishna é o todo e que ele é parte integrante de Krishna. Tal conhecimento é perfeito porque é correcto qualitativa e quantitativamente. O conceito de unidade com Krishna é incorrecto porque a parte não pode ser igual ao todo. O conhecimento de que é igual em qualidade mas diferente em quantidade é conhecimento transcendental correcto, que leva a pessoa a tornar-se completa em si mesma, não tendo nada a que aspirar ou de que lamentar-se. Não há dualidade em sua mente porque tudo o que faz, ela o faz para Krishna. Estando nesta plataforma livre de dualidades, ela é liberada _ mesmo neste mundo material.

O verdadeiro propósito da investigação filosófica é encontrar a meta última da vida. Como a meta última da vida é a auto-realização, não há diferença entre as conclusões alcançadas pelos dois processos. Pela investigação do processo filosófico, chega-se à conclusão de que a entidade viva não é parte integrante do mundo material, mas sim da suprema totalidade Espiritual. Por conseguinte, a alma Espiritual nada tem a ver com o mundo material; suas acções devem ter alguma relação com o Supremo. Quando age em consciência de Krishna, ela está em sua verdadeira posição constitucional. No primeiro processo, filosófico, é necessário desapegar-se da matéria, e no processo da yoga devocional, deve haver o apego ao trabalho em consciência de Krishna. De fato, ambos os processos são a mesma coisa, embora superficialmente um processo pareça envolver desapego e o outro pareça envolver apego. Desapego da matéria e apego a Krishna dão na mesma. Quem pode ver isto vê as coisas como elas são.

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publicado por Lalanesha Dasa às 21:09

Dezembro 02 2014

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 A verdadeira posição constitucional do ser vivo é de subordinação ao Senhor Supremo, do qual emana todo o conhecimento puro.  E ao deixar-se iludir, afastando-se deste conhecimento puro, o ser vivo, ficará sob o controle da energia ilusória e não poderá compreender a Suprema Personalidade de Deus. A energia ilusória manifesta-se na dualidade produzida pelo desejo e pelo ódio. Devido ao desejo e ao ódio, o ignorante quer tornar-se uno com o Senhor Supremo e inveja Krishna como a Suprema Personalidade de Deus. Aqueles que não estão iludidos nem contaminados por desejo e ódio, podem compreender que o Senhor Krishna aparece por meio de Suas potências internas, porém aqueles que estão iludidos pela dualidade e ignorância, pensam que a Suprema Personalidade de Deus é um produto das energias materiais. Mas isto é um infortúnio para eles. Iludidas, essas pessoas manifestam suas dualidades sob a forma de desonra e honra, miséria e felicidade, mulher e homem, bom e mau, prazer e dor, etc., pensando: “Esta é minha esposa; esta é minha casa; eu sou o dono desta casa; eu sou o marido desta mulher”. Estas são as dualidades decorrentes da ilusão. Aquelas pessoas que caem vítima dessa ilusão e vivem num mundo de dualidades são na verdade tolas e por isso não podem compreender a Suprema Personalidade de Deus e toda a Sua manifestação, que torna possível haver, quando o destino delas vincula-se com o objectivo de vida.

Porem, Krishna afirma dizendo que:

Aqueles que agiram piedosamente tanto nesta vida quanto em vidas passadas, e cujas acções pecaminosas se erradicaram por completo, livram-se da ilusão manifesta sob a forma das dualidades, e se ocupam em servir-Me com determinação.

 

Aqueles que estão qualificados para elevar-se à posição transcendental são mencionados nesse sentido por Krishna. Porem para aqueles que são pecadores, ateus, tolos e enganadores, é muito difícil transcender a dualidade proveniente do desejo e do ódio. Só aqueles que passaram suas vidas praticando os princípios reguladores da religião, que agiram piedosamente e que extinguiram as reacções pecaminosas, podem aceitar o serviço devocional e aos poucos obter conhecimento puro acerca da Suprema Personalidade de Deus. Com o tempo eles podem chegar a meditar, em transe, na Suprema Personalidade de Deus. Este é o processo de situar-se na plataforma Espiritual. Esta elevação à consciência de Krishna é possível na associação com aqueles que praticam a devoção pura ao Senhor, pois, na associação dessas grandes almas, a pessoa liberta-se da ilusão. 

Todos os devotos do Senhor percorrem esta Terra apenas para tirarem da ilusão as almas condicionadas. Essa é a maior dadiva que se pode obter daqueles que praticam o conhecimento puro. 

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publicado por Lalanesha Dasa às 17:16

Ofereço respeitosas reverências a meu mestre espiritual que, com o archote do conhecimento, abriu meus olhos que estavam cegos por causa da ignorância!
Todos nós seres vivos, somos almas espirituais eternas, e, em contato com o mundo material, cada alma torna-se corporificada em um tipo de corpo particular, entre as 8.400.000 espécies de vida do universo terrestre; Segundo a literatura Védica ...
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Tema do Amor à Deus