*Sejam*Bem-Vindos*

Novembro 18 2014

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 Este é o destino ao qual queremos chegar. Porem, a meta última é Krishna, embora as pessoas não saibam disso. Quem não conhece Krishna segue a trilha errada, e sua marcha aparentemente progressiva é parcial ou alucinatória. Todos devem aproximar-se de Krishna directamente, pois isso poupará tempo e energia. Por exemplo, se existe a possibilidade de subir ao topo de um edifício com o auxílio de um elevador, por que alguém iria pelas escadas, degrau por degrau? Tudo repousa na energia de Krishna; portanto, sem o refúgio em Krishna nada pode existir. Krishna é o governante supremo porque tudo Lhe pertence e tudo existe em Sua energia. Krishna, estando situado nos corações de todos, é a testemunha suprema. As residências, regiões ou planetas em que vivemos também são Krishna. Krishna é o abrigo final, e portanto todos devem abrigar-se em Krishna, seja para protecção, seja para mitigar suas misérias. E sempre que tivermos que aceitar protecção, é bom sabermos que nossa protecção deve ser uma força viva. Krishna é a entidade viva suprema. E como Krishna é a fonte da qual somos gerados, ou o pai supremo, ninguém pode ser um melhor amigo do que Krishna, nem tampouco pode alguém ser um melhor bem-querente. Krishna é a fonte que origina a criação e o repouso último após a aniquilação. Krishna é, portanto, a eterna causa de todas as causas.

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publicado por Lalanesha Dasa às 15:20

Novembro 15 2014

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 Sem dúvida alguma, é muito difícil refrear a mente inquieta, mas isso é possível pela prática adequada e pelo desapego.

A Personalidade de Deus admite aqui a dificuldade de controlar a mente obstinada, conforme expresso neste texto. Porém Ele ao mesmo tempo sugere que através da prática e do desapego, isso será possível. Qual é esta prática? Na era actual, ninguém pode seguir as regras e regulações estritas segundo as quais deve-se refugiar num lugar sagrado, focalizar a mente na Superalma, refrear os sentidos e a mente, observar celibato, ficar sozinho, etc. Entretanto, pela prática da consciência de Krishna, podemos nos ocupar em nove tipos de serviço devocional ao Senhor. A primeira e mais importante destas ocupações devocionais é ouvir sobre Krishna. Este é um poderosíssimo método transcendental que elimina da mente todas as dúvidas. Quanto mais ouvimos sobre Krishna, mais nos iluminamos e nos desapegamos de tudo o que afasta a mente de Krishna. Impedindo que a mente se interesse por actividades não devotadas ao Senhor. Desapego significa desapegar-se da matéria e ocupar a mente no Espírito. O desapego Espiritual impessoal é mais difícil do que fazer a mente se apegar às actividades de Krishna. Isto é prático porque, ouvindo sobre Krishna, logo nos apegamos ao Espírito Supremo. Este apego é satisfação Espiritual. É exactamente como o sentimento de satisfação que um homem faminto experimenta a cada bocado de alimento que come. Quanto mais come quando tem fome, mais ele sente satisfação e força. De modo semelhante, pela execução do serviço devocional sentimos satisfação transcendental crescente, à medida que a mente se desapega dos objectivos materiais. É como curar uma doença por meio de tratamento hábil e dieta adequada. Ouvir sobre as actividades transcendentais do Senhor Krishna é, portanto, um tratamento eficaz para a mente desvairada, e comer o alimento oferecido a Krishna é a dieta apropriada para o paciente. Este tratamento é o processo da consciência de Krishna.

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publicado por Lalanesha Dasa às 18:56

Novembro 12 2014

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 O conhecimento, o objecto do conhecimento e o conhecedor são os três factores que motivam a acção; os sentidos, o trabalho e o autor são os três constituintes da acção.

Há três espécies de ímpeto para o trabalho diário: o conhecimento, o objecto do conhecimento e o conhecedor. Os instrumentos do trabalho, o próprio trabalho e o trabalhador chamam-se os constituintes do trabalho. Todo trabalho feito por qualquer ser humano tem estes elementos. Antes que a pessoa aja, existe algum ímpeto, que se chama inspiração. Qualquer solução a que se chegue antes que o trabalho seja efectuado é uma forma sutil de trabalho. Então, o trabalho toma a forma de acção. Primeiro, a pessoa tem que passar por três processos psicológicos _ pensar, sentir e querer _ e isto se chama ímpeto. A inspiração para o trabalho é a mesma, venha ela da escritura ou da instrução do mestre Espiritual. Quando existe a inspiração e existe o trabalhador, então acontece a verdadeira actividade com a ajuda dos sentidos, incluindo a mente, que é o centro de todos os sentidos. O somatório de todos os constituintes de uma actividade chama-se a acumulação do trabalho.

E alem de tudo, o renunciante inteligente, situado no modo da bondade, que não detesta o trabalho inauspicioso nem se apega ao trabalho auspicioso, não tem nenhuma dúvida sobre o trabalho.

Quem está em consciência de Krishna ou no modo da bondade não odeia ninguém nem nada que incomode seu corpo. Ele executa seu trabalho no lugar apropriado e no tempo apropriado, sem temer os efeitos penosos de seu dever. Deve-se entender que tal pessoa situada em transcendência é muito inteligente e não tem dúvidas sobre o que faz. É com esta mentalidade que se devem executar os deveres prescritos. Deve-se agir sem apego ao resultado; e deve-se desassociar dos modos de seu trabalho. Um homem que trabalha em consciência de Krishna numa fábrica, não se associa com o trabalho da fábrica, nem com os trabalhadores da fábrica. Tudo o que ele faz é trabalhar para Krishna. E quando entrega o resultado desse labor a Krishna, ele age transcendentalmente. 

Desde que temos que trabalhar até mesmo para a simples manutenção do corpo, os deveres prescritos para a posição social e as qualidades específicas são feitos de maneira tal que o propósito possa se cumprir. Todas as execuções de sacrifício também se destinam à satisfação do Senhor. Portanto, deve-se trabalhar para a satisfação do Senhor. Qualquer outro trabalho feito neste mundo material será causa de cativeiro, pois o trabalho, bom ou mau, tem suas reacções, e qualquer reacção ata o executante. Por isso, temos de trabalhar em consciência de Krishna para satisfazer Krishna; e enquanto executamos estas actividades, estamos na fase liberada. Esta arte de trabalhar é magnífica, e no início este processo requer uma hábil orientação. Deve-se, portanto, agir mui diligentemente, sob a qualificada orientação de um devoto do Senhor Krishna, ou sob a instrução directa do próprio Senhor Krishna. Nada deve ser executado para o gozo dos sentidos, mas tudo deve ser feito para a satisfação de Krishna. Esta prática não só nos salvará da reacção do trabalho, mas também nos elevará pouco a pouco ao serviço transcendental amoroso ao Senhor, o único meio que pode promover-nos ao reino de Deus.

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publicado por Lalanesha Dasa às 20:17

Novembro 11 2014

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 O aparecimento temporário da felicidade e da aflição, e o seu desaparecimento no devido tempo, são como o aparecimento e o desaparecimento das estações de inverno e verão. Eles surgem da percepção sensorial, e precisa-se aprender a tolerá-los sem se perturbar.

Na adequada execução do dever, a pessoa tem de aprender a tolerar aparecimentos e desaparecimentos transitórios de felicidade e aflição. Qualquer pessoa que fique firme em sua determinação de chegar à fase da compreensão Espiritual avançada e consiga ter a mesma tolerância nas investidas da aflição e da felicidade, na certa é qualificada para a liberação. De um modo geral, as dificuldades são decorrentes do fato de se ter de romper as relações familiares, de abandonar a ligação com esposa e filhos. Mas se alguém for capaz de tolerar estas dificuldades, seguramente seu caminho para a realização Espiritual estará completa. 

Aqueles que são videntes da verdade concluíram que não há continuidade para o inexistente (o corpo material) e que não há interrupção para o existente (a alma). Eles concluíram isto estudando a natureza de ambos.

O corpo mutável não perdura. O corpo está mudando a cada momento através das acções e reacções das diferentes células; e assim ocorrem o crescimento e a velhice no corpo. Mas a alma Espiritual tem existência perene, e não sofre transformações apesar de todas as mudanças por que passam o corpo e a mente. Esta é a diferença entre a matéria e o espírito. Por natureza, o corpo está sempre mudando, e a alma é eterna. Esta conclusão é estabelecida por todas as classes de videntes da verdade, tanto impersonalistas quanto personalistas. 

Este é o início da instrução do Senhor às entidades vivas que estão perplexas devido à influência da ignorância. A remoção da ignorância envolve o restabelecimento da relação eterna entre o adorador e o adorável e a  consequente compreensão da diferença entre as entidades vivas que são partes integrantes e a Suprema Personalidade de Deus. A pessoa pode compreender a natureza do Supremo pelo estudo completo de si próprio, e a diferença entre ela e o Supremo é compreendida em termos da relação entre a parte e o todo. Supremo é aceito como a origem de todas as emanações. Tais emanações são experimentadas por sequências naturais superiores e inferiores. As entidades vivas pertencem à natureza superior. Embora não haja diferença entre a energia e o energético, o energético é aceito como o Supremo, e a energia, ou a natureza, é aceita como subordinada. Os seres vivos, portanto, são sempre subordinados ao Senhor Supremo, como acontece no caso do amo e do servo, ou do mestre e do discípulo. Tal conhecimento claro é impossível de compreender sob o encanto da ignorância e para exterminar tal ignorância o Senhor ensina o Bhagavad-Gita para a iluminação de todas as entidades vivas em qualquer época.

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publicado por Lalanesha Dasa às 20:02

Novembro 06 2014

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Aquele que pensa que a entidade viva é o matador e aquele que pensa que ela é morta não estão em conhecimento, pois o eu não mata nem é morto. 

Quando um ser encarnado é golpeado por armas fatais, convém saber que este ser dentro do corpo não é morto. A alma Espiritual é tão pequena que é impossível matá-la com alguma arma material. . E devido à sua constituição Espiritual, a entidade viva não pode ser morta. O que é morto, ou supõe-se que seja morto, é apenas o corpo. Entretanto, isto não significa que se deve matar o corpo. O preceito védico é: jamais cometas violência contra alguém. Tampouco o fato de alguém compreender que a entidade viva não é morta significa que ele possa sair por aí a matar animais. Matar o corpo de alguém sem autorização é abominável e é punível pela lei do Estado e pela lei do Senhor. Todavia, Arjuna vai ocupar-se em matar pelo princípio da religião, e não por capricho.

As actividades executadas em vida determinarão o próximo nascimento. Assim, após terminar um período de actividades, a pessoa morre, e em seguida nasce para recomeçar suas actividades. Ela assim vai passando por ciclos consecutivos de nascimentos e mortes, sem alcançar a liberação. Este ciclo de nascimentos e mortes não apóia a prática do homicídio, massacre e guerra desnecessários. Mas ao mesmo tempo, a violência e a guerra são factores inevitáveis para manter a lei e a ordem na sociedade humana.

Krishna diz:

Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, e uma ascensão predominante de irreligião _ aí então Eu próprio descendo. Para libertar os piedosos e aniquilar os descrentes, bem como para restabelecer os princípios da religião, Eu mesmo venho, milênio após milênio.

Aquele que pode compreender de verdade o aparecimento da Personalidade de Deus já está liberado do cativeiro material, e por isso retorna ao reino de Deus logo após deixar o actual corpo material. O fato é que para conseguir libertar-se do cativeiro material a entidade viva precisa vencer sérias dificuldades.  “Pode alcançar a fase perfeita de liberação, na qual se escapa do nascimento e da morte, quem simplesmente conhece o Senhor, a Suprema Personalidade de Deus, e não há outra maneira de alcançar esta perfeição.”

E se aceitamos a conclusão védica que consta no Bhagavad-Gita segundo a qual estes corpos materiais acabam perecendo no transcorrer do tempo, sendo que a alma é eterna, então devemos sempre lembrar-nos de que o corpo é como uma roupa; portanto, por que lamentar a mudança de uma roupa? O corpo material não tem uma existência verdadeiramente relacionada com a alma eterna. É algo parecido com um sonho. Num sonho, podemos pensar que voamos no céu, ou sentamo-nos numa quadriga como um rei, mas quando acordamos, podemos ver que não estamos nem no céu nem sentados na quadriga. A sabedoria védica encoraja a auto-realização, tomando-se como base a não-existência do corpo material. Logo, em qualquer dos casos, quer se acredite na existência da alma, ou não se acredite na existência da alma, não há motivo de lamentação pela perda do corpo.

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publicado por Lalanesha Dasa às 15:41

Novembro 03 2014

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  Há três espécies de ímpeto para o trabalho diário: o conhecimento, o objecto do conhecimento e o conhecedor. Os instrumentos do trabalho, o próprio trabalho e o trabalhador chamam-se os constituintes do trabalho. Todo trabalho feito por qualquer ser humano tem estes elementos. Antes que a pessoa aja, existe algum ímpeto, que se chama inspiração. Qualquer solução a que se chegue antes que o trabalho seja efectuado é uma forma sutil de trabalho. Então, o trabalho toma a forma de acção. Primeiro, a pessoa tem que passar por três processos psicológicos _ pensar, sentir e querer _ e isto se chama ímpeto. A inspiração para o trabalho é a mesma, venha ela da escritura ou da instrução do mestre espiritual. Quando existe a inspiração e existe o trabalhador, então acontece a verdadeira actividade com a ajuda dos sentidos, incluindo a mente, que é o centro de todos os sentidos. O somatório de todos os constituintes de uma actividade chama-se a acumulação do trabalho.

Conforme os três diferentes modos da natureza material, há três classes de conhecimento, acção e executor da acção.

Até mesmo os inteligentes ficam confusos em determinar o que é acção e o que é inacção. É dificílimo entender as complexidades da acção. Portanto, deve-se saber exactamente o que é acção, o que é acção proibida e o que é inacção.

“Nas criações materiais, o Senhor é apenas a causa suprema. A causa imediata é a natureza material, pela qual a manifestação cósmica se torna visível.” Os seres criados são de muitas variedades, tais como os semideuses, os seres humanos e os animais inferiores, e todos eles estão sujeitos às reacções de suas actividades passadas, boas ou más. O Senhor apenas lhes dá condições favoráveis ao desenvolvimento dessas actividades e ao andamento dos modos da natureza, mas nunca Se torna responsável pelas actividades presentes e passadas por eles executadas. O Senhor nunca tem parcialidade por nenhuma entidade viva. A entidade viva é responsável por seus próprios atos. O Senhor apenas lhe dá facilidades através da natureza material, ou energia externa. Qualquer um que seja plenamente versado em todas as complexidades desta lei do karma, ou actividades fruitivas, não é afectado pelos resultados de suas actividades. Em outras palavras, aquele que compreende esta natureza transcendental do Senhor é uma pessoa experiente na consciência de Krishna, e por isso nunca se sujeita às leis do karma. Quem não conhece a natureza transcendental do Senhor e pensa que as actividades do Senhor visam os resultados fruitivos, tal qual as actividades realizadas pelos seres vivos comuns, decerto enreda-se nas reacções fruitivas. Mas quem conhece a Verdade Suprema é uma alma liberada, fixa em consciência de Krishna.

Esta liberdade do cativeiro das acções só é possível na consciência de Krishna, quando se faz tudo para satisfazer Krishna. Quem é consciente de Krishna age por puro amor à Suprema Personalidade de Deus, e por isso não se apega aos resultados da acção. Ele nem mesmo está preocupado com sua manutenção pessoal, pois Krishna Se encarrega de tudo. Tampouco está ansioso por conseguir mais coisas, ou em proteger as coisas que já estão em sua posse. Ele cumpre seu dever da melhor forma que lhe é possível e deixa tudo a critério de Krishna. Quem é assim desapegado está sempre livre dos bons ou maus efeitos das reacções; é como se não estivesse fazendo nada.

Uma pessoa de compreensão age com a mente e a inteligência sob controle perfeito, e deixa de ter qualquer sentimento de propriedade por suas posses e age apenas para obter as necessidades mínimas da vida. Trabalhando assim, a pessoa não é afectada por reacções pecaminosas.

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publicado por Lalanesha Dasa às 20:40

Novembro 01 2014

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Entre as entidades vivas, as diferentes manifestações de corpos e de sentidos devem-se à natureza material. Há oito milhões e quatrocentas mil diferentes espécies de vida, e essas variedades são criações da natureza material. Elas surgem dos diferentes prazeres sensoriais da entidade viva, que então deseja viver neste ou naquele corpo. Quando é posta em diferentes corpos, ela desfruta diferentes espécies de felicidade e sofrimento. Sua felicidade e sofrimento materiais devem-se a seu corpo, e não à sua constituição original. Em seu estado original, não há dúvida de que ela sente prazer; portanto, este é seu verdadeiro estado. Devido ao desejo de assenhorear-se da natureza material, ela está no mundo material. No mundo espiritual, não há semelhante fenômeno. O mundo Espiritual é puro, mas no mundo material todos estão lutando arduamente para obter diferentes espécies de prazeres para o corpo. Seria mais claro dizer que este corpo é o efeito dos sentidos. Os sentidos são instrumentos para satisfazer o desejo. E o somatório _ corpo e sentidos que servem de instrumento _ é oferecido pela natureza material, e, como ficará claro no próximo verso, conforme seu desejo e atividade passados, a entidade viva envolve-se em circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis. De acordo com os desejos e atividades da pessoa, a natureza material lhe oferece vários tipos de moradias. O próprio ser é a causa de se atingir tais moradias e o consequente prazer ou sofrimento. Estando colocado em uma determinada espécie de corpo, ele fica sob o controle da natureza, porque o corpo, sendo matéria, age segundo as leis da natureza. Nesse momento, a entidade viva não tem poder algum para mudar essa lei. Suponhamos que a entidade seja posta num corpo de cachorro. Logo que recebe um corpo de cachorro, ela deve agir como um cachorro. Ela não pode agir de outra maneira. E se é posta num corpo de porco, então a entidade viva é forçada a comer excremento e a agir como porco. De modo semelhante, se é posta num corpo humano, a entidade viva deve agir conforme seu corpo. Esta é a lei da natureza. 

Dessa forma, a entidade viva dentro da natureza material segue os caminhos da vida, desfrutando os três modos da natureza. Isto decorre de sua associação com essa natureza material. Assim, ela se encontra com o bem e o mal entre as várias espécies de vida. 

Contudo, neste corpo há um outro, um desfrutador transcendental, que é o Senhor, o proprietário supremo, que age como o supervisor e permissor, e que é conhecido como Superalma.

O fato é que cada entidade viva é eternamente parte integrante do Senhor Supremo, e ambos se relacionam de maneira íntima como amigos. Mas a entidade viva tem a tendência de rejeitar a sanção do Senhor Supremo e procura agir com independência, na tentativa de dominar a natureza. Por ter esta tendência, ela se chama a energia marginal do Senhor Supremo. A entidade viva pode situar-se na energia material ou na energia Espiritual. Enquanto estiver condicionada à energia material, o Senhor Supremo, sendo a Superalma e seu amigo, fica com ela apenas para ajudá-la a voltar para a energia Espiritual. O Senhor sempre tem interesse em levá-la de volta para a energia Espiritual, porém, devido à sua independência diminuta, a entidade individual rejeita continuamente a associação com a luz Espiritual. Este mau uso da independência é a causa da luta material que ela empreende na natureza condicionada. O Senhor, portanto, está sempre dando instruções interna e externamente.  Externamente, as instruções que Ele transmite são como aquelas contidas no Bhagavad-Gita, e internamente Ele tenta convencer a entidade viva de que suas atividades no campo material não conduzem à verdadeira felicidade. “Apenas desista disso e deposite sua fé em Mim. Então será feliz”, diz Ele. Assim, a pessoa inteligente que tem fé na Suprema Personalidade de Deus começa a avançar rumo a uma vida eterna e bem-aventurada, cheia de conhecimento. 

Quem pode ver que todas as atividades são executadas pelo corpo, que é uma criação da natureza material, e vê que o eu nada faz, vê de verdade.

Este corpo é feito pela natureza material sob a direção da Superalma, e ninguém causa as atividades que acontecem com relação ao seu corpo. Tudo o que se faz, seja por felicidade, seja por sofrimento, ele o faz devido à sua constituição corpórea. O eu, porém, está alheio a todas estas atividades corpóreas. Recebe-se este corpo de acordo com os desejos passados. Recebe-se um corpo e, agindo em harmonia com sua constituição física, procura-se satisfazer os desejos. Falando de maneira prática, o corpo é uma máquina projetada pelo Senhor Supremo que serve para satisfazer desejos. Devido a estes desejos, a pessoa passa por circunstâncias difíceis, ora sofrendo ora desfrutando. Quando desenvolve esta visão transcendental, a entidade viva não se identifica com as atividades corpóreas. Quem tem essa visão é um verdadeiro vidente.

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publicado por Lalanesha Dasa às 13:19

Outubro 27 2014

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A energia Espiritual e superior de Krishna é transcendental e eterna a esta matéria manifesta e imanifesta. Ela é Suprema e jamais é aniquilada. Quando todo este mundo é aniquilado, aquela região permanece inalterada.

Deve-se entender que a natureza material e as entidades vivas não têm começo. As transformações por que elas passam e os modos da matéria são produtos da natureza material.

Através do conhecimento transmitido e inserido aqui, pode-se compreender o corpo (o campo de actividades) e os conhecedores do corpo (tanto a alma individual quanto a Superalma). O corpo é o campo de actividade e é constituído de natureza material. A alma individual encarnada que desfruta as actividades do corpo é a entidade viva. Ela é um conhecedor, e o outro é a Superalma. Evidentemente, deve-se compreender que tanto a Superalma quanto a entidade individual são diferentes manifestações da Suprema Personalidade de Deus. A entidade viva classifica-se como Sua energia, e a Superalma está na categoria de Sua expansão pessoal. 

Tanto a natureza material quanto a entidade viva são eternas. Quer dizer, elas existiam antes da criação. A manifestação material faz parte da energia do Senhor Supremo, assim como as entidades vivas. Porém, as entidades vivas pertencem à energia superior. Tanto as entidades vivas quanto a natureza material existiam antes que este cosmos fosse manifestado. A natureza material estava absorvida na Suprema Personalidade de Deus, e quando foi necessário, ela se manifestou por intermédio de Sua potencia cósmica universal. De modo semelhante, as entidades vivas também estão nEle, e porque são condicionadas, elas são avessas a servir ao Senhor Supremo. Então, não lhes é permitido entrar no céu espiritual. Porém, com o surgimento da natureza material, estas entidades vivas recebem nova oportunidade de agir no mundo material e preparar-se para entrar no mundo espiritual. Este é o mistério desta criação material. Na verdade, originalmente a entidade viva é parte integrante espiritual do Senhor Supremo, porém, devido à sua natureza rebelde, ela torna-se condicionada à natureza material. Realmente, não importa como essas entidades vivas ou entidades superiores do Senhor Supremo entraram em contacto com a natureza material. Entretanto, a Suprema Personalidade de Deus sabe como e por que isto de fato aconteceu. Nas escrituras, o Senhor diz que aqueles que se sentem atraídos a esta natureza material estão empreendendo uma árdua luta pela existência. No entanto, através das descrições destes poucos versos, convém sabermos perfeitamente que todas as transformações e influências que os três modos imprimem na natureza material, também são produtos da natureza material. Todas as transformações e variedades relacionadas com as entidades vivas devem-se ao corpo. Quanto ao espírito, as entidades vivas são todas iguais.

Como Krishna mesmo afirma dizendo:

A totalidade da substância material, chamada Espírito Supremo, é a fonte do nascimento, e é esse Espírito Supremo que Eu fecundo, possibilitando os nascimentos de todos os seres vivos.

Pela vontade da Suprema Personalidade de Deus, a natureza superior entra em contacto com a natureza material, e depois todas as entidades vivas nascem desta natureza material. 

O escorpião põe seus ovos em montes de arroz, e às vezes se diz que o escorpião nasce do arroz. Mas o arroz não é a causa do escorpião. Na verdade, os ovos foram postos pela mãe. De modo semelhante, a natureza material não é a causa do nascimento das entidades vivas. A semente é dada pela Suprema Personalidade de Deus, e tem-se a impressão de que elas surgem como produtos da natureza material. Assim, cada entidade viva, conforme suas actividades passadas, tem um corpo diferente, criado por esta natureza material, de modo que a entidade possa gozar ou sofrer segundo seus actos passados. O Senhor é a causa de todas as manifestações de entidades vivas neste mundo material.

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publicado por Lalanesha Dasa às 19:01

Outubro 25 2014

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Aquele que de fato veio a entender sua posição constitucional como servo eterno do Senhor abandona todas as ocupações e passa a agir apenas em consciência de Krishna. Esta posição constitucional como servo eterno do Senhor, significa serviço transcendental amoroso ao Senhor. Este serviço devocional é a atitude correcta tomada pela entidade viva. Só quem é mesquinho deseja gozar o fruto de seu próprio trabalho aumentando assim seu enredamento no cativeiro material. Com a exceção do trabalho em consciência de Krishna, todas as actividades são abomináveis porque sempre prendem o autor ao ciclo do nascimento e morte. Assim jamais se deve desejar ser a causa do trabalho. Tudo deve ser feito em consciência de Krishna, para a satisfação de Krishna. Os avarentos não sabem utilizar os bens materiais adquiridos pela boa fortuna ou pelo trabalho árduo. A pessoa deve gastar todas as energias trabalhando em consciência de Krishna, e isto fará sua vida um sucesso. Tal qual os avarentos, as pessoas desafortunadas não aplicam sua energia humana no serviço do Senhor.

Aquele que está ocupado no serviço devocional, livra-se tanto das boas quanto das más acções, mesmo durante esta vida. Portanto, empenhar-se na yoga, é a arte de todo o trabalho e conhecimento.

Desde tempos imemoriais, cada ser vivo vem acumulando as várias reacções de seu trabalho, bom e mau. Isto deixa-o sempre ignorante de sua verdadeira posição constitucional. Ele pode eliminar sua ignorância ao ouvir a instrução do Bhagavad-Gita, através da qual aprende a render-se ao Senho Krishna em todos os aspectos e a deixar de ser vítima do cativeiro da acção e reacção a que se sujeita nascimento após nascimento. Arjuna é, portanto, aconselhado a agir em consciência de Krishna, o processo purificador da acção resultante.

Devido à ignorância, não se sabe que este mundo material é um lugar miserável onde há perigos a cada passo. Só por ignorância, pessoas menos inteligentes recorrem a actividades fruitivas, tentando ajustar-se à situação, pois acham que as acções resultantes vão fazê-las felizes. Elas não sabem que, dentro do Universo, nenhum tipo de corpo material pode propiciar uma vida sem misérias. As misérias da vida, a saber, nascimento, morte, velhice e doenças, estão presentes em toda parte do mundo material. Mas aquele que compreende sua verdadeira posição constitucional como servo eterno do Senhor, e assim conhece a posição da Personalidade de Deus, ocupa-se no serviço transcendental amoroso ao Senhor. E assim ele se qualifica a entrar no reino soberano do Senhor onde não há vida material miserável nem a influência do tempo e da morte. Conhecer a própria posição constitucional significa também conhecer a posição sublime do Senhor. Deve-se entender que aquele que pensa que a posição da entidade viva e a posição do Senhor estão no mesmo nível encontra-se na escuridão e é, portanto, incapaz de ocupar-se em serviço devocional ao Senhor. Ele mesmo torna-se um senhor e assim ingressa na estrada de repetidos nascimentos e mortes. Mas aquele que, compreendendo que está na posição de servo passa a executar serviço ao Senhor, imediatamente torna-se elegível em associar-se directamente com o Senhor, pois Ele é o eterno principal dentre todos os eternos. Ele é a suprema entidade viva dentre todas as entidades vivas, e sozinho Ele está mantendo a vida. Sem inteligência, ninguém pode fazer nada, e Krishna também diz que Ele é a raiz de toda a inteligência. A não ser que se seja inteligente, não é possível entender a Suprema Personalidade de Deus Krishna, o manancial de toda a sustentabilidade. 

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publicado por Lalanesha Dasa às 13:24

Outubro 23 2014

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Seja como amigo ou filósofo, o Senhor Krishna agora dá para Arjuna Seu julgamento final quanto ao fato de Arjuna recusar-se a lutar. O Senhor diz: “Arjuna, se você deixar o campo de batalha antes mesmo do combate começar, as pessoas irão chamá-lo de covarde. E se você acha que, apesar das pessoas xingarem-no, você salvará sua vida fugindo do campo de batalha, então Meu conselho é que seria melhor você morrer em combate. Para um homem respeitável como você, a má fama é pior do que a morte. Então, você não deve fugir, temendo por sua vida; é melhor que morra em combate. Isto o livrará da má fama de que você abusou da Minha amizade e você não perderá seu prestígio social”.

O Senhor Krishna disse que era preferível que Arjuna morresse na batalha a retirar-se da luta.

O mundo todo se move conforme o plano da Suprema Personalidade de Deus. Pessoas tolas, que não têm conhecimento suficiente, pensam que a natureza funciona sem um plano e que todas as manifestações não passam de formações acidentais. Há muitos supostos cientistas que sugerem que talvez seja isso, ou quem sabe, aquilo, mas “talvez” e “pode ser” estão fora de cogitação. Há um plano específico sendo executado neste mundo material. Qual é esse plano? Esta manifestação cósmica é uma oportunidade para as almas condicionadas retornarem ao Supremo, retornarem ao lar. Enquanto tiverem a mentalidade dominadora que faz com que tentem assenhorear-se da natureza material, elas estarão condicionadas. Mas qualquer um que possa compreender o plano do Senhor Supremo e cultivar a consciência de Krishna é muito inteligente. A criação e a destruição da manifestação cósmica estão sob a direção superior de Deus. Assim, esta Batalha foi travada segundo o plano de Deus. Arjuna se recusava a lutar, mas lhe foi dito que ele deveria lutar conforme o desejo do Senhor Supremo. E ele então seria feliz. Perfeito é aquele que está em plena consciência de Krishna e dedica sua vida ao serviço transcendental do Senhor.

Todos os planos são feitos pela Suprema Personalidade de Deus, mas Ele é tão bom e misericordioso para com Seus devotos que quer dar o mérito a Seus devotos que executam Seu plano segundo Seu desejo. Portanto, a vida deve funcionar de tal modo que todos ajam em consciência de Krishna e busquem um mestre espiritual que lhes transmita ensinamentos acerca da Suprema Personalidade de Deus. Por Sua misericórdia podemos compreender Seus planos, e os planos dos devotos estão no mesmo nível que os do Senhor. Todos devem seguir esses planos e sair vitoriosos na luta pela existência. 

Após ouvir estas palavras da Suprema Personalidade de Deus, Arjuna, trêmulo e de mãos postas, ofereceu repetidas reverências. Ele se dirigiu amedrontado ao Senhor Krishna, e com a voz vacilante falou as seguintes palavras.

Ó senhor dos sentidos, o mundo se regozija ao ouvir Seu nome, e assim todos se apegam a Você. Embora os seres perfeitos Lhe ofereçam suas respeitosas homenagens, os demônios têm medo, e fogem de um lado para o outro. Tudo isto se faz de forma justa.

Ó pessoa grandiosa, Você é o criador original. Por que então deveriam eles furtar-se de oferecer-Lhe suas respeitosas reverências? Ó ilimitado, Deus dos deuses, refúgio do Universo! Você é a fonte invencível, a causa de todas as causas, transcendental a esta manifestação material. 

Com este oferecimento de reverências, Arjuna dá a entender que Krishna é adorável para todos. Ele é onipenetrante e é a Alma de todas as almas. Arjuna se dirige a Krishna como mahatma, que significa que Ele é deveras magnânimo e ilimitado. Ele é o abrigo de todo o Universo. Tudo repousa na Suprema Personalidade de Deus; portanto, Ele é o repouso último. Ele é o conhecedor de tudo o que acontece neste mundo, e se o conhecimento tem alguma conclusão, Ele é a conclusão de todo o conhecimento; portanto, Ele é o conhecido e o cognoscível. Ele é o objeto do conhecimento, porque é onipenetrante. Porque é a causa no mundo Espiritual, Ele é transcendental, e é também a personalidade principal do mundo transcendental.

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publicado por Lalanesha Dasa às 21:38

Ofereço respeitosas reverências a meu mestre espiritual que, com o archote do conhecimento, abriu meus olhos que estavam cegos por causa da ignorância!
Todos nós seres vivos, somos almas espirituais eternas, e, em contato com o mundo material, cada alma torna-se corporificada em um tipo de corpo particular, entre as 8.400.000 espécies de vida do universo terrestre; Segundo a literatura Védica ...
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