*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Março 24 2017

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 Eles acreditam que satisfazer os sentidos é a necessidade primordial da civilização humana. Com isto, até o fim da vida sua ansiedade é imensurável. Presos a uma rede de centenas de milhares de desejos e absortos na luxúria e na ira, eles recorrem a meios ilegais para obter o dinheiro que investirão no gozo dos sentidos.

Os seres demoníacos aceitam que o gozo dos sentidos é a meta última da vida e mantêm este conceito até a morte. Eles não acreditam em vida após a morte, nem acreditam que nos submetemos a diferentes tipos de corpos de acordo com o karma, ou as atividades realizadas neste mundo. Seus planos para a vida nunca terminam, e eles continuam preparando planos e mais planos, mas nunca terminam nenhum. Temos na prática, a experiência pessoal de presenciar uma pessoa com tal mentalidade demoníaca que, mesmo quando estava prestes a morrer, pedia ao médico que prolongasse sua vida por mais quatro anos porque seus planos ainda não estavam completos. Esses tolos não sabem que o médico não pode prolongar a vida de ninguém. Quando o aviso chega, não se considera o desejo da pessoa. As leis da natureza não concedem nem mesmo um segundo além daquilo que se está destinado a desfrutar.

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 O homem demoníaco tem um desejo ilimitado de adquirir dinheiro. É um desejo sem fim. Ele pensa somente em quanto capital ele tem agora e planeja aumentar mais e mais esta riqueza acumulada. Para alcançar este fim ele não hesita em recorrer a qualquer expediente pecaminoso, tanto que, para obter o prazer ilegal, negocia no mercado negro. Está encantado com os bens que já possui, tais como terra, família, casa e saldo bancário, e está sempre planejando melhorá-los. Acredita em sua própria força, e não sabe que tudo o que está ganhando deve-se às suas boas ações passadas. Ele recebe a oportunidade de acumular tais coisas, mas não entende a influência das atividades realizadas no passado. Ele só pensa que toda a sua grande riqueza deve-se a seu próprio esforço. Uma pessoa demoníaca acredita na força de seu trabalho pessoal, não na lei do karma. Conforme a lei do karma, alguém nasce numa família elevada, ou fica rico, ou recebe boa educação, ou é muito bonito devido às boas atividades realizadas no passado. Os demoníacos pensam que todas essas circunstâncias são acidentais e devidas à força de sua capacidade pessoal. Eles não percebem nenhum arranjo por trás de todas as variedades de pessoas, de beleza e de educação. Qualquer um que tente competir com semelhante homem demoníaco é seu inimigo. Há muitas pessoas demoníacas, cada qual é um inimigo dos outros. Esta inimizade fica mais e mais ferrenha — entre pessoas, depois entre famílias, então entre sociedades, e por fim entre nações. Por isso, há constante luta, guerra e inimizade em todo o mundo.

Cada pessoa demoníaca pensa poder viver às custas do sacrifício das demais. Em geral, a pessoa demoníaca se considera o Deus Supremo, e um pregador demoníaco diz a seus seguidores: “Por que vocês procuram Deus em outra parte? Todos vocês são Deus! Poderão fazer tudo o que quiserem. Não acreditem em Deus. Dispensem Deus. Deus está morto”. Estas são as pregações da pessoa demoníaca.

Embora veja outros que possuem pelo menos a mesma riqueza e influência, a pessoa demoníaca acha que ninguém é mais rico que ela e que ninguém é mais influente que ela.

 Acomodados e sempre cínicos, deixando-se iludir pela riqueza e pelo falso prestígio, eles às vezes orgulhosamente executam sacrifícios apenas de nome, sem seguirem nenhuma regra ou regulação.

Julgando-se o máximo, sem se importar com nenhuma autoridade ou escritura, os demoníacos às vezes aparentemente executam rituais ou sacrifícios religiosos. E como não acreditam em autoridade, eles são muito cínicos. Isto se deve à ilusão causada pelo acúmulo de riqueza e falso prestígio. Os homens comuns e tolos os têm como Deus e os adoram, e eles são considerados pelos tolos como avançados nos princípios da religião ou nos princípios do conhecimento Espiritual. Organizam com seus comparsas sistemas politicos dos quais agonizam a população enfraquecendo toda uma sociedade trabalhadora. 

Confundidos pelo falso ego, força, orgulho, luxúria e ira, os demônios passam a invejar a Suprema Personalidade de Deus, que está em seus próprios corpos e nos corpos dos outros, e blasfemam contra a religião verdadeira.

O ser demoníaco, sempre se opondo à supremacia de Deus, não gosta de acreditar nas escrituras. Ele tem inveja das escrituras e da existência da Suprema Personalidade de Deus. Isto é causado por seu aparente prestígio e seu acúmulo de riqueza e força. Ele não sabe que a vida atual é uma preparação para a vida seguinte. Não sabendo disto, ele chega a invejar seu próprio eu, assim como o dos outros. Ele comete violência contra os corpos dos outros e contra o seu. Porque não tem conhecimento, ele não se importa com o controle supremo exercido pela Personalidade de Deus. Sendo invejoso das escrituras e da Suprema Personalidade de Deus, ele apresenta argumentos falsos que negam a existência de Deus e rejeita a autoridade da escritura. Ele se julga independente e poderoso em todas as ações. Pensa que, como ninguém consegue igualá-lo em força, poder ou riqueza, ele pode agir como bem entender, pois ninguém irá detê-lo. Se tem um inimigo que acaso impeça o avanço de suas atividades sensuais, ele faz planos para eliminá-lo com seu próprio poder.

Porém Krishna a Suprema Pessoa contradiz toda essa classe de seres endemoniados dizendo:

 Aqueles que são invejosos e maliciosos, os mais baixos entre os homens, Eu os lanço perpetuamente no oceano da existência material, em várias espécies de vida demoníaca. Submetendo-se a repetidos nascimentos e mortes entre as espécies de vida demoníaca, tais pessoas jamais conseguem aproximar-se de Mim. Aos poucos, elas afundam-se na mais abominável condição de existência. Há três portões que conduzem a este inferno — a luxúria, a ira e a cobiça. Todo homem são deve afastar-se destes desvarios, pois eles conduzem à degradação da alma. 

O homem tenta satisfazer sua luxúria, e quando não consegue, surgem a ira e a cobiça. Um homem são que não quer deslizar para as espécies de vida demoníaca deve tentar abandonar estes três inimigos, que podem matar o eu a tal ponto, que não haverá possibilidade de ele libertar-se deste enredamento material. 

Sabe-se que Deus é misericordiosíssimo, mas aqui se vê que Deus nunca é misericordioso com os demoníacos. Afirma-se claramente que as pessoas demoníacas, vida após vida, são postas em ventres de outros demônios, e, não obtendo a misericórdia do Senhor Supremo, descem ainda mais, até que acabam conseguindo corpos de gatos, cachorros e porcos. Afirma-se com clareza que à medida que vivem, tais demônios praticamente não têm oportunidade alguma de receber a misericórdia de Deus. Nos Vedas também se declara que tais pessoas afundam-se gradualmente para se tornarem cachorros e porcos. Neste contexto pode-se então argumentar que Deus não deve ser proclamado como todo-misericordioso já que Ele não é misericordioso com esses demônios. Em resposta a esta questão, encontramos nas Escrituras Sagradas que o Senhor Supremo não tem ódio a ninguém. O fato de os demônios, assumirem estados de vida inferior é apenas outro aspecto de Sua misericórdia. Às vezes, esses demônios são mortos pelo Senhor Supremo, mas este extermínio também é bom para eles, pois a literatura védica nos ensina que todo aquele que é morto pelo Senhor Supremo se libera. Na história, há exemplos de muitos seres demoniacos aos quais o Senhor apareceu em várias encarnações só para matá-los. Portanto, a misericórdia de Deus é mostrada aos seres endemoniados se eles tiverem a sorte de serem mortos por Ele o próprio Deus em Pessoa.

Deve-se ter muito cuidado com esses três inimigos da vida humana: a luxúria, a ira e a cobiça. Quanto mais alguém se liberta da luxúria, da ira e da cobiça, tanto mais sua existência se purifica. Aí ele pode seguir as regras e regulações prescritas na literatura védica. Seguindo os princípios reguladores da vida humana, essa pessoa aos poucos eleva-se à plataforma da realização espiritual. Se ela for afortunada o bastante para, por tal prática, elevar-se à plataforma da consciência de Krishna, então, o sucesso lhe está garantido. Na literatura védica, ensinam-se as implicações da ação e da reação para capacitar a pessoa a atingir a fase de purificação. O método todo baseia-se em abandonar a luxúria, a cobiça e a ira. Cultivando o conhecimento deste processo, o devoto pode se elevar à posição mais excelsa, a auto-realização; esta auto-realização é aperfeiçoada com o serviço devocional. Neste serviço devocional, a alma condicionada está com sua liberação garantida. Portanto, segundo o processo védico, estão instituídas as quatro ordens de vida e os quatro estágios de vida, chamados sistema de castas e sistema de ordem espiritual. Há diferentes regras e regulações para as diferentes castas ou divisões da sociedade, e se alguém é capaz de segui-las, ele automaticamente se eleva à plataforma mais alta de realização espiritual. Então, ele pode obter a libertação sem dúvida alguma.

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:02

Março 22 2017

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Através do conhecimento transmitido nesta síntese dada por Krishna, pode-se compreender o corpo (o campo de atividades) e os conhecedores do corpo (tanto a alma individual quanto a Superalma). O corpo é o campo de atividade e é constituído de natureza material. A alma individual encarnada que desfruta as atividades do corpo é a entidade viva. Ela é um conhecedor, e o outro é a Superalma. Evidentemente, deve-se compreender que tanto a Superalma quanto a entidade individual são diferentes manifestações da Suprema Personalidade de Deus. A entidade viva classifica-se como Sua energia, e a Superalma está na categoria de Sua expansão pessoal.

Tanto a natureza material quanto a entidade viva são eternas. Quer dizer, elas existiam antes da criação. A manifestação material faz parte da energia do Senhor Supremo, assim como as entidades vivas. Porém, as entidades vivas pertencem à energia superior. Tanto as entidades vivas quanto a natureza material existiam antes que este cosmos fosse manifestado. A natureza material estava absorvida na Suprema Personalidade de Deus, e quando foi necessário, ela se manifestou por intermédio de Sua energia Superior. De modo semelhante, as entidades vivas também estão nEle, e porque são condicionadas, elas são avessas a servir ao Senhor Supremo. Então, não lhes é permitido entrar no céu Espiritual. Porém, com o surgimento da natureza material, estas entidades vivas recebem nova oportunidade de agir no mundo material e preparar-se para entrar no mundo Espiritual. Este é o mistério desta criação material. Na verdade, originalmente a entidade viva é parte integrante Espiritual do Senhor Supremo, porém, devido à sua natureza rebelde, ela torna-se condicionada à natureza material. Realmente, não importa como essas entidades vivas ou entidades superiores do Senhor Supremo entraram em contato com a natureza material. Entretanto, a Suprema Personalidade de Deus sabe como e por que isto de fato aconteceu. Nas escrituras, o Senhor diz que aqueles que se sentem atraídos a esta natureza material estão empreendendo uma árdua luta pela existência. No entanto, através das descrições dadas por Krishna, convém sabermos perfeitamente que todas as transformações e influências que os três modos imprimem na natureza material, também são produtos da natureza material. Todas as transformações e variedades relacionadas com as entidades vivas devem-se ao corpo. Quanto ao espírito, as entidades vivas são todas iguais.

Pois está dito que a natureza produz todas as causas e efeitos materiais, ao passo que a entidade viva é a causa dos vários sofrimentos e prazeres deste mundo. Dessa forma, a entidade viva dentro da natureza material segue os caminhos da vida, desfrutando os três modos da natureza. Isto decorre de sua associação com essa natureza material. Assim, ela se encontra com o bem e o mal entre as várias espécies de vida. 

É muito importante que se compreenda como as entidades vivas transmigram de um corpo para outro. Explica-se aqui, que a entidade viva transmigra de um corpo para outro assim como alguém troca de roupa. Esta troca de roupa deve-se a seu apego à existência material. Enquanto estiver cativada por esta falsa manifestação, ela deverá continuar transmigrando de um corpo para outro. Devido a seu desejo de dominar a natureza material, ela é posta nestas circunstâncias indesejáveis. Sob a influência do desejo material, a entidade nasce algumas vezes como semideus, outras como homem, às vezes como animal feroz, como ave, como verme, como ser aquático, como homem santo, como inseto. Este fenômeno existe. E em todos os casos a entidade viva se considera o senhor de seus atos, embora esteja sob a influência da natureza material. E também se explica como ela recebe esses diferentes corpos. É devido à associação com os diferentes modos da natureza. Devemos nos elevar, portanto, acima dos três modos materiais e situar-nos na posição transcendental. Isto se chama consciência de Krishna. Se alguém não está situado em consciência de Krishna, sua consciência material o obrigará a transferir-se de um corpo para outro porque ele tem desejos materiais desde tempos imemoriais. Mas ele tem que mudar esta concepção, e esta mudança só poderá ocorrer se ele ouvir das fontes autorizadas. O melhor exemplo está aqui: Arjuna está ouvindo Krishna falar sobre a ciência de Deus. Se o ser vivo se submeter a este processo de ouvir, deixará de ter esse desejo que tanto acalenta: o desejo de dominar a natureza material. Aos poucos e à proporção em que reduz seu imenso desejo de dominar, ele passará a sentir felicidade espiritual. Há um mantra védico que diz: à medida que ele conhece mais a fundo sua associação com a Suprema Personalidade de Deus, na mesma proporção, ele saboreia sua vida eterna e bem-aventurada.

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publicado por Lalanesha Dasa às 12:23

Março 15 2017

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 Krishna a Suprema Pessoa ou a Suprema Personalidade de Deus conclui dizendo:

Todos os seres criados têm sua fonte entre duas naturezas. Fique sabendo com toda a certeza, que Eu sou a origem e a dissolução de tudo o que é material e de tudo o que é Espiritual neste mundo.

Krishna explica claramente que as entidades vivas pertencem à natureza (ou energia) superior do Senhor Supremo. A energia inferior é a matéria manifestada sob diferentes elementos, a saber, terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e falso ego. As duas formas de natureza material, ou seja, a grosseira (terra, etc.) e a sutil (mente, etc.), são produtos da energia inferior. As entidades vivas que, com diferentes propósitos estão explorando essas energias inferiores, são a energia superior do Senhor Supremo, e é devido a esta energia que o mundo material inteiro funciona. A manifestação cósmica não tem poder de agir caso não seja acionada pela energia superior, a entidade viva. As energias são sempre controladas pelo energético, e por isso as entidades vivas são sempre controladas pelo Senhor — elas não têm existência independente. Diferentemente do que pensam os homens sem inteligência, elas nunca O igualarão em poder. Podemos perceber quando uma criança aos poucos cresce até a adolescência e depois torna-se um adulto porque essa energia superior, a alma espiritual, está presente. De modo semelhante, a manifestação cósmica inteira sob a forma do gigantesco Universo desenvolve-se por causa da presença da Superalma, Viṣṇu. Portanto, o espírito e a matéria, que se combinam para manifestar esta gigantesca forma universal, são originalmente duas energias do Senhor, e por conseguinte o Senhor é a causa original de tudo. Como parte integrante do Senhor, porém fragmentária, a entidade viva, pode ser a causa de um alto arranha-céu, uma fábrica enorme, ou mesmo de uma grande cidade, mas ela não pode ser a causa de um grande universo. A causa do grande Universo é a grande alma, ou a Superalma. E Krishna, o Supremo, é a causa das almas grandes e pequenas. Portanto, Ele é a causa que origina todas as causas. Nas Escrituras Sagradas dos Vedas descreve-se a seguinte distinção entre as entidades vivas e o Senhor da seguinte maneira:

“Ó Supremo Eterno! Se as entidades vivas encarnadas fossem eternas e onipenetrantes como Você, então, elas não estariam sob Seu controle. Mas se são aceitas como energias diminutas de Vossa Onipotência, as entidades vivas então, imediatamente se sujeitam ao Seu controle supremo. Portanto, as entidades vivas alcançam a verdadeira liberação, quando se colocam sob o Seu controle, e com esta rendição elas serão felizes. Somente nesta posição constitucional é que elas podem ser controladoras. Por conseguinte, os homens de conhecimento limitado que advogam a teoria monística segundo a qual Deus e as entidades vivas são iguais em todos os aspectos são realmente guiados por uma opinião defeituosa e contaminada.”

O Supremo Senhor Krishna é o único controlador, e todas as entidades vivas são controladas por Ele. Essas entidades vivas são Sua energia superior porque, em qualidade, a existência delas é igual à do Supremo, mas elas nunca têm tanto poder quanto o Senhor. Enquanto explora a energia inferior grosseira e sutil (matéria), a energia superior (a entidade viva) esquece-se de sua mente e inteligência espirituais verdadeiras. Este esquecimento deve-se à influência que a matéria exerce sobre o ser vivo. Mas ao se livrar da influência da energia material ilusória, ele atinge a fase de liberação. O falso ego, sob a influência da ilusão material, pensa: “Eu sou matéria, e as aquisições materiais são minhas”. Ele conquista sua verdadeira posição quando se libera de todas as idéias materiais, inclusive do conceito segundo o qual ele é uno com Deus em todos os aspectos. Portanto, pode-se concluir que o Bhagavd-Gītā confirma que o ser vivo é somente uma das múltiplas energias de Krishna, e ao libertar-se da contaminação material, esta energia torna-se plenamente consciente de Krishna, ou liberada.

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publicado por Lalanesha Dasa às 09:50

Março 14 2017

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 O Senhor Supremo, embora alheio a todas as atividades do mundo material, permanece Sempre o diretor supremo. O Senhor Supremo é a vontade suprema e o sustentáculo desta manifestação material, mas a administração está sendo conduzida pela natureza material. Krishna também declara no Bhagavad-Gītā que de todas as entidades vivas em diferentes formas e espécies, “Eu sou o pai”. O pai introduz no ventre da mãe a semente que produzirá a criança, e da mesma forma, o Senhor Supremo, com Seu mero olhar, injeta todas as entidades vivas no ventre da natureza material, e elas saem em suas diferentes formas e espécies, conforme seus últimos desejos e atividades. Todas essas entidades vivas, embora nascidas sob o olhar do Senhor Supremo, recebem seus diferentes corpos conforme seus atos e desejos passados. Assim, o Senhor não está diretamente vinculado a esta criação material. Tudo o que Ele faz é lançar Seu olhar à natureza material; com isto, a natureza material é ativada, e tudo se cria num instante. Dá-se o seguinte exemplo: quando existe diante de alguém uma flor perfumada, a fragrância é tocada por seu poder olfativo, mesmo assim, o olfato e a flor estão separados um do outro. Existe uma conexão semelhante entre o mundo material e a Suprema Personalidade de Deus; na verdade, Ele nada tem a ver com este mundo material, mas Ele cria por meio de Seu olhar e é Ele quem dita as ordens. Em resumo, a natureza material, sem a superintendência da Suprema Personalidade de Deus, nada pode fazer. Todavia, a Suprema Personalidade de Deus está alheio a todas as atividades materiais. Porem, ainda assim, devemos nos sentir atraídos às belas feições de Krishna. Seu nome é Krishna porque Ele é todo-atrativo. Quem se sente atraído à bela, onipotente e todo-poderosa forma de Krishna é deveras afortunado. Há diferentes classes de transcendentalistas — alguns deles são apegados ao aspecto impessoal do Espírito Supremo, outros se sentem atraídos ao aspecto da Superalma localizada no coração de todo ser vivo, e etc., mas quem tem atração à forma pessoal da Suprema Personalidade de Deus, e, acima de tudo, quem se sente atraído à Suprema Personalidade de Deus como o próprio Krishna é o transcendentalista mais perfeito. Em outras palavras, o serviço devocional prestado a Krishna, em plena consciência, é a parte mais confidencial do conhecimento, e esta é a essência de todo o Bhagavad-Gītā.

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publicado por Lalanesha Dasa às 15:18

Março 13 2017

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 Afirma-se que a pessoa fiel a um determinado tipo de adoração, pouco a pouco eleva-se à fase de conhecimento, e vive na mais perfeita paz e prosperidade. Conclui-se portanto, que quem não segue os princípios estabelecidos nas escrituras considera-se ser um demônio, e quem segue fielmente os preceitos das escrituras considera-se estar na mesma qualificação de um semideus. Ora, qual é a posição de alguém que segue com fé algumas regras que não são mencionadas nos preceitos das escrituras? Krishna irá dirimir esta dúvida que se apodera de Arjuna. Aqueles que criam uma espécie de Deus, escolhendo um ser humano e depositando nele sua fé, estão adorando em bondade, paixão ou ignorância? Será que essas pessoas alcançam a perfeição da vida? É possível que elas se situem em verdadeiro conhecimento e elevem-se à fase de perfeição máxima? Será que aqueles que não seguem as regras e regulações das escrituras, mas têm fé em algo e adoram deuses, semideuses e homens, obtêm sucesso nesse seu empreendimento? Arjuna está apresentando a Krishna estas perguntas.

A Suprema Personalidade de Deus Krishna então disse: Conforme os modos da natureza adquiridos pela alma encarnada, sua fé pode ser de três espécies —bondade, paixão ou ignorância. Agora ouça enquanto falo sobre isso.

Aqueles que conhecem as regras e regulações das escrituras, mas por preguiça ou indolência deixam de seguir estas regras e regulações, são governados pelos modos da natureza material. Conforme as atividades realizadas no modo da bondade, paixão ou ignorância, eles adquirem uma natureza específica compatível com essas qualidades. Desde tempos imemoriais o ser vivo se associa com os diferentes modos da natureza; por estar em contato com a natureza material, ele adquire diferentes tipos de mentalidade conforme sua associação com os modos materiais. Mas esta natureza pode mudar se ele se associa com um mestre espiritual genuíno e acata as suas regras e as escrituras. Com o tempo, ele pode sair da ignorância para a bondade, ou da paixão para a bondade. A conclusão é que a fé cega num modo específico da natureza não pode ajudar ninguém a elevar-se à fase de perfeição. É necessário ser muito ponderado e inteligente, procurando a associação de um mestre Espiritual autêntico. Assim, pode-se mudar de posição, ficando em um modo superior da natureza. Independentemente do que sejamos, cada um de nós tem um tipo específico de fé. Mas considera-se que a fé está em bondade, paixão ou ignorância, conforme a natureza que se adquiriu. Assim, conforme seu tipo específico de fé, o homem se associa com determinadas pessoas. Ora, o que acontece de fato é que cada ser vivo, é originalmente uma parte integrante fragmentária do Senhor Supremo. Portanto, ele é originalmente transcendental a todos os modos da natureza material. Mas quando se esquece de sua relação com a Suprema Personalidade de Deus e, assumindo a vida condicionada entra em contato com a natureza material, ele cria sua própria posição, associando-se com as diferentes variedades encontradas na natureza material. A conseqüente fé e existência artificiais são apenas materiais. Embora se deixe levar por alguma impressão, ou alguma concepção de vida, originalmente ele é nirguṇa, ou transcendental. Portanto, este ser vivo tem que purificar-se da contaminação material que adquiriu, para então recuperar sua relação com o Senhor Supremo. Este é o único caminho pelo qual ele pode voltar sem medo à consciência de Krishna. Se estiver situado em consciência de Krishna, então este caminho assegura sua elevação à fase da perfeição. Se não adotar este caminho da auto-realização, então, ele com certeza ficará sob a influência dos modos da natureza. A fé originalmente provém do modo da bondade. Pode-se ter fé num semideus ou criar algum Deus ou recorrer a alguma invenção mental. Supõe-se que com sua fé forte o homem produza obras típicas da bondade material. Mas na vida condicionada material, nenhum trabalho é inteiramente puro. Eles estão misturados. Eles não estão em bondade pura. A bondade pura é transcendental; na bondade purificada, pode-se compreender a verdadeira natureza da Suprema Personalidade de Deus. Enquanto não desenvolver uma fé que esteja em bondade completamente purificada, este homem terá uma fé sujeita a contaminação por qualquer dos modos da natureza material. Os modos contaminados da natureza material implantam-se no coração. Portanto, ele desenvolve sua fé conforme a posição que o coração estabeleceu em contato com um modo específico da natureza material. Deve-se compreender que se o coração de alguém está no modo da bondade, sua fé também está no modo da bondade. Se seu coração está no modo da paixão, sua fé também está no modo da paixão. E se seu coração está no modo da escuridão, na ilusão, sua fé também fica com essa mesma contaminação. Assim, encontramos diferentes espécies de fé neste mundo, e há diferentes classes de religião que se coadunam com as diferentes espécies de fé. O verdadeiro princípio da fé religiosa está situado no modo da bondade pura, mas porque o coração está contaminado, encontramos diferentes categorias de princípios religiosos. Logo, segundo diferentes classes de fé, há diferentes espécies de adoração. 

De acordo com as istruções dadas por Krishna a Suprema Personalidade de Deus através do Shri Shrimad Bhagavad-Gītā, Ele ali especifica mui explicitamente a seguinte condição daqueles que de alguma maneira encontram-se condicionados a aceitarem algumas normas que a própria providência material determine.

Krishna diz: 

Os homens no modo da bondade adoram os semideuses; aqueles que estão no modo da paixão adoram os demônios; e aqueles que vivem no modo da ignorância adoram fantasmas e espíritos.

Nisto podemos compreender, que a Suprema Personalidade de Deus descreve diferentes espécies de adoradores tomando como referência suas atividades corriqueiras. Conforme o preceito das escrituras, só a Suprema Personalidade de Deus é digno de adoração, mas segundo as situações específicas em que convivem com os modos da natureza material, aqueles que não são versados nos preceitos das escrituras, nem são fiéis a eles, adoram diferentes entidades. De um modo geral, aqueles que estão situados em bondade adoram os semideuses. Os semideuses incluem Brahmā, Shiva e outros como Indra, Chandra e o deus do Sol. Existem vários semideuses. Aqueles que estão em bondade adoram um semideus específico de quem querem obter um benefício específico. De modo semelhante, aqueles que estão no modo da paixão adoram os demônios. Lembramo-nos de que durante a Segunda Guerra Mundial havia um certo alguém que adorava Hitler, porque graças àquela guerra ele conseguira juntar uma grande quantidade de dinheiro negociando no mercado negro. Do mesmo modo, aqueles nos modos da paixão e ignorância geralmente escolhem como seu Deus um homem poderoso. Eles acham que adorando qualquer um como Deus, os mesmos resultados serão obtidos. 

Portanto aqui se descreve claramente que aqueles que estão no modo da paixão criam e adoram tais deuses, e que aqueles que estão no modo da ignorância, na escuridão, adoram espíritos mortos. Às vezes, as pessoas fazem adoração no túmulo de um homem morto. Também se considera que a atividade sexual dentro deste contexto está no modo da escuridão. De modo semelhante, em algumas aldeias remotas em varias partes deste planeta terra, existem adoradores de fantasmas. Podemos notar, que as pessoas da classe baixa, às vezes vão para a floresta e, se sabem que um fantasma mora numa árvore, eles adoram essa árvore e oferecem sacrifícios. Estas diferentes espécies de adoração não são verdadeira adoração a Deus. A adoração a Deus é prestada por pessoas que estão transcendentalmente situadas em bondade pura. Podemos concluir isto observando nas Escrituras Sagradas. “Quando uma pessoa encontra-se em bondade pura, ela adora Deus em Sua forma plena”. O significado é que aqueles que se purificaram completamente dos modos da natureza material e se situaram na transcendência passam a adorar a Suprema Personalidade de Deus.

Todas estas instruções, podem ser encontradas no capítulo dezessete do Shir Shimad Bhagavad-Gītā como Ele É.

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publicado por Lalanesha Dasa às 09:42

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