*Sejam*Bem-Vindos*

Fevereiro 25 2015

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.jpg

 

Shri Krishna Chaitanya Mahaprabhu (Mahaprabhu significa "o grande mestre") apareceu em Bengala, India, em 1486 e viveu apenas quarenta e oito anos; contudo, iniciou uma revolução na consciência Espiritual que afetou profundamente a vida de milhões de pessoas.

Célebre como um grandioso santo mesmo na juventude, Shri Krishna Chaitanya Mahaprabhu deixou família e amigos aos vinte e quatro anos para ensinar a esquecida essência da milenar sabedoria Védica em toda a Índia. Embora fosse um místico renunciado, Shri Krishna Chaitanya Mahaprabhu ensinou como se pode agir com consciência espiritual mesmo dentro do lar, do serviço e dos assuntos sociais.

Dessa maneira, Seus ensinamentos, embora intemporais, possuem especial relevância para o mundo contemporâneo. Ele ensinou um processo prático que todos podem executar para sentir diretamente o êxtase do amor puro por Deus, por meio do cantar de Seus Santos Nomes ("Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare, Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare")

Shri Krishna Chaitanya Mahaprabhu é, segundo seus seguidores, a reencarnação da Suprema Personalidade de Deus Sri Krishna que veio como um devoto para nos ensinar as práticas da Bhakti Yoga, que é o serviço devocional a Deus.

Seus ensinamentos até hoje são executados em todo mundo pelos Vaishnavas, mais conhecidos como "Hare Krishnas", os quais são devotos que se reúnem para cantar as glórias dos Santos Nomes, estudar os livros sagrados (os Vedas) e comer "prasada" (comidas santificadas por Deus). 

Apenas Shri GauHari ( Shri Krishna Chaitanya Mahaprabhu ) outorgou bhakti (intercambio devocional) a todos, concedendo – amor puro por Deus – sem levar em conta qualquer discriminação. “ O Senhor Supremo aparece em encarnações ilimitadas a fim de proteger os devotos, aniquilar os demônios e estabelecer a religião verdadeira… Contudo, sob Sua forma como Shri Gauranga, para contagiar todas as pessoas com a doçura do serviço devocional, por meio de Suas instruções, Ele aceitou a ordem de vida renunciada, … E assim, livre e generosamente, Ele distribuiu amor puro por Deus através do santo nome. ...”
Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare
...Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare...

nnnnnn.jpg

publicado por Lalanesha Dasa às 13:08

Fevereiro 19 2015

dsdfs.jpg

 O sofrimento da sociedade humana são causados por um objectivo de vida profana, a saber: o objectivo de dominar os recursos materiais. Quanto mais a sociedade humana se envolver em explorar os recursos materiais inexplorados visando obter gratificação dos sentidos imperfeitos, mais embaraçada na armadilha da energia material ilusória do Senhor ela ficará, e desta maneira a aflição do mundo será intensificada em vez de atenuada ou enfraquecida. O Senhor supre totalmente às necessidades humanas da vida na forma de grãos alimentícios, leite, frutas, madeira, pedra, açúcar, seda jóias, algodão, sal, água, vegetais etc., em quantidade suficiente para alimentar e sustentar a raça humana do mundo como também os seres vivos que vivem em cada um dos planetas que existem no Universo. A fonte supridora é completa, sendo necessária apenas um pouco de energia da parte do ser humano para que ele consiga canalizar suas necessidades apropriadamente. Não há necessidade de máquinas nem de ferramentas nem de imensas construções de aço para se criar confortos de vida artificialmente. As necessidades artificiais não poderão jamais fazer de nossa vida uma vida confortável, mas se levarmos uma vida simples e com o pensamento elevado, conseguiremos viver comodamente. Os grandes sábios santos da humanidade sempre sugerem o pensamento perfeccional máximo que a sociedade humana pode ter, a saber; ouvir dos mestres no conhecimento Espiritual, a mensagem esclarecedora de compreensão sobre a meta da vida humana. Se ouvirmos esta mensagem através de mestres Espirituais fidedignos e autorizados pelo Senhor, o objectivo de dominar a matéria, cederá, e as pessoas em geral em todas as partes do mundo poderão viver uma vida pacífica de conhecimento e bem-aventurança.

Qualquer assunto que tenha relação com o nome, a fama, a qualidade, e a amabilidade dos ensinamentos do Senhor, satisfaz completamente todo aquele que tem o coração puro de ouvir os passatempos ligados ao Senhor Supremo Krishna; e como tais assuntos têm sido reconhecidos por grandes almas puras, certamente tais mensagens são transcendentais e agradam o coração e a alma.

Assim, por intermédio do processo de Bhakti Yoga, a contaminação material, é eliminada directamente sem que tentemos contemplar a concepção impessoal do Senhor. E se por meio da prática de Bhakti Yoga o executor não se purifica da contaminação material, com toda a certeza ele é um pseudo-Espiritualista, pois para tal impostor não há como livrar-se do cativeiro material.

 Bhakti Yoga, refere-se ao processo pelo qual nossa consciência torna-se ligada à Suprema Verdade Absoluta. Conforme o método específico adotado, vários praticantes dão a esse processo nomes diferentes. Quando no processo unitivo predominam as atividades fruitivas, ele chama-se karma-yoga; quando é predominantemente empírico, o processo chama- se jnhana-yoga; e quando predomina uma relação devocional com o Senhor Supremo, chama-se bhakti-yoga. Bhakti-yoga, ou consciência de Krishna, é a perfeição última de todas asyogas. O Senhor confirma a superioridade da yoga, mas Ele não menciona  que ela é melhor do que bhakti-yoga. Bhakti-yoga é conhecimento Espiritual pleno, e portanto nada pode excedê-la. O ascetismo sem autoconhecimento é imperfeito. O conhecimento empírico sem rendição ao Senhor Supremo também é imperfeito. E trabalho fruitivo sem consciência de Krishna é perda de tempo. Portanto, a forma de execução de yoga de maior louvor mencionada aqui é a bhakti-yoga

Como Krishna mesmo diz:

O yogue é maior do que o asceta, maior do que o empirista (aquele que somente usa conhecimentos práticos) e maior do que o trabalhador fruitivo. Portanto, em todas as circunstâncias, é melhor ser um yogue. 

5489717_0PI30.gif

oooo.jpg

5489717_0PI30.gif

publicado por Lalanesha Dasa às 15:57

Fevereiro 16 2015

cgjxgcfjxcgjxgj.jpg

 Aqui Krishna, indica claramente qual é o real propósito de Seus ensinamentos.

O Senhor ensina que temos que nos tornar plenamente conscientes de Krishna para executarmos deveres, como se fosse uma disciplina militar. Este preceito pode tornar as coisas um pouco difíceis, porém, devemos cumprir nossas obrigações sempre dependentes de Krishna, porque esta é a posição constitucional da entidade viva. Sem a cooperação do Senhor Supremo, não se pode ser feliz, porque a posição constitucional eterna da entidade viva é ser subordinada aos desejos do Senhor. Portanto, o Senhor Krishna instrui Arjuna, para que lute como se o Senhor fosse seu comandante militar. Devemos sacrificar tudo para o bem estar do Senhor Supremo, e ao mesmo tempo cumprir nossos deveres prescritos sem alegarmos posse de nada. Arjuna não precisava ponderar a ordem do Senhor; tudo o que ele tinha que fazer era cumpri-la. O Senhor Supremo é a alma de todas as almas; portanto, quem não leva em conta os seus interesses pessoais e depende única e exclusivamente da Alma Suprema, ou em outras palavras, quem é plenamente consciente de Krishna, esta posicionado em verdadeiro conhecimento do Eu. Quem esta posicionado correctamente sem desejo de lucro, significa que deve agir sob a ordem do amo, porem não deve esperar resultados fruitivos. Embora alguém conte milhões de dólares para seu patrão, a pessoa não exige para si um centavo sequer. Da mesma forma, deve-se procurar entender que nada no mundo pertence a alguém em particular, pois tudo pertence ao Senhor Supremo. Este é o verdadeiro significado quando Krishna se dirige a Arjuna dizendo “para Mim”.  E quando agimos com essa consciência de Krishna, decerto não reivindicamos a posse de nada. Com esta consciência, uma pessoa se convence de que só poderá usufruir das conquistas do Eu, mantendo-se sem sentido de posse ou “de que nada me pertence ”. E se houver alguma relutância em cumprir essa ordem rígida que não considera os assim chamados laços de parentescos corpóreos, tal relutância deve ser eliminada e assim podemos nos tornar sem a mentalidade febril do desanimo. Todos têm, conforme sua qualidade e posição, uma determinada espécie de trabalho a executar, e todos esses deveres podem ser efectuados em consciência de Krishna, como esta sendo exposto por Krishna com Seus ensinamentos. E isto nos conduzirá ao verdadeiro caminho da liberação.

Como Krishna mesmo afirma dizendo:

Aqueles que cumprem seus deveres de acordo com Meus preceitos e que sem inveja seguem fielmente estes ensinamentos dados por Mim, livram-se do cativeiro de suas acções que os conduzem ao inferno da vida material.

5489717_0PI30.gif

5489717_0PI30.gif

publicado por Lalanesha Dasa às 13:04

Fevereiro 12 2015

FotoFlexer_Photo.jpg

O argumento colocado geralmente pelo homem comum é que já que o Senhor não é visível a nossos olhos, como pode haver assim alguma rendição a Ele ou mesmo prestar algum serviço transcendental amoroso? Neste sentido se dá aqui uma sugestão prática a tal homem comum em relação de como uma pessoa pode perceber o Senhor Supremo por intermédio da razão e da percepção. Na realidade, não é possível que percebamos o Senhor com os nossos sentidos materializados actuais; mas quando uma pessoa se torna devotada ao Senhor, e se convence da presença do Senhor por intermédio de uma prática de serviço prestado a Ele, dá-se uma revelação pela misericórdia do Senhor, e tal pessoa devotada ao Senhor é capaz de perceber a presença do Senhor sempre em toda parte. Ele é capaz de perceber que a inteligência é a forma-directa da porção plenária da Suprema Personalidade de Deus localizada no coração. Mesmo para o homem comum, não é difícil realizar que o Senhor localiza-se como a Super Alma presente acompanhando todo mundo. Deve-se perceber da seguinte maneira. Uma pessoa pode perceber sua auto-identificação e sentir positivamente que existe. Pode ser que ela não sinta isto muito abruptamente, mas se usar um pouco de inteligência, ela poderá sentir que não é o corpo. Ela poderá sentir que a mão, a perna, a cabeça, o cabelo e os membros são todos partes integrantes do corpo dela, mas como tal ela não poderá identificar a mão, a perna, a cabeça, etc.. como o Eu dela. Assim, se simplesmente usarmos a inteligência, podemos distinguir e separar o nosso Eu de outras coisas que vemos.  Portanto, a conclusão natural é que o ser vivo, seja ele homem ou besta, é aquele que vê, além de si próprio, ele também vê todas as outras coisas. De forma que há uma diferença entre aquele que vê e o que se vê. Então, se usarmos um pouco de inteligência podemos também concordar prontamente que o ser vivo por intermédio da visão comum, vê as coisas que estão além de si próprio, e não tem poder para ver e nem para se mover independentemente. Todas as nossas acções e percepções ordinárias dependem de diversas formas de energia que a natureza nos fornece com combinações variadas. Nossos cinco sentidos perceptivos variam da seguinte maneira: (1) da audição, (2) do tato, (3) da visão, (4) do paladar e, (5) do olfato, como também os nossos cinco sentidos de ação, a saber: (1) as mãos, (2) as pernas, (3) a fala, (4) os órgãos de evacuação, e (5) os órgãos reprodutores, e também os nossos três sentidos sutis, a saber: (1) a mente (2) a inteligência e, (3) o ego ( ao todo somam-se treze sentidos- que são fornecidos a nós por intermédio de diversos arranjos de formas grosseiras ou sutis de energia natural que a própria natureza dispõe. E é igualmente evidente que os nossos objectos de percepção, nada mais são do que produtos de permutações e combinações inexauríveis das formas que a energia natural assume. Visto que, isto prova convincentemente que o ser vivo comum não tem nenhum poder independente de percepção ou de movimento, e visto que nós sentimos sem dúvida alguma, que nossa própria existência é condicionada pela energia da natureza que nos cerca, desta forma conclui-se, que aquele que vê é Espírito, e que os sentidos como também os objectos de percepção são por natureza materiais. A qualidade Espiritual daquele que vê, se manifesta através do nosso descontentamento com o estado limitado da existência materialmente condicionada. Esta é a diferença entre o Espírito e matéria. Existem alguns argumentos por parte de uns poucos inteligentes, de que a matéria desenvolve o poder de ver e de se mover como um determinado desenvolvimento orgânico, porem não se pode aceitar tal argumento porque, há não prova experimental de que a matéria tenha produzido uma entidade viva em alguma parte desta natureza material. Não se deve confiar no futuro, por mais promissor que possa ser. As conversas fiadas com respeito ao fato de que a matéria se desenvolve mais tarde em Espírito, é na realidade um grande disparate, porque jamais em época alguma houve alguma matéria que tivesse desenvolvido o poder de ver ou de se mover em alguma parte do mundo. Portanto, fica bem claro que a matéria e o espírito são duas identidades diferentes, e esta conclusão nós tiramos usando a inteligência.

Agora chega-se ao ponto em que as coisas que vemos usando um pouco que seja de inteligência, não podem se tornar animadas a menos que aceitemos alguém que faça uso da inteligência ou mesmo a oriente. A inteligência, nos orienta tal qual uma autoridade superior, e o ser vivo não pode ver e tampouco se mover comer nem fazer alguma coisa sem uso da inteligência. Quando uma pessoa não consegue tirar partido da inteligência, ela se torna uma pessoa transtornada, de modo que depende única e exclusivamente da orientação de um ser superior. Tal inteligência torna-se por completo toda penetrante. Toda a entidade viva tem sua inteligência, e com esta inteligência ela é orientada por alguma autoridade superior, esta comparação é como uma pai que orienta seu filho. A autoridade superior que esta presente em toda a manifestação da entidade viva, e que reside dentro de cada ser vivo individual, chama-se o Super-Eu.

Nesta tese de investigação, pode-se considerar a seguinte questão: muito embora por um lado compreendamos que todas as nossas percepções e actividades são condicionadas por arranjos da natureza material, por outro lado também sentimos e dizemos: "eu percebo" ou "eu faço". Logo então, podemos dizer que nossos sentidos materiais de percepção e de acção, se movem porque estamos identificando o Eu com o corpo material, e que o princípio superior do Super-Eu, está nos orientando e nos suprindo de acordo com nosso desejo. Se tirarmos partido da orientação que o Super-Eu nos fornece em forma de inteligência, poderemos continuar a estudar e a pôr em prática a conclusão a que chegamos de que "eu não sou este corpo", ou poderemos optar por permanecer nos identificando falsamente com a matéria, imaginando que somos os possuidores e os fazedores das coisas que nos cercam. Porem, nossa liberdade consiste em orientar nossos desejos quer para a ignorante concepção errónea material, quer para a concepção Espiritual verdadeira. Podemos atingir facilmente a concepção Espiritual verdadeira, se reconhecermos que o Super-Eu é nosso amigo e guia e se encaixarmos nossa inteligência superior na presença do Senhor Supremo como a Super-Alma. 

O Super-Eu e o Eu individual de cada ser vivo são ambos Espirituais, e da tal modo o Super-Eu e o Eu individual do ser vivo são ambos qualitativamente idênticos à matéria e distintos dela, Porem não será possível que o Super-Eu e o Eu individual estejam no mesmo nível porque o Super-Eu orienta ou fornece inteligência, enquanto que o Eu individual do ser vivo obedece às instruções, e deste modo as acções são devidamente executadas. O Eu individual depende completamente da orientação do Super-Eu porque a cada passo o Eu individual obedece exclusivamente às instruções do Super-Eu no que se refere ao respeito de ver, ouvir, pensar, sentir, desejar etc...

Quanto ao senso comum desta sensível compreensão, chega-se à conclusão de que existem três identidades, a saber: a matéria, o Espírito, e o Super-Espírito. Agora, se nos dirigimos as fontes do conhecimento Védico através do Bhagavad-Gita ou outras escrituras autorizadas, poderemos compreender mais ainda, que todas as três identidades, a saber: a matéria, o Espírito individual do ser vivo e o Super-Espírito, dependem única e exclusivamente da Suprema Personalidade de Deus. O Super-Eu é uma representação parcial ou porção plenária da Suprema Personalidade de Deus. Poderemos verificar no Bhagavad-Gita, onde afirma-se conclusivamente que a Suprema Pessoa a Personalidade de Deus domina todo o Universo material por intermédio de Sua representação parcial. Deus é suficientemente grande, e portanto não pode ser um mero fornecedor de encomendas dos "Eus" individuais de cada ser vivo; assim. o Super-Eu não pode ser uma representação completa do Eu Supremo, a Suprema Personalidade de Deus Absoluta. O Eu individual de cada ser vivo começa sua auto-realização realizando o Super-Eu, e com o progresso de tal auto-realização ele é capaz de realizar a Suprema Personalidade de Deus com a inteligência, com a ajuda de escrituras autorizadas e, sobretudo, pela graça do Senhor presente no coração do ser vivo. O Bhagavad-Gita nos ensina a concepção preliminar de Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, enquanto outras fontes do conhecimento Védico tal qual o Shrimad-Bhagavatam, é a explicação suplementar da ciência de Deus. Portanto, se nos mantermos fiéis em nossa busca Espiritual com determinação e orarmos pela misericórdia do director da inteligência que esta situado dentro da mesma árvore de nosso corpo, certamente o significado das informações que estão mantidas nas escrituras sagradas dos Vedas torna-se-ão claras diante de nossa visão, e então não mais teremos dificuldades em realizar a Suprema Personalidade de Deus, Krishna. Toda aquela pessoa inteligente que após muitos nascimentos vem usando a inteligência de tal modo em compreender sua verdadeira identidade Espiritual, rende-se aos pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus Krishna como se confirma no Bhagavad-Gita capitulo 7 verso 19 onde Krihsna mesmo diz:

Após muitos nascimentos e mortes, aquele que tem verdadeiro conhecimento rende-se a Mim, sabendo que sou a causa de todas as causas e de tudo o que existe. É muito raro encontrar semelhante grande alma.

FotoFlexer_Photo.jpg

publicado por Lalanesha Dasa às 18:14

Fevereiro 06 2015

hhhhhh.jpg

 O ser humano quando não tem consciência de sua posição Espiritual, é muitíssimo apegado a certo tipo de trabalho ou a seu resultado, porque tem excessivo apego ao materialismo ou ao conforto do lar, à esposa e aos filhos. Semelhante pessoa não deseja maior elevação na vida. Tudo o que lhe interessa é estar o mais confortável possível neste mundo material. Em geral, é muito ganancioso e pensa que tudo o que conseguiu é permanente e nunca sairá de suas mãos. Ele inveja os outros e em troca de gozo dos sentidos está disposto a cometer qualquer falcatrua. Por isso, tal homem é impuro, e pouco lhe interessa se seu ganho é limpo ou sujo. Fica muito feliz se seu trabalho tem êxito e fica muito aflito quando seu trabalho não é bem-sucedido. Sendo assim, tal ser humano encontra-se nos dilemas da paixão.

E alem desses humanos que subtraem sua consciência investindo na paixão pela conquista de seus frutos de trabalho, existem aqueles que sempre estão ocupados no trabalho contra os preceitos das escrituras, e que é materialista, obstinado, trapaceiro e perito em insultar os outros, e que é preguiçoso, sempre desanimado e irresoluto Krishna diz que tal humano encontra-se no modo da ignorância.

Os preceitos das escrituras nos ensinam que tipo de trabalho deve ser executado e que espécie de trabalho não deve ser executado. Aqueles que não ligam para estes preceitos ocupam-se em trabalho que não deve ser feito, e em geral são materialistas. Eles trabalham conforme os modos da natureza, e não conforme os preceitos das escrituras. Tais trabalhadores não são muito gentis, e em geral são sempre astutos e peritos em insultar os outros. São muito preguiçosos; mesmo que tenham algum dever, eles não o executam apropriadamente e deixam para fazê-lo mais tarde. Por isso, eles parecem estar desanimados. Eles deixam tudo para amanhã; tudo o que pode ser feito numa hora, eles levam anos e mais anos. Tais trabalhadores estão situados no modo da ignorância.

Porem, aquela pessoa que executa seu dever sem entrar em contacto com os modos da natureza material, sem falso ego, com grande determinação e entusiasmo, e sem se deixar levar pelo sucesso ou pelo fracasso, Krishna diz que é um ser humano trabalhador no modo da bondade.

Uma pessoa que se encontra consciente de Krishna, é sempre transcendental aos modos da natureza material. Essa pessoa não fica na expectativa dos resultados do trabalho que lhe foi confiado, porque está acima do falso ego e do orgulho. Mesmo assim, é sempre entusiasta até o término de cada obra. Ela não se preocupa com as dificuldades a que se submete e está sempre entusiasmada. Não liga a sucesso ou fracasso; é igual tanto no sofrimento quanto na felicidade. Tal pessoa, é um trabalhador que está situada no modo da bondade.

Muito embora o Senhor Krishna enfatize todas estas diferenças humanas, ainda assim Krishna recomenda que, todo empenho é mesclado com algum defeito, assim como o fogo é coberto pela fumaça. Por isso, ninguém deve abandonar o trabalho nascido de sua natureza, mesmo que esse trabalho seja cheio de defeitos.

Na vida condicionada, todo trabalho está contaminado pelos modos da natureza material. Mesmo que alguém seja um monge sacerdote, ele terá que executar sacrifícios em que seja necessário matar animais. Igualmente, um soldado guerreiro, por mais piedoso que seja, tem de combater os inimigos. Ele não pode evitar isso. Do mesmo modo, um comerciante, por mais piedoso que seja, às vezes para continuar fazendo negócios deve esconder seu lucro, ou às vezes precisa negociar no mercado negro. Estas manobras são necessárias; não se podem evitar. De maneira semelhante, se um trabalhador braçal está servindo a um patrão ruim, perverso, o indivíduo deve cumprir a ordem do patrão, mesmo que tal ato não deva ser executado. Apesar desses inconvenientes, o homem deve continuar a executar seus deveres prescritos, pois eles nascem de sua própria natureza.

Nesta passagem, pode-se dar um exemplo muito bom e convincente. Embora o fogo seja puro, mesmo assim produz fumaça. No entanto, a fumaça não faz o fogo ficar impuro. Embora haja fumaça no fogo, o fogo continua sendo considerado o mais puro de todos os elementos. Se alguém prefere abandonar o trabalho de guerreiro ou soldado e adotar a ocupação de de um monge sacerdote, não há garantia de que esta ocupação de de monge sacerdote não lhe reserve deveres desagradáveis. Pode-se então concluir que no mundo material ninguém pode estar inteiramente livre da contaminação da natureza material. Dentro deste contexto, o exemplo do fogo e da fumaça é muito apropriado. Quando no inverno tira-se uma pedra do fogo, a fumaça às vezes incomoda os olhos e outras partes do corpo, mas mesmo assim deve-se fazer uso do fogo apesar das condições inconvenientes. Igualmente, ninguém deve abandonar sua ocupação natural porque há certos elementos perturbadores. Ao contrário, desempenhando seu dever ocupacional em consciência de Krishna, todos devem estar determinados a servir ao Senhor Supremo. Este é o ponto da perfeição. Quando se executa um tipo específico de ocupação para a satisfação do Senhor Supremo, todos os defeitos que acaso existam nesta ocupação particular são purificados. Quando os resultados do trabalho se purificam, porque estão ligados ao serviço devocional, será alcançada a auto-realização, ou a perfeição de ver o eu dentro de si.

5489717_0PI30.gif

 

5489717_0PI30.gif

publicado por Lalanesha Dasa às 20:52

Ofereço respeitosas reverências a meu mestre espiritual que, com o archote do conhecimento, abriu meus olhos que estavam cegos por causa da ignorância!
Todos nós seres vivos, somos almas espirituais eternas, e, em contato com o mundo material, cada alma torna-se corporificada em um tipo de corpo particular, entre as 8.400.000 espécies de vida do universo material; Segundo a literatura Védica ...
Contemplar

Tema do Amor à Deus