*Sejam*Bem-Vindos*

Outubro 27 2014

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A energia Espiritual e superior de Krishna é transcendental e eterna a esta matéria manifesta e imanifesta. Ela é Suprema e jamais é aniquilada. Quando todo este mundo é aniquilado, aquela região permanece inalterada.

Deve-se entender que a natureza material e as entidades vivas não têm começo. As transformações por que elas passam e os modos da matéria são produtos da natureza material.

Através do conhecimento transmitido e inserido aqui, pode-se compreender o corpo (o campo de actividades) e os conhecedores do corpo (tanto a alma individual quanto a Superalma). O corpo é o campo de actividade e é constituído de natureza material. A alma individual encarnada que desfruta as actividades do corpo é a entidade viva. Ela é um conhecedor, e o outro é a Superalma. Evidentemente, deve-se compreender que tanto a Superalma quanto a entidade individual são diferentes manifestações da Suprema Personalidade de Deus. A entidade viva classifica-se como Sua energia, e a Superalma está na categoria de Sua expansão pessoal. 

Tanto a natureza material quanto a entidade viva são eternas. Quer dizer, elas existiam antes da criação. A manifestação material faz parte da energia do Senhor Supremo, assim como as entidades vivas. Porém, as entidades vivas pertencem à energia superior. Tanto as entidades vivas quanto a natureza material existiam antes que este cosmos fosse manifestado. A natureza material estava absorvida na Suprema Personalidade de Deus, e quando foi necessário, ela se manifestou por intermédio de Sua potencia cósmica universal. De modo semelhante, as entidades vivas também estão nEle, e porque são condicionadas, elas são avessas a servir ao Senhor Supremo. Então, não lhes é permitido entrar no céu espiritual. Porém, com o surgimento da natureza material, estas entidades vivas recebem nova oportunidade de agir no mundo material e preparar-se para entrar no mundo espiritual. Este é o mistério desta criação material. Na verdade, originalmente a entidade viva é parte integrante espiritual do Senhor Supremo, porém, devido à sua natureza rebelde, ela torna-se condicionada à natureza material. Realmente, não importa como essas entidades vivas ou entidades superiores do Senhor Supremo entraram em contacto com a natureza material. Entretanto, a Suprema Personalidade de Deus sabe como e por que isto de fato aconteceu. Nas escrituras, o Senhor diz que aqueles que se sentem atraídos a esta natureza material estão empreendendo uma árdua luta pela existência. No entanto, através das descrições destes poucos versos, convém sabermos perfeitamente que todas as transformações e influências que os três modos imprimem na natureza material, também são produtos da natureza material. Todas as transformações e variedades relacionadas com as entidades vivas devem-se ao corpo. Quanto ao espírito, as entidades vivas são todas iguais.

Como Krishna mesmo afirma dizendo:

A totalidade da substância material, chamada Espírito Supremo, é a fonte do nascimento, e é esse Espírito Supremo que Eu fecundo, possibilitando os nascimentos de todos os seres vivos.

Pela vontade da Suprema Personalidade de Deus, a natureza superior entra em contacto com a natureza material, e depois todas as entidades vivas nascem desta natureza material. 

O escorpião põe seus ovos em montes de arroz, e às vezes se diz que o escorpião nasce do arroz. Mas o arroz não é a causa do escorpião. Na verdade, os ovos foram postos pela mãe. De modo semelhante, a natureza material não é a causa do nascimento das entidades vivas. A semente é dada pela Suprema Personalidade de Deus, e tem-se a impressão de que elas surgem como produtos da natureza material. Assim, cada entidade viva, conforme suas actividades passadas, tem um corpo diferente, criado por esta natureza material, de modo que a entidade possa gozar ou sofrer segundo seus actos passados. O Senhor é a causa de todas as manifestações de entidades vivas neste mundo material.

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publicado por Lalanesha Dasa às 19:01

Outubro 25 2014

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Aquele que de fato veio a entender sua posição constitucional como servo eterno do Senhor abandona todas as ocupações e passa a agir apenas em consciência de Krishna. Esta posição constitucional como servo eterno do Senhor, significa serviço transcendental amoroso ao Senhor. Este serviço devocional é a atitude correcta tomada pela entidade viva. Só quem é mesquinho deseja gozar o fruto de seu próprio trabalho aumentando assim seu enredamento no cativeiro material. Com a exceção do trabalho em consciência de Krishna, todas as actividades são abomináveis porque sempre prendem o autor ao ciclo do nascimento e morte. Assim jamais se deve desejar ser a causa do trabalho. Tudo deve ser feito em consciência de Krishna, para a satisfação de Krishna. Os avarentos não sabem utilizar os bens materiais adquiridos pela boa fortuna ou pelo trabalho árduo. A pessoa deve gastar todas as energias trabalhando em consciência de Krishna, e isto fará sua vida um sucesso. Tal qual os avarentos, as pessoas desafortunadas não aplicam sua energia humana no serviço do Senhor.

Aquele que está ocupado no serviço devocional, livra-se tanto das boas quanto das más acções, mesmo durante esta vida. Portanto, empenhar-se na yoga, é a arte de todo o trabalho e conhecimento.

Desde tempos imemoriais, cada ser vivo vem acumulando as várias reacções de seu trabalho, bom e mau. Isto deixa-o sempre ignorante de sua verdadeira posição constitucional. Ele pode eliminar sua ignorância ao ouvir a instrução do Bhagavad-Gita, através da qual aprende a render-se ao Senho Krishna em todos os aspectos e a deixar de ser vítima do cativeiro da acção e reacção a que se sujeita nascimento após nascimento. Arjuna é, portanto, aconselhado a agir em consciência de Krishna, o processo purificador da acção resultante.

Devido à ignorância, não se sabe que este mundo material é um lugar miserável onde há perigos a cada passo. Só por ignorância, pessoas menos inteligentes recorrem a actividades fruitivas, tentando ajustar-se à situação, pois acham que as acções resultantes vão fazê-las felizes. Elas não sabem que, dentro do Universo, nenhum tipo de corpo material pode propiciar uma vida sem misérias. As misérias da vida, a saber, nascimento, morte, velhice e doenças, estão presentes em toda parte do mundo material. Mas aquele que compreende sua verdadeira posição constitucional como servo eterno do Senhor, e assim conhece a posição da Personalidade de Deus, ocupa-se no serviço transcendental amoroso ao Senhor. E assim ele se qualifica a entrar no reino soberano do Senhor onde não há vida material miserável nem a influência do tempo e da morte. Conhecer a própria posição constitucional significa também conhecer a posição sublime do Senhor. Deve-se entender que aquele que pensa que a posição da entidade viva e a posição do Senhor estão no mesmo nível encontra-se na escuridão e é, portanto, incapaz de ocupar-se em serviço devocional ao Senhor. Ele mesmo torna-se um senhor e assim ingressa na estrada de repetidos nascimentos e mortes. Mas aquele que, compreendendo que está na posição de servo passa a executar serviço ao Senhor, imediatamente torna-se elegível em associar-se directamente com o Senhor, pois Ele é o eterno principal dentre todos os eternos. Ele é a suprema entidade viva dentre todas as entidades vivas, e sozinho Ele está mantendo a vida. Sem inteligência, ninguém pode fazer nada, e Krishna também diz que Ele é a raiz de toda a inteligência. A não ser que se seja inteligente, não é possível entender a Suprema Personalidade de Deus Krishna, o manancial de toda a sustentabilidade. 

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publicado por Lalanesha Dasa às 13:24

Outubro 23 2014

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Seja como amigo ou filósofo, o Senhor Krishna agora dá para Arjuna Seu julgamento final quanto ao fato de Arjuna recusar-se a lutar. O Senhor diz: “Arjuna, se você deixar o campo de batalha antes mesmo do combate começar, as pessoas irão chamá-lo de covarde. E se você acha que, apesar das pessoas xingarem-no, você salvará sua vida fugindo do campo de batalha, então Meu conselho é que seria melhor você morrer em combate. Para um homem respeitável como você, a má fama é pior do que a morte. Então, você não deve fugir, temendo por sua vida; é melhor que morra em combate. Isto o livrará da má fama de que você abusou da Minha amizade e você não perderá seu prestígio social”.

O Senhor Krishna disse que era preferível que Arjuna morresse na batalha a retirar-se da luta.

O mundo todo se move conforme o plano da Suprema Personalidade de Deus. Pessoas tolas, que não têm conhecimento suficiente, pensam que a natureza funciona sem um plano e que todas as manifestações não passam de formações acidentais. Há muitos supostos cientistas que sugerem que talvez seja isso, ou quem sabe, aquilo, mas “talvez” e “pode ser” estão fora de cogitação. Há um plano específico sendo executado neste mundo material. Qual é esse plano? Esta manifestação cósmica é uma oportunidade para as almas condicionadas retornarem ao Supremo, retornarem ao lar. Enquanto tiverem a mentalidade dominadora que faz com que tentem assenhorear-se da natureza material, elas estarão condicionadas. Mas qualquer um que possa compreender o plano do Senhor Supremo e cultivar a consciência de Krishna é muito inteligente. A criação e a destruição da manifestação cósmica estão sob a direção superior de Deus. Assim, esta Batalha foi travada segundo o plano de Deus. Arjuna se recusava a lutar, mas lhe foi dito que ele deveria lutar conforme o desejo do Senhor Supremo. E ele então seria feliz. Perfeito é aquele que está em plena consciência de Krishna e dedica sua vida ao serviço transcendental do Senhor.

Todos os planos são feitos pela Suprema Personalidade de Deus, mas Ele é tão bom e misericordioso para com Seus devotos que quer dar o mérito a Seus devotos que executam Seu plano segundo Seu desejo. Portanto, a vida deve funcionar de tal modo que todos ajam em consciência de Krishna e busquem um mestre espiritual que lhes transmita ensinamentos acerca da Suprema Personalidade de Deus. Por Sua misericórdia podemos compreender Seus planos, e os planos dos devotos estão no mesmo nível que os do Senhor. Todos devem seguir esses planos e sair vitoriosos na luta pela existência. 

Após ouvir estas palavras da Suprema Personalidade de Deus, Arjuna, trêmulo e de mãos postas, ofereceu repetidas reverências. Ele se dirigiu amedrontado ao Senhor Krishna, e com a voz vacilante falou as seguintes palavras.

Ó senhor dos sentidos, o mundo se regozija ao ouvir Seu nome, e assim todos se apegam a Você. Embora os seres perfeitos Lhe ofereçam suas respeitosas homenagens, os demônios têm medo, e fogem de um lado para o outro. Tudo isto se faz de forma justa.

Ó pessoa grandiosa, Você é o criador original. Por que então deveriam eles furtar-se de oferecer-Lhe suas respeitosas reverências? Ó ilimitado, Deus dos deuses, refúgio do Universo! Você é a fonte invencível, a causa de todas as causas, transcendental a esta manifestação material. 

Com este oferecimento de reverências, Arjuna dá a entender que Krishna é adorável para todos. Ele é onipenetrante e é a Alma de todas as almas. Arjuna se dirige a Krishna como mahatma, que significa que Ele é deveras magnânimo e ilimitado. Ele é o abrigo de todo o Universo. Tudo repousa na Suprema Personalidade de Deus; portanto, Ele é o repouso último. Ele é o conhecedor de tudo o que acontece neste mundo, e se o conhecimento tem alguma conclusão, Ele é a conclusão de todo o conhecimento; portanto, Ele é o conhecido e o cognoscível. Ele é o objeto do conhecimento, porque é onipenetrante. Porque é a causa no mundo Espiritual, Ele é transcendental, e é também a personalidade principal do mundo transcendental.

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publicado por Lalanesha Dasa às 21:38

Outubro 20 2014

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Conforme sua existência sob os vários modos da natureza, uma pessoa desenvolve determinada espécie de fé. Conforme os modos com os quais conviveu, o ser vivo tem uma fé específica.

Independentemente do que sejamos, cada um de nós tem um tipo específico de fé. Mas considera-se que a fé está em bondade, paixão ou ignorância, conforme a natureza que se adquiriu. Assim, conforme seu tipo específico de fé, o homem se associa com determinadas pessoas. Ora, o que acontece de fato é que cada ser vivo, é originalmente uma parte integrante fragmentária do Senhor Supremo. Portanto, ele é originalmente transcendental a todos os modos da natureza material. Mas quando se esquece de sua relação com a Suprema Personalidade de Deus e, assumindo a vida condicionada entra em contacto com a natureza material, ele cria sua própria posição, associando-se com as diferentes variedades encontradas na natureza material. A consequente fé e existência artificiais são apenas materiais. Embora se deixe levar por alguma impressão, ou alguma concepção de vida, originalmente ele é transcendental. Portanto, este ser vivo tem que purificar-se da contaminação material que adquiriu, para então recuperar sua relação com o Senhor Supremo. Este é o único caminho pelo qual ele pode voltar sem medo à consciência de Krishna. Se estiver situado em consciência de Krishna, então este caminho assegura sua elevação à fase da perfeição. Se não adotar este caminho da auto-realização, então, ele com certeza ficará sob a influência dos modos da natureza.

A fé, originalmente provém do modo da bondade. Pode-se ter fé num semideus ou criar algum Deus ou recorrer a alguma invenção mental. Supõe-se que com sua fé forte o homem produza obras típicas da bondade material. Mas na vida condicionada material, nenhum trabalho é inteiramente puro. Eles estão misturados. Eles não estão em bondade pura. A bondade pura é transcendental; na bondade purificada, pode-se compreender a verdadeira natureza da Suprema Personalidade de Deus. Enquanto não desenvolver uma fé que esteja em bondade completamente purificada, este homem terá uma fé sujeita a contaminação por qualquer dos modos da natureza material. Os modos contaminados da natureza material implantam-se no coração. Portanto, ele desenvolve sua fé conforme a posição que o coração estabeleceu em contacto com um modo específico da natureza material. Deve-se compreender que se o coração de alguém está no modo da bondade, sua fé também está no modo da bondade. Se seu coração está no modo da paixão, sua fé também está no modo da paixão. E se seu coração está no modo da escuridão, na ilusão, sua fé também fica com essa mesma contaminação. Assim, encontramos diferentes espécies de fé neste mundo, e há diferentes classes de religião que se coadunam com as diferentes espécies de fé. O verdadeiro princípio da fé religiosa está situado no modo da bondade pura, mas porque o coração está contaminado, encontramos diferentes categorias de princípios religiosos. Logo, segundo diferentes classes de fé, há diferentes espécies de adoração.

Dentre as muitas escrituras reveladas básicas e autorizadas, o Bhagavad-Gita é a melhor. Pessoas que são como animais não acreditam nas escrituras reveladas padrão, e nem as conhecem; e há aqueles que, embora tenham conhecimento das escrituras reveladas ou possam citar passagens delas, na realidade não têm verdadeira fé nestas palavras.  E mesmo que outros possam ter fé em escrituras como o Bhagavad-Gita, eles não acreditam na Personalidade de Deus, Krishna, e nem O adoram. Tais pessoas não podem situar-se na consciência de Krishna. Elas acabam caindo no abismo da existência material. De todos os acima mencionados, aqueles que não têm fé e sempre são incrédulos não fazem progresso algum. Homens que não depositam fé em Deus e na Sua palavra revelada não se dão bem neste mundo, e nem no próximo. Para eles, não existe nenhum tipo de felicidade. Devemos, portanto, seguir com fé os princípios das escrituras reveladas e desse modo elevarmo-nos à plataforma do conhecimento. Somente este conhecimento nos ajudará a promover-nos à plataforma transcendental da compreensão Espiritual. 

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publicado por Lalanesha Dasa às 21:26

Outubro 17 2014

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Para elevar-se à posição Espiritual, não se deve agir em busca de ganhos materiais. Quando se executam actividades, deve-se visar o ganho último: ser transferido ao reino Espiritual, de volta ao lar, de volta ao Supremo. 

Entretanto, quem é consciente de Krishna está situado desde o início na plataforma de meditação porque sempre pensa em Krishna. E, estando ocupado constantemente no serviço a Krishna, considera-se que ele cessou todas as actividades materiais.

Diz-se que alguém está elevado em yoga quando, tendo renunciado a todos os desejos materiais, não age em troca do gozo dos sentidos nem se ocupa em actividades fruitivas.

Quando alguém se ocupa por completo no serviço transcendental amoroso ao Senhor, ele fica satisfeito consigo mesmo, e assim não se entrega mais ao gozo dos sentidos, nem a actividades fruitivas. Caso contrário, ele vai ocupar-se no gozo dos sentidos, pois ninguém pode viver sem exercer alguma ocupação. Sem consciência de Krishna, ele deve estar sempre dedicando-se a actividades egocêntricas ou a ampliar suas actividades, mas nunca saindo do campo do seu interesse. Mas quem é consciente de Krishna pode fazer tudo para a satisfação de Krishna e desse modo se desapega completamente do gozo dos sentidos. Aquele que não tem essa compreensão deve tentar, de maneira mecânica, livrar-se dos desejos materiais antes de se elevar ao degrau mais alto da escada da yoga.

Com a ajuda de sua mente, a pessoa deve liberar-se, e não degradar-se. A mente é a amiga da alma condicionada, e é também a sua inimiga.

No sistema de yoga, a mente e a alma condicionada têm uma importância especial. A mente é o ponto central da prática de yoga. O propósito do sistema de yoga é controlar a mente e afastá-la do apego aos objectos dos sentidos. Enfatiza-se que a mente deve ser treinada de tal maneira que possa livrar a alma condicionada do lodaçal da ignorância. Na existência material, a pessoa sujeita-se à influência da mente e dos sentidos. De fato, a alma pura está enredada no mundo material porque a mente envolve-se com o falso ego, que deseja assenhorear-se da natureza material. Portanto, a mente deve ser treinada para que não se deixe atrair pelo brilho da natureza material, e aí então a alma condicionada conseguirá salvar-se. Não se deve cair vítima da atracção aos objectos dos sentidos. Quanto mais alguém se deixa atrair pelos objectos dos sentidos, mais se enreda na existência material. A melhor maneira de se desvencilhar é sempre ocupar a mente na consciência de Krishna.

Na verdade, cada ser vivo é obrigado a acatar as ordens da Suprema Personalidade de Deus, que está situado no coração de todos. Quando a mente se deixa arrastar pela energia externa e ilusória, a pessoa fica enredada em actividades materiais. Portanto, logo que a mente é controlada através de um dos sistemas de yoga, deve-se considerar que a pessoa já alcançou o seu destino. Todos devem acatar as ordens superiores. Quando a mente de alguém se fixa na natureza superior, tudo o que lhe resta é seguir as determinações impostas pelo Supremo. A mente deve aceitar e seguir a uma ordem superior. O efeito consequente do controle da mente, é o acatamento automático das ordens do Senhor situado no coração. Porque esta posição transcendental é de imediato atingida por alguém que esteja em consciência de Krishna, o devoto do Senhor não é afectado pelas dualidades da existência material, a saber, tristeza e felicidade, frio e calor, etc.

Ter conhecimento teórico sem percepção da Verdade Suprema é inútil. 

“Através dos sentidos materialmente contaminados, ninguém pode compreender a natureza transcendental do nome, forma, qualidade e passatempos do Senhor Krishna. Só quando alguém se torna Espiritualmente impregnado com o serviço transcendental ao Senhor, é que o nome, a forma, a qualidade e os passatempos transcendentais do Senhor lhe são revelados.”

Sempre que a mente divague devido à sua natureza instável e inconstante, deve-se com certeza coibi-la e trazê-la sob o controle do Eu.

Por natureza, a mente é inconstante e instável. Mas o yogue auto-realizado tem que controlar a mente; a mente não deve controlá-lo.  Na felicidade transcendental dos sentidos, os sentidos ocupam-se a serviço do proprietário dos sentidos o Senhor Krishna.

Servir a Krishna com sentidos purificados chama-se consciência de Krishna. Esta é a maneira de deixar os sentidos completamente sob controle. Aliás, esta é a mais elevada perfeição da prática de yoga.

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publicado por Lalanesha Dasa às 13:50

Outubro 14 2014

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Arjuna disse:

Embora Você seja um, Você Se expande por todo o céu, pelos planetas e todo o espaço intermediário. Ó maior de todos, vendo esta maravilhosa e aterradora forma, todos os sistemas planetários ficam perturbados.

Todas as multidões de semideuses estão se rendendo a Você e entrando em Você. Alguns deles, muito atemorizados, estão de mãos postas, oferecendo orações. Multidões de grandes sábios e seres perfeitos, bradando “Que haja paz!”, estão orando a Você com o cantar de hinos védicos.

Ó pessoa de braços poderosos, todos os planetas e seus semideuses estão perturbados ao verem esta Sua forma enorme, com seus vários rostos, olhos, braços, coxas, pernas, ventres e Seus vários dentes terríveis; e assim como eles estão perturbados, eu também estou.

Ó Vishnu Krishna onipenetrante, ao vê-lO com Suas muitas cores resplandecentes tocando o céu, Suas bocas escancaradas e Seus olhos enormes e reluzentes, minha mente fica perturbada pelo medo. Eu já não consigo manter minha firmeza ou equilíbrio mental.

Ó Senhor dos senhores, ó refúgio dos mundos, por favor, conceda-me Sua graça. Não consigo manter o equilíbrio vendo esses Seus rostos resplandecentes, parecidos com a morte, e esses Seus dentes medonhos. Em todas as direcções sinto-me confuso.

Após ver esta forma universal que jamais havia visto, sinto-me satisfeito, mas ao mesmo tempo, minha mente está perturbada pelo medo. Por isso, por favor, conceda-me Sua graça e revele novamente Sua forma como a Personalidade de Deus, ó Senhor dos senhores, ó morada do Universo.

Arjuna está sempre em confidência com Krishna porque ele é um amigo muito querido, e assim como um amigo querido fica contente com a opulência de seu amigo, Arjuna está muito feliz de ver que seu amigo Krishna é a Suprema Personalidade de Deus e pode mostrar uma forma universal tão maravilhosa. Mas ao mesmo tempo, depois de ver essa forma universal, ele está com medo de ter cometido muitas ofensas a Krishna, devido à sua amizade imaculada.

A forma universal do Senhor foi vista não apenas por Arjuna, mas também pelos habitantes de outros sistemas planetários. A visão da forma universal não foi um sonho de Arjuna. Todos aqueles que o Senhor dotou de visão divina viram aquela forma universal no campo de batalha. 

Vendo Arjuna confuso por ter visto a forma Universal do Senhor, Krishna se dirige a ele com as seguintes palavras:

 Meu querido Arjuna, esta Minha forma que você agora vê, é muito difícil de contemplar. Até mesmo os semideuses sempre buscam a oportunidade de ver esta forma, que é tão querida.

A forma que você vê com seus olhos transcendentais não pode ser compreendida através do simples estudo dos Vedas, nem por submeter-se a sérias penitências, nem por fazer caridade, nem por prestar adoração. Não é por esses meios que alguém pode ver-Me como sou.

Ó melhor dos guerreiros Kurus, antes de você, ninguém jamais vira esta Minha forma universal, pois nem através do estudo dos Vedas, da execução de sacrifícios, da caridade, de actividades piedosas ou de rigorosas penitências, posso Eu ser visto nesta forma no mundo material. Você ficou perturbado e confuso ao ver este Meu aspecto horripilante. Agora basta. Meu devoto, volte a livrar-se de toda a perturbação. Com a mente tranquila você pode então ver a forma que deseja.

Deve-se entender com clareza a visão divina neste contexto. Quem pode ter visão divina? Divino significa que vem de Deus. A não ser que a pessoa atinja a posição de divindade, como um semideus, ela não poderá ter visão divina. E o que é um semideus? Declara-se nas escrituras védicas que aqueles que são devotos do Senhor Vishnu são semideuses. Aqueles que são ateus, isto é, que não acreditam em Vishnu, ou que reconhecem como o Supremo apenas a parte impessoal de Krishna, não podem ter visão divina. Não é possível depreciar Krishna e ao mesmo tempo ter visão divina. Ninguém pode ter visão divina sem se tornar divino. Em outras palavras, aqueles que têm visão divina também podem ver como Arjuna. 

O Bhagavad-Gita descreve a forma universal. Apesar de que antes de Arjuna ninguém conhecesse tal descrição, agora, após este episódio, pode-se ter uma idéia desta forma gigantesca a forma Universal. Aqueles que são de fato divinos podem ver a forma universal do Senhor. Mas não pode ser divino quem não é um devoto puro de Krishna. Entretanto, os devotos, que realmente estão na natureza divina e têm visão divina, não estão muito interessados em ver a forma universal do Senhor. Como se descreveu no verso anterior, Arjuna desejava ver Vishnu, a forma em que o Senhor Krishna apresenta-Se com quatro braços, e ele estava mesmo com medo da forma universal. 

Ao ver Krishna em Sua forma original, Arjuna, então, disse:

Agora que vejo esta forma aparentemente humana, de uma beleza sem par, minha mente está tranquila e reassumi minha natureza original.

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publicado por Lalanesha Dasa às 18:41

Outubro 08 2014

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As pessoas geralmente tendem a confundir felicidade com alegria, mas, na verdade, a felicidade é apenas a cessação do sofrimento. Esta natureza material, é um mundo de sofrimento e quando o sofrimento é reduzido, até certo ponto, então vamos chamá-lo de felicidade. No entanto, devemos mostrar o caminho para a verdadeira alegria, o gozo real, e é por isso que se deve conscientizar as pessoas sobre a verdadeira realidade da existência nesta material. Isso tende a dar a impressão de que estamos nos concentrando na condição de sofrimento deste mundo, mas o nosso objectivo real é levar todo mundo para fora desta condição de sofrimento e situar a todos no mundo da alegria, essa alegria que predomina no consciência de Deus..

A alma condicionada não pára de tentar desfrutar a felicidade material. Assim, ela mastiga o mastigado. Mas às vezes, na busca deste prazer, ela se livra do enredamento material e obtém a associação de uma grande alma. Em outras palavras, a alma condicionada está sempre ocupada em algum tipo de gozo dos sentidos, mas quando ela compreende, através de uma boa associação, que isto é uma mera repetição da mesma coisa e desperta para a sua verdadeira consciência de Krishna, ela pode se livrar dessa repetitiva felicidade ilusória.

Como o próprio Senhor Krishna diz no Bhagavad-Gita:

Quando, porém, a pessoa é iluminada com o conhecimento pelo qual a ignorância é destruída, então, seu conhecimento revela tudo, assim como o Sol ilumina tudo durante o dia.

Aqueles que se esqueceram de Deus com certeza devem estar confusos, mas aqueles que estão em consciência de Deus não estão nada confusos. No Bhagavad-Gita, afirma-se que o conhecimento é sempre tido em alta estima. E que conhecimento é este? Consegue conhecimento perfeito quem se conscientiza nos assuntos sobre Deus. Depois de passar por muitos e muitos nascimentos, quando alguém com conhecimento perfeito se prontifica aceitar Krishna como summum bonum da vida, ou quando alcança a consciência de Krishna, então, tudo lhe é revelado, assim como, durante o dia, tudo é revelado pelo Sol. O ser vivo se confunde de muitas maneiras. Por exemplo, quando, descaradamente julga ser Deus, ele na verdade cai na última armadilha da ignorância. Se o ser vivo é Deus, então como pode se deixar confundir pela ignorância? Será que Deus Se deixa confundir pela ignorância? Sendo assim, então a ignorância, é maior do que Deus. O verdadeiro conhecimento pode ser obtido de alguém que esteja em perfeita consciência de Deus ou Krishna. Portanto, é necessário procurar semelhante mestre Espiritual genuíno, e, sob sua orientação, aprender o que é a consciência de Krishna, pois a consciência de Krishna na certa afastará toda a ignorância, assim como o Sol afasta a escuridão. Mesmo que alguém talvez tenha pleno conhecimento de que não é este corpo mas sim transcendental ao corpo, ainda assim, talvez ele não consiga discriminar entre a alma e a Superalma. No entanto, ele poderá conhecer tudo muito bem se tiver o cuidado de abrigar-se no mestre Espiritual perfeito, realmente consciente de Krishna, e não num arrogante egocentrista que se diz passar por Guru de plantão, inventando alguma sigla em nome de alguma instituição religiosa. A pessoa pode conhecer Deus e sua relação com Deus somente quando ela de fato encontra um representante de Deus. Um representante de Deus jamais afirma ser Deus, embora receba todo o respeito que em geral se presta a Deus porque ele tem conhecimento acerca de Deus. Deve-se aprender a distinção entre Deus e a entidade viva. Portanto, o Senhor Krishna afirma no Bhagavad-Gita, que cada ser vivo é uma entidade individual e que o Senhor também é um indivíduo. Todos eles foram indivíduos no passado, são indivíduos no presente, e continuarão sendo indivíduos no futuro, mesmo após a liberação. De noite na escuridão, vemos tudo como uma coisa só, mas de dia, quando o Sol aparece, vemos tudo em sua verdadeira identidade. Identidade com individualidade na vida Espiritual é conhecimento verdadeiro. E assim, quando a inteligência, a mente, a fé e o refúgio de alguém estão todos fixos no Supremo, então, através do conhecimento pleno, ele purifica-se por completo dos receios e desse modo prossegue resoluto no caminho da liberação.

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publicado por Lalanesha Dasa às 18:22

Outubro 07 2014

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As actividades executadas em vida determinarão o próximo nascimento. Assim, após terminar um período de actividades, a pessoa morre, e em seguida nasce para recomeçar suas actividades. Ela assim vai passando por ciclos consecutivos de nascimentos e mortes, sem alcançar a liberação. Este ciclo de nascimentos e mortes não apóia a prática do homicídio, massacre e guerra desnecessários. Mas ao mesmo tempo, a violência e a guerra são factores inevitáveis para manter a lei e a ordem na sociedade humana.

Numa Batalha onde a vontade do Senhor é primordial, e sendo essa Batalha inevitável, é dever de um guerreiro lutar por uma causa justa. Por que deveria então Arjuna, amedrontar-se ou afligir-se com a morte dos demais que se encontravam nessa Batalha que  pela vontade do Senhor Supremo Krishna já estariam destinados a morrer, já que Arjuna estava cumprindo seu verdadeiro dever de luta por uma causa justa sendo instruido pelo próprio Senhor Krishna? Evitando o cumprimento de seu verdadeiro dever, ele não seria capaz de deter a morte dos demais que ali se encontravam, e se degradaria por escolher a maneira errada de agir.

Pois Krishna mesmo diz:

Todos os seres criados são imanifestos no seu começo, manifestos no seu estado intermediário, e de novo imanifestos quando aniquilados. Então, qual a necessidade de lamentação?

Aceitando que existam duas classes de filósofos, uma que acredita na existência da alma e outra que não acredita na existência da alma, em nenhum caso justifica-se o fato de alguém ficar lamentando-se. Os que não acreditam na existência da alma são chamados de ateus pelos seguidores da filosofia védica. Mas mesmo que, em uma maneira de argumento, aceitemos esta teoria ateísta, continuaria não havendo motivo para lamentação. Mesmo que não levemos em conta a existência separada da alma, os elementos materiais permanecem imanifestos antes da criação. Deste estado sutil, da não-manifestação, surge a manifestação, assim como do éter gera-se o ar; do ar, gera-se o fogo; do fogo, a água; e da água, a terra. Da terra, ocorrem muitas variedades de manifestações. Tomemos, por exemplo, um grande arranha-céu manifestado da terra. Quando ele é demolido, a manifestação volta a ser imanifesta e na etapa final permanece como átomos. Prevalece a lei da conservação de energia, mas no decorrer do tempo as coisas são manifestas ou imanifestas _ esta é a diferença. Então, que motivo há para lamentação quer na fase de manifestação, quer na de não-manifestação? O ponto é que, mesmo na fase imanifesta, as coisas não se perdem. Tanto no começo quanto no fim, todos os elementos permanecem imanifestos, e só no período intermediário é que eles são manifestos, e isto a rigor não faz nenhuma diferença materialmente.

E se aceitamos a conclusão védica que consta no Bhagavad-Gita segundo a qual estes corpos materiais acabam perecendo no transcorrer do tempo, sendo que a alma é eterna, então devemos sempre lembrar-nos de que o corpo é como uma roupa; portanto, por que lamentar a mudança de uma roupa? O corpo material não tem uma existência verdadeiramente relacionada com a alma eterna. É algo parecido com um sonho. Num sonho, podemos pensar que voamos no céu, ou sentamo-nos numa quadriga como um rei, mas quando acordamos, podemos ver que não estamos nem no céu nem sentados na quadriga. A sabedoria védica encoraja a auto-realização, tomando-se como base a não-existência do corpo material. Logo, em qualquer dos casos, quer se acredite na existência da alma, ou não se acredite na existência da alma, não há motivo de lamentação pela perda do corpo.

Krishna a Suprema Personalidade de Deus instruindo Arjuna numa concepção determinada, orienta-o com a seguinte justificativa sobre a alma dizendo:

Alguns consideram a alma como supreendente, outros descrevem-na como surpreendente, e alguns ouvem dizer que ela é surpreendente, enquanto outros, mesmo após ouvir sobre ela, não podem absolutamente compreendê-la.

O fato de a alma atômica estar dentro do corpo de um animal gigantesco, no corpo de uma gigantesca figueira-de-bengala, e também nos micróbios, milhões e bilhões dos quais ocupam apenas o espaço de um centímetro, decerto é muito surpreendente. Homens que possuem um pobre fundo de conhecimento e homens que não são austeros não podem entender as maravilhas da centelha espiritual atômica individual, muito embora seja explicada pela maior autoridade neste conhecimento, que deu lições até a Brahma, o primeiro ser vivo do Universo. Devido a uma grosseira concepção material das coisas, a maioria dos homens desta era não conseguem entender como é que essa diminuta partícula pode tornar-se tão grande e tão pequena. Assim, os homens vêem que em si mesma, quer por sua própria constituição, quer por meio de descrição, a alma é algo maravilhoso. Iludidas pela energia material, as pessoas vivem tão absortas nos assuntos referentes ao prazer dos sentidos que lhes sobra muito pouco tempo para entender a questão da auto compreensão, embora seja um fato que sem esta auto compreensão, todas as actividades acabam sendo uma derrota na luta pela existência. Talvez não lhes ocorra a idéia de que se deve pensar na alma, e assim dar uma solução às misérias materiais.

Algumas pessoas que estão inclinadas a ouvir sobre a alma talvez assistam a conferências e procurem boas companhias, mas às vezes, devido à ignorância, elas se deixam desorientar, e aceitam a Superalma e a alma atômica como unas, sem distinção de magnitude. É muito difícil encontrar alguém que compreenda perfeitamente a posição da Superalma, a alma atômica, as respectivas funções e relações delas e todos os seus outros aspectos maiores e menores. E é ainda mais difícil encontrar alguém que tenha realmente tirado pleno benefício do conhecimento acerca da alma, e que seja capaz de descrever a posição da alma em diferentes aspectos. Mas, se de algum modo, a pessoa for capaz de entender os assuntos da alma, então sua vida é bem-sucedida.

No entanto, o processo mais fácil para entender o assunto referente ao eu é aceitar as afirmações do Bhagavad-Gita faladas pela maior autoridade, o Senhor Krishna, sem se deixar levar por outras teorias. Mas também é preciso muita penitência e sacrifício, nesta vida ou nas anteriores, para que alguém consiga aceitar Krishna como a Suprema Personalidade de Deus. Entretanto, só se pode adquirir esse conhecimento acerca de Krishna através da misericórdia imotivada de alguém que esteja no caminho de devoção pura ao Senhor.

publicado por Lalanesha Dasa às 09:11

Outubro 04 2014

 

 Krishna a Suprema Personalidade de Deus diz:

Terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e falso ego _ juntos, todos estes oito elementos formam Minhas energias materiais separadas.

Além dessas, existe uma outra energia, a Minha energia superior, que consiste das entidades vivas que exploram os recursos desta natureza material inferior.

Todos os seres criados têm sua fonte nestas duas naturezas. Fiquem sabendo com toda a certeza, que Eu sou a origem e a dissolução de tudo o que é material e de tudo o que é espiritual neste mundo.

Não há verdade superior a Mim. Tudo repousa em Mim, como pérolas num cordão.

Eu sou o sabor da água, a luz do Sol e da Lua, a sílaba oṁ nos mantras védicos; Eu sou o som no éter e a habilidade no homem.

Eu sou a fragrância original da terra e sou o calor no fogo. Eu sou a vida de tudo o que vive e sou as penitências de todos os ascetas.

Fiquem sabendo que Eu sou a semente da qual se originam todas as existências, sou a inteligência dos inteligentes e o poder de todos os poderosos.

Eu sou a força dos fortes, desprovida de paixão e desejo. Eu sou a vida sexual que não é contrária aos princípios religiosos.

Fiquem sabendo que todos os estados de existência _ sejam eles em bondade, paixão ou ignorância _ manifestam-se por Minha energia. Num certo sentido, Eu sou tudo, mas Eu sou independente. Eu não estou sob a influência dos modos da natureza material, mas eles, ao contrário, estão dentro de Mim.

Iludido pelos três modos (bondade, paixão e ignorância), o mundo inteiro não conhece a Mim, que estou acima dos modos e sou inesgotável.

Esta Minha energia divina, que consiste dos três modos da natureza material, é difícil de ser suplantada. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente transpô-la.

Os descrentes que são grosseiramente tolos, que são os mais baixos da humanidade, cujo conhecimento é roubado pela ilusão e que compartilham da natureza ateísta dos demônios, não se rendem a Mim.

Quatro classes de homens piedosos passam a Me prestar serviço devocional _ o aflito, o que deseja riquezas, o inquisitivo e o que busca conhecer o Absoluto.

Destes, aquele que tem conhecimento pleno e está sempre ocupado em serviço devocional puro é o melhor. Pois Eu lhe sou muito querido, e ele é querido por Mim.

Todos esses devotos são sem dúvida almas magnânimas, mas aquele que cultiva o conhecimento acerca de Mim, Eu o considero como sendo tal qual Eu mesmo. Ocupando-se em Me prestar serviço transcendental, ele com certeza Me alcançará, e esta é a meta mais elevada e perfeita.

Após muitos nascimentos e mortes, aquele que tem verdadeiro conhecimento rende-se a Mim, sabendo que sou a causa de todas as causas e de tudo o que existe. É muito raro encontrar semelhante grande alma.

Aqueles cuja inteligência foi roubada pelos desejos materiais rendem-se aos semideuses e prestam adoração através de determinadas regras e regulações que se coadunam com suas próprias naturezas.

Eu estou nos corações de todos como a Superalma. E logo que alguém deseje adorar a um semideus, Eu fortifico a sua fé para que ele possa se devotar a essa deidade específica.

Munido com esta fé, ele se empenha em adorar um semideus específico e realiza seus desejos. Mas na verdade, estes benefícios são concedidos apenas por Mim.

Homens de pouca inteligência adoram os semideuses, e seus frutos são limitados e temporários. Aqueles que adoram os semideuses vão para os planetas dos semideuses, mas Meus devotos acabam alcançando Meu planeta supremo.

Homens sem inteligência, que não Me conhecem perfeitamente, pensam que Eu, a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, antes era impessoal e que agora assumi esta personalidade. Devido a seu conhecimento limitado, eles não conhecem Minha natureza superior, que é imperecível e suprema.

Eu nunca Me manifesto aos tolos e aos não-inteligentes. Para eles, Eu estou coberto por Minha potência interna, e portanto eles não sabem que Eu sou não nascido e infalível.

Como a Suprema Personalidade de Deus, sei tudo o que aconteceu no passado, tudo o que está acontecendo no presente e tudo o que ainda vai acontecer. Conheço também todas as entidades vivas; mas a Mim ninguém conhece.

Todas as entidades vivas nascem em ilusão, confundidas pelas dualidades surgidas do desejo e do ódio.

Aqueles que agiram piedosamente tanto nesta vida quanto em vidas passadas, e cujas ações pecaminosas se erradicaram por completo, livram-se da ilusão manifesta sob a forma das dualidades, e se ocupam em servir-Me com determinação.

Os homens inteligentes que buscam libertar-se da velhice e da morte refugiam-se em Mim, prestando serviço devocional. Eles de fato são Brahman porque conhecem inteiramente tudo sobre as atividades transcendentais.

Aqueles que estão em plena consciência de Mim, que sabem que Eu, o Senhor Supremo, sou o princípio governante da manifestação material, dos semideuses e de todos os métodos de sacrifício, podem, mesmo na hora da morte, compreender e conhecer a Mim, a Suprema Personalidade de Deus.

 

As pessoas que agem em consciência de Krishna nunca se desviam do caminho no qual se tem total compreensão acerca da Suprema Personalidade de Deus. Na associação transcendental cultivada através da consciência de Krishna, pode-se compreender como o Senhor Supremo é o princípio que governa a manifestação material e mesmo os semideuses. Aos poucos, por meio dessa associação transcendental, passa-se a aceitar a Suprema Personalidade de Deus, e ao chegar a hora da morte, esse devoto consciente de Krishna jamais pode se esquecer de Krishna. Naturalmente, ele é então promovido ao planeta do Senhor Supremo.

Aqui Krishna explicou, com pormenores como alguém pode tornar-se completamente consciente de Krishna. A consciência de Krishna começa com a associação com pessoas que são conscientes de Krishna. Essa associação é Espiritual e coloca-nos em contato direto com o Senhor Supremo, e, por Sua graça, podemos compreender que Krishna é a Suprema Personalidade de Deus. Ao mesmo tempo, é possível entender a verdadeira posição constitucional da entidade viva e como a entidade viva se esquece de Krishna e se enreda em atividades materiais. Cultivando boa associação que lhe propicie o desenvolvimento gradual da consciência de Krishna, o ser vivo pode compreender que, devido ao fato de ter-se esquecido de Krishna, ele se condicionou às leis da natureza material. Ele também pode compreender que esta forma de vida humana é uma oportunidade para reaver a consciência de Krishna e que deve ser utilizada por completo para obter a misericórdia imotivada do Senhor Supremo.

publicado por Lalanesha Dasa às 15:19

Outubro 02 2014

 “Em seus momentos de aflição e felicidade, o ser vivo é inteiramente dependente. Pela vontade do Supremo, ele pode ir para o céu ou para o inferno, assim como uma nuvem que é levada pelo ar.”

Tampouco o Senhor Supremo assume as actividades pecaminosas ou piedosas de alguém. No entanto, os seres encarnados ficam confusos devido à ignorância que encobre seu verdadeiro conhecimento.

O Senhor Supremo, que é cheio de conhecimento, riqueza, força, fama, beleza e renúncia ilimitados. Ele está sempre satisfeito consigo mesmo, sem Se perturbar com actividades pecaminosas ou piedosas. Ele não cria certa situação para os seres vivos, mas eles, confusos pela ignorância, desejam ser postos em determinadas condições de vida, e desse modo iniciam sua cadeia de acção e reacção. Devido à sua natureza superior, o ser vivo é cheio de conhecimento. Apesar disso, devido ao seu poder limitado, ele tem a tendência para se deixar influenciar pela ignorância. O Senhor é onipotente, mas a entidade viva não o é. O Senhor é onisciente, mas o ser vivo é atômico. Por ser alma vivente, ele tem a capacidade de desejar por meio de seu livre arbítrio. Tal desejo é satisfeito apenas pelo Senhor onipotente. E então, quando fica confuso em seus desejos, o Senhor lhe permite satisfazer tais desejos, mas o Senhor nunca é responsável pelas acções e reacções decorrentes da situação específica que alguém possa desejar. Estando numa condição confusa, portanto, a alma encarnada identifica-se com o corpo material circunstancial e se sujeita à miséria e à felicidade temporárias da vida. O desejo é uma forma sutil de condicionamento do ser vivo. O Senhor lhe satisfaz o desejo como ele merece: o homem propõe e Deus dispõe. Logo, o indivíduo não é onipotente em satisfazer seus desejos. Entretanto, o Senhor pode satisfazer todos os desejos, e, sendo neutro com todos, o Senhor não interfere nos desejos das entidades vivas diminutamente independentes. Porém, quando alguém deseja Krishna, o Senhor tem um cuidado especial e incentiva tal desejo, de modo que, ele possa alcançá-lO e ser eternamente feliz. 

“O Senhor ocupa o ser vivo em actividades piedosas para que ele possa elevar-se. O Senhor o ocupa em actividades impiedosas para que ele possa ir para o inferno”.

Portanto, a alma encarnada, através de seu desejo imemorial de evitar a consciência de Krishna, causa sua própria confusão. Por conseguinte, embora seja constitucionalmente eterna, bem-aventurada e plena de conhecimento, devido à insignificância de sua existência, ela se esquece de que sua posição constitucional é prestar serviço ao Senhor e acaba caindo na armadilha da ignorância. E, sob o encanto da ignorância, alega que o Senhor é responsável por sua existência condicionada.

Quando, porém, a pessoa é iluminada com o conhecimento pelo qual a ignorância é destruída, então, seu conhecimento revela tudo, assim como o Sol ilumina tudo durante o dia.

publicado por Lalanesha Dasa às 00:56

Ofereço respeitosas reverências a meu mestre espiritual que, com o archote do conhecimento, abriu meus olhos que estavam cegos por causa da ignorância!
Todos nós seres vivos, somos almas espirituais eternas, e, em contato com o mundo material, cada alma torna-se corporificada em um tipo de corpo particular, entre as 8.400.000 espécies de vida do universo terrestre; Segundo a literatura Védica ...
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