*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Abril 24 2017

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  Porque é transcendental, a entidade viva nada tem a ver com esta natureza material. Mesmo assim, por se condicionar ao mundo material, ela age sob o encanto dos três modos da natureza material. Porque as entidades vivas têm diferentes espécies de corpos proporcionados pelos diferentes aspectos da natureza, elas são induzidas a agir de acordo com esta natureza. Esta é a causa das muitas variedades de felicidade e sofrimento.

As entidades vivas condicionadas à natureza material são de várias categorias. Alguém pode ser feliz, outrem, muito ativo, mas há outro que se sente desamparado. Todos estes tipos de manifestações psicológicas são a causa da posição condicionada das entidades na natureza. No Bhagavad-Gītā, capitulo 14 explica muito bem como as entidades vivas se condicionam de maneira diferente. Primeiramente, tecem-se comentários sobre o modo da bondade. No mundo material, quem desenvolve o modo da bondade acaba se tornando mais sábio do que aqueles condicionados a outras circunstâncias. Um homem no modo da bondade não é tão afetado pelas misérias materiais, e ele sente o avanço em conhecimento material. A figura representativa é o brāhmaṇa, que se supõe estar situado no modo da bondade. Esta sensação de felicidade deve-se à compreensão de que, no modo da bondade, a pessoa está mais ou menos livre de reações pecaminosas. Na verdade, na literatura védica se diz que o modo da bondade significa maior conhecimento e uma maior sensação de felicidade.

O problema é que, quando se situa no modo da bondade, o ser vivo fica induzido a sentir que é avançado em conhecimento e que é melhor do que os outros. Dessa maneira, ele se condiciona. Os melhores exemplos são o cientista e o filósofo. Cada qual tem muito orgulho de seu conhecimento, e porque em geral melhoram suas condições de vida, eles sentem uma espécie de felicidade material. Na vida condicionada, esta sensação de felicidade superior deixa-os atados ao modo da bondade da natureza material. Nesse caso, eles ficam atraídos a trabalhar no modo da bondade, e, enquanto sentem atração para essa espécie de trabalho, eles devem aceitar algum dos corpos oferecidos pelos modos da natureza. Assim, não há possibilidade de liberação, ou de sua transferência para o mundo espiritual. Repetidas vezes, a pessoa pode tornar-se um filósofo, um cientista, ou um poeta, e repetidas vezes envolver-se com as mesmas condições desfavoráveis apresentadas sob a forma de nascimentos e mortes. Porém, devido à ilusão que a energia material lhe impõe, o homem pensa que esta espécie de vida é agradável.

Porém Krushna diz:

"Deve-se compreender que é com o nascimento nesta natureza material que todas as entidades vivas, em todas as espécies de vida, tornam-se possíveis, e que Eu sou o pai que dá a semente."

Nisto Krishna a Suprema Personalidade de Deus explica claramente, que Ele é o pai do qual se originam todas as entidades vivas, as quais são combinações da natureza material e da natureza Espiritual. Essas entidades vivas existem não só neste planeta, mas em todos os planetas, mesmo no mais elevado, onde vive Brahmā. Em toda a parte há entidades vivas; dentro da terra há entidades vivas, e mesmo dentro da água e do fogo. Todos estes aparecimentos devem-se à mãe, a natureza material, e ao processo através do qual Krishna dá a semente. O significado é que o mundo material é fecundado com entidades vivas que, no momento da criação, surgem em várias formas segundo suas ações passadas.

A Suprema Personalidade de Deus diz:

"Aquele que não odeia a iluminação, o apego e a ilusão quando estão presentes, nem os deseja quando desaparecem; que não se abala nem se perturba com quaisquer das reações das qualidades materiais, permanecendo neutro e transcendental, sabendo que os modos é que são ativos; que está situado no eu e tem o mesmo comportamento diante da felicidade e do sofrimento; que olha para um punhado de terra, uma pedra e um pedaço de ouro com a mesma visão; que é igual para o desejável e o indesejável; que é estável, igual no louvor e na repreensão, honra e desonra; que dá o mesmo tratamento tanto ao amigo quanto ao inimigo; e que renunciou a todas as atividades materiais — diz-se que essa pessoa transcendeu a estes modos da natureza."

Portanto quando o ser vivo permanece neste mundo material recluso no corpo material, deve-se compreender que está sob o controle de um dos três modos da natureza material. Quando está de fato fora do corpo, então está livre das garras dos modos da natureza material. Mas enquanto não sair do corpo material, ele deverá ser neutro. Ele deve ocupar-se no serviço devocional ao Senhor para que imediatamente deixe de identificar-se com o corpo material. Quando se identifica com o corpo material, ele só age em busca de prazer dos sentidos, mas quando se estabelece em consciência de Krishna, o gozo dos sentidos pára automaticamente. Ninguém precisa do corpo material, nem precisa aceitar os ditames do corpo material. As qualidades dos modos materiais próprias de cada corpo agirão, mas como alma espiritual, o eu está alheio a essas atividades. Como ele fica à parte? Ele não deseja desfrutar o corpo, nem deseja sair dele. Situado nessa posição transcendental, o devoto automaticamente libera-se. Ele não precisa tentar livrar-se da influência dos modos da natureza material.

O materialista deixa-se afetar pela aparente honra e desonra oferecidas ao corpo, mas o transcendentalista não se deixa afetar por essa pseudo-honra e desonra. Ele executa seu dever em consciência de Krishna e não se importa se alguém o respeita ou desrespeita. Aceita tudo aquilo que é favorável a seu dever em consciência de Krishna, e, à exceção disso, ele não tem necessidade de nenhum objeto material, seja pedra, seja ouro. Ele considera todos como sendo seu amigo querido que o ajuda em sua execução da consciência de Krishna, e não odeia seu aparente inimigo. Ele é equânime e vê tudo num nível de igualdade porque sabe perfeitamente bem que ele nada tem a ver com a existência material. Questões sociais e políticas não o afetam, porque ele conhece a situação das revoltas e distúrbios temporários. Ele não tenta obter nada para si mesmo. Ele pode tentar conseguir tudo para Krishna, mas não se esforça em nada que lhe traga apenas benefício pessoal. Com esse comportamento, ele está em verdadeira transcendência.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:26

Abril 22 2017

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Krishna diz:

"Eu mesmo existo dentro de tudo criado, e ao mesmo tempo estou fora de tudo."

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 Os grandes elementos da criação material, a saber, a terra, a água, o fogo, o ar e o éter, entram no corpo de todas as entidades manifestadas - os mares, as montanhas, os aquáticos, as plantas, os répteis, as aves, as bestas, os seres humanos e os semideuses. E, ao mesmo tempo, tais elementos estão situados de forma diferente. No estágio desenvolvido da consciência, o ser humano pode estudar a ciência fisiológica e física, mas os princípios básicos de tais ciências não são nada além dos elementos materiais e nada mais. O corpo do ser humano e o corpo da montanha, assim como os corpos dos semideuses, são todos os mesmos ingredientes - terra, água, etc. - e ao mesmo tempo os elementos estão além do corpo. Os elementos foram criados primeiro e, portanto, entraram na construção corporal mais tarde, mas em ambas as circunstâncias entraram no cosmos e também não entraram. Da mesma forma, o Senhor Supremo, por Suas diferentes energias, isto é, o interno e o externo, está dentro de tudo no cosmo manifestado, e ao mesmo tempo Ele está fora de tudo, situado no reino de Deus.
Portanto, embora Ele esteja presente em cada átomo, a Suprema Personalidade de Deus pode não ser visível para os especuladores secos; Ainda o mistério é desdobrado diante dos olhos dos devotos puros porque seus olhos são ungidos com amor de Deus. E esse amor de Deus só pode ser atingido pela prática do serviço amoroso transcendental do Senhor, e nada mais. A visão dos devotos não é ordinária; É purificado pelo processo de serviço devocional. Em outras palavras, como os elementos universais estão dentro e fora, da mesma forma o nome, a forma, a qualidade, os passatempos, o séquito, etc. do Senhor, como são descritos nas escrituras reveladas ou como realizados nos planetas Espirituais chamados de Vaikhuntas, muito, muito além do Manifestação cósmica material, estão sendo televisados ​​factualmente no coração do devoto. O homem com um pobre fundo de conhecimento não pode entender, embora pela ciência material se possa ver coisas distantes por meio da televisão. Factualmente, a pessoa espiritualmente desenvolvida é capaz de ter a televisão do reino de Deus sempre refletida dentro de seu coração. Esse é o mistério do conhecimento da Personalidade de Deus.
O Senhor pode conceder a todos e a todos a libertação (mukti) da escravidão da existência material, mas Ele raramente concede o privilégio de amor de Deus. Este serviço devocional transcendental do Senhor é tão maravilhoso que a ocupação mantém o devoto merecedor sempre empolgado em atividades psicológicas, sem desvio do toque absoluto. Assim, o amor à Divindade, desenvolvido no coração do devoto, é um grande mistério. Os desejos de dos devotos puros nunca são cumpridos porque ele está sempre absorvido no serviço amoroso transcendental do Senhor; Nem tem nenhum desejo em seu coração exceto o serviço transcendental do Senhor. Essa é a beleza e o mistério do processo de bhakti-yoga. Como o desejo do Senhor é infalível, da mesma forma os desejos dos devotos puris no serviço transcendental do Senhor também são, infalíveis. Isso é muito difícil, no entanto, para o leigo entender sem conhecimento do mistério do serviço devocional, pois é muito difícil saber a potência da pedra de toque. Como a pedra de toque é raramente encontrada, um devoto puro do Senhor também raramente é visto, mesmo entre milhões de almas liberadas. De todos os tipos de perfeições atingidas pelo processo de conhecimento, a perfeição de yoga no serviço devocional é a mais alta de todas e a mais misteriosa também, ainda mais misteriosa do que os oito tipos de perfeição mística atingidos pelo processo de performances yóguicas.

"Shri Shrimad-Bhagavatam, 2.9.35"

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:48

Abril 20 2017

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    No Bhagavad-Gītā Krishna diz: se alguém que tenha recebido verdadeiro conhecimento de uma alma auto-realizada, jamais voltará a cair na ilusão, pois, com conhecimento todos os seres vivos são nada mais do que partes do Supremo. 

Quem recebe conhecimento de uma alma auto-realizada, ou de alguém que conhece as coisas como elas são, aprende que todos os seres vivos são partes integrantes da Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Krishna. O sentimento de uma existência separada de Krishna chama-se māyā ou ilusão. Por falta de conhecimento suficiente acerca da ciência absoluta, estamos agora cobertos pela ilusão, e assim pensamos que somos separados de Krishna. Embora sejamos partes separadas de Krishna, mesmo assim, não somos diferentes dEle. A diferença corpórea das entidades vivas é māyā, ou um fato não verídico. Todos nós somos destinados a satisfazer Krishna.Todo o ensinamento do Bhagavad-Gītā é dirigido a este fim: que o ser vivo, como servo eterno de Krishna, não pode ser separado de Krishna, e que a percepção de sentir-se uma identidade separada de Krishna chama-se māyā. As entidades vivas, como partes integrantes separadas do Supremo, têm um propósito a cumprir. Tendo se esquecido deste propósito desde os tempos imemoriais, elas situam-se em diferentes corpos, como homens, animais, semideuses, etc. Tais diferenças corpóreas surgem do esquecimento do serviço transcendental ao Senhor. Mas quando se presta serviço transcendental através da consciência de Krishna, ocorre de imediato a liberação desta ilusão. Só é possível adquirir este conhecimento puro através de uma alma auto-realizada que seja um Mestre Espiritual autêntico e assim seremos capazes de escapar da fantasia de que a entidade viva é igual a Krishna. Tem conhecimento perfeito quem sabe que a Alma Suprema, Krishna, é o abrigo Supremo de todas as entidades vivas; ao abandonarem este abrigo, as entidades vivas deixam-se iludir pela energia material, imaginando que têm uma identidade separada. Assim, sob diferentes níveis de identidade material, elas passam a esquecer-se de Krishna. Porém, quando tais entidades vivas iludidas situam-se em consciência de Krishna, deve-se entender que elas estão no caminho da liberação.

A não ser que se esteja situado na plataforma transcendental da consciência de Krishna, não é possível livrar-se da influência dos modos da natureza material, como o próprio Senhor confirma isso no Sétimo Capítulo do Bhagavad-Gītä (7.14). Portanto, nem mesmo a pessoa mais altamente instruída no plano mundano consegue sair do enredamento de māyā (ilusão) mediante o simples conhecimento teórico, ou através do processo que consiste em distinguir entre o corpo e a alma. Há muitos supostos espiritualistas que exteriormente se fazem passar por pessoas avançadas em ciência, mas no íntimo ou na vida particular estão sob total controle de determinados modos da natureza que eles são incapazes de superar. Do ponto de vista acadêmico alguém pode ser muito erudito, porém, devido à prolongada associação com a natureza material, ele permanece no cativeiro. A consciência de Krishna ajuda-nos a escapar do enredamento material, mesmo que estejamos ocupados nos deveres prescritos de acordo com a existência material. Portanto, sem estar em plena consciência de Krishna, ninguém deve abandonar seus deveres ocupacionais. Ninguém deve abandonar de repente seus deveres prescritos e tornar-se artificialmente um pretenso yogī ou transcendentalista. É melhor situar-se na própria posição e tentar alcançar a consciência de Krishna sob um treinamento superior. Assim, é possível libertar-se das garras da energia māyā (ilusão).

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:30

Abril 19 2017

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 No capitulo 7, verso 25 do Srhi Shrimad Bhagavad-Gītā Krishna diz:

"Eu nunca Me manifesto aos tolos e aos não-inteligentes. Para eles, Eu estou coberto por Minha potência interna, e portanto eles não sabem que Eu sou não nascido e infalível."

Pode-se argumentar que, uma vez que Krishna era visível a todos quando estava presente na Terra, como pode ser dito que Ele não está manifesto para todos? Mas na verdade Ele não era manifesto para todos. Quando Krishna esteve presente, somente algumas pessoas podiam compreendê-lO como a Suprema Personalidade de Deus. Na assembléia dos Kurus, quando Shishupāla falou contra o fato de Krishna ter sido eleito para presidente da assembléia, Bhīshma apoiou Krishna e O proclamou Deus Supremo. De modo semelhante, os Pāṇḍavas e alguns outros sabiam que Ele era o Supremo, mas isto não era do conhecimento de todos. Ele não Se revelara aos não-devotos nem ao homem comum. Por isso, no Bhagavad-Gītā Krishna diz que, exceto Seus devotos puros, todos O consideram um semelhante. Somente aos Seus devotos é que Ele manifestou-Se como o reservatório de todo o prazer. Mas para os outros, para os não-devotos não-inteligentes, Ele estava coberto por Sua potência interna.

Afirma-se que o Senhor está coberto pela cortina de yoga-māyā ou seja, através de Sua poderosa energia os tolos não conseguem conceber Sua presença e por isso as pessoas comuns não podem compreendê-lO. Com a seguinte oração, o devoto Puro também confirma a presença desta cortina manifesta como yoga-māyā:

"Ó meu Senhor, Você é o mantenedor do Universo inteiro, e o Seu serviço devocional é o princípio religioso mais elevado. Por isso, oro para que também me mantenha. Sua forma transcendental é coberta por yoga-māyā. Através da cobertura de Sua potência interna. Por favor, remova esta refulgência ofuscante que me impede de ver, Sua forma eterna de bem-aventurança e conhecimento.”

A Suprema Personalidade de Deus, em Sua forma transcendental de bem-aventurança e conhecimento, é coberto pela potência interna, e é por isso que as pessoas menos inteligentes não podem ver o Supremo.

Também há esta oração oferecida pelo devoto puro:

“Ó Suprema Personalidade de Deus, ó Superalma, ó Senhor de todo o mistério, quem é que neste mundo pode calcular Sua potência e passatempos? Você está sempre expandindo Sua potência interna, e por conseguinte ninguém pode entendê-lO. Os cientistas eruditos e os estudiosos cultos podem examinar a constituição atômica do mundo material ou mesmo dos planetas, mas mesmo assim, eles são incapazes de calcular Sua energia e potência, embora Você esteja presente diante deles”.

A Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Krishna, além de não nascido, também é inexaurível. Sua forma eterna é de bem-aventurança e conhecimento, e Suas energias são todas inesgotáveis.

A literatura védica confirma isto; a alma rendida pode realmente compreender a Verdade Absoluta. O transcendentalista, por meio de contínua consciência de Krishna e por meio do serviço devocional a Krishna, desenvolve olhos espirituais e pode ver Krishna por revelação. Esta revelação, só pode ser concebida por alguém que esteja plenamente consciente de que Krishna é verdadeiramente a Suprema Personalidade de Deus.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:31

Abril 14 2017

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 Krishna diz no capitulo 3, verso 22, do Shri Shrimad-Bhagavad-Gītā:

 Não há trabalho prescrito para Mim dentro de todos os três sistemas planetários. Nem sinto falta de nada, nem tenho necessidade de obter algo, e mesmo assim ocupo-Me nos deveres prescritos.

Os textos védicos descrevem da seguinte maneira a Suprema Personalidade de Deus:

“O Senhor Supremo é o controlador de todos os outros controladores, e Ele é o maior de todos os diversos líderes planetários. Todos estão sob Seu controle. A todas as entidades é designado um poder específico pelo Senhor Supremo; elas próprias não são supremas. Ele é também digno de adoração por todos os semideuses e é o supremo diretor de todos os diretores. Portanto, Ele é transcendental a todas as espécies de líderes e controladores materiais e é adorado por todos. Não há ninguém maior que Ele, e Ele é a causa suprema de todas as causas.”

Qualquer um dos sentidos de Krishna, pode executar a ação de qualquer outro sentido. Portanto, ninguém é maior do que Ele ou igual a Ele. Suas potências são multifárias, e assim Seus atos são executados automaticamente como uma seqüência natural.”

 Já que tudo existe em total opulência na Personalidade de Deus e existe em total verdade, a Suprema Personalidade de Deus não tem que executar dever algum. Aquele que precisa receber os resultados do trabalho tem um dever que lhe é designado, mas quem não precisa conseguir nada dentro dos três sistemas planetários certamente não tem dever. Mesmo assim, o Senhor Krishna ocupa-Se em uma determinada ação para dar proteção aos aflitos. Embora Ele esteja acima de todas as regulações das escrituras reveladas, Ele não faz nada que transgrida as escrituras reveladas.

A fim de que se mantenha o equilíbrio e tranquilidade social para o progresso na vida espiritual, existem costumes familiares tradicionais destinados a todo homem civilizado. Embora essas regras e regulações sejam para as almas condicionadas e não para o Senhor Krishna, Ele as seguiu porque veio para estabelecer os princípios da religião. Do contrário, os homens comuns seguiriam Seus passos, porque Ele é a maior das autoridades. Entende-se através das Escrituras Sagradas dos Vedas que o Senhor Krishna executava todos os deveres religiosos que se exige de um chefe de família dentro e fora de casa.

Como Krishna mesmo diz:

"Se Eu não executasse deveres prescritos, todos estes mundos seriam levados à ruína. Eu seria a causa da criação de população indesejada, e com isso Eu destruiria a paz de todos os seres vivos."

Existe uma parte da população indesejada que perturba a paz da sociedade em geral. A fim de conter esta perturbação social, há regras e regulações prescritas pelas quais a população pode automaticamente tornar-se pacífica e organizada para o progresso espiritual na vida. Quando o Senhor Krishna vem, é natural que Ele se envolva com estas regras e regulações a fim de manter o prestígio e a necessidade de tais empreendimentos valiosos. O Senhor é o pai de todas as entidades vivas, e, se as entidades vivas são desorientadas, indiretamente a responsabilidade recai sobre o Senhor. Portanto, sempre que há desrespeito geral pelos princípios reguladores, o próprio Senhor advém e corrige a sociedade. Devemos, porém, notar cuidadosamente que, embora tenhamos que seguir os passos do Senhor, é bom nos lembrarmos de que não podemos imitá-lO. Seguir e imitar não estão no mesmo nível. Não podemos imitar o Senhor em suas perspicácias, como o Senhor fez em Sua infância. Isto é impossível para qualquer ser humano. Devemos seguir Suas instruções, mas não podemos imitá-lO em momento algum. Portanto, devemos simplesmente seguir as instruções do Senhor e de Seus servos autorizados. Suas instruções são todas boas para nós, e qualquer pessoa inteligente as executará conforme foi instruída. Todavia, deve-se evitar a tentativa de imitar as ações deles. Ninguém deve tentar imitar o Senhor Shiva, que bebeu o oceano de veneno. 

Devemos sempre considerar como superior a posição daqueles que podem realmente controlar os movimentos do Sol e da Lua. Sem este poder, ninguém consegue imitar tais controladores, que são superpoderosos. Ao beber veneno, o Senhor Shiva chegou a engolir um oceano, mas se qualquer homem comum tentar beber pelo menos uma pequena porção desse veneno, acabará morrendo. Há muitos pseudodevotos do Senhor Shiva que querem ficar fumando gañjā (maconha) e outras dessas drogas intoxicantes, esquecendo-se de que, com essa tentativa de imitar os atos do Senhor Shiva, eles estão chamando a morte para bem perto. Da mesma forma, há alguns pseudodevotos do Senhor Krishna que preferem imitar o Senhor em Sua dança do amor, e esquecem-se de que não conseguem ter as mesmas perspicácias que o próprio Senhor. É melhor, portanto, não tentar imitar os poderosos, mas simplesmente seguir-lhes as instruções; nem deve tentar ocupar-lhes os postos quem não tem qualificação para isto. Mesmo assim,existem muitas as “encarnações” de Deus que não possuem o poder da Divindade Suprema!

Quando Krishna diz: Assim como os ignorantes executam seus deveres com apego aos resultados, os eruditos também agem similarmente, mas sem o apego, e com o propósito de conduzir as pessoas no caminho certo.

A pessoa em consciência de Krishn e a pessoa que não está em consciência de Krishna diferenciam-se por desejos diferentes. Quem é consciente de Krishna não faz nada que não conduza ao desenvolvimento da consciência de Krishna. Ele pode até agir tal qual o ignorante, que está demasiadamente apegado a atividades materiais, mas enquanto este se ocupa em atividades para a satisfação de seus sentidos, o devoto se ocupa para a satisfação de Krishna. Portanto, quem é consciente de Krishna deve mostrar ao povo como agir e como aplicar os resultados da ação para o objetivo da consciência de Krishna.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:18

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