*Sejam*Bem-Vindos*

Outubro 20 2014

FotoFlexer_Photo.jpg

Conforme sua existência sob os vários modos da natureza, uma pessoa desenvolve determinada espécie de fé. Conforme os modos com os quais conviveu, o ser vivo tem uma fé específica.

Independentemente do que sejamos, cada um de nós tem um tipo específico de fé. Mas considera-se que a fé está em bondade, paixão ou ignorância, conforme a natureza que se adquiriu. Assim, conforme seu tipo específico de fé, o homem se associa com determinadas pessoas. Ora, o que acontece de fato é que cada ser vivo, é originalmente uma parte integrante fragmentária do Senhor Supremo. Portanto, ele é originalmente transcendental a todos os modos da natureza material. Mas quando se esquece de sua relação com a Suprema Personalidade de Deus e, assumindo a vida condicionada entra em contacto com a natureza material, ele cria sua própria posição, associando-se com as diferentes variedades encontradas na natureza material. A consequente fé e existência artificiais são apenas materiais. Embora se deixe levar por alguma impressão, ou alguma concepção de vida, originalmente ele é transcendental. Portanto, este ser vivo tem que purificar-se da contaminação material que adquiriu, para então recuperar sua relação com o Senhor Supremo. Este é o único caminho pelo qual ele pode voltar sem medo à consciência de Krishna. Se estiver situado em consciência de Krishna, então este caminho assegura sua elevação à fase da perfeição. Se não adotar este caminho da auto-realização, então, ele com certeza ficará sob a influência dos modos da natureza.

A fé, originalmente provém do modo da bondade. Pode-se ter fé num semideus ou criar algum Deus ou recorrer a alguma invenção mental. Supõe-se que com sua fé forte o homem produza obras típicas da bondade material. Mas na vida condicionada material, nenhum trabalho é inteiramente puro. Eles estão misturados. Eles não estão em bondade pura. A bondade pura é transcendental; na bondade purificada, pode-se compreender a verdadeira natureza da Suprema Personalidade de Deus. Enquanto não desenvolver uma fé que esteja em bondade completamente purificada, este homem terá uma fé sujeita a contaminação por qualquer dos modos da natureza material. Os modos contaminados da natureza material implantam-se no coração. Portanto, ele desenvolve sua fé conforme a posição que o coração estabeleceu em contacto com um modo específico da natureza material. Deve-se compreender que se o coração de alguém está no modo da bondade, sua fé também está no modo da bondade. Se seu coração está no modo da paixão, sua fé também está no modo da paixão. E se seu coração está no modo da escuridão, na ilusão, sua fé também fica com essa mesma contaminação. Assim, encontramos diferentes espécies de fé neste mundo, e há diferentes classes de religião que se coadunam com as diferentes espécies de fé. O verdadeiro princípio da fé religiosa está situado no modo da bondade pura, mas porque o coração está contaminado, encontramos diferentes categorias de princípios religiosos. Logo, segundo diferentes classes de fé, há diferentes espécies de adoração.

Dentre as muitas escrituras reveladas básicas e autorizadas, o Bhagavad-Gita é a melhor. Pessoas que são como animais não acreditam nas escrituras reveladas padrão, e nem as conhecem; e há aqueles que, embora tenham conhecimento das escrituras reveladas ou possam citar passagens delas, na realidade não têm verdadeira fé nestas palavras.  E mesmo que outros possam ter fé em escrituras como o Bhagavad-Gita, eles não acreditam na Personalidade de Deus, Krishna, e nem O adoram. Tais pessoas não podem situar-se na consciência de Krishna. Elas acabam caindo no abismo da existência material. De todos os acima mencionados, aqueles que não têm fé e sempre são incrédulos não fazem progresso algum. Homens que não depositam fé em Deus e na Sua palavra revelada não se dão bem neste mundo, e nem no próximo. Para eles, não existe nenhum tipo de felicidade. Devemos, portanto, seguir com fé os princípios das escrituras reveladas e desse modo elevarmo-nos à plataforma do conhecimento. Somente este conhecimento nos ajudará a promover-nos à plataforma transcendental da compreensão Espiritual. 

14777569_gaH2R.jpeg

e9217f987d9a3cb090fdf254c506e33e.jpg.gif

14777569_gaH2R.jpeg

publicado por Lalanesha Dasa às 21:26

Outubro 17 2014

FotoFlexer_Photo.jpg

Para elevar-se à posição Espiritual, não se deve agir em busca de ganhos materiais. Quando se executam actividades, deve-se visar o ganho último: ser transferido ao reino Espiritual, de volta ao lar, de volta ao Supremo. 

Entretanto, quem é consciente de Krishna está situado desde o início na plataforma de meditação porque sempre pensa em Krishna. E, estando ocupado constantemente no serviço a Krishna, considera-se que ele cessou todas as actividades materiais.

Diz-se que alguém está elevado em yoga quando, tendo renunciado a todos os desejos materiais, não age em troca do gozo dos sentidos nem se ocupa em actividades fruitivas.

Quando alguém se ocupa por completo no serviço transcendental amoroso ao Senhor, ele fica satisfeito consigo mesmo, e assim não se entrega mais ao gozo dos sentidos, nem a actividades fruitivas. Caso contrário, ele vai ocupar-se no gozo dos sentidos, pois ninguém pode viver sem exercer alguma ocupação. Sem consciência de Krishna, ele deve estar sempre dedicando-se a actividades egocêntricas ou a ampliar suas actividades, mas nunca saindo do campo do seu interesse. Mas quem é consciente de Krishna pode fazer tudo para a satisfação de Krishna e desse modo se desapega completamente do gozo dos sentidos. Aquele que não tem essa compreensão deve tentar, de maneira mecânica, livrar-se dos desejos materiais antes de se elevar ao degrau mais alto da escada da yoga.

Com a ajuda de sua mente, a pessoa deve liberar-se, e não degradar-se. A mente é a amiga da alma condicionada, e é também a sua inimiga.

No sistema de yoga, a mente e a alma condicionada têm uma importância especial. A mente é o ponto central da prática de yoga. O propósito do sistema de yoga é controlar a mente e afastá-la do apego aos objectos dos sentidos. Enfatiza-se que a mente deve ser treinada de tal maneira que possa livrar a alma condicionada do lodaçal da ignorância. Na existência material, a pessoa sujeita-se à influência da mente e dos sentidos. De fato, a alma pura está enredada no mundo material porque a mente envolve-se com o falso ego, que deseja assenhorear-se da natureza material. Portanto, a mente deve ser treinada para que não se deixe atrair pelo brilho da natureza material, e aí então a alma condicionada conseguirá salvar-se. Não se deve cair vítima da atracção aos objectos dos sentidos. Quanto mais alguém se deixa atrair pelos objectos dos sentidos, mais se enreda na existência material. A melhor maneira de se desvencilhar é sempre ocupar a mente na consciência de Krishna.

Na verdade, cada ser vivo é obrigado a acatar as ordens da Suprema Personalidade de Deus, que está situado no coração de todos. Quando a mente se deixa arrastar pela energia externa e ilusória, a pessoa fica enredada em actividades materiais. Portanto, logo que a mente é controlada através de um dos sistemas de yoga, deve-se considerar que a pessoa já alcançou o seu destino. Todos devem acatar as ordens superiores. Quando a mente de alguém se fixa na natureza superior, tudo o que lhe resta é seguir as determinações impostas pelo Supremo. A mente deve aceitar e seguir a uma ordem superior. O efeito consequente do controle da mente, é o acatamento automático das ordens do Senhor situado no coração. Porque esta posição transcendental é de imediato atingida por alguém que esteja em consciência de Krishna, o devoto do Senhor não é afectado pelas dualidades da existência material, a saber, tristeza e felicidade, frio e calor, etc.

Ter conhecimento teórico sem percepção da Verdade Suprema é inútil. 

“Através dos sentidos materialmente contaminados, ninguém pode compreender a natureza transcendental do nome, forma, qualidade e passatempos do Senhor Krishna. Só quando alguém se torna Espiritualmente impregnado com o serviço transcendental ao Senhor, é que o nome, a forma, a qualidade e os passatempos transcendentais do Senhor lhe são revelados.”

Sempre que a mente divague devido à sua natureza instável e inconstante, deve-se com certeza coibi-la e trazê-la sob o controle do Eu.

Por natureza, a mente é inconstante e instável. Mas o yogue auto-realizado tem que controlar a mente; a mente não deve controlá-lo.  Na felicidade transcendental dos sentidos, os sentidos ocupam-se a serviço do proprietário dos sentidos o Senhor Krishna.

Servir a Krishna com sentidos purificados chama-se consciência de Krishna. Esta é a maneira de deixar os sentidos completamente sob controle. Aliás, esta é a mais elevada perfeição da prática de yoga.

ghjycghj.jpg

publicado por Lalanesha Dasa às 13:50

Outubro 14 2014

__2014 - кр.avi-вау.gif

Arjuna disse:

Embora Você seja um, Você Se expande por todo o céu, pelos planetas e todo o espaço intermediário. Ó maior de todos, vendo esta maravilhosa e aterradora forma, todos os sistemas planetários ficam perturbados.

Todas as multidões de semideuses estão se rendendo a Você e entrando em Você. Alguns deles, muito atemorizados, estão de mãos postas, oferecendo orações. Multidões de grandes sábios e seres perfeitos, bradando “Que haja paz!”, estão orando a Você com o cantar de hinos védicos.

Ó pessoa de braços poderosos, todos os planetas e seus semideuses estão perturbados ao verem esta Sua forma enorme, com seus vários rostos, olhos, braços, coxas, pernas, ventres e Seus vários dentes terríveis; e assim como eles estão perturbados, eu também estou.

Ó Vishnu Krishna onipenetrante, ao vê-lO com Suas muitas cores resplandecentes tocando o céu, Suas bocas escancaradas e Seus olhos enormes e reluzentes, minha mente fica perturbada pelo medo. Eu já não consigo manter minha firmeza ou equilíbrio mental.

Ó Senhor dos senhores, ó refúgio dos mundos, por favor, conceda-me Sua graça. Não consigo manter o equilíbrio vendo esses Seus rostos resplandecentes, parecidos com a morte, e esses Seus dentes medonhos. Em todas as direcções sinto-me confuso.

Após ver esta forma universal que jamais havia visto, sinto-me satisfeito, mas ao mesmo tempo, minha mente está perturbada pelo medo. Por isso, por favor, conceda-me Sua graça e revele novamente Sua forma como a Personalidade de Deus, ó Senhor dos senhores, ó morada do Universo.

Arjuna está sempre em confidência com Krishna porque ele é um amigo muito querido, e assim como um amigo querido fica contente com a opulência de seu amigo, Arjuna está muito feliz de ver que seu amigo Krishna é a Suprema Personalidade de Deus e pode mostrar uma forma universal tão maravilhosa. Mas ao mesmo tempo, depois de ver essa forma universal, ele está com medo de ter cometido muitas ofensas a Krishna, devido à sua amizade imaculada.

A forma universal do Senhor foi vista não apenas por Arjuna, mas também pelos habitantes de outros sistemas planetários. A visão da forma universal não foi um sonho de Arjuna. Todos aqueles que o Senhor dotou de visão divina viram aquela forma universal no campo de batalha. 

Vendo Arjuna confuso por ter visto a forma Universal do Senhor, Krishna se dirige a ele com as seguintes palavras:

 Meu querido Arjuna, esta Minha forma que você agora vê, é muito difícil de contemplar. Até mesmo os semideuses sempre buscam a oportunidade de ver esta forma, que é tão querida.

A forma que você vê com seus olhos transcendentais não pode ser compreendida através do simples estudo dos Vedas, nem por submeter-se a sérias penitências, nem por fazer caridade, nem por prestar adoração. Não é por esses meios que alguém pode ver-Me como sou.

Ó melhor dos guerreiros Kurus, antes de você, ninguém jamais vira esta Minha forma universal, pois nem através do estudo dos Vedas, da execução de sacrifícios, da caridade, de actividades piedosas ou de rigorosas penitências, posso Eu ser visto nesta forma no mundo material. Você ficou perturbado e confuso ao ver este Meu aspecto horripilante. Agora basta. Meu devoto, volte a livrar-se de toda a perturbação. Com a mente tranquila você pode então ver a forma que deseja.

Deve-se entender com clareza a visão divina neste contexto. Quem pode ter visão divina? Divino significa que vem de Deus. A não ser que a pessoa atinja a posição de divindade, como um semideus, ela não poderá ter visão divina. E o que é um semideus? Declara-se nas escrituras védicas que aqueles que são devotos do Senhor Vishnu são semideuses. Aqueles que são ateus, isto é, que não acreditam em Vishnu, ou que reconhecem como o Supremo apenas a parte impessoal de Krishna, não podem ter visão divina. Não é possível depreciar Krishna e ao mesmo tempo ter visão divina. Ninguém pode ter visão divina sem se tornar divino. Em outras palavras, aqueles que têm visão divina também podem ver como Arjuna. 

O Bhagavad-Gita descreve a forma universal. Apesar de que antes de Arjuna ninguém conhecesse tal descrição, agora, após este episódio, pode-se ter uma idéia desta forma gigantesca a forma Universal. Aqueles que são de fato divinos podem ver a forma universal do Senhor. Mas não pode ser divino quem não é um devoto puro de Krishna. Entretanto, os devotos, que realmente estão na natureza divina e têm visão divina, não estão muito interessados em ver a forma universal do Senhor. Como se descreveu no verso anterior, Arjuna desejava ver Vishnu, a forma em que o Senhor Krishna apresenta-Se com quatro braços, e ele estava mesmo com medo da forma universal. 

Ao ver Krishna em Sua forma original, Arjuna, então, disse:

Agora que vejo esta forma aparentemente humana, de uma beleza sem par, minha mente está tranquila e reassumi minha natureza original.

FotoFlexer_Photo.jpg

publicado por Lalanesha Dasa às 18:41

Outubro 08 2014

FotoFlexer_Photo.jpg

As pessoas geralmente tendem a confundir felicidade com alegria, mas, na verdade, a felicidade é apenas a cessação do sofrimento. Esta natureza material, é um mundo de sofrimento e quando o sofrimento é reduzido, até certo ponto, então vamos chamá-lo de felicidade. No entanto, devemos mostrar o caminho para a verdadeira alegria, o gozo real, e é por isso que se deve conscientizar as pessoas sobre a verdadeira realidade da existência nesta material. Isso tende a dar a impressão de que estamos nos concentrando na condição de sofrimento deste mundo, mas o nosso objectivo real é levar todo mundo para fora desta condição de sofrimento e situar a todos no mundo da alegria, essa alegria que predomina no consciência de Deus..

A alma condicionada não pára de tentar desfrutar a felicidade material. Assim, ela mastiga o mastigado. Mas às vezes, na busca deste prazer, ela se livra do enredamento material e obtém a associação de uma grande alma. Em outras palavras, a alma condicionada está sempre ocupada em algum tipo de gozo dos sentidos, mas quando ela compreende, através de uma boa associação, que isto é uma mera repetição da mesma coisa e desperta para a sua verdadeira consciência de Krishna, ela pode se livrar dessa repetitiva felicidade ilusória.

Como o próprio Senhor Krishna diz no Bhagavad-Gita:

Quando, porém, a pessoa é iluminada com o conhecimento pelo qual a ignorância é destruída, então, seu conhecimento revela tudo, assim como o Sol ilumina tudo durante o dia.

Aqueles que se esqueceram de Deus com certeza devem estar confusos, mas aqueles que estão em consciência de Deus não estão nada confusos. No Bhagavad-Gita, afirma-se que o conhecimento é sempre tido em alta estima. E que conhecimento é este? Consegue conhecimento perfeito quem se conscientiza nos assuntos sobre Deus. Depois de passar por muitos e muitos nascimentos, quando alguém com conhecimento perfeito se prontifica aceitar Krishna como summum bonum da vida, ou quando alcança a consciência de Krishna, então, tudo lhe é revelado, assim como, durante o dia, tudo é revelado pelo Sol. O ser vivo se confunde de muitas maneiras. Por exemplo, quando, descaradamente julga ser Deus, ele na verdade cai na última armadilha da ignorância. Se o ser vivo é Deus, então como pode se deixar confundir pela ignorância? Será que Deus Se deixa confundir pela ignorância? Sendo assim, então a ignorância, é maior do que Deus. O verdadeiro conhecimento pode ser obtido de alguém que esteja em perfeita consciência de Deus ou Krishna. Portanto, é necessário procurar semelhante mestre Espiritual genuíno, e, sob sua orientação, aprender o que é a consciência de Krishna, pois a consciência de Krishna na certa afastará toda a ignorância, assim como o Sol afasta a escuridão. Mesmo que alguém talvez tenha pleno conhecimento de que não é este corpo mas sim transcendental ao corpo, ainda assim, talvez ele não consiga discriminar entre a alma e a Superalma. No entanto, ele poderá conhecer tudo muito bem se tiver o cuidado de abrigar-se no mestre Espiritual perfeito, realmente consciente de Krishna, e não num arrogante egocentrista que se diz passar por Guru de plantão, inventando alguma sigla em nome de alguma instituição religiosa. A pessoa pode conhecer Deus e sua relação com Deus somente quando ela de fato encontra um representante de Deus. Um representante de Deus jamais afirma ser Deus, embora receba todo o respeito que em geral se presta a Deus porque ele tem conhecimento acerca de Deus. Deve-se aprender a distinção entre Deus e a entidade viva. Portanto, o Senhor Krishna afirma no Bhagavad-Gita, que cada ser vivo é uma entidade individual e que o Senhor também é um indivíduo. Todos eles foram indivíduos no passado, são indivíduos no presente, e continuarão sendo indivíduos no futuro, mesmo após a liberação. De noite na escuridão, vemos tudo como uma coisa só, mas de dia, quando o Sol aparece, vemos tudo em sua verdadeira identidade. Identidade com individualidade na vida Espiritual é conhecimento verdadeiro. E assim, quando a inteligência, a mente, a fé e o refúgio de alguém estão todos fixos no Supremo, então, através do conhecimento pleno, ele purifica-se por completo dos receios e desse modo prossegue resoluto no caminho da liberação.

FotoFlexer_Photo.jpg

publicado por Lalanesha Dasa às 18:22

Outubro 07 2014

hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

As actividades executadas em vida determinarão o próximo nascimento. Assim, após terminar um período de actividades, a pessoa morre, e em seguida nasce para recomeçar suas actividades. Ela assim vai passando por ciclos consecutivos de nascimentos e mortes, sem alcançar a liberação. Este ciclo de nascimentos e mortes não apóia a prática do homicídio, massacre e guerra desnecessários. Mas ao mesmo tempo, a violência e a guerra são factores inevitáveis para manter a lei e a ordem na sociedade humana.

Numa Batalha onde a vontade do Senhor é primordial, e sendo essa Batalha inevitável, é dever de um guerreiro lutar por uma causa justa. Por que deveria então Arjuna, amedrontar-se ou afligir-se com a morte dos demais que se encontravam nessa Batalha que  pela vontade do Senhor Supremo Krishna já estariam destinados a morrer, já que Arjuna estava cumprindo seu verdadeiro dever de luta por uma causa justa sendo instruido pelo próprio Senhor Krishna? Evitando o cumprimento de seu verdadeiro dever, ele não seria capaz de deter a morte dos demais que ali se encontravam, e se degradaria por escolher a maneira errada de agir.

Pois Krishna mesmo diz:

Todos os seres criados são imanifestos no seu começo, manifestos no seu estado intermediário, e de novo imanifestos quando aniquilados. Então, qual a necessidade de lamentação?

Aceitando que existam duas classes de filósofos, uma que acredita na existência da alma e outra que não acredita na existência da alma, em nenhum caso justifica-se o fato de alguém ficar lamentando-se. Os que não acreditam na existência da alma são chamados de ateus pelos seguidores da filosofia védica. Mas mesmo que, em uma maneira de argumento, aceitemos esta teoria ateísta, continuaria não havendo motivo para lamentação. Mesmo que não levemos em conta a existência separada da alma, os elementos materiais permanecem imanifestos antes da criação. Deste estado sutil, da não-manifestação, surge a manifestação, assim como do éter gera-se o ar; do ar, gera-se o fogo; do fogo, a água; e da água, a terra. Da terra, ocorrem muitas variedades de manifestações. Tomemos, por exemplo, um grande arranha-céu manifestado da terra. Quando ele é demolido, a manifestação volta a ser imanifesta e na etapa final permanece como átomos. Prevalece a lei da conservação de energia, mas no decorrer do tempo as coisas são manifestas ou imanifestas _ esta é a diferença. Então, que motivo há para lamentação quer na fase de manifestação, quer na de não-manifestação? O ponto é que, mesmo na fase imanifesta, as coisas não se perdem. Tanto no começo quanto no fim, todos os elementos permanecem imanifestos, e só no período intermediário é que eles são manifestos, e isto a rigor não faz nenhuma diferença materialmente.

E se aceitamos a conclusão védica que consta no Bhagavad-Gita segundo a qual estes corpos materiais acabam perecendo no transcorrer do tempo, sendo que a alma é eterna, então devemos sempre lembrar-nos de que o corpo é como uma roupa; portanto, por que lamentar a mudança de uma roupa? O corpo material não tem uma existência verdadeiramente relacionada com a alma eterna. É algo parecido com um sonho. Num sonho, podemos pensar que voamos no céu, ou sentamo-nos numa quadriga como um rei, mas quando acordamos, podemos ver que não estamos nem no céu nem sentados na quadriga. A sabedoria védica encoraja a auto-realização, tomando-se como base a não-existência do corpo material. Logo, em qualquer dos casos, quer se acredite na existência da alma, ou não se acredite na existência da alma, não há motivo de lamentação pela perda do corpo.

Krishna a Suprema Personalidade de Deus instruindo Arjuna numa concepção determinada, orienta-o com a seguinte justificativa sobre a alma dizendo:

Alguns consideram a alma como supreendente, outros descrevem-na como surpreendente, e alguns ouvem dizer que ela é surpreendente, enquanto outros, mesmo após ouvir sobre ela, não podem absolutamente compreendê-la.

O fato de a alma atômica estar dentro do corpo de um animal gigantesco, no corpo de uma gigantesca figueira-de-bengala, e também nos micróbios, milhões e bilhões dos quais ocupam apenas o espaço de um centímetro, decerto é muito surpreendente. Homens que possuem um pobre fundo de conhecimento e homens que não são austeros não podem entender as maravilhas da centelha espiritual atômica individual, muito embora seja explicada pela maior autoridade neste conhecimento, que deu lições até a Brahma, o primeiro ser vivo do Universo. Devido a uma grosseira concepção material das coisas, a maioria dos homens desta era não conseguem entender como é que essa diminuta partícula pode tornar-se tão grande e tão pequena. Assim, os homens vêem que em si mesma, quer por sua própria constituição, quer por meio de descrição, a alma é algo maravilhoso. Iludidas pela energia material, as pessoas vivem tão absortas nos assuntos referentes ao prazer dos sentidos que lhes sobra muito pouco tempo para entender a questão da auto compreensão, embora seja um fato que sem esta auto compreensão, todas as actividades acabam sendo uma derrota na luta pela existência. Talvez não lhes ocorra a idéia de que se deve pensar na alma, e assim dar uma solução às misérias materiais.

Algumas pessoas que estão inclinadas a ouvir sobre a alma talvez assistam a conferências e procurem boas companhias, mas às vezes, devido à ignorância, elas se deixam desorientar, e aceitam a Superalma e a alma atômica como unas, sem distinção de magnitude. É muito difícil encontrar alguém que compreenda perfeitamente a posição da Superalma, a alma atômica, as respectivas funções e relações delas e todos os seus outros aspectos maiores e menores. E é ainda mais difícil encontrar alguém que tenha realmente tirado pleno benefício do conhecimento acerca da alma, e que seja capaz de descrever a posição da alma em diferentes aspectos. Mas, se de algum modo, a pessoa for capaz de entender os assuntos da alma, então sua vida é bem-sucedida.

No entanto, o processo mais fácil para entender o assunto referente ao eu é aceitar as afirmações do Bhagavad-Gita faladas pela maior autoridade, o Senhor Krishna, sem se deixar levar por outras teorias. Mas também é preciso muita penitência e sacrifício, nesta vida ou nas anteriores, para que alguém consiga aceitar Krishna como a Suprema Personalidade de Deus. Entretanto, só se pode adquirir esse conhecimento acerca de Krishna através da misericórdia imotivada de alguém que esteja no caminho de devoção pura ao Senhor.

publicado por Lalanesha Dasa às 09:11

Outubro 04 2014

 

 Krishna a Suprema Personalidade de Deus diz:

Terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e falso ego _ juntos, todos estes oito elementos formam Minhas energias materiais separadas.

Além dessas, existe uma outra energia, a Minha energia superior, que consiste das entidades vivas que exploram os recursos desta natureza material inferior.

Todos os seres criados têm sua fonte nestas duas naturezas. Fiquem sabendo com toda a certeza, que Eu sou a origem e a dissolução de tudo o que é material e de tudo o que é espiritual neste mundo.

Não há verdade superior a Mim. Tudo repousa em Mim, como pérolas num cordão.

Eu sou o sabor da água, a luz do Sol e da Lua, a sílaba oṁ nos mantras védicos; Eu sou o som no éter e a habilidade no homem.

Eu sou a fragrância original da terra e sou o calor no fogo. Eu sou a vida de tudo o que vive e sou as penitências de todos os ascetas.

Fiquem sabendo que Eu sou a semente da qual se originam todas as existências, sou a inteligência dos inteligentes e o poder de todos os poderosos.

Eu sou a força dos fortes, desprovida de paixão e desejo. Eu sou a vida sexual que não é contrária aos princípios religiosos.

Fiquem sabendo que todos os estados de existência _ sejam eles em bondade, paixão ou ignorância _ manifestam-se por Minha energia. Num certo sentido, Eu sou tudo, mas Eu sou independente. Eu não estou sob a influência dos modos da natureza material, mas eles, ao contrário, estão dentro de Mim.

Iludido pelos três modos (bondade, paixão e ignorância), o mundo inteiro não conhece a Mim, que estou acima dos modos e sou inesgotável.

Esta Minha energia divina, que consiste dos três modos da natureza material, é difícil de ser suplantada. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente transpô-la.

Os descrentes que são grosseiramente tolos, que são os mais baixos da humanidade, cujo conhecimento é roubado pela ilusão e que compartilham da natureza ateísta dos demônios, não se rendem a Mim.

Quatro classes de homens piedosos passam a Me prestar serviço devocional _ o aflito, o que deseja riquezas, o inquisitivo e o que busca conhecer o Absoluto.

Destes, aquele que tem conhecimento pleno e está sempre ocupado em serviço devocional puro é o melhor. Pois Eu lhe sou muito querido, e ele é querido por Mim.

Todos esses devotos são sem dúvida almas magnânimas, mas aquele que cultiva o conhecimento acerca de Mim, Eu o considero como sendo tal qual Eu mesmo. Ocupando-se em Me prestar serviço transcendental, ele com certeza Me alcançará, e esta é a meta mais elevada e perfeita.

Após muitos nascimentos e mortes, aquele que tem verdadeiro conhecimento rende-se a Mim, sabendo que sou a causa de todas as causas e de tudo o que existe. É muito raro encontrar semelhante grande alma.

Aqueles cuja inteligência foi roubada pelos desejos materiais rendem-se aos semideuses e prestam adoração através de determinadas regras e regulações que se coadunam com suas próprias naturezas.

Eu estou nos corações de todos como a Superalma. E logo que alguém deseje adorar a um semideus, Eu fortifico a sua fé para que ele possa se devotar a essa deidade específica.

Munido com esta fé, ele se empenha em adorar um semideus específico e realiza seus desejos. Mas na verdade, estes benefícios são concedidos apenas por Mim.

Homens de pouca inteligência adoram os semideuses, e seus frutos são limitados e temporários. Aqueles que adoram os semideuses vão para os planetas dos semideuses, mas Meus devotos acabam alcançando Meu planeta supremo.

Homens sem inteligência, que não Me conhecem perfeitamente, pensam que Eu, a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, antes era impessoal e que agora assumi esta personalidade. Devido a seu conhecimento limitado, eles não conhecem Minha natureza superior, que é imperecível e suprema.

Eu nunca Me manifesto aos tolos e aos não-inteligentes. Para eles, Eu estou coberto por Minha potência interna, e portanto eles não sabem que Eu sou não nascido e infalível.

Como a Suprema Personalidade de Deus, sei tudo o que aconteceu no passado, tudo o que está acontecendo no presente e tudo o que ainda vai acontecer. Conheço também todas as entidades vivas; mas a Mim ninguém conhece.

Todas as entidades vivas nascem em ilusão, confundidas pelas dualidades surgidas do desejo e do ódio.

Aqueles que agiram piedosamente tanto nesta vida quanto em vidas passadas, e cujas ações pecaminosas se erradicaram por completo, livram-se da ilusão manifesta sob a forma das dualidades, e se ocupam em servir-Me com determinação.

Os homens inteligentes que buscam libertar-se da velhice e da morte refugiam-se em Mim, prestando serviço devocional. Eles de fato são Brahman porque conhecem inteiramente tudo sobre as atividades transcendentais.

Aqueles que estão em plena consciência de Mim, que sabem que Eu, o Senhor Supremo, sou o princípio governante da manifestação material, dos semideuses e de todos os métodos de sacrifício, podem, mesmo na hora da morte, compreender e conhecer a Mim, a Suprema Personalidade de Deus.

 

As pessoas que agem em consciência de Krishna nunca se desviam do caminho no qual se tem total compreensão acerca da Suprema Personalidade de Deus. Na associação transcendental cultivada através da consciência de Krishna, pode-se compreender como o Senhor Supremo é o princípio que governa a manifestação material e mesmo os semideuses. Aos poucos, por meio dessa associação transcendental, passa-se a aceitar a Suprema Personalidade de Deus, e ao chegar a hora da morte, esse devoto consciente de Krishna jamais pode se esquecer de Krishna. Naturalmente, ele é então promovido ao planeta do Senhor Supremo.

Aqui Krishna explicou, com pormenores como alguém pode tornar-se completamente consciente de Krishna. A consciência de Krishna começa com a associação com pessoas que são conscientes de Krishna. Essa associação é Espiritual e coloca-nos em contato direto com o Senhor Supremo, e, por Sua graça, podemos compreender que Krishna é a Suprema Personalidade de Deus. Ao mesmo tempo, é possível entender a verdadeira posição constitucional da entidade viva e como a entidade viva se esquece de Krishna e se enreda em atividades materiais. Cultivando boa associação que lhe propicie o desenvolvimento gradual da consciência de Krishna, o ser vivo pode compreender que, devido ao fato de ter-se esquecido de Krishna, ele se condicionou às leis da natureza material. Ele também pode compreender que esta forma de vida humana é uma oportunidade para reaver a consciência de Krishna e que deve ser utilizada por completo para obter a misericórdia imotivada do Senhor Supremo.

publicado por Lalanesha Dasa às 15:19

Outubro 02 2014

 “Em seus momentos de aflição e felicidade, o ser vivo é inteiramente dependente. Pela vontade do Supremo, ele pode ir para o céu ou para o inferno, assim como uma nuvem que é levada pelo ar.”

Tampouco o Senhor Supremo assume as actividades pecaminosas ou piedosas de alguém. No entanto, os seres encarnados ficam confusos devido à ignorância que encobre seu verdadeiro conhecimento.

O Senhor Supremo, que é cheio de conhecimento, riqueza, força, fama, beleza e renúncia ilimitados. Ele está sempre satisfeito consigo mesmo, sem Se perturbar com actividades pecaminosas ou piedosas. Ele não cria certa situação para os seres vivos, mas eles, confusos pela ignorância, desejam ser postos em determinadas condições de vida, e desse modo iniciam sua cadeia de acção e reacção. Devido à sua natureza superior, o ser vivo é cheio de conhecimento. Apesar disso, devido ao seu poder limitado, ele tem a tendência para se deixar influenciar pela ignorância. O Senhor é onipotente, mas a entidade viva não o é. O Senhor é onisciente, mas o ser vivo é atômico. Por ser alma vivente, ele tem a capacidade de desejar por meio de seu livre arbítrio. Tal desejo é satisfeito apenas pelo Senhor onipotente. E então, quando fica confuso em seus desejos, o Senhor lhe permite satisfazer tais desejos, mas o Senhor nunca é responsável pelas acções e reacções decorrentes da situação específica que alguém possa desejar. Estando numa condição confusa, portanto, a alma encarnada identifica-se com o corpo material circunstancial e se sujeita à miséria e à felicidade temporárias da vida. O desejo é uma forma sutil de condicionamento do ser vivo. O Senhor lhe satisfaz o desejo como ele merece: o homem propõe e Deus dispõe. Logo, o indivíduo não é onipotente em satisfazer seus desejos. Entretanto, o Senhor pode satisfazer todos os desejos, e, sendo neutro com todos, o Senhor não interfere nos desejos das entidades vivas diminutamente independentes. Porém, quando alguém deseja Krishna, o Senhor tem um cuidado especial e incentiva tal desejo, de modo que, ele possa alcançá-lO e ser eternamente feliz. 

“O Senhor ocupa o ser vivo em actividades piedosas para que ele possa elevar-se. O Senhor o ocupa em actividades impiedosas para que ele possa ir para o inferno”.

Portanto, a alma encarnada, através de seu desejo imemorial de evitar a consciência de Krishna, causa sua própria confusão. Por conseguinte, embora seja constitucionalmente eterna, bem-aventurada e plena de conhecimento, devido à insignificância de sua existência, ela se esquece de que sua posição constitucional é prestar serviço ao Senhor e acaba caindo na armadilha da ignorância. E, sob o encanto da ignorância, alega que o Senhor é responsável por sua existência condicionada.

Quando, porém, a pessoa é iluminada com o conhecimento pelo qual a ignorância é destruída, então, seu conhecimento revela tudo, assim como o Sol ilumina tudo durante o dia.

publicado por Lalanesha Dasa às 00:56

Setembro 30 2014

  

Todas as actividades religiosas são destinadas em última instância, para satisfazer a Suprema Personalidade de Deus. O Senhor é o pai de todos os princípios religiosos. Como se afirma no Bhagavad-Gita (7.16), quatro tipos de homens piedosos a necessitados, os aflitos, os iluminados e os curiosos se aproximam do Senhor em serviço devocional, e sua devoção é misturado com actividades materiais. Mas acima deles estão os devotos puros, cuja devoção não está contaminado por quaisquer reflexos materiais do trabalho lucrativo ou conhecimento especulativo.  

“É com atitude favorável e sem desejo de lucro ou ganho material alcançado através de actividades fruitivas ou especulação filosófica que se deve prestar serviço transcendental amoroso ao Supremo Senhor Krishna. Isto se chama serviço devocional puro.”

Quando se aproximam do Senhor Supremo para Lhe prestar serviço devocional e purificam-se por completo, associando-se aos devotos puros, estas quatro classes de pessoas também se tornam devotos puros. Quanto aos descrentes, para eles o serviço devocional é muito difícil porque levam vidas egoístas, irregulares e sem metas espirituais. Mas mesmo alguns deles também se tornam devotos puros quando, por acaso, entram em contacto com um devoto puro. 

Aqueles que vivem atarefados com actividades fruitivas procuram o Senhor ao sentirem aflição material e nessa ocasião associam-se com devotos puros e, em sua aflição, tornam-se devotos do Senhor. Aqueles que estão simplesmente frustrados, também, às vezes chegam a associar-se com os devotos puros e se tornam inquisitivos, querendo saber sobre Deus. Da mesma forma, quando se frustram em todos os campos de conhecimento, os filósofos áridos às vezes querem aprender sobre Deus, e aproximam-se do Senhor Supremo para prestar serviço devocional e então transcender o conhecimento acerca do Espírito impessoal e da Super Alma localizada e, pela graça do Senhor Supremo ou de Seu devoto puro, acabam chegando à concepção pessoal da Divindade. Em geral, quando os aflitos, os inquisitivos, os buscadores de conhecimento e aqueles que estão precisando de dinheiro livram-se de todos os desejos materiais, e quando compreendem deveras que a remuneração material nada tem a ver com o aperfeiçoamento Espiritual, eles se tornam devotos puros. Enquanto não atingem esta fase de purificação, os devotos que prestam serviço transcendental ao Senhor estão infectados por actividades fruitivas, por busca de conhecimento mundano, etc. Logo, para chegar à etapa de serviço devocional puro, deve-se primeiro transcender tudo isso.

Livres de todas as contaminações dos desejos materiais, o aflito, o inquisitivo, o que não tem dinheiro e o buscador do conhecimento supremo, todos podem tornar-se devotos puros. Mas dentre eles, aquele que conhece a Verdade Absoluta e está livre de todos os desejos materiais torna-se realmente um devoto puro do Senhor. E entre essas quatro categorias, o devoto que tem conhecimento pleno e ao mesmo tempo ocupa-se em serviço devocional é, segundo o Senhor, o melhor. Ao buscar o conhecimento, a pessoa passa a entender que o eu é diferente do corpo material e, ao continuar seu avanço, ela chega ao conhecimento acerca do Espírito impessoal Supremo e da Super Alma. Ao purificar-se por completo, ela compreende que, em sua posição constitucional, é um servo eterno de Deus. Assim, pela associação com os devotos puros, o inquisitivo, o aflito, o buscador de uma melhora material e o homem em conhecimento, todos se purificam. Mas na fase preparatória, aquele que tem pleno conhecimento do Senhor Supremo e ao mesmo tempo executa serviço devocional é muito querido pelo Senhor. Quem está situado em conhecimento puro da transcendência da Suprema Personalidade de Deus, está tão protegido no serviço devocional que a contaminação material não pode tocá-lo.

Krishna enfatiza tudo isso dizendo:

Todos esses devotos são sem dúvida almas magnânimas, mas aquele que cultiva o conhecimento acerca de Mim, Eu o considero como sendo tal qual Eu mesmo. Ocupando-se em Me prestar serviço transcendental, ele com certeza Me alcançará, e esta é a meta mais elevada e perfeita.

Ninguém deve ficar pensando que os devotos que não têm tanto conhecimento não são queridos pelo Senhor. O Senhor diz que todos eles são magnânimos porque qualquer um que se dirige ao Senhor por qualquer propósito é chamado de mahatma, ou grande alma. (Maha significa grande, e Atma significa Alma). Os devotos que querem algum benefício em troca do serviço devocional são aceitos pelo Senhor porque há uma troca de afeto. Por afeição, eles pedem ao Senhor algum benefício material, e quando obtêm isto, eles ficam tão satisfeitos que também avançam em serviço devocional. Mas o devoto com conhecimento pleno é considerado muito querido pelo Senhor porque seu único propósito é servir ao Senhor Supremo com amor e devoção. Semelhante devoto não pode viver um segundo sem entrar em contato com o Senhor Supremo ou sem Lhe prestar serviço. Da mesma forma, o Senhor Supremo gosta muito de Seu devoto e não consegue separar-Se dele. 

O Senhor diz:

“Os devotos estão sempre no Meu coração, e Eu sempre estou nos corações dos devotos. O devoto não conhece nada além de Mim, e Eu também não consigo esquecer o devoto. Entre Mim e os devotos puros, há um relacionamento muito íntimo. Os devotos puros com conhecimento pleno nunca perdem o contato espiritual, e por isso eles são muitíssimo queridos a Mim.”

Após muitos nascimentos e mortes, aquele que tem verdadeiro conhecimento rende-se a Mim, sabendo que sou a causa de todas as causas e de tudo o que existe. É muito raro encontrar semelhante grande alma.

Após muitas e muitas vidas de serviço devocional ou rituais transcendentais, pode-se realmente chegar ao conhecimento transcendental puro segundo o qual a Suprema Personalidade de Deus é a meta última da realização Espiritual. No início da realização Espiritual, enquanto há a tentativa de abandonar o apego ao materialismo, há alguma tendência ao impersonalismo, mas ao continuar o avanço, passa-se a compreender que há atividades na vida Espiritual e que estas atividades constituem o serviço devocional. Quando entende isto, o devoto se apega à Suprema Personalidade de Deus e se rende a Ele. Neste momento há a compreensão de que a misericórdia do Senhor Krishna é tudo, que Ele é a causa de todas as causas e que esta manifestação material não é independente dEle. O devoto percebe que o mundo material é um reflexo pervertido da variedade Espiritual e entende que tudo está relacionado com o Supremo Senhor Krishna. Assim, ele sabe que em tudo está a mão de Krishna. Tendo esta visão universal de Krishna, ele fica estimulado a render-se por completo ao Senhor Supremo Krishna, considerando esta a sua meta mais elevada. É muito raro encontrar semelhantes grandes almas, que se renderam totalmente ao Senhor.

 

publicado por Lalanesha Dasa às 23:05

Setembro 27 2014

 

Senhor Krishna abençoou MayaDevi dizendo, que em diferentes lugares na superfície da terra, as pessoas vão dar-lhe nomes diferentes, tais como Durga, Bhadrakali, Vijaya, Vaisnavi, Kumuda, Caṇḍikā, Krishna, Madhavi, Kanyaka, Maya, Narayani, Isani, Sarada e Ambika. 

Tudo isso porque Krishna e Sua energia aparecem simultaneamente, as pessoas geralmente formam dois grupos - os Saktas ou adoradores de MayaDevi, e os Vaishnavas que adoram e servem a Krishna. 

Essencialmente, aqueles que estão interessados ​​em gozo material são Saktas, e os interessados ​​na salvação Espiritual e alcançar o reino Espiritual são Vaishnavas. Porque as pessoas geralmente estão interessadas ​​em gozo material, elas também só se interessam ​​em adorar MayaDevi, a energia da Suprema Personalidade de Deus. Os Vaishnavas, no entanto, são Suddha-Saktas ou Bhaktas (devotos puros), porque o Maha Mantra Hare Krishna indica adoração da energia do Senhor Supremo, Hara. Um Vaishnava ora para a energia do Senhor pela oportunidade de poder servir ao Senhor, juntamente com a sua energia Espiritual. Assim os Vaishnavas adoram as divindades tais como Radha-Krishna, Sita-Rama, LakshmiDevi-Narayana e Rukmini-Dvarakadhisha, enquanto os Durga-Saktas adoram a energia material sob diferentes nomes tais como;  Durga, Bhadrakali, Vijaya, Vaisnavi, Kumuda, Caṇḍikā, Krishna, madhavi, Kanyaka, Maya, Narayani, Isani, Sarada e Ambika. 

Os nomes pelos quais é conhecido MayaDevi em diferentes lugares estão listados da seguinte maneira; Em Varanasi, ela é conhecida como Durga, em Avanti ela é conhecida como Bhadrakali, em Orissa, ela é conhecida como Vijaya, e em Kulahapura ela é conhecida como Vaishnavi ou Mahalakshmi. (Os representantes dos Mahalakshmī e Ambika estão presentes em Bombaim.) No país conhecido como Kamarupa ela é conhecida como Chaṇḍika, no norte da Índia, Sarada, e em Cabo Comorim como Kanyaka. Assim, ela é distribuída de acordo com vários nomes em vários lugares.

E a seguir esta o significado de suas diferentes representações:

MayaDevi é conhecida como Durga porque ela é abordada com muita dificuldade, como Bhadra porque ela é auspiciosa, e como Kali, porque ela é um azul profundo. E porque ela é a energia mais poderosa, ela é conhecida como Vijaya; e porque ela é uma das diferentes energias de Viṣhṇu, ela é conhecida como Vaishnavi; e porque ela gosta deste mundo material e ela dá facilidades para o gozo material, ela é conhecida como Kumuda. E porque ela é muito grave para seus inimigos, os asuras, (demonios) ela é conhecida como Chaṇḍika, e porque ela dá todos os tipos de facilidades materiais, ela é chamada de Krishna. Desta forma, sua energia material tem diferentes nomes e situados em locais diferentes na superfície do globo terrestre.

 

publicado por Lalanesha Dasa às 14:56

Setembro 26 2014

NOVA GOKULA - ISKCON BRASIL

Templo Hare Krishna (SP) - Brasil

 Nova Gokula fica na zona rural de Pindamonhangaba (SP), numa área de proteção ambiental, no sopé da serra da Matiqueira...

"A alma condicionada nunca deve desistir da prática de sacrifício, caridade e austeridade, em qualquer circunstância. O objetivo de todos esses sacrifícios é agradar, a Personalidade de Deus [Krishna]."

 

publicado por Lalanesha Dasa às 14:07

Setembro 23 2014

Todas as atividades materiais envolvem ações e reações nos três modos da natureza material. Elas se destinam aos resultados fruitivos, que causam o cativeiro no mundo material. Os Vedas dão especial atenção às atividades fruitivas para que o público em geral aos poucos eleve-se do campo da satisfação dos sentidos a uma posição no plano transcendental. Todas as entidades vivas que estão no mundo material empreendem árdua luta pela existência. Para o benefício delas, o Senhor, depois da criação do mundo material, deu a sabedoria védica, que as ensina como viver livres do enredamento material. Quando terminam as atividades de gozo dos sentidos, então aparece a oportunidade para a compreensão Espiritual, oferecida pelo Bhagavad-Gita.

Enquanto se está no corpo material, há ações e reações nos modos materiais. Deve-se aprender tolerância no sofrer das investidas das dualidades tais como felicidade e tristeza, frio e calor, e, aprendendo a tolerar estas dualidades, ficaremos livres das ansiedades produzidas pelo ganho e perda. Essa posição transcendental é alcançada em plena consciência de Krishna quando a pessoa se coloca em completa dependência da vontade de Krishna.

A melhor maneira de resolvermos todos os problemas, é tomando abrigo aos pés de lótus do Senhor Krishna. Porque, felicidade e sofrimento, prazer e dor, perda e lucro sempre virá no decorrer do tempo. Nosso dever é superar essa dualidade e não tornar-se afetado por isso. Isso só é possível dependendo exclusivamente do Senhor Krishna e aceitando tudo como Sua misericórdia para nos motivar em nosso caminho Espiritual e retornar ao verdadeiro lar de volta ao Supremo. 

publicado por Lalanesha Dasa às 22:51

Setembro 20 2014

“Quando pessoas desejosas de alcançar a liberação renunciam às coisas relacionadas à Suprema Personalidade de Deus, considerando-as materiais, sua renúncia é tida como incompleta.” 

Todos devem compreender que, de fato, nada pertence a ninguém. Então, como falar de renúncia? Aquele que sabe que tudo é propriedade de Krishna está sempre situado em renúncia. Já que tudo pertence a Krishna, tudo deve ser empregado no serviço de Krishna. Esta forma perfeita de ação em consciência de Krishna é muito melhor do que qualquer quantidade de renúncia artificial.

Krishna diz:

Aquele que não odeia e nem deseja os frutos de suas atividades, é conhecido como quem está sempre renunciado. Tal pessoa, livre de todas as dualidades, supera facilmente o cativeiro material e está inteiramente liberada.

Aquele que está em plena consciência de Krishna está sempre renunciado porque não sente ódio nem desejo pelos resultados de suas ações. Este renunciante, dedicado ao serviço transcendental amoroso do Senhor, está plenamente qualificado em conhecimento, porque conhece sua posição constitucional em relação a Krishna. Ele sabe muito bem que Krishna é o todo e que ele é parte integrante de Krishna. Tal conhecimento é perfeito porque é correto qualitativa e quantitativamente. O conceito de unidade com Krishna é incorreto porque a parte não pode ser igual ao todo. O conhecimento de que é igual em qualidade mas diferente em quantidade é conhecimento transcendental correto, que leva a pessoa a tornar-se completa em si mesma, não tendo nada a que aspirar ou de que lamentar-se. Não há dualidade em sua mente porque tudo o que faz, ela o faz para Krishna. Estando nesta plataforma livre de dualidades, ela é liberada _ mesmo neste mundo material.

publicado por Lalanesha Dasa às 23:21

Setembro 19 2014

Se alguém deseja fazer progresso constante no caminho da auto-realização, deve tentar controlar as forças dos sentidos materiais. Existem as forças da fala, forças da ira, forças da mente, forças do estômago, forças dos órgãos genitais e forças da língua. Aquele que é capaz de controlar a mente e as forças de todos estes diferentes sentidos chama-se um verdadeiro yogue. Esses verdadeiros yogues levam vidas estritamente controladas, e não se deixam arrastar pelas forças dos sentidos. Quando não são saciados, os desejos materiais geram a ira, e com isto a mente, os olhos e o peito ficam agitados. Portanto, antes de abandonar este corpo material, deve-se procurar aprender a controlá-los. Compreende-se que alguém que pode fazer isto é auto-realizado, vivendo feliz no estado de auto-realização. Cabe ao transcendentalista envidar todos os esforços para controlar o desejo e a ira.

publicado por Lalanesha Dasa às 13:32

Setembro 13 2014

Este é o caminho de uma vida Espiritual e piedosa, e o homem que a alcança não se confunde. Se ele atingir esta posição, mesmo que somente à hora da morte, poderá entrar no reino de Deus.

Tornar-se sem desejos significa não desejar nada para o gozo dos sentidos. Em outras palavras, o desejo de tornar-se consciente de Krishna é de fato ausência de desejos. Está em perfeita consciência de Krishna quem compreende sua verdadeira posição como servo eterno de Krishna, sem alegar falsamente que é este corpo material e sem reivindicar indevidamente propriedade sobre algo no mundo. Quem está situado nesta fase perfeita sabe que, como Krishna é o proprietário de tudo, tudo deve ser usado para a satisfação de Krishna. O fato de Arjuna não querer lutar era porque, evitando a luta, ele satisfaria os próprios sentidos, mas quando se tornou plenamente consciente de Krishna, ele lutou porque Krishna queria que ele lutasse. Arjuna não tinha desejo de lutar, mas em prol de Krishna ele lutou o melhor que pôde. Verdadeira ausência de desejos é desejar satisfazer Krishna, e não uma tentativa artificial de abolir os desejos. A entidade viva não pode existir sem desejos ou sem sentidos, mas deve mudar a qualidade dos desejos. Quem não tem desejos materiais sabe com certeza que tudo pertence a Krishna, e portanto não alega falsa propriedade sobre coisa alguma. Este conhecimento transcendental baseia-se em auto-realização _ ou seja, sabe-se perfeitamente bem que, em sua identidade espiritual, cada ser vivo é parte integrante eterno de Krishna, e que, portanto, em sua posição eterna, nunca está no nível de Krishna nem é maior do que Ele. Esta compreensão da consciência de Krishna é o princípio básico da verdadeira paz. 

A pessoa pode alcançar a consciência de Krishna ou a vida divina imediatamente, num segundo _ ou pode não atingir este estado de vida mesmo após milhões de nascimentos. Tudo é mera questão de compreender e aceitar o fato. Conforme a filosofia daqueles que acham que após o término desta vida material, só há vazio, porem o Bhagavad-Gita transmite outro ensinamento. A verdadeira vida começa após acabar-se esta vida material. Para o materialista grosseiro basta saber que este modo de vida materialista um dia acabará, mas para pessoas Espiritualmente avançadas, há outra vida após esta vida materialista. Antes do término desta vida, se a pessoa tem a boa fortuna de tornar-se consciente de Krishna, ela alcança imediatamente a fase do estado de libertação do sofrimentoNão há diferença entre o reino de Deus e o serviço devocional ao Senhor. Como ambos estão no plano absoluto, estar ocupado no serviço transcendental amoroso ao Senhor é o mesmo que atingir o reino Espiritual. No mundo material, há actividades para o prazer dos sentidos, ao passo que no mundo espiritual, há actividades em consciência de Krishna. Alcançar a consciência de Krishna mesmo durante esta vida é atingir imediatamente o Espírito Supremo, e alguém situado em consciência de Krishna decerto já ingressou no reino de Deus.

publicado por Lalanesha Dasa às 20:05

Setembro 10 2014

Por falta de conhecimento suficiente acerca da ciência absoluta, estamos agora cobertos pela ilusão, e assim pensamos que somos separados de Krishna. Embora sejamos partes separadas de Krishna, mesmo assim, não somos diferentes dEle. A diferença corpórea das entidades vivas é ilusão (Maya)ou um fato não verídico. Todos nós somos destinados a satisfazer Krishna. As entidades vivas, como partes integrantes separadas do Supremo, têm um propósito a cumprir. Tendo se esquecido deste propósito desde os tempos imemoriais, elas situam-se em diferentes corpos, como homens, animais, semideuses, etc. Tais diferenças corpóreas surgem do esquecimento do serviço transcendental ao Senhor. Mas quando se presta serviço transcendental através da consciência de Krishna, ocorre de imediato a liberação desta ilusão. Só é possível adquirir este conhecimento puro através do mestre Espiritual autêntico e assim seremos capazes de escapar da fantasia de que a entidade viva é igual a Krishna. Tem conhecimento perfeito quem sabe que a Alma Suprema, Krishna, é o abrigo supremo de todas as entidades vivas; ao abandonarem este abrigo, as entidades vivas deixam-se iludir pela energia material, imaginando que têm uma identidade separada. Assim, sob diferentes níveis de identidade material, elas passam a esquecer-se de Krishna. Porém, quando tais entidades vivas iludidas situam-se em consciência de Krishna, deve-se entender que elas estão no caminho da liberação. Liberação significa estar situado em sua posição constitucional como servo eterno de Krishna (a consciência de Krishna).

Pois, como o próprio Senhor Krishna afirma dizendo:

Um verdadeiro indagador da Verdade Absoluta que tendo recebido verdadeiro conhecimento de uma alma auto-realizada, jamais voltará a cair nesta ilusão, pois, com este conhecimento percebera que todos os seres vivos são nada mais do que partes do Supremo, ou, em outras palavras, que eles são Meus.

Quem recebe conhecimento de uma alma auto-realizada, ou de alguém que conhece as coisas como elas são, aprende que todos os seres vivos são partes integrantes da Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Krishna. Pois, o sentimento de uma existência separada de Krishna chama-se Maya ou Ilusão. Alguns acham que não temos nada a ver com Krishna, que Krishna é somente uma grande personalidade histórica e que o Absoluto é o Espírito Supremo. De fato, como se afirma no Bhagavad-Gita, este Espírito Supremo é a refulgência da pessoa de Krishna. Krishna, como a Suprema Personalidade de Deus, é a causa de tudo. Mesmo Suas milhares de encarnações são apenas diferentes expansões. Do mesmo modo, as entidades vivas são também expansões de Krishna. Existen aqueles indiferentes a causa Suprema Krishna, que pensam erroneamente que, ao expandir-Se, Krishna perde sua existência separada nas Suas várias expansões. Este pensamento é material em natureza. No mundo material, temos a experiência de que quando uma coisa é distribuída em fragmentos ela perde a sua própria identidade original. Porem aqueles que não aceitam a causa Suprema Krishna, não conseguem compreender que absoluto significa que um mais um é igual a um, e que um menos um também é igual a um. Este é o caso no mundo absoluto.

Portanto o Senhor Krishna dita em Suas palavras de compaixão. 

Mesmo que uma pessoa seja considerada o mais pecaminosa de todos os pecadores, quando estiver situada no barco do conhecimento transcendental será capaz de cruzar o oceano de misérias.

O fato de alguém ter uma compreensão apropriada da relação existente entre sua posição constitucional e Krishna é tão vantajoso que ele imediatamente pode ser retirado da luta pela existência que se desenrola no oceano da ignorância. Às vezes, este mundo material é considerado como um oceano de ignorância, e outras, como uma floresta em chamas. No oceano, mesmo que se saiba nadar muito bem, a luta pela existência é muito severa. Se alguém aparece e retira do oceano o nadador que se debate, ele é o maior dos salvadores. O conhecimento perfeito, recebido da Suprema Personalidade de Deus, é o caminho da liberação. O barco da consciência de Krishna é muito simples e ao mesmo tempo é o mais sublime.

publicado por Lalanesha Dasa às 22:13

Setembro 06 2014

De acordo com a escritura do ayur-véda, sabe-se que há um fogo no estômago que digere todo o alimento enviado para lá. Quando o fogo não está queimando não há fome, e quando o fogo entra em ação sentimos fome. Às vezes, quando o fogo não funciona bem, é preciso um tratamento. Em todo o caso, este fogo é um representante da Suprema Personalidade de Deus. Os mantras védicos também confirmam que o Senhor Supremo está situado sob a forma de fogo dentro do estômago e digere todos os tipos de alimento. Portanto, a entidade viva não é independente em seu processo digestivo, pois o Senhor ajuda a digestão de todos os tipos de alimento. A não ser que o Senhor Supremo a ajude a digerir, não há possibilidade de ela comer. Ele então produz e digere o alimento, e por Sua graça estamos desfrutando a vida. O Senhor está situado no som e dentro do corpo, dentro do ar e até mesmo dentro do estômago como a força digestiva. Há quatro tipos de alimentos _ alguns são sorvidos, outros são mastigados, alguns são lambidos e outros são chupados _ e o Senhor é a força que digere todos eles.

publicado por Lalanesha Dasa às 20:36

Setembro 04 2014

 

Tornando-se plenamente consciente de Krishna, é possível livrar-se de todas as dualidades e, consequentemente livrar-se das contaminações dos modos materiais. Tal pessoa pode se liberar, pois conhece sua posição constitucional em relação a Krishna, e assim sua mente não pode afastar-se da consciência de Krishna. Por conseguinte, tudo o que faz, ela o faz para Krishna, que é o Supremo primordial. Portanto, tecnicamente todos os seus trabalhos são sacrifícios porque o sacrifício visa a satisfazer a Pessoa Suprema, Krishna. As reacções resultantes de todo esse trabalho na certa fundem-se na transcendência, e a pessoa não sofre os efeitos materiais.

Portanto, Quem se absorve por completo em consciência de Krishna com certeza alcançará o reino Espiritual devido à sua contribuição plena às actividades Espirituais, na qual a execução é absoluta, e nelas, tudo o que se oferece é da mesma natureza Espiritual.

Descreve-se nisso, como as actividades em consciência de Krishna podem em última análise conduzir alguém à meta Espiritual. Há várias actividades na consciência de Krishna, e todas serão descritas nos versos seguintes. Mas, por enquanto, só se descreve o princípio da consciência de Krishna. A alma condicionada, enredada na contaminação material, com certeza age na atmosfera material, mas ela tem que sair deste ambiente. O processo pelo qual a alma condicionada pode sair da atmosfera material é a consciência de Krishna. Por exemplo, um paciente que sofre de um distúrbio intestinal devido ao abuso de produtos lácteos é curado com outro produto lácteo, a saber, a coalhada. A alma condicionada, absorta na matéria, pode curar-se por meio da consciência de Krishna como se expõe aqui através do Bhagavad-GitaDe um modo geral, este processo de (sacrifício) destina-se simplesmente à satisfação de Krishna. Quanto mais as actividades do mundo material são executadas em consciência de Krishna, tanto mais a atmosfera se espiritualizará por meio da absorção completa. O Senhor é Espiritual, e os raios de Seu corpo transcendental, funde-se em Sua refulgência espiritual. Tudo o que existe está situado nesta Sua refulgência, mas quando é coberto pela ilusão, ou gozo dos sentidos, é chamado material. Este véu material pode ser removido imediatamente pela consciência de Krishna; assim, a oferenda em prol da consciência de Krishna, o agente consumidor desta oferenda ou contribuição, o processo de consumo, o contribuinte e o resultado são _ todos combinados _ no Espírito Supremo, ou a Verdade Absoluta. A Verdade Absoluta coberta pela ilusão, chama-se matéria. A matéria utilizada em prol da Verdade Absoluta readquire sua qualidade Espiritual. A consciência de Krishna é o processo pelo qual a consciência ilusória é convertida no Espírito Supremo. Quando a mente se absorve em plena consciência de Krishna, diz-se que está em samadhi, ou transe. Qualquer actividade feita com essa consciência transcendental é chamada de sacrifício em favor do Absoluto. Nesta condição de consciência Espiritual, o contribuinte, a contribuição, a execução, o executor ou líder da execução e o resultado ou ganho último _ tudo _ se une no Absoluto, no Espírito Supremo. Este é o método da consciência de Krishna.

publicado por Lalanesha Dasa às 21:23

Agosto 26 2014

 

"Tentem entender que o movimento para a consciência de Krishna é um protesto à maneira moderna de civilização. Os líderes da sociedade moderna, eles querem que as pessoas sejam contratados para trabalhar como cães e porcos e jumentos. Eles não querem entender o que é o valor da vida, e o que é o objetivo da vida. Eles somente querem que o trabalhador permaneça sempre embriagado, para gratificar seus sentidos, e assim produzir mais produtos para o próprio gozo dos próprios sentidos. Esta é a civilização moderna. com todas essas fábricas ...  Os agricultores são tributados tão fortemente que eles são forçados a trabalhar em fábricas. Esta é uma política dos líderes do governo para envolver as pessoas. Se alguém quer viver em paz, e poupar seu tempo para o desenvolvimento da consciência de Krishna, então os líderes da sociedade ou o próprio governo não vão permitir que se faça. Esta é a infeliz posição da sociedade moderna".

publicado por Lalanesha Dasa às 03:16

Agosto 26 2014

publicado por Lalanesha Dasa às 02:37

Agosto 21 2014

 À medida que continua a ouvir sobre o Senhor Supremo, o devoto se ilumina. As escrituras Sagradas recomendam este processo de audição: “As mensagens da Suprema Personalidade de Deus são plenas em potências, e estas potências podem ser sentidas se os tópicos sobre a Divindade Suprema são discutidos entre os devotos. Isto não pode ser alcançado pela associação de especuladores mentais ou de estudiosos acadêmicos, pois é um conhecimento realizado”. 

Os devotos se ocupam constantemente no serviço do Senhor Supremo. O Senhor entende a mentalidade e a sinceridade de uma entidade viva que esteja em consciência de Krishna, e lhe dá inteligência para entender a ciência de Krishna na associação dos devotos. As discussões a respeito de Krishna são muito potentes, e se alguém tem a boa fortuna dessa associação e tenta assimilar o conhecimento, então, na certa progredirá rumo à compreensão Espiritual. O Senhor Krishna, a fim de estimular Arjuna a não parar de elevar-se no potente serviço ao Senhor, descreve no decorrer deste capitulo os assuntos mais confidenciais dentre todos os que revelara até então.

O início do Bhagavad-Gita, o Primeiro Capítulo, é praticamente uma introdução ao resto do livro; e o conhecimento Espiritual descrito no Segundo e Terceiro Capítulos é chamado confidencial. Os tópicos comentados nos Capítulos Sétimo e Oitavo relacionam-se especificamente com o serviço devocional e, porque nos iluminam em consciência de Krishna, são considerados mais confidenciais. Mas os assuntos descritos no Nono Capítulo tratam da devoção pura e imaculada. Portanto, ele é chamado o mais confidencial. Aquele situado no conhecimento mais confidencial acerca de Krishna alcança a transcendência e não tem mais angústias materiais, embora esteja no mundo material. Nas Escrituras Sagradas se diz que quem tem um desejo sincero de prestar serviço amoroso ao Senhor Supremo já é liberado, apesar de permanecer no estado de existência material condicionada. De modo semelhante, encontraremos no Bhagavad-Gita, Décimo Capítulo, que, qualquer um que adote tal ocupação é uma pessoa liberada.

O serviço devocional puro, consiste em nove actividades diferentes: ouvir, cantar, lembrar, servir, adorar, orar, obedecer, manter amizade e entregar tudo. Pela prática destes nove itens do serviço devocional, elevamo-nos à consciência Espiritual, consciência de Krishna. Quando a contaminação material é expurgada do coração, podemos entender esta ciência de Krishna. A simples compreensão de que a entidade viva não é material é insuficiente. Este talvez seja o começo da percepção Espiritual, mas deve-se reconhecer a diferença entre as actividades corpóreas e as actividades espirituais daquele que entende que não é seu corpo.

Krishna diz a Arjuna que este conhecimento é o rei da educação, o mais secreto de todos os segredos. É o conhecimento mais puro, e por conceder uma percepção directa do eu, é a perfeição da religião. Ele é eterno e é executado alegremente.

Este capítulo do Bhagavad-Gita é chamado o rei da educação porque é a essência de todas as doutrinas e filosofias já explicadas. Portanto o Senhor diz que este Capítulo é o rei de todo este conhecimento, a essência de toda a instrução que pode ser derivada do estudo dos Vedas e dos diferentes tipos de filosofia. É o mais confidencial porque o conhecimento confidencial ou transcendental envolve a compreensão da diferença entre alma e corpo. E o rei de todo o conhecimento confidencial culmina no serviço devocional.

De um modo geral, não se ensina este conhecimento confidencial; há apenas educação do conhecimento convencional. Quanto à instrução comum, as pessoas envolvem-se em tantos departamentos: política, sociologia, física, química, matemática, astronomia, engenharia, etc. Existem muitos departamentos de conhecimento espalhados pelo mundo, e muitas universidades colossais, mas infelizmente não há nenhuma universidade ou instituição educacional onde se ensine a ciência da alma espiritual. No entanto, a alma é a parte mais importante do corpo; sem a presença da alma, o corpo não tem valor algum. Mesmo assim, as pessoas dão grande ênfase às necessidades físicas da vida, e não se importam com a alma vital.

Bhagavad-Gita, especialmente do Segundo Capítulo em diante, realça a importância da alma. Logo no começo, o Senhor diz que este corpo é perecível e que a alma não é perecível. Esta é uma parte confidencial do conhecimento: saber apenas que a alma Espiritual é diferente deste corpo e que tem natureza imutável, indestrutível e eterna. Porém, isso não dá informação positiva sobre a alma. Às vezes, as pessoas têm a impressão de que a alma é diferente do corpo e que quando o corpo acaba, ou quando a pessoa se libera do corpo, a alma permanece no vazio e torna-se impessoal. Mas esta não é a realidade dos fatos. Como pode a alma, que é tão activa dentro deste corpo, ficar inactiva depois de liberar-se do corpo? Ela é sempre activa. Se é eterna, então é eternamente activa, e suas actividades no reino Espiritual são a parte mais confidencial do conhecimento Espiritual. Portanto, indica-se aqui que estas actividades da alma Espiritual são o rei de todo o conhecimento, a parte mais confidencial de todo o conhecimento. Este conhecimento é a forma mais pura de todas atividades, como explica os próprios textos védicos. E também neles analisam-se as actividades pecaminosas do homem e mostra-se que elas são o resultado de pecados consecutivos. Aqueles que se ocupam em actividades fruitivas estão enredados em diferentes fases e formas de reacções pecaminosas. Por exemplo, quando se planta a semente de uma determinada árvore, a árvore não parece crescer imediatamente; leva algum tempo. Primeiro, nasce um broto que depois assume a forma de árvore; em seguida, ela floresce e dá frutos, e, quando está completa, quem a semeou desfruta de suas flores e frutos. De modo semelhante, um homem executa um ato pecaminoso, e, como uma semente, leva tempo para este ato frutificar. Há diferentes etapas. Talvez o indivíduo tenha parado de cometer a acção pecaminosa, mas os resultados ou o fruto desta acção pecaminosa ainda não foram experimentados. Há pecados que ainda estão em forma de semente, e há outros que já amadureceram e estão dando fruto, que é experimentado como miséria e dor.

Quem eliminou por completo as reacções de todas as actividades pecaminosas e ocupa-se plenamente em actividades piedosas, liberando-se da dualidade deste mundo material, passa a prestar serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus, Krishna. Em outras palavras, aqueles que estão realmente ocupados no serviço devocional ao Senhor Supremo já se liberaram de todas as reacções. 

Para aqueles que se ocupam no serviço devocional à Suprema Personalidade de Deus, todas as reacções pecaminosas _ frutificadas, armazenadas, ou em forma de semente _ desaparecem aos poucos. Portanto, a potência purificadora do serviço devocional é muito forte e é considerada a mais pura. As actividades devocionais nunca devem ser consideradas materiais, embora às vezes tenha-se a impressão de que os devotos estão ocupados como homens comuns. Aquele que consegue ver e que está familiarizado com o serviço devocional saberá que tais actividades não são materiais, mas sim espirituais e devocionais, não estando contaminadas pelos modos da natureza material.

Está dito que a execução do serviço devocional é tão perfeita que se podem perceber directamente os resultados. Pode-se perceber o resultado proveniente, e temos experiência prática de que, ao cantar os santos nomes de (Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare), não cometendo ofensas ao cantar, a pessoa sente um prazer transcendental e em breve purifica-se de toda a contaminação material. Isto é um fato comprovado. Ademais, se ele se ocupa não só em ouvir, mas também em tentar difundir a mensagem das atividades devocionais, ou se empenha em ajudar as actividades missionárias da consciência de Krishna, pouco a pouco experimenta progresso espiritual. Este aperfeiçoamento na vida espiritual não depende de nenhum tipo de instrução ou qualificação anterior. O próprio método é tão puro que é possível purificar-se pelo simples fato de ocupar-se nele. 

“O serviço devocional é tão poderoso que a iluminação ocorre pelo simples fato de ocupar-se em suas atividades, e quanto a isto não há dúvidas.” 

publicado por Lalanesha Dasa às 20:51

Agosto 16 2014

Um sábio erudito que tenha estudado perfeitamente os Vedas e tenha aprendido com autoridades competentes no conhecimento Espiritual, e que saiba como aplicar estes ensinamentos, pode compreender que Krishna é a origem de tudo no mundo material e no mundo espiritual, e porque conhece isto a fundo, ele se fixa firmemente no serviço devocional ao Senhor Supremo. Nenhuma quantidade de comentários absurdos, nem tolo algum, jamais podem dissuadi-lo de seu propósito. Toda a literatura védica concorda que Krishna é a fonte de todas as emanações. 

O Senhor Krishna é a fonte de todas as gerações, e Ele é chamado a causa mais eficiente de tudo. Ele diz: “Porque tudo nasceu de Mim, Eu sou a fonte da qual tudo se origina. Tudo está sob Mim, ninguém está acima de Mim”. Krishna é o único controlador Supremo. Alguém que, tomando como referência a literatura védica, aprendeu com um mestre Espiritual genuíno a desenvolver tal compreensão acerca de Krishna, aplica toda a sua energia na consciência de Krishna, e torna-se um homem verdadeiramente erudito. Em comparação a ele, todos os outros, que não têm o devido conhecimento acerca de Krishna, não passam de tolos. Só um tolo consideraria Krishna um homem comum. Quem é consciente de Krishna não deve deixar que os tolos o confundam; ele deve evitar todos os comentários e interpretações do Bhagavad-Gita feitos desautorizadamente e deve prosseguir na consciência de Krishna com determinação e firmeza.

Krishna a Absoluta Suprema Personalidade de Deus afirma dizendo:

Os pensamentos de Meus devotos puros residem em Mim, suas vidas são plenamente devotadas a Meu serviço, e eles obtêm grande satisfação e bem-aventurança sempre se iluminando uns aos outros e conversando sobre Mim.

Os devotos imaculados, cujas características são mencionadas na afirmação de Krishna, ocupam-se plenamente no serviço transcendental amoroso do Senhor. Suas mentes não podem afastar-se dos pés de lótus de Krishna. Eles só conversam sobre assuntos transcendentais. Os sintomas dos devotos imaculados são especificamente descritos dessa forma como Krishna afirma. Os devotos do Senhor Supremo estão vinte e quatro horas por dia ocupados em glorificar as qualidades e passatempos do Senhor Supremo. De corpo e alma, eles vivem imersos em Krishna independente de qual situação se encontrem, e têm prazer em reunir-se com outros devotos para falar sobre Ele.

Uma pessoa pode se tornar um servo da causa Suprema, e mesmo assim, pode ter um mestre espiritual genuíno e pode até estar comprometido com uma organização Espiritual, mas se não for inteligente o bastante para progredir Espiritualmente, então Krishna se prontificara em dar a esse servo instruções internas para que não sinta dificuldade alguma em acabar retornando a Ele. O requisito é que a pessoa que tende a aceitar a vida Espiritual, sempre se ocupe em consciência de Krishna e, com amor e devoção, preste todas as espécies de serviços. Ele deve executar algum tipo de trabalho para Krishna, e este trabalho deve ser feito com amor. Se ele não é bastante inteligente para progredir no caminho da auto-realização Espiritual, mas é sincero e devotado às actividades do serviço devocional, o Senhor lhe dá uma oportunidade de progredir e enfim alcançá-lO.

Como Krishna mesmo afirma dizendo:

Para lhes mostrar misericórdia especial, Eu, residindo em seus corações, destruo com a luz brilhante do conhecimento a escuridão nascida da ignorância.

O Senhor Krishna diz a Arjuna seu discípulo, que basicamente não há possibilidade de alguém compreender a Verdade Suprema _  a Verdade Absoluta ou a Suprema Personalidade de Deus _ por meio da simples especulação, pois a Verdade Suprema é tão grande que não é possível compreendê-lO ou alcançá-lO com simples esforços mentais. Mesmo que continue especulando por vários milhões de anos, se a pessoa não é devotada, se ela não ama a Verdade Suprema, jamais compreenderá Krishna, ou a Verdade Suprema. É só através do serviço devocional que a Verdade Suprema, Krishna, fica satisfeito, e por Sua energia inconcebível, Ele pode revelar-Se ao coração do devoto imaculado. O devoto imaculado sempre tem Krishna em seu coração; e com a presença de Krishna, que é como o Sol, a escuridão da ignorância se dissipa de imediato. Esta é a misericórdia especial que Krishna concede a todos que aceitarem Sua misericórdia sem causa.

publicado por Lalanesha Dasa às 21:30

Agosto 12 2014

 

O Senhor Krishna fala aqui sobre a peculiaridade de Seu nascimento: 

Sempre que Ele aparece, Ele o faz no mesmo corpo original através de Sua potência interna. Em outras palavras, Krishna aparece neste mundo material em Sua forma original eterna, com duas mãos, segurando uma flauta. Ele aparece exactamente em Seu corpo eterno, não contaminado por este mundo material. Embora apareça no mesmo corpo transcendental e seja o Senhor do Universo, mesmo assim, tem-se a impressão de que Ele nasce como uma entidade viva comum. E embora Seu corpo não se deteriore como um corpo material, mesmo assim o Senhor Krishna aparentemente passa da infância à juventude. Mas é muito surpreendente que Ele nunca ultrapasse a juventude. Na época da em que ele recitou o Bhagavad-Gita ao seu amado discípulo e amigo Arjuna a 5 mil anos atrás, Ele tinha muitos netos em casa; ou, em outras palavras, pelos cálculos materiais, Ele envelhecera bastante. No entanto, Ele parecia apenas um jovem de vinte ou vinte e cinco anos. Nunca vemos um quadro em que Krishna é retratado numa idade avançada porque Ele nunca envelhece como nós, embora seja a pessoa mais idosa em toda a criação _  passada, presente e futura. Nem Seu corpo nem Sua inteligência jamais se deterioram ou mudam. Portanto, é claro que, apesar do fato de Ele estar no mundo material, Sua forma eterna e não nascida é de bem-aventurança e conhecimento, e Seu corpo e inteligência transcendentais são imutáveis. De fato, Seu aparecimento e desaparecimento são como o nascer do Sol, que se move diante de nós e então desaparece de nosso campo visual. Quando o Sol está fora da visão, pensamos que ele se pôs, e quando está diante de nossos olhos, pensamos que está no horizonte. Na verdade, o Sol está sempre em sua posição fixa, porém, devido aos nossos sentidos defeituosos e precários, calculamos o seu aparecimento e desaparecimento no céu. E porque o aparecimento e desaparecimento do Senhor Krishna são completamente diferentes dos de qualquer entidade viva comum, é evidente que, com Sua potência interna, Ele é conhecimento eterno e bem-aventurado e Ele nunca Se contamina com a natureza material. Os Vedas também confirmam que a Suprema Personalidade de Deus é não nascido, mas mesmo assim Ele parece nascer em manifestações múltiplas. A literatura védica suplementar também confirma que, embora pareça estar nascendo, ainda assim, o Senhor não muda de corpo. Seu aparecimento em Sua forma original eterna é Sua misericórdia imotivada, outorgada às entidades vivas para que possam concentrar-se no Senhor Supremo como Ele é. Portanto, Ele é sempre a mesma Verdade Absoluta e não há diferença entre Sua forma e Seu eu, ou entre Sua qualidade e Seu corpo. Talvez alguém pergunte por que o Senhor aparece e desaparece neste mundo. Explica-se isto a seguir.

Krishna a Suprema Personalidade de Deus diz:

Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, e uma ascensão predominante de irreligião _ aí então Eu próprio descendo.

E para libertar os piedosos e aniquilar os descrentes, bem como para restabelecer os princípios da religião, Eu mesmo venho, milênio após milênio.

E Aquele que conhece a natureza transcendental do Meu aparecimento e atividades, ao deixar o corpo não volta a nascer neste mundo material, mas alcança Minha morada eterna.

Ele, portanto, aparece por Sua própria vontade sempre que haja o predomínio da irreligiosidade e o desaparecimento da verdadeira religião. Os princípios da religião são apresentados nos Vedas, e qualquer discrepância quanto à execução apropriada das regras contidas nos Vedas torna a pessoa irreligiosa. 

Afirma-se nos Vedas que estes princípios são a lei do Senhor. Só o Senhor pode criar um sistema de religião. Portanto, os princípios de dharma, ou religião, são as ordens diretas da Suprema Personalidade de Deus. Estes princípios são indicados de maneira clara em todo o Bhagavad-Gita. O propósito dos Vedas é estabelecer estes princípios sob a ordem do Senhor Supremo, e o Senhor determina diretamente, no final do Bhagavad-Gitaque o princípio mais elevado da religião é render-se somente a Ele, e nada mais. Os princípios védicos impelem a pessoa para a rendição completa a Ele; e sempre que estes princípios são perturbados pelos entes demoníacos, o Senhor aparece. Através do conceito das Escrituras Sagradas dos Vedas, afirma-se que o Senhor Buddha é uma encarnação de Krishna que apareceu quando predominava o materialismo, e os materialistas estavam usando como pretexto a autoridade dos Vedas. Embora existam nos Vedas certas regras e regulações que restringem sacrifício de animais para determinados fins, mesmo assim, pessoas de tendência demoníaca estavam adotando sacrifícios de animais sem tomar como referência os princípios védicos. O Senhor Buddha apareceu para acabar com este absurdo e para estabelecer os princípios védicos da não-violência. Portanto, todo e qualquer avatara, ou encarnação do Senhor, tem uma missão específica, e todos são descritos nas escrituras reveladas. Não deve ser aceito como avatara alguém a quem as escrituras não mencionam em nenhuma de suas passagens. O fato é que o Senhor não aparece apenas em só lugar. Ele pode manifestar-Se em todo e qualquer lugar, e sempre que deseje aparecer. Em toda e qualquer encarnação, Ele fala sobre religião tudo aquilo que pode ser compreendido por um povo em particular sob circunstâncias específicas. Mas a missão é a mesma _  conduzir as pessoas à consciência de Deus e à obediência aos princípios religiosos. Algumas vezes, Ele vem pessoalmente, e outras vezes Ele envia Seu representante genuíno sob a forma de Seu filho, ou servo, ou Ele mesmo advém em alguma forma disfarçada.

Os princípios do Bhagavad-Gita foram falados a Arjuna, e também a outras pessoas bem elevadas, porque, em comparação com as pessoas comuns em outras partes do mundo, ele era deveras avançado. Dois mais dois são quatro é um princípio matemático válido tanto na aula de aritmética do principiante como também na aula dos alunos adiantados. No entanto, existe matemática superior e inferior. Em todas as encarnações do Senhor, portanto, os mesmos princípios são ensinados, mas eles parecem superiores ou inferiores conforme variem as circunstâncias. Os princípios mais elevados da religião começam com a aceitação das quatro ordens e quatro estados da vida social, como se explicará depois. Todo o propósito da missão das encarnações é despertar a consciência de Krishna em toda a parte. Sob diferentes circunstâncias, esta consciência é manifesta ou imanifesta.

Dia 17 de Agosto de 2014, comemorra-se o dia do Aparecimento de Krishna em todos os templos da conciencia de Krishna espalhados mundo afora...com uma grande e suntuosa festividade, com deliciosas preparações de alimentos gratuitamente para todos que se destinarem ir a esses templos....

A seguir o link de endereços de todos os templos da consciencia de Krishna em todo o planeta Terra..é só copiar e colar na barra de ferramentas..

http://directory.krishna.com/temples

publicado por Lalanesha Dasa às 19:33

Agosto 08 2014

 

A Suprema Personalidade de Deus disse a Arjuna Seu discípulo e amigo:

Conforme os modos da natureza adquiridos pela alma encarnada, sua fé pode ser de três espécies _ bondade, paixão ou ignorância. Agora ouça enquanto falo sobre isso.

Aqueles que conhecem as regras e regulações das escrituras, mas por preguiça ou indolência deixam de seguir estas regras e regulações, são governados pelos modos da natureza material. Conforme as actividades realizadas no modo da bondade, paixão ou ignorância, eles adquirem uma natureza específica compatível com essas qualidades. Desde tempos imemoriais o ser vivo se associa com os diferentes modos da natureza; por estar em contacto com a natureza material, ele adquire diferentes tipos de mentalidade conforme sua associação com os modos materiais. Mas esta natureza pode mudar se ele se associa com um mestre espiritual genuíno e acata as suas regras e as escrituras. Com o tempo, ele pode sair da ignorância para a bondade, ou da paixão para a bondade. A conclusão é que a fé cega num modo específico da natureza não pode ajudar ninguém a elevar-se à fase de perfeição. É necessário ser muito ponderado e inteligente, procurando a associação de um mestre espiritual autêntico. Assim, pode-se mudar de posição, ficando em um modo superior da natureza.

E Krishna continua dando a Arjuna Seu discipulo ensinamentos com os quais Arjuna se fortalecera em sua luta pela razão da vida humana com a seguinte conclusão:

Conforme sua existência sob os vários modos da natureza, o homem desenvolve determinada espécie de fé. Conforme os modos com os quais conviveu, o ser vivo tem uma fé específica.

Independentemente do que sejamos, cada um de nós tem um tipo específico de fé. Mas considera-se que a fé está em bondade, paixão ou ignorância, conforme a natureza que se adquiriu. Assim, conforme seu tipo específico de fé, o homem se associa com determinadas pessoas. Ora, o que acontece de fato é que cada ser vivo, é originalmente uma parte integrante fragmentária do Senhor Supremo. Portanto, ele é originalmente transcendental a todos os modos da natureza material. Mas quando se esquece de sua relação com a Suprema Personalidade de Deus e, assumindo a vida condicionada entra em contacto com a natureza material, ele cria sua própria posição, associando-se com as diferentes variedades encontradas na natureza material. A consequente fé e existência artificiais são apenas materiais. Embora se deixe levar por alguma impressão, ou alguma concepção de vida, originalmente ele é transcendental. Portanto, este ser vivo tem que purificar-se da contaminação material que adquiriu, para então recuperar sua relação com o Senhor Supremo. Este é o único caminho pelo qual ele pode voltar sem medo à consciência de Krishna. Se estiver situado em consciência de Krishna, então este caminho assegura sua elevação à fase da perfeição. Se não adoptar este caminho da auto-realização, então, ele com certeza ficará sob a influência dos modos da natureza.

De acordo com os ensinamentos da Suprema Personalidade de Deus Krishna, os homens no modo da bondade adoram os semideuses; aqueles que estão no modo da paixão adoram os demônios; e aqueles que vivem no modo da ignorância adoram fantasmas e espíritos.

A Suprema Personalidade de Deus descreve diferentes espécies de adoradores tomando como referência suas actividades corriqueiras. Conforme o preceito das escrituras, só a Suprema Personalidade de Deus é digno de adoração, mas segundo as situações específicas em que convivem com os modos da natureza material, aqueles que não são versados nos preceitos das escrituras, nem são fiéis a eles, adoram diferentes entidades. De um modo geral, aqueles que estão situados em bondade adoram os semideuses. Os semideuses incluem Brahma, Shiva e outros como Indra, Candra e o deus do Sol. Existem vários semideuses. Aqueles que estão em bondade adoram um semideus específico de quem querem obter um benefício específico. De modo semelhante, aqueles que estão no modo da paixão adoram os demônios. Durante a Segunda Guerra Mundial havia um homem que adorava Hitler, porque graças àquela guerra ele conseguira juntar uma grande quantidade de dinheiro negociando no mercado negro. Do mesmo modo, aqueles nos modos da paixão e ignorância geralmente escolhem como seu Deus um homem poderoso. Eles acham que adorando qualquer um como Deus, os mesmos resultados serão obtidos. Descreve-se claramente que aqueles que estão no modo da paixão criam e adoram tais deuses, e que aqueles que estão no modo da ignorância, na escuridão, adoram espíritos mortos. Às vezes, as pessoas fazem adoração no túmulo de um homem morto. Também se considera que a actividade sexual dentro deste contexto está no modo da escuridão. De modo semelhante, em aldeias remotas dos países há adoradores de fantasmas. Nota-se isso em pessoas da classe baixa, às vezes vão para a floresta e, se sabem que um fantasma mora numa árvore, eles adoram essa árvore e oferecem sacrifícios. Estas diferentes espécies de adoração não são verdadeira adoração a Deus. A adoração a Deus é prestada por pessoas que estão transcendentalmente situadas em bondade pura. “Quando está em bondade pura, a pessoa adora unicamente a forma verdadeira de DEUS”. O significado é que aqueles que se purificaram completamente dos modos da natureza material e se situaram na transcendência passam a adorar a Suprema Personalidade de Deus. 

publicado por Lalanesha Dasa às 19:21

Julho 30 2014

 

O ser vivo, como parte integrante do Supremo, é originalmente Espiritual, puro e livre de todas as contaminações materiais. Portanto, por natureza ele não se sujeita aos pecados do mundo material. Mas quando está em contacto com a natureza material, ele não hesita em agir de muitas maneiras pecaminosas, e às vezes age até contra a sua própria vontade. De modo que é muito veemente a pergunta que Arjuna faz a Krishna sobre a natureza pervertida das entidades vivas. Embora às vezes não queira agir em pecado, mesmo assim, a entidade viva é forçada a agir. No entanto, as acções pecaminosas não são impelidas pela Superalma situada internamente, mas são devidas a uma outra causa, como o Senhor explica a seguir.

A Suprema Personalidade de Deus Krishna disse a Arjuna seu discípulo:

É somente a luxúria, Arjuna, que nasce do contacto com o modo material da paixão e mais tarde se transforma em ira, que é o inimigo pecaminoso que a tudo devora neste mundo.

Sendo assim explicado por Krishna a razão pela qual uma pessoa sem ela mesmo querer torna-se obrigada a agir pecaminosamente, isso se deve quando ela entra em contacto com a criação material e se associa com o modo da paixão, seu amor eterno por Krishna transforma-se em luxúria. Ou, em outras palavras, o sentimento de amor a Deus transforma-se em luxúria, assim como o leite em contacto com o tamarindo ácido vira iogurte. Por sua vez, quando não é satisfeita, a luxúria se converte em ira; a ira se transforma em ilusão, e a ilusão dá continuidade à existência material. Portanto, a luxúria é o maior inimigo da entidade viva, e é apenas a luxúria que induz a entidade viva pura a permanecer enredada no mundo material. A ira é a manifestação do modo da ignorância; os modos se apresentam como ira e outros corolários. Se, portanto, do modo da paixão, ao invés de degradar-se ao modo da ignorância a pessoa eleva-se ao modo da bondade pelos métodos prescritos para a forma correcta de viver e agir, então, ela pode escapar da degradação produzida pela ira através do apego Espiritual.

A Suprema Personalidade de Deus expandiu-Se em muitos através de Sua sempre crescente bem-aventurança Espiritual, e as entidades vivas são partes integrantes desta bem-aventurança Espiritual. Elas também têm independência parcial, mas, pelo abuso de sua independência, quando a atitude de serviço se transforma na propensão ao gozo dos sentidos, eles ficam sob o domínio da luxúria. Na criação material, o Senhor oferece às almas condicionadas situações favoráveis para que satisfaçam suas propensões luxuriosas, e quando se frustram completamente com as prolongadas actividades luxuriosas, tais entidades vivas começam a indagar sobre sua verdadeira posição.

E é neste ponto que começam as indagações a respeito dessa acção luxuriosa, indagando sobre o Supremo Senhor: deve-se indagar sobre o Supremo. Pois o Supremo é definido como a origem de tudo. Logo, a origem da luxúria também está no Supremo. Se, portanto, a luxúria se transformar em amor ao Supremo, ou se transformar em consciência de Krishna _ isto é, se alguém passa a desejar tudo para Krishna _ então a luxúria e a ira poderão ser Espiritualizadas. Nesse sentido, o Senhor Krishn induz Arjuna a satisfazer o Senhor, empregando sua ira contra seus inimigos. Portanto, quando empregadas em consciência de Krishna, a luxúria e a ira tornam-se nossas amigas ao invés de nossas inimigas.

publicado por Lalanesha Dasa às 20:54

Julho 26 2014

A Suprema Personalidade de Deus Krishna afirma isso dizendo:

"Todo aquele que, por inveja, rejeitam e não seguem estes ensinamentos devem ser considerados desprovidos de todo o conhecimento, enganados e arruinados nos seus esforços para a perfeição. Mesmo o homem de conhecimento age segundo sua própria natureza, pois cada qual segue a natureza que adquiriu dos três modos da natureza material. O que a repressão pode alcançar?"

A não ser que se esteja situado na plataforma transcendental da consciência de Krishna, não é possível livrar-se da influência dos modos da natureza material, como o Senhor confirma isso dizendo.

"Esta Minha energia divina, que consiste dos três modos da natureza material, é difícil de ser suplantada. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente transpô-la."

Portanto, nem mesmo a pessoa mais altamente instruída no plano mundano consegue sair do enredamento de māyā mediante o simples conhecimento teórico, ou através do processo que consiste em distinguir entre o corpo e a alma. Há muitos supostos espiritualistas que exteriormente se fazem passar por pessoas avançadas em ciência, mas no íntimo ou na vida particular estão sob total controle de determinados modos da natureza que eles são incapazes de superar. Do ponto de vista acadêmico alguém pode ser muito erudito, porém, devido à prolongada associação com a natureza material, ele permanece no cativeiro. A consciência de Krishna ajuda-nos a escapar do enredamento material, mesmo que estejamos ocupados nos deveres prescritos de acordo com a existência material. Portanto, sem estar em plena consciência de Krishna, ninguém deve abandonar seus deveres ocupacionais. Ninguém deve abandonar de repente seus deveres prescritos e tornar-se artificialmente um pretenso yogi ou transcendentalista. É melhor situar-se na própria posição e tentar alcançar a consciência de Krishna sob um treinamento superior. Assim, é possível libertar-se das garras da energia ilusória de Krishna.

A Suprema Personalidade de Deus tem inúmeras energias, e todas essas energias são divinas. Embora as entidades vivas sejam parte de Suas energias e sejam, portanto, divinas, devido ao contacto com a energia material, o poder superior original delas está encoberto. Estando assim coberta pela energia material, a pessoa não pode superar-lhe a influência. As naturezas material e espiritual, sendo emanações da Suprema Personalidade de Deus, são eternas. As entidades vivas pertencem à natureza superior eterna do Senhor, porém, devido à contaminação com a natureza inferior, ou matéria, a ilusão delas também é eterna. A alma condicionada, portanto, chama-se nitya-baddha, ou eternamente condicionada. Ninguém pode reconstituir qual foi a época na história material em que ela se tornou condicionada. Mesmo sendo uma energia inferior, é muito difícil para a alma condicionada libertar-se das garras desta natureza material, porque, em última análise, esta energia material é conduzida pela vontade suprema, que não se curva à entidade viva. A natureza material inferior é aqui definida como natureza divina devido ao seu vínculo com o divino e às suas acções exercidas pela vontade divina. Porque é conduzida pela vontade divina, a natureza material, embora inferior, age mui maravilhosamente na construção e destruição da manifestação cósmica. Os Vedas dão a seguinte confirmação disto: 

“Embora a ilusão seja falsa ou temporária, o fundamento dela é o mágico Supremo, a Personalidade de Deus, que é o controlador Supremo.” 

publicado por Lalanesha Dasa às 12:15

Julho 23 2014

O que exactamente é o Bhagavad-Gita? O Bhagavad-Gita propõe-se a livrar a humanidade da ignorância contida na existência material. Cada um de nós anda às voltas com tantos obstáculos, assim como Arjuna tinha diante de si esta dificuldade de lutar na Batalha de Kurukṣetra. Arjuna rendeu-se ao Senhor Krishna, e em consequência o Bhagavad-Gita foi falado. Não só Arjuna, mas cada um de nós, vive cheio de ansiedades devido à nossa existência material. Nossa própria existência está na atmosfera da não-existência. De fato, não estamos destinados às ameaças da não-existência. Nossa existência é eterna. Mas de um jeito ou de outro fomos postos em asat. Asat refere-se àquilo que não existe.

Dentre tantos seres humanos que estão sofrendo, poucos são os que realmente perguntam sobre sua posição, sobre quem são, por que estão nesta posição ingrata e assim por diante. Se a pessoa não despertar para esta plataforma na qual ela quer saber o porquê de seu sofrimento, se não se der conta de que não quer sofrer, mas sim encontrar uma solução para todo este sofrimento, ela não deve então ser considerada um ser humano perfeito. A raça humana começa quando este tipo de indagação desperta na mente. Toda actividade do ser humano deve ser considerada um fracasso a não ser que ele indague sobre a natureza do Absoluto. Portanto, aqueles que perguntam porque estão sofrendo, de onde vieram e para onde irão após a morte são estudantes qualificados para entender o Bhagavad-Gita. O estudante sincero deve também ter profundo respeito pela Suprema Personalidade de Deus. Arjuna era este tipo de estudante.

O Senhor Krishna advém especificamente para restabelecer o verdadeiro propósito da vida sempre que este propósito é esquecido por nós. Mesmo assim, dentre os muitos e muitos seres humanos que despertam, talvez haja um que realmente procure compreender sua posição, e para ele é falado este Bhagavad-Gita. De fato, todos estamos sendo engolidos pelo tigre da ignorância, mas o Senhor tem muita misericórdia das entidades vivas, especialmente dos seres humanos. Foi por isso que Ele falou o Bhagavad-Gita, fazendo do Seu amigo Arjuna Seu aluno.

Sendo um companheiro do Senhor Krishna, Arjuna estava acima de toda a ignorância, mas no Campo de Batalha de Kurukṣetra, Arjuna foi posto em ignorância só para perguntar ao Senhor Krishna sobre os problemas da vida, para que o Senhor pudesse explicá-los para o benefício das futuras gerações de seres humanos e assim traçar o plano de vida. A humanidade assim poderá agir de acordo com estes princípios e aperfeiçoar a missão da vida humana.

O assunto do Bhagavad-Gita envolve a compreensão de cinco verdades básicas. Em primeiro lugar, explica-se a ciência de Deus e também a posição constitucional das entidades vivas, as jivas. Existe o Ishvara, que significa o controlador, e há as jivas, as entidades vivas que são controladas. Se uma entidade viva diz que não é controlada mas sim, livre, então ela é doida. O ser vivo é controlado em todos os aspectos, pelo menos em sua vida condicionada. O Bhagavad-Gita então, descreve o Ishvara, o controlador supremo, e as jivas, as entidades vivas controladas. Também discute prakrti (a natureza material) e o tempo (a duração da existência de todo o Universo, ou da manifestação da natureza material) e karma (atividades). A manifestação cósmica está cheia de diferentes atividades. Todas as entidades vivas estão ocupadas em diversas atividades. Através do Bhagavad-Gita, devemos aprender o que é Deus, o que são as entidades vivas, o que é prakrti, o que é a manifestação cósmica, como ela é controlada pelo tempo, e quais são as atividades das entidades vivas.

Dentre os cinco tópicos básicos, inseridos no Bhagavad-Gita, fica comprovado que a Divindade Suprema, ou Krishna, ou Brahman, ou o controlador supremo, ou Paramatma _ você pode usar o nome que lhe aprouver _ é de todos o maior. Os seres vivos têm as mesmas qualidades do controlador Supremo.

Por exemplo, o Senhor tem o controle dos assuntos universais da natureza material, como esta explicado nos capítulos do Bhagavad-Gita. A natureza material não é independente. Ela age sob a direcção do Senhor Supremo. Como o Senhor Krishna diz: “Esta natureza material funciona sob Minha direção”. Quando vemos fenômenos maravilhosos acontecendo na natureza cósmica, devemos saber que, por trás desta manifestação cósmica, há um controlador. Nada poderia manifestar-se se não houvesse controle. É infantilidade não levar em conta a presença do controlador. Por exemplo, uma criança pode achar que um automóvel seja realmente maravilhoso, capaz de correr sem ser puxado por um cavalo ou um outro animal, mas um adulto são, sabe sobre a engenharia mecânica do automóvel. Ele sempre sabe que por trás da máquina há um homem, um motorista. De modo semelhante, o Senhor Supremo é o motorista sob cuja direcção tudo funciona. Como veremos nos capítulos ulteriores, o fato é que as jivas, ou entidades vivas, foram aceitas pelo Senhor como Suas partes integrantes. Uma partícula de ouro também é ouro, uma gota dágua do oceano também é salgada, e da mesma maneira, nós, as entidades vivas, sendo partes integrantes do controlador supremo, ishvara, ou Bhagavan, Senhor Krishna, temos em quantidade diminuta todas as qualidades do Senhor Supremo porque somos ishvaras diminutos, ishvaras subordinados. Estamos tentando controlar a natureza, e actualmente estamos tentando controlar o espaço, os planetas, e temos esta tendência de controlar, porque ela existe em Krishna. Porém, embora tenhamos a tendência de dominar a natureza material, devemos saber que não somos o controlador supremo. Isto é explicado no Bhagavad-Gita.

O que é a natureza material? Este ponto também é explicado no Bhagavad-Gita como prakrti inferior, natureza inferior. Menciona-se que a entidade viva é prakrti superior. A prakrti, inferior ou superior, está sempre sob controle. Aprakṛti é feminina, e é controlada pelo Senhor, assim como as actividades da esposa são controladas pelo marido. Aprakrti é sempre subordinada, predominada pelo Senhor, que é o predominador. As entidades vivas e a natureza material são predominadas, e estão controladas pelo Senhor Supremo. Segundo o Bhagavad-Gita, as entidades vivas, embora partes integrantes do Senhor Supremo, devem ser consideradas prakrti. Isto é claramente mencionado no Sétimo Capítulo do Bhagavad-Gita. “Esta natureza material é Minha prakrti inferior, porém, além desta há outra prakrti _ jiva-bhutam, a entidade viva”.

A própria natureza material é constituída por três qualidades: o modo da bondade, o modo da paixão e o modo da ignorância. Acima destes modos, há o tempo eterno, e através da combinação destes modos da natureza e sob o controle e jurisdição do tempo eterno, existem as actividades que são chamadas karma. Essas atividades vêm sendo realizadas desde tempos imemoriais, e sofremos ou gozamos dos frutos de nossas actividades. Por exemplo, suponha que eu seja um homem de negócios e tenha usado minha inteligência trabalhando arduamente para conseguir um grande saldo bancário. Então, sou o desfrutador. Mas digamos então que eu tenha perdido todo o dinheiro nos negócios; então, sou o sofredor. Do mesmo modo, em cada esfera da vida gozamos ou sofremos os resultados de nosso trabalho. Isto se chama karma.

Ishvara (o Senhor Supremo), jiva (a entidade viva), prakrti (a natureza), kala (o tempo eterno) e karma (actividades) são todos explicados no Bhagavad-Gita. Destes cinco, o Senhor, as entidades vivas, a natureza material e o tempo, são eternos. A manifestação de prakrti pode ser temporária, mas não é falsa. Certos filósofos dizem que a manifestação da natureza é falsa, porém, segundo a filosofia do Bhagavad-Gita ou segundo a filosofia dos vaishnavas, não é bem assim. A manifestação do mundo não é aceita como falsa; é aceita como real, embora temporária. É comparada a uma nuvem que passa no céu, ou à vinda da estação das chuvas, a qual nutre os grãos. Logo que termina a estação das chuvas e logo que a nuvem vai-se embora, todas as plantações que foram nutridas pela chuva definharão. Do mesmo modo, esta manifestação material acontece num certo intervalo, permanece por algum tempo e então desaparece. Esta é a função da prakrti. Mas este ciclo ocorre eternamente. Portanto, a prakṛti é eterna; ela não é falsa. O Senhor refere-Se a ela como “Minha prakrti”. Esta natureza material é a energia separada do Senhor Supremo, e de maneira semelhante, as entidades vivas também são energia do Senhor Supremo, embora não sejam separadas, mas eternamente relacionadas com Ele. Então o Senhor, a entidade viva, a natureza material e o tempo estão todos inter-relacionados e são eternos. Entretanto, o outro item, karma, não é eterno. De fato, os efeitos do karma podem ser bem antigos. Desde tempos imemoriais, estamos sofrendo ou desfrutando os resultados de nossas actividades, mas podemos modificar os resultados do nosso karma, ou de nossas actividades, e esta modificação depende da perfeição de nosso conhecimento. Estamos ocupados em várias actividades. Evidentemente, não sabemos que tipo de actividades devemos adoptar para aliviarmo-nos das acções e reacções de todas essas actividades, mas isto também se explica no Bhagavad-Gita.

A posição do ishvara, o Senhor Supremo, é uma de consciência Suprema. As jivas, ou entidades vivas, sendo partes integrantes do Senhor Supremo, também são conscientes. A entidade viva e a natureza material são explicadas como prakrti, a energia do Senhor Supremo, porém uma delas, a jiva, é consciente. A outra prakrti não é consciente. Esta é a diferença. Logo, a jiva-prakrti é chamada superior porque a jiva tem consciência semelhante à do Senhor. Entretanto, a consciência do Senhor é suprema, e ninguém deve ficar argumentando que a jiva, a entidade viva, também é supremamente consciente. Em fase alguma de sua perfeição pode o ser vivo ser supremamente consciente, e a teoria segundo a qual ele pode atingir este ponto é uma teoria desorientadora. Ele pode ser consciente, mas nunca perfeita ou supremamente consciente.

A distinção entre a jiva e o ishvara será explicada no Décimo Terceiro Capítulo do Bhagavad-Gita. O Senhor éksetra-jna, consciente, assim como o ser vivo, mas o ser vivo é consciente de seu corpo particular, ao passo que o Senhor é consciente de todos os corpos. Porque Ele vive no coração de cada ser vivo, o Senhor é consciente das actividades psíquicas de cada uma das jivas. É bom não nos esquecermos disto. Explica-se também que o Paramātmā, a Suprema Personalidade de Deus, vive nos corações de todos como ishvara, o controlador, e que Ele dá instruções para a entidade viva agir de modo a satisfazer seus anseios. A entidade viva esquece-se dos actos que deve executar. Em primeiro lugar, ela resolve agir de certa maneira, e então enreda-se nas acções e reacções de seu próprio karma. Após abandonar um corpo, ela ingressa em outro corpo, assim como vestimos e tiramos roupas. Ao passar por esta migração, a alma sofre as acções e reacções de suas actividades passadas. Essas actividades podem mudar quando o ser vivo está no modo da bondade, em seu juízo perfeito, e compreende que espécie de actividades deve adoptar. Se tomar esta atitude, então todas as acções e reacções de suas actividades passadas poderão ser modificadas. Consequentemente, o karma não é eterno. Por isso, afirmamos que, dos cinco itens (ishvara, jiva, prakrti, tempo e karma), quatro são eternos, mas o karma não é eterno.

Bhagavad-Gita ensina que temos de purificar esta consciência materialmente contaminada. Todavia, no momento atual, nossa consciência está materialmente contaminada. O Bhagavad-Gita ensina que temos de purificar esta consciência materialmente contaminada. Em consciência pura, nossas acções serão ajustadas à vontade do ishvara, e isso nos fará felizes. Não é que tenhamos de parar com todas as atividades. Ao contrário, nossas actividades devem ser purificadas, e actividades purificadas chamam-se bhakti. Actividades em bhakti parecem actividades comuns, mas a diferença é que elas não são contaminadas. Uma pessoa ignorante vai ver o devoto agindo ou trabalhando como um homem comum, mas essa pessoa que tem um pobre fundo de conhecimento não sabe que as atividades do devoto ou as do Senhor não são contaminadas pela consciência ou pela matéria impuras. Elas são transcendentais aos três modos da natureza. Devemos saber, porém, que neste momento nossa consciência está contaminada.

Quando estamos sob contaminação material, chamamo-nos condicionados. A consciência falsa manifesta-se naquele que se julga um produto da natureza material. Isto é chamado falso ego. Quem está absorto em pensar em conceitos corpóreos não pode compreender sua situação. O Bhagavad-Gita foi falado para que todos possam livrar-se da concepção de vida corpórea, e Arjuna colocou-se nesta posição para que o Senhor pudesse lhe fornecer esta informação. Devemos nos livrar da concepção de vida corpórea; esta é a actividade preliminar para quem deseja ser transcendentalista. A pessoa que quer tornar-se livre, que quer tornar-se liberada, deve primeiramente aprender que ela não é este corpo material. Todas as instruções do Bhagavad-Gita servem para despertar esta consciência pura, e por isso encontramos na última etapa de instruções do Bhagavad-Gita, Krishna perguntando a Arjuna se ele está agora em consciência purificada. Consciência purificada significa agir de acordo com as instruções do Senhor. Esta é a essência do significado de consciência purificada. A consciência existe porque somos partes integrantes do Senhor, mas temos a tendência de nos deixarmos afectar pelos modos inferiores. Porém o Senhor, sendo o Supremo, nunca é afectado. Esta é a diferença entre o Senhor Supremo e as pequeninas almas individuais.

O que é esta consciência? Esta consciência é “Eu sou”. Então, quem sou eu? Em consciência contaminada, “Eu sou” quer dizer “Eu sou o senhor de tudo o que me circunda. Eu sou o desfrutador”. O mundo prossegue porque cada ser vivo julga ser o senhor e criador do mundo material. A consciência material tem duas divisões psíquicas. Uma delas defende a idéia de que eu sou o criador, e a outra que eu sou o desfrutador. Mas na verdade, o Senhor Supremo é tanto o criador quanto o desfrutador, e a entidade viva, sendo parte integrante do Senhor Supremo, não é o criador nem o desfrutador, mas um cooperador. Ela foi criada para ser desfrutada. Por exemplo, a peça de uma máquina coopera com a máquina toda; uma parte do corpo coopera com todo o corpo. As mãos, pernas, olhos e assim por diante são todos partes do corpo, mas na verdade não são os desfrutadores. O desfrutador é o estômago. As pernas se locomovem, as mãos fornecem alimento, os dentes mastigam, e todas as partes do corpo estão ocupadas em satisfazer o estômago porque o estômago é o factor principal de nutrição na organização do corpo. Portanto, tudo é dado ao estômago. Nutre-se uma árvore regando-lhe a raiz, e nutre-se o corpo alimentando o estômago, pois para que o corpo se mantenha em estado saudável, as partes do corpo devem cooperar para alimentar o estômago. De modo semelhante, o Senhor Supremo é o desfrutador e o criador, e nós, como seres vivos subordinados, devemos procurar colaborar em satisfazê-lO. Esta cooperação acabará nos ajudando, assim como o alimento recebido pelo estômago ajudará todas as outras partes do corpo. Será um problema se os dedos da mão pensarem que devem tomar o alimento em vez de dá-lo ao estômago. A figura central da criação e do desfrute é o Senhor Supremo, e as entidades vivas cooperam com Ele. Cooperando, elas desfrutam. A relação é também como a do amo e do servo. Se o amo está plenamente satisfeito, então o servo também fica satisfeito. Da mesma maneira, deve-se procurar satisfazer o Senhor Supremo, embora nas entidades vivas também exista a tendência de tornar-se o criador e a tendência de desfrutar o mundo material, porque estas tendências existem no Senhor Supremo, que criou o mundo cósmico manifesto.

Verificaremos, portanto, neste Bhagavad-Gita que o todo completo é formado pelo controlador supremo, pelas entidades vivas controladas, pela manifestação cósmica, pelo tempo eterno e pelo karma, ou actividades, todos os quais são explicados neste texto. Tomados em conjunto, todos eles formam o todo completo, e o todo completo é chamado de Suprema Verdade Absoluta. O todo completo e a Verdade Absoluta completa são a Personalidade de Deus completa, Krishna. Todas as manifestações devem-se à Suas diferentes energias. Ele é o todo completo.

  

publicado por Lalanesha Dasa às 23:13

Julho 19 2014

Existem duas classes de homens, a saber, o devoto e o demônio. O Senhor escolheu Arjuna para receber esta grande ciência devido ao fato de ele ser um devoto do Senhor, mas não é possível que um demônio entenda esta grande ciência misteriosa. Há inumeráveis edições deste grande livro de conhecimento. Algumas delas têm comentários dos devotos, e outras têm comentários dos demônios. O comentário feito pelos devotos é verdadeiro, ao passo que o comentário dos demônios é inútil. Arjuna aceita o Senhor Krishna como a Suprema Personalidade de Deus, e qualquer comentário sobre o Bhagavad-Gita que siga os passos de Arjuna é verdadeiro serviço devocional em prol desta grande ciência. As pessoas demoníacas, no entanto, não aceitam o Senhor Krishna como Ele é. Ao invés disso, elas inventam algo sobre Krishna e em geral desviam os leitores, afastando-os das instruções de Krishna. Aqui fica uma advertência sobre esses caminhos enganosos. Todos devem tentar seguir a sucessão discipular procedente de Arjuna, e assim beneficiar-se com esta grande ciência do Bhagavad-Gita.

publicado por Lalanesha Dasa às 18:33

Julho 17 2014

Krishna revela com pormenores a Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus. Agora, o próprio Senhor continua a iluminar Arjuna. E se alguém compreender isto através do processo de especulação filosófica, ele chegará à compreensão do serviço devocional. Desenvolvendo conhecimento com humildade, a pessoa tem toda a possibilidade de livrar-se do enredamento material. É devido à associação com os modos da natureza que a entidade viva está enredada neste mundo material. A Personalidade Suprema explica o que são esses modos da natureza, como eles agem, como eles atam e como eles liberam. O Senhor Supremo afirma que o conhecimento por Ele explicado, é superior porque vários grandes sábios alcançaram a perfeição e foram transferidos para o mundo Espiritual. 

Krishna conscientiza Arjuna dizendo:

 Fixando-se neste conhecimento, a pessoa pode alcançar uma natureza transcendental igual à Minha. Nesta situação, ela não nasce no momento da criação nem é perturbada no momento da dissolução.

 Quem, após adquirir conhecimento transcendental perfeito, desenvolve as mesmas qualidades da Suprema Personalidade de Deus, livra-se de repetidos nascimentos e mortes. No entanto, não se perde a identidade como alma individual. Através da literatura védica fica evidente que as almas liberadas que alcançaram os planetas transcendentais do céu Espiritual sempre recorrem aos pés de lótus do Senhor Supremo, estando ocupadas em Seu serviço transcendental amoroso. Logo, nem mesmo após a liberação os devotos perdem suas identidades individuais.

De um modo geral, qualquer conhecimento que obtenhamos no mundo material está contaminado pelos três modos da natureza material. Mas o que não está contaminado chama-se conhecimento transcendental. No momento em que obtemos conhecimento transcendental, já estamos na mesma plataforma da Pessoa Suprema. Aqueles que nada conhecem sobre o céu Espiritual afirmam que, após libertar-se das atividades materiais executadas num corpo material, esta identidade Espiritual torna-se amorfa, sem nenhuma variedade. Entretanto, assim como há variedade neste mundo material, no mundo Espiritual também há variedade. Aqueles que ignoram isto pensam que a existência Espiritual é exatamente o oposto da variedade material. Mas na verdade, no céu Espiritual, todos obtêm uma forma Espiritual. Há atividades Espirituais, e a situação espiritual chama-se vida devocional. Está dito que nesta atmosfera não contaminada todos têm as mesmas qualidades do Senhor Supremo. Para obter esse conhecimento, devemos desenvolver todas as qualidades Espirituais. Quem desenvolve essas qualidades espirituais não é afetado pela criação nem pela destruição do mundo material.

publicado por Lalanesha Dasa às 21:01

Julho 16 2014

A Suprema Personalidade de Deus disse:

Agora preste atenção, ó Arjuna, enquanto lhe explico como é que, praticando yoga com plena consciência de Mim, e com a mente apegada a Mim, você poderá livrar-se das dúvidas e conhecer-Me por completo.Vou declarar na íntegra este conhecimento, tanto fenomenal quanto numenal. Conhecendo isto, não restará nada mais para você saber.

O conhecimento completo inclui o conhecimento acerca do mundo fenomenal, do espírito que o impulsiona e da fonte de ambos. Este conhecimento é transcendental. O Senhor quer explicar o sistema de conhecimento acima mencionado porque Arjuna é devoto e amigo íntimo de Krishna.

O conhecimento completo só pode ser obtido pelo devoto do Senhor em direta sucessão discipular do Senhor. Portanto, deve-se ser bastante inteligente para conhecer a fonte de todo o conhecimento, que é a causa de todas as causas e o único objeto de meditação em todas as espécies de prática de yoga. Quando a causa de todas as causas se torna conhecida, então, tudo o que é cognoscível torna-se conhecido, e nada fica incógnito.

Com isso Krishna afirma dizendo:

Dentre muitos milhares de homens, talvez haja um que se esforce para obter a perfeição, e dentre aqueles que alcançaram a perfeição, é difícil encontrar um que Me conheça de verdade.

“Quem, ao ouvir sobre Krishna, recorre à literatura védica, ou ouve sobre Ele diretamente através do Bhagavad-Gita, executa uma atividade virtuosa. E para aquele que ouve sobre Krishna, o Senhor Krishna que reside nos corações de todos, age assim como o maior benquerente e amigo, e purifica o devoto que sempre se ocupa em ouvir sobre Ele. Dessa maneira, o devoto desenvolve seu conhecimento transcendental latente com espontaneidade. À medida que continua a ouvir sobre Krishna através das escrituras Sagradas e de outros devotos imaculados do Senhor, ele se fixa no serviço devocional ao Senhor. Desenvolvendo o serviço devocional, será possível livrarmo-nos dos modos da paixão e da ignorância, e com isso a luxúria e a avareza materiais decrescem. Quando estas impurezas são removidas, o candidato permanece firme em sua posição de bondade pura, fortalece-se no serviço devocional e compreende perfeitamente a ciência de Deus. Assim, a bhakti-yoga rompe o nó cego da afeição material e capacita-o a chegar de imediato à fase em que passa a compreeender a Suprema Verdade Absoluta, a Personalidade de Deus.” 

publicado por Lalanesha Dasa às 17:50

Julho 12 2014

Uma pessoa auto-realizada não tem obrigação nenhuma de executar dever prescrito algum, salvo e excepto as actividades em consciência de Krishna. A consciência de Krishna tampouco é inactividade, como se explicará a seguir. Uma pessoa consciente de Krishna não se refugia em ninguém _ homem ou semideus. Tudo o que ele faz em consciência de Krishna preenche sua obrigação.

Portanto, sem se apegar aos frutos das actividades, deve-se agir por uma questão de dever, pois, trabalhando sem apego alcança-se o Supremo.

 Para quem entendeu o que é consciencia de Krishna, sabe perfeitamente que o Supremo é a Personalidade de Deus, e para aquela pessoa que vive vagando na especulação sobre a natureza Divina de Deus, a Suprema Personalidade de Deus é a causa de sua liberação. Quem age para Krishna, ou em consciência de Krishna, sob orientação apropriada e sem apego ao resultado do trabalho, decerto progride rumo à meta Suprema da vida. Na imagem acima, Arjuna ouviu de Krishna que deveria lutar, defendendo os interesses do próprio Krishna, porque Krishna queria que ele lutasse. Ser um homem bom ou um homem não-violento é um apego pessoal, mas agir em prol do Supremo é agir sem apego ao resultado. Isto é acção perfeita no grau mais elevado, recomendada pela Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Krishna.

Os rituais védicos, tais como os sacrifícios prescritos, são executados para a purificação de actividades ímpias que foram executadas na esfera do gozo dos sentidos. Mas a acção em consciência de Krishna é transcendental às reacções do trabalho bom ou mau. Quem é consciente de Krishna não tem apego ao resultado, mas age somente para defender os interesses de Krishna. Ele se ocupa em todas as espécies de actividades, mas está inteiramente desapegado.

Como Krishna mesmo afirma dizendo:

Para aquela pessoa que sente prazer no Eu e utiliza a vida humana para buscar a auto-realização, satisfazendo-se apenas no Eu, plenamente saciada _  para ela não há dever. E estando livres do apego, do medo e da ira, estando plenamente absortas em Mim e refugiando-se em Mim, muitas e muitas pessoas no passado purificaram-se através do conhecimento a Meu respeito e com isso todas alcançaram amor transcendental por Mim.

 

publicado por Lalanesha Dasa às 16:18

Ofereço respeitosas reverências a meu mestre espiritual que, com o archote do conhecimento, abriu meus olhos que estavam cegos por causa da ignorância!
Todos nós seres vivos, somos almas espirituais eternas, e, em contato com o mundo material, cada alma torna-se corporificada em um tipo de corpo particular, entre as 8.400.000 espécies de vida do universo terrestre; Segundo a literatura Védica ...
Contemplar

Tema do Amor à Deus