*Sejam*Bem-Vindos*

Janeiro 27 2015

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Aqueles que desenvolveram um relacionamento transcendental com Krishna saboreiam a cada passo as descrições dos passatempos do Senhor. 

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Porem, Krishna afirma dizendo:

Se alguém se tornar consciente de Mim, irá superar por Minha graça todos os obstáculos da vida condicionada. Entretanto, se não trabalhar com essa consciência, mas agir com falso ego e deixar de Me ouvir, estará perdido. Porem, quem quer que Me conheça como a Suprema Personalidade de Deus, sem duvidar, é o conhecedor de tudo. Ele, portanto, se ocupa no serviço devocional pleno a Mim. Esta é a parte mais confidencial das escrituras védicas, ó pessoa sem pecados, e está sendo revelada por Mim. Quem quer que compreenda isto se tornará sábio, e seus esforços redundarão em perfeição.

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O Senhor aqui explica claramente que esta é a substância de todas as escrituras reveladas. E devemos compreender isto tal qual é ensinado pela Suprema Personalidade de Deus. Assim, poderemos obter inteligência e perfeito conhecimento transcendental. Em outras palavras, compreendendo esta filosofia referente à Suprema Personalidade de Deus e ocupando-se em Seu serviço transcendental, todos podem livrar-se de todas as contaminações impostas pelos modos da natureza material. O serviço devocional é um processo de compreensão espiritual. Onde quer que haja serviço devocional, a contaminação material não pode coexistir. O serviço devocional ao Senhor e o próprio Senhor são a mesma coisa porque são espirituais, o serviço devocional acontece dentro da energia interna do Senhor Supremo. Afirma-se que o Senhor é o Sol, e a ignorância chama-se escuridão. Onde o sol está presente, a escuridão está fora de cogitação. Por isso, onde quer que o serviço devocional esteja presente sob a orientação apropriada de um mestre espiritual autêntico, a ignorância está fora de cogitação.

Portanto, todos devem adotar esta consciência de Krishna e ocupar-se no serviço devocional para se tornarem inteligentes e puros. Se alguém não chega a esta posição em que se compreende Krishna, e se não se ocupa em serviço devocional, ele não tem inteligência perfeita, não importa o grau de inteligência que lhe seja atribuído pelos homens comuns.

Quem está em plena consciência de Krishna não fica indevidamente ansioso pela execução dos deveres de sua existência. As pessoas tolas, não podem compreender esta grande capacidade de ficar livre de toda a ansiedade. Para alguém que age em consciência de Krishna, o Senhor Krishna Se torna o amigo mais íntimo. Krishna sempre Se preocupa com o conforto de Seu amigo, e Se entrega a ele, que está tão devotadamente ocupado, trabalhando vinte e quatro horas por dia para agradar o Senhor. Portanto, ninguém deve se deixar arrastar pelo falso ego manifestado sob a forma do conceito de vida corpórea. Ninguém deve falsamente julgar-se independente das leis da natureza material, ou livre para agir como quiser. Todos já estão sob as estritas leis materiais. Mas logo que age em consciência de Krishna, uma pessoa devotada se liberta e fica livre das perplexidades materiais. Deve-se notar com muito cuidado que quem não é activo em consciência de Krishna está se perdendo no redemoinho material, no oceano de nascimentos e mortes. Na verdade, nenhuma alma condicionada sabe o que deve ser feito e o que não deve ser feito, mas quem age em consciência de Krishna está livre para agir porque tudo é inspirado por Krishna e confirmado pelos grandes mestres Espirituais.

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publicado por Lalanesha Dasa às 19:31

Janeiro 22 2015

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  Sem saber que seu próprio interesse está em Krishna, as almas condicionadas deixam-se atrair pelas relações corpóreas, esperando ser felizes nessas situações. Nessa concepção cega de vida, elas chegam mesmo a esquecer as causas da felicidade material. Nas actividades em consciência de Krishna, não se leva em consideração felicidade ou aflição, lucro ou perda, vitória ou derrota. O fato de que tudo deve ser executado por amor a Krishna é consciência transcendental, e assim, não há reacção às actividades materiais. Aquele que age para o prazer dos próprios sentidos, seja na bondade, seja na paixão, está sujeito à reacção, boa ou má. Mas aquele que se rendeu completamente às actividades em consciência de Krishna, não precisa justificar-se perante ninguém, nem está em dívida com ninguém ao executar suas actividades normais. 

“Todo aquele que tenha se rendido completamente a Krishna, abandonando todos os outros deveres, deixa de ser um devedor, e nem precisa pagar favores a ninguém - nem aos semideuses, nem aos sábios, nem às pessoas em geral, nem aos parentes, nem à humanidade, nem aos antepassados.”

Se o homem não sabe que existe tão notável sanção, por que deveria agir? Mas aquele que conhece os instrumentos de trabalho, que sabe que é ele quem está agindo, mas que o Senhor Supremo é o Supremo Sancionador, faz tudo com perfeição. Tal pessoa jamais se ilude. A actividade e responsabilidade pessoais surgem do falso ego e da irreligiosidade, ou falta de consciência de Krishna. Qualquer um que esteja agindo em consciência de Krishna sob a direcção da Superalma ou da Suprema Personalidade de Deus, mesmo que mate, não mata. Tampouco é afectado pela reacção deste ato de matar. Quando mata sob o comando de um oficial superior, o soldado não se sujeita a julgamento. Mas se um soldado mata por sua própria conta, então ele certamente é julgado por um tribunal de justiça. 

O ser vivo deve, portanto, render-se à Suprema Personalidade de Deus, que está situado nos corações de todos, e isto o aliviará de todas as espécies de misérias encontradas nesta existência material. Com essa rendição, ele não só será liberado de todas as misérias desta vida, mas acabará alcançando o Deus Supremo. 

Em sua posição constitucional, a entidade viva, representada por Arjuna, tem que agir conforme a ordem do Senhor Supremo. Ela precisa desenvolver autodisciplina. Diz-se que a verdadeira posição do ser vivo é prestar serviço ao Senhor Supremo eternamente. Esquecendo-se deste princípio, ele se condiciona à natureza material, mas servindo ao Senhor Supremo ele se torna o servo puro de Deus. Em sua posição constitucional, a entidade viva é um servo; ela tem que servir ou à Maya ilusória ou ao Senhor Supremo. Se presta serviço ao Senhor Supremo, ela está em sua condição normal, mas se preferir servir à energia ilusória e externa, então com certeza estará no cativeiro. Em ilusão, a entidade viva está servindo neste mundo material. Embora atada à sua luxúria e desejos, ela se julga o senhor do mundo. Isto se chama ilusão. Quando a pessoa se libera, sua ilusão acaba, e ela se rende voluntariamente ao Supremo para agir conforme os desejos dEle. A maior ilusão, a maior armadilha de Maya para apanhar a entidade viva, é propor que ela seja Deus. A entidade viva pensa que deixou de ser uma alma condicionada, que agora ela é Deus. Ela é tão sem inteligência que não pensa que, se fosse mesmo Deus, como poderia então estar com dúvidas? Ela não pondera isto. Portanto, esta é a última armadilha da ilusão. Na verdade, ficar livre da energia ilusória é entender Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, e concordar em agir segundo Sua ordem. 

De fato, o verdadeiro conhecimento é a compreensão de que cada ser vivo é um servo eterno do Senhor, mas em vez de aceitar esta posição, a entidade viva pensa que não é servo, mas que é o dono deste mundo material, pois ela quer assenhorear-se da natureza material. Esta é a sua ilusão. Esta ilusão pode ser eliminada pela misericórdia do Senhor ou pela misericórdia do devoto puro. Quando esta ilusão acaba, ela passa a agir em consciência de Krishna. 

Consciência de Krishna é agir segundo a ordem de Krishna. A alma condicionada, iludida pela energia material externa, não sabe que o Senhor Supremo é o senhor que é pleno em conhecimento e proprietário de tudo. Tudo o que Ele deseja Ele pode conceder a Seus devotos; Ele é amigo de todos e está especialmente inclinado a satisfazer Seu devoto. Ele é o controlador desta natureza material e de todas as entidades vivas. Ele é também o controlador do tempo inesgotável e é pleno em todas as opulências e todas as potências. A Suprema Personalidade de Deus pode até mesmo Se entregar ao devoto. Aquele que não O conhece está sob o encanto da ilusão e não se torna um devoto, tornando-se assim um servo de Maya.

Homem nenhum deve trabalhar em nada que não esteja relacionado com Krishna. Isto se chama Krishna-Karma. Ele pode ocupar-se em várias actividades, mas não deve apegar-se ao resultado de seu trabalho; o resultado deve ser entregue nas mãos de Krishna.

“A Suprema Personalidade de Deus é Krishna, que tem um corpo de eternidade, conhecimento e bem-aventurança. Ele não tem começo, pois Ele é o começo de tudo. Ele é a causa de todas as causas.”

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publicado por Lalanesha Dasa às 19:51

Janeiro 21 2015

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 Krishna diz:

O verdadeiro yogue Me observa em todos os seres e também vê todos os seres em Mim. De fato, a pessoa auto-realizada vê a Mim, o mesmíssimo Senhor Supremo, em toda a parte.

Um yogue consciente de Krishna enxerga com perfeição porque vê Krishna, o Supremo, situado no coração de todos como a Superalma. O yogue perfeito sabe que o Senhor é eternamente transcendental e não é afectado materialmente por Sua presença, quer num cachorro, quer num Monge. Esta é a neutralidade suprema do Senhor. A alma individual também está situada no coração individual, mas não está presente em todos os corações. Esta é a diferença entre a alma individual e a Superalma. Alguém que não está de fato praticando yoga não pode ver com tanta clareza. Quem é consciente de Krishna pode ver Krishna no coração do crente e do descrente. O Senhor, sendo a fonte de todos os seres, é como uma mãe ou o mantenedor. Assim como a mãe é neutra para com todas as crianças, o pai (ou mãe) o Supremo também age assim. Por conseguinte, a Superalma está em cada um dos seres vivos.

Externamente, também, cada ser vivo está situado na energia do Senhor.  A entidade viva, embora parte da energia superior, é condicionada à energia inferior; a entidade viva está sempre na energia do Senhor. Cada entidade viva está situada nEle de uma maneira ou de outra. 

O verdadeiro yogue, vê com igualdade porque vê que todas as entidades vivas, embora em diferentes situações conforme os resultados do trabalho fruitivo, permanecem servas do Senhor sob todas as circunstâncias. Enquanto está na energia material, a entidade viva serve os sentidos materiais; e ao passar para a energia Espiritual, ela presta ao Senhor Supremo serviço directo. Em ambos os casos, a entidade viva é serva do Senhor. Esta visão de igualdade condiz perfeitamente com uma pessoa em consciência de Krishna. 

Como Krishna mesmo afirma dizendo:

Para aquele que Me vê em toda a parte e vê tudo em Mim, Eu nunca estou perdido, nem ele estará jamais perdido para Mim.

Quem está em consciência de Krishna decerto vê o Senhor Krishna em toda a parte, e vê tudo em Krishna. Talvez se tenha a impressão de que ele vê todas as diversas manifestações da natureza material, mas em todo e qualquer caso, por ser consciente de Krishna, ele sabe que tudo é uma manifestação da energia de Krishna. Nada pode existir sem Krishna, e Krishna é o Senhor de tudo. Este é o princípio básico da consciência de Krishna. A consciência de Krishna é o desenvolvimento do amor a Krishna - uma posição transcendental até mesmo à liberação material. Nesta etapa da consciência de Krishna, que ultrapassa a auto-realização, o devoto torna-se uno com Krishna no sentido de que Krishna torna-Se tudo para o devoto e o devoto torna-se pleno porque ama Krishna. Existe então um relacionamento íntimo entre o Senhor e o devoto. Nesta fase, a entidade viva nunca pode ser aniquilada, nem a Personalidade de Deus jamais fica fora do campo visual do devoto. Fundir-se em Krishna é suicídio Espiritual. Um devoto consciente de Krishna, não corre esse risco porque ele sempre esta orando com a seguinte prece:

“Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, que é sempre visto pelo devoto cujos olhos estão untados com a polpa do amor. Ele é visto em Sua forma eterna de Shyamasundara, situado no coração do devoto.”

Nesta fase, o Senhor Krishna nunca desaparece da vista do devoto, tampouco o devoto jamais perde o Senhor de vista. O mesmo se aplica ao yogue que vê o Senhor como a Superalma dentro do coração. Esse yogue torna-se um devoto puro e não suporta viver um momento sem ver o Senhor dentro de si.

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publicado por Lalanesha Dasa às 19:51

Janeiro 17 2015

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 Krishna a Suprema Personalidade de Deus afirma dizendo:

Aqueles que conhecem o Espírito Supremo, alcançam este Supremo partindo do mundo durante a influência do deus do fogo, na luz, num momento auspicioso do dia, durante a quinzena da lua crescente ou durante os seis meses em que o Sol viaja pelo Norte.

Quando se mencionam o fogo, a luz, o dia e a quinzena da lua, deve-se compreender que presidindo todos eles há várias deidades que coordenam a passagem da alma. Se ela deixar o corpo no momento indicado acima, quer de maneira fortuita, quer programada, é possível que alcance este Espírito Supremo. Os místicos que são avançados na prática deyoga, podem determinar o tempo e o lugar para abandonar o corpo. Outros não têm esse controle. Mas se acontecer de partirem num momento auspicioso, então, eles não voltarão ao ciclo de nascimentos e mortes; caso contrário, há toda a possibilidade de que tenham que retornar. Todavia, o devoto em consciência de Krishna pura não teme retornar, mesmo que abandone o corpo num momento auspicioso ou inauspicioso, de maneira fortuita ou planejada.

Os devotos imaculados do Senhor Supremo, que são almas totalmente rendidas, não se preocupam em procurar qual é o momento ou método adequado para abandonarem o corpo. Eles deixam tudo nas mãos de Krishna e desse modo, felizes, facilmente retornam ao Supremo. Mas aqueles que não são devotos puros e que, muito pelo contrário, para obterem a percepção espiritual recorrem a métodos tais como karma-yoga, jnhãna-yogahatha-yoga, devem abandonar o corpo num momento conveniente e desse modo certificarem-se de que retornarão ou não ao mundo de nascimentos e mortes.

Se o yogue é perfeito, ele pode escolher o momento e a situação para deixar este mundo material. Mas se não tem tanta habilidade, seu sucesso depende do fato de que ele porventura morra em certa hora favorável. Os momentos apropriados em que a pessoa parte e não volta são explicados aqui pelo Senhor Krishna.

Em outro sentido, Krishna também afirma dizendo:

O místico que se vai deste mundo durante a fumaça, à noite, a quinzena da lua minguante ou os seis meses em que o Sol passa para o Sul, alcança o planeta Lua, mas acaba voltando ao tabernáculo material.

Kapila Muni um avatar e sendo uma das muitas encarnações de Krishna que viveu por aqui a milhares de anos, menciona que aqueles que vivem na Terra e são hábeis em atividades fruitivas e métodos sacrificatórios, ao morrerem, alcançam a Lua. Estas almas elevadas vivem na Lua por cerca de dez mil anos (conforme os cálculos dos semideuses) e gozam a vida bebendo soma-rasa. Porém acabam retornando à Terra. Isto significa que na Lua há classes de seres vivos mais elevados, embora não possam ser percebidos pelos sentidos grosseiros do homem comum.

Segundo a opinião védica, há duas circunstâncias em que se pode partir deste mundo - na luz e na escuridão. Quando parte na luz, a pessoa não volta; mas quando se vai na escuridão, ela retorna.

Porem, aqueles que desde tempos imemoriais são trabalhadores fruitivos e especuladores filosóficos vêm e vão constantemente. Na verdade , eles não alcançam a salvação última, pois nunca se rendem aos ensinamentos de Krishna.

E assim, Krishna mostra como se alcança a meta da vida humana numa simples e precisa afirmação:

Aquele que aceita o caminho do serviço devocional não se priva dos resultados obtidos por estudar os Vedas, executar sacrifícios, submeter-se a austeridades, dar caridade ou dedicar-se a atividades filosóficas e fruitivas. Pelo simples fato de executar serviço devocional, ele consegue tudo isto, e por fim alcança a eterna morada Suprema.

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publicado por Lalanesha Dasa às 13:05

Janeiro 15 2015

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 Quem experimentou a beleza do Supremo Senhor Krishna perde o gosto por coisas materiais mortas. Quando se é de fato consciente de Krishna, automaticamente perde-se o gosto por coisas insípidas.

O Senhor costuma tocar Sua flauta. Sua forma transcendental é a mais atraente de todos os mundos - Seus olhos são como pétalas de lótus, e a cor de Seu corpo lembra a cor das nuvens. Ele é tão atraente que Sua beleza excede a de milhares de cupidos. Enquanto esteve presente nesta Terra, Krishna manifestou todas essas seis opulências, plena força, plena fama, riqueza, conhecimento, beleza e renúncia. 

Como Krishna mesmo diz:

Nem a multidão de semideuses nem os grandes sábios conhecem Minha origem ou opulências, pois, sob todos os aspectos, Eu sou a fonte dos semideuses e dos sábios.

O Senhor Krishna é o Senhor Supremo. Ninguém é maior do que Ele, e Ele é a causa de todas as causas.  Nem mesmo os semideuses e os grandes sábios podem compreender Krishna; se eles não podem compreender Seu nome nem Sua personalidade, então, em que situação ficam os supostos eruditos deste minúsculo planeta? Ninguém pode entender por que este Deus Supremo vem à Terra como um ser humano comum e executa actividades tão maravilhosas e incomuns. Deve-se saber, então, que a erudição não é a qualificação necessária para se compreender Krishna. Mesmo os semideuses e os grandes sábios tentaram compreender Krishna por meio da especulação mental, mas fracassaram neste empreendimento. 

Tudo o que é feito sob a direcção de Krishna é transcendental e não se contamina com reacções materiais, que podem ser auspiciosas ou inauspiciosas. A concepção segundo a qual há coisas auspiciosas e inauspiciosas no mundo material é mais ou menos uma invenção mental porque não há nada auspicioso no mundo material. Tudo é inauspicioso porque a própria natureza material é inauspiciosa. Apenas imaginamos que algo é auspicioso. A verdadeira prosperidade depende de actividades que, em consciência de Krishna, são plenas em devoção e serviço. Portanto, se realmente quisermos que nossas actividades sejam auspiciosas, então devemos trabalhar sob as instruções do Senhor Supremo.

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publicado por Lalanesha Dasa às 21:19

Janeiro 13 2015

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 Todo aquele que, através da boa associação, pode ver três elementos combinados - o corpo, o proprietário do corpo (ou a alma individual) e o amigo da alma individual - tem verdadeiro conhecimento. Quem não se associa com um verdadeiro conhecedor de assuntos Espirituais não pode ver estes três elementos. Aqueles que não cultivam esta associação são ignorantes; eles apenas vêem o corpo, e pensam que, quando o corpo é destruído, tudo se acaba. Mas não é esta a verdade dos fatos. Após a destruição do corpo, a alma e a Superalma continuam existindo, e elas perduram eternamente em muitíssimas outras formas móveis e imóveis. A  alma é o senhor do corpo e, após a destruição do corpo, ela se transfere para outra forma. Nesse aspecto, ela é Senhor. Alguém que pode ver e compreender dessa maneira, pode ver de fato o que está acontecendo.

Assim como o ar transporta os aromas, a entidade viva no mundo material leva de um corpo para outro suas diferentes concepções de vida. Com isso, ela aceita uma espécie de corpo e ao abandoná-lo volta a aceitar outro.

A entidade viva, ao aceitar sua existência material, situou-se numa posição que não é igual à sua existência Espiritual. Mas se alguém entende que, sob Sua manifestação da Super-Alma, o Supremo está situado em toda a parte, isto é, se ele pode ver a presença da Suprema Personalidade de Deus em cada entidade viva, ele não se deixa arrastar por uma mentalidade destrutiva, e portanto, pouco a pouco avança em direção ao mundo Espiritual. De um modo geral, a mente está apegada a processos para o prazer dos sentidos; mas quando a mente se volta para a Superalma, avança-se em compreensão Espiritual.

Quem pode ver que todas as actividades são executadas pelo corpo, que é uma criação da natureza material, e vê que o eu nada faz, vê de verdade.

Este corpo é feito pela natureza material sob a direcção da Superalma, e ninguém causa as actividades que acontecem com relação ao seu corpo. Tudo o que se faz, seja por felicidade, seja por sofrimento, ele o faz devido à sua constituição corpórea. O eu, porém, está alheio a todas estas actividades corpóreas. Recebe-se este corpo de acordo com os desejos passados. Recebe-se um corpo e, agindo em harmonia com sua constituição física, procura-se satisfazer os desejos. Falando de maneira prática, o corpo é uma máquina projectada pelo Senhor Supremo que serve para satisfazer desejos. Devido a estes desejos, a pessoa passa por circunstâncias difíceis, ora sofrendo ora desfrutando. Quando desenvolve esta visão transcendental, a entidade viva não se identifica com as actividades corpóreas. Quem tem essa visão é um verdadeiro vidente.

Quando alguém pode ver que os vários corpos das entidades vivas surgem devido aos diferentes desejos da alma individual e não pertencem de fato à alma em si, ele vê de verdade. Na concepção de vida material, achamos que alguém é um semideus, um ser humano, um cachorro, um gato, etc. Esta visão é material, mas não é a visão real. Esta diferenciação material deve-se a uma concepção de vida material. Após a destruição do corpo material, a alma espiritual é a mesma. A alma espiritual, devido ao contacto com a natureza material, adquire diferentes tipos de corpos. Quando alguém pode ver isto, atinge a visão Espiritual; libertando-se assim de diferenciações, tais como homem, animal, grande, baixo, etc., ele purifica sua consciência e, em sua identidade Espiritual, capacita-se a desenvolver a consciência de Krishna.

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publicado por Lalanesha Dasa às 20:28

Janeiro 10 2015

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 Krishna diz:

Ocupando a mente sempre pensando em Mim, e tornando-se Meu devoto, oferecendo-Me reverências e Me adorando. E estando absorto por completo em Mim, com certeza essa pessoa virá até Mim.

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Krishna a Suprema Personalidade de Deus, indica claramente em Sua afirmação, que a consciência de Krishna é o único meio de alguém se libertar das garras deste mundo material contaminadoDevemos pensar em Krishna com amor devocional. Isto é bhakti yoga. Deve-se cultivar continuamente o conhecimento acerca de Krishna. O que é este cultivo favorável? Ele consiste em se aprender com um mestre Espiritual autêntico, que mostra a verdade ultima da vida sem destorcer os ensinamentos deixados por seus antecessores na linha devocional. Krishna é a Suprema Personalidade de Deus, e explica-se isso inúmeras vezes, que Seu corpo não é material, mas é cheio de conhecimento eterno e bem-aventurado. Este tipo de conversa sobre Krishna ajudará a pessoa a tornar-se um devoto. Aceitar outra compreensão acerca de Krishna, recorrendo à fonte errada, acabará sendo inútil.

Devemos, portanto, ocupar nossa mente na forma eterna, na forma primordial de Krishna; tendo no coração a convicção de que Krishna é o Supremo, quer devemos prestar adoração. Quem se entrega a esta prática, deve oferecer respeitosas reverências a Krishna. Deve curvar a cabeça diante da Deidade de Krishna, e deve ocupar sua mente, seu corpo, e todas as suas actividades. Com isto, a pessoa ou o devoto, não se desviará de sua absorção em Krishna. Isto o ajudará a transferir-se ao mundo Espiritual o reino de Deus. A pessoa não deve se deixar desviar por ditos comentadores inescrupulosos que aceitam Krishna de forma gratuita. Ela deve ocupar-se nos nove diferentes processos do serviço devocional, começando com ouvir e cantar sobre Krishna. O serviço devocional puro é a conquista máxima da sociedade humana. 

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Krishna ainda diz que, embora ocupado em todas as espécies de actividades, Meu devoto puro, sob Minha protecção, alcança por Minha graça a morada eterna e imperecível.

Em todas as atividades conte apenas comigo e sempre trabalhe sob Minha proteção. Nesse serviço devocional, seja plenamente consciente de Mim.

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Aquele que esta sob a protecção directa de Krishna, certamente é o mais afortunado, pois estar sob a protecção directa do Senhor Supremo significa, livrar-se da contaminação material, pois aquele que esta sob essa protecção, age sob a direcção do Senhor Supremo ou de Seu representante, o mestre Espiritual autentico. Não há limitação de tempo para tal pessoa . Vinte e quatro horas por dia, ela sempre está cem por cento ocupada em actividades sob a direcção do Senhor Supremo. Para o devoto que adota essa ocupação em consciência de Krishna o Senhor é muito, muito bondoso. Apesar de todas as dificuldades, ele acaba alcançando a morada transcendental, onde sua entrada está garantida; e quanto a isso não há dúvida. Nessa morada Suprema, não há mudanças; tudo é eterno, imperecível e pleno de conhecimento.

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publicado por Lalanesha Dasa às 14:14

Janeiro 06 2015

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 Para alguém cuja mente é desenfreada, a auto-realização é tarefa difícil. Mas aquele cuja mente é controlada e que se empenha com meios apropriados com certeza terá sucesso.

A Suprema Personalidade de Deus declara que aquele que não aceita o tratamento adequado para que a mente afaste-se da ocupação material terá muita dificuldade em obter sucesso na auto-realização. Quem tenta praticar yoga enquanto ocupa a mente no prazer material é como alguém que tenta acender uma fogueira enquanto joga água nela. A prática de yoga sem controle da mente é perda de tempo. Esta exibição de yoga talvez dê algum lucro material, mas é inútil no que tange à realização espiritual. Portanto, deve-se controlar a mente ocupando-a sempre no serviço transcendental amoroso do Senhor. Quem não se ocupa em consciência de Krishna não pode controlar a mente com firmeza. Uma pessoa consciente de Krishna facilmente consegue o resultado da prática de yoga sem que, para isso, precise dedicar-se a algum outro empreendimento, mas um praticante de yoga não pode obter sucesso sem tornar-se consciente de Krishna.

O princípio básico da auto-realização é o conhecimento de que a entidade viva não é este corpo material, mas é diferente dele, e sua felicidade está ligada à vida eterna, à bem-aventurança e ao conhecimento, que são transcendentais, acima do corpo e da mente.  Para progredir, existem dois caminhos. Aqueles que são materialistas não se interessam pela transcendência; portanto, eles estão mais interessados em progresso material por meio do desenvolvimento econômico, ou em promoção aos planetas superiores por meio de obras apropriadas. Quando adota o caminho da transcendência, a pessoa deve cessar todas as actividades materiais e sacrificar todas as formas da aparente felicidade material. Se o aspirante a transcendentalista fracassa, então, tem-se a impressão de que ele sofre duas perdas; em outras palavras, ele não pode gozar de felicidade material nem de sucesso Espiritual. Ele não tem posição; ele é como uma nuvem destroçada. No céu, às vezes uma nuvem pequena se desvia e junta-se a uma grande. Mas se ela não consegue juntar-se a uma grande, então, é soprada pelo vento e flutua ao léu no vasto firmamento. O Senhor Krishna é a mais completa manifestação da Suprema Verdade Absoluta, e portanto alguém que esteja rendido à Pessoa Suprema é um transcendentalista bem-sucedido.

“Se alguém abandona todas as perspectivas materiais e se refugia por completo na Suprema Personalidade de Deus, ele não sofrerá nenhum tipo de perda ou degradação. Por outro lado, embora se ocupe plenamente em seus deveres ocupacionais, o não-devoto pode acabar não ganhando nada.”

Há muitas actividades, tanto aquelas relatadas nas escrituras quanto as costumeiras, que propiciam um bom desempenho material. Supõe-se que um transcendentalista abandone todas as actividades materiais e prefira o progresso na vida Espiritual, na consciência de Krishna. Talvez argumente-se que através da consciência de Krishna, o devoto desenvolvendo-a por completo, possa conseguir a perfeição mais elevada, mas se ele não atinge esta etapa de perfeição, então, perde tanto material quanto Espiritualmente. Consta nas escrituras que todos têm que sofrer a reacção decorrente do fato de não executarem os deveres prescritos; portanto, alguém que deixe de executar adequadamente as actividades transcendentais sujeita-se a estas reacções. Krishna garante que o transcendentalista malsucedido não precisa preocupar-se. Embora ele possa se sujeitar à reacção por não executar perfeitamente os deveres prescritos, mesmo assim, ele não sai perdendo, porque a auspiciosa consciência de Krishna nunca é esquecida, e alguém envolvido nesta ocupação, continuará a executá-la, mesmo que na próxima vida tenha um nascimento inferior. Por outro lado, quem simplesmente segue à risca os deveres prescritos não alcança necessariamente resultados auspiciosos se lhe está faltando consciência de Krishna. O significado pode ser entendido da seguinte maneira: pode-se dividir a humanidade em duas secções, a saber, as pessoas reguladas e as não-reguladas. Aqueles que só se ocupam em gozos sensoriais animalescos, sem conhecimento sobre sua próxima vida ou sobre a salvação espiritual, pertencem à secção não-regulada. E aqueles que seguem princípios, conhecendo os deveres prescritos nas escrituras, incluem-se na secção regulada. A secção não-regulada, tanto civilizada quanto incivilizada, instruída e não-instruída, forte e fraca, está cheia de propensões animalescas. Suas actividades nunca são auspiciosas, porque, enquanto gozam das propensões animais, ou seja, comer, dormir, defender-se e acasalar-se, estas pessoas permanecem perpetuamente na existência material, que é sempre miserável. Por outro lado, aqueles que são regulados pelos preceitos das escrituras e que assim aos poucos elevam-se à consciência de Krishna, com certeza progridem na vida. Aqueles que seguem o caminho da prosperidade podem dividir-se em três secções, que são: (1) os seguidores das regras e regulações das escrituras que estão gozando prosperidade material; (2) aqueles que estão tentando encontrar a maneira de liberar-se definitivamente da existência material; e (3) aqueles que são devotos em consciência de Krishna. Continuando, aqueles que seguem as regras e regulações das escrituras em troca de felicidade material podem ser divididos em duas classes: os que são trabalhadores fruitivos e os que não desejam desfrutar de gozo dos sentidos. Aqueles que estão buscando resultados fruitivos que lhes propiciem gozo dos sentidos, podem elevar-se a um padrão de vida mais elevado - podendo até ser admitidos nos planetas superiores - mas mesmo assim, porque não estão livres da existência material, não seguem o caminho verdadeiramente auspicioso. As únicas actividades auspiciosas são as que nos levam à liberação. Nenhuma actividade que não vise à auto-realização última ou não nos libere do conceito de vida corpórea material não é nada auspiciosa. A actividade em consciência de Krishna é a única actividade auspiciosa, e qualquer um que voluntariamente aceite todos os incômodos físicos para progredir no caminho da consciência de Krishna pode chamar-se um transcendentalista perfeito que se submete a rigorosas austeridades. E porque o sistema óctuplo de yoga presta-se a que se compreenda definitivamente a consciência de Krishna, essa prática também é auspiciosa, e alguém que esteja se empenhando a fundo nesse empreendimento não precisa temer a degradação.

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publicado por Lalanesha Dasa às 20:44

Dezembro 27 2014

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 Aqui Arjuna pergunta quem é o verdadeiro Senhor do yajnhã (sacrifício) e como o Senhor reside dentro do corpo da entidade viva.

Arjuna dirige-se ao Senhor como Madhusudana porque uma vez Krshna matou um demônio chamado Madhu. Na verdade, estas perguntas, que denotam dúvidas, não deviam ter surgido na mente de Arjuna, porque Arjuna é um devoto consciente de Krishna. Portanto, estas dúvidas são como demônios. Como Krishna é tão hábil em matar demônios, Arjuna aqui O chama de Madhusudana para que Ele possa matar as dúvidas demoníacas que surgiram em sua mente.  

Arjuna está ansioso em saber sobre os que sempre se ocupam em consciência de Krishna. Qual deve ser a posição deles naquele momento final? Na hora da morte, todas as funções corpóreas entram em desordem, e a mente não está numa condição apropriada. Perturbada por essa situação do corpo, a pessoa talvez não consiga lembrar-se do Senhor Supremo.

Um grande devoto do Senhor ora da seguinte maneira: 

“Meu querido Senhor, agora mesmo estou bem saudável, e é melhor que eu morra imediatamente para que o cisne de minha mente possa embrenhar-se no caule de Seus pés de lótus”. -Usa-se essa metáfora porque o cisne, uma ave aquática, tem prazer em enfiar-se pelas flores de lótus; ao divertir-se, ele procura enfiar-se na flor de lótus.- “Agora minha mente está tranquila e estou bem de saúde. Se eu morrer agora mesmo, pensando em Seus pés de lótus, então, tenho certeza de que desempenharei com perfeição o Seu serviço devocional. Mas se tiver de esperar por minha morte natural, então, não sei o que acontecerá, porque naquele momento as funções corpóreas estarão em desordem, minha garganta ficará sufocada, e não sei se serei capaz de cantar Seu nome. É melhor que eu morra imediatamente”.

Por isso Arjuna pergunta como alguém pode fixar sua mente nos pés de lótus de Krishna em tal momento. 

A Suprema Personalidade de Deus disse:

A entidade viva transcendental e indestrutível chama-se Espírito Supremo ou Brahman, e sua natureza eterna chama-se adhyatma, ou o Eu. A acção que desencadeia o desenvolvimento dos corpos materiais das entidades vivas chama-se karma, ou actividades fruitivas.

O Brahman ou o Espírito Supremo é indestrutível e eternamente existente, e sua constituição não muda em tempo algum. Mas além do Brahman há o Parabrahman. Brahman refere-se à entidade viva, e Parabrahman refere-se à Suprema Personalidade de Deus. A posição constitucional da entidade viva é diferente da posição que ela assume no mundo material. Em consciência material, sua natureza é tentar ser o dono da matéria, mas em consciência espiritual, consciência de Krishna, sua posição é servir ao Supremo. Quando está em consciência material, a entidade viva tem que aceitar vários corpos no mundo material. Isto se chama karma, ou as várias criações produzidas pela força da consciência material.

Os textos védicos chamam o ser vivo de jivatma e Brahman, mas nunca de Parabrahman. Este ser vivo (jivatma) aceita diferentes posições — às vezes mergulha na obscura natureza material e identifica-se com a matéria, e às vezes identifica-se com a natureza superior, espiritual. Por isso, ele se chama a energia marginal do Senhor Supremo. Segundo sua identificação com a natureza material ou espiritual, ele recebe um corpo material ou espiritual. Na natureza material, ele pode aceitar um corpo em qualquer uma dos oito milhões e quatrocentas mil espécies de vida, mas na natureza espiritual ele tem somente um corpo. Na natureza material, conforme seu karma, ele às vezes manifesta-se como homem, semideus, animal, fera, ave, etc. Para alcançar os planetas celestiais materiais e gozar as condições propícias por eles oferecidas, ele às vezes executa sacrifícios (yajnhã), mas expirado o prazo, volta à Terra sob a forma de ser humano. Este processo chama-se karma.

Nas escrituras sagradas dos Vedas descreve-se o processo sacrificatório védico da seguinte maneira: No altar de sacrifício, cinco tipos de oferendas são feitas em cinco tipos de fogo. Entende-se que os cinco tipos de fogo são os planetas celestiais, as nuvens, a Terra, o homem e a mulher; e os cinco tipos de oferendas sacrificatórias são a fé, o desfrutador na Lua, a chuva, os cereais e o sêmen.

No processo de sacrifício, o ser vivo faz sacrifícios específicos para alcançar planetas celestiais específicos e por conseguinte os alcança. Quando se esgota o mérito concedido pelo sacrifício, ele desce à Terra sob a forma de chuva, então assume a forma de grãos, e os grãos são comidos pelo homem e transformados em sêmen, que fecunda a mulher, e assim este ser vivo volta a alcançar a forma humana para executar sacrifício e então repetir o mesmo ciclo.

A natureza física está sempre mudando. Em geral, os corpos materiais passam por seis etapas: eles nascem, crescem, duram algum tempo, produzem alguns subprodutos, definham e então desaparecem. Esta natureza física, que se chama adhibhuta, é criada a certo ponto e será aniquilada a certo ponto. A constituição da forma universal do Senhor Supremo, que inclui todos os semideuses e seus diferentes planetas, chama-seadhidaivata. E presente no corpo junto com a alma individual está a Superalma, uma representação plenária do Senhor Kṛṣṇa. A Superalma, que Se chama Paramātmā ou adhiyajnhã, situa-Se no coração. A Superalma, a Suprema Personalidade de Deus, situada ao lado da alma individual, testemunha as atividades da alma individual e é a fonte das várias categorias de consciência da alma. A Superalma dá à alma individual a oportunidade para agir livremente e testemunha suas atividades. As funções de todas essas diferentes manifestações do Senhor Supremo tornam-se automaticamente claras para o devoto em consciência de Krishna pura, ocupado no serviço transcendental ao Senhor. O neófito, que não pode se aproximar da manifestação do Senhor Supremo como Superalma, fixa sua mente na gigantesca forma universal do Senhor, chamada adhidaivata. Ao neófito é aconselhado contemplar a forma universal, cujas pernas são consideradas os planetas inferiores, cujos olhos são considerados o Sol e a Lua, e cuja cabeça é considerada o sistema planetário superior.

Dessa maneira, ele vai e vem perpetuamente no caminho material. Entretanto, quem é consciente de Krishna evita esses sacrifícios. Ele adota directamente a consciência de Krishna e desse modo prepara-se para retornar ao Supremo.

Deve-se meditar na Pessoa Suprema como aquele que sabe tudo, como aquele que é o mais velho, que é o controlador, que é o menor dos menores, que é o mantenedor de tudo, que está além de toda a concepção material, que é inconcebível e que é sempre uma pessoa. Ele é luminoso como o Sol e é transcendental, situado além desta natureza material.

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publicado por Lalanesha Dasa às 16:09

Dezembro 26 2014

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Krishna nos intrui dizendo: 

Se uma pessoa não pode praticar as regulações que fazem parte da bhakti-yoga, então, que simplesmente tente trabalhar para Mim. Porque, trabalhando para Mim, a pessoa chegará à fase perfeita de Amor a Deus.

Ninguém pode ser feliz só por renunciar a todas as atividades sem se ocupar no serviço devocional ao Senhor. Mas quem é introspectivo, e que se ocupa no serviço devocional, pode alcançar o Supremo sem demora.

Quando alguém age em consciência de Krishna para a satisfação dos sentidos de Krishna, qualquer ação, do corpo, da mente, da inteligência ou mesmo dos sentidos, é purificada da contaminação material. Não há reações materiais decorrentes das atividades de uma pessoa consciente de Krishna. Portanto, as atividades purificadas, podem ser facilmente executadas quando se age em consciência de Krishna.

 “Quem age em consciência de Krishna (ou, em outras palavras, no serviço de Krishna) com o corpo, mente, inteligência e palavras é liberado, mesmo enquanto vive dentro do mundo material, embora possa ocupar-se em muitas atividades aparentemente materiais.” Ele não tem falso ego, pois não acredita ser este corpo material, nem se julga proprietário do corpo. Ele sabe que não é este corpo e que este corpo não lhe pertence. Ele pertence a Krishna, e o corpo também pertence a Krishna. Quando aplica tudo o que é produzido pelo corpo, mente, inteligência, palavras, vida, riqueza, etc. - tudo o que acaso tenha em sua posse - no serviço a Krishna, ele imediatamente se harmoniza com Krishna. Ele é uno com Krishna e é desprovido do falso ego que leva alguém a acreditar que é o corpo, etc. Este é o estágio perfeito da consciência de Krishna.

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publicado por Lalanesha Dasa às 14:48

Ofereço respeitosas reverências a meu mestre espiritual que, com o archote do conhecimento, abriu meus olhos que estavam cegos por causa da ignorância!
Todos nós seres vivos, somos almas espirituais eternas, e, em contato com o mundo material, cada alma torna-se corporificada em um tipo de corpo particular, entre as 8.400.000 espécies de vida do universo material; Segundo a literatura Védica ...
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