*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Agosto 26 2011
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O Senhor Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, encontra-se em cada ser vivo juntamente com a alma individual. E podemos perceber este fato e admitir a hipótese dele por nossos atos de ver e tomar o auxílio da inteligência.

 
  O argumento colocado geralmente pelo homem comum é que já que Deus não é visívil a nossos olhos, como podemos nos render a Ele ou Lhe prestar serviço transcendental amoroso ou obedecer Suas ordens? O mestre espiritual autentico dá aqui uma sujestão prática a tal homem comum em relação a como pode uma pessoa perceber o Senhor Supremo por intermédio da razão e da percepção. Na realidade, não é possível que percebamos o Senhor com nossos sentidos materializados atuais; mas quando uma pessoa se convence da presença do Senhor por intermédio de uma atitude prática de serviço, dá-se uma revelação pela misericórdia do Senhor, e tal pessoa é capaz de perceber a presença do Senhor sempre e em toda a parte. Ela é capaz de perceber que a inteligência é a forma-direção da porção plenária da Personalidade de Deus. Mesmo para o homem comum, não é muito difícil realizar que esta porção plenária do Senhor como a Superalma, está presente acompanhando todo o ser vivo móvel ou imóvel. Deve-se proceder da seguinte maneira. Uma pessoa pode perceber sua auto-indentificação e sentir positivamente que existe. Pode ser que ela não sinta isto muito abrutamente, mas se usar um pouco de inteligência, ela poderá sentir que não é o corpo. Ela poderá sentir que não é a mão, a perna, a cabeça, o cabelo e os membros são todos partes integrantes do corpo dela, mas como tal ela não poderá indentificar a mão, a perna, a cabeça etc. com o eu dela. Assim, se simplesmente usamos a inteligência, podemos distinguir e separar o nosso eu de outras coisas que vemos. Portanto, a conclusão natural é que o ser vivo, seja ele móvel ou imóvel, é aquele que vê, sendo que além de si próprio ele vê todas as outras coisas. De forma que há uma pequena diferença entre aquele que vê e o que se vê. Então, se usamos um pouco de inteligência podemos também concordar prontamente que o ser vivo que por intermédio da visão comum vê as coisas que estão além de si próprio, não tem poder para ver nem para se mover independentemente.Todas as nossas ações e percepções ordinárias dependem de diversas formas de energia que a natureza nos fornece com combinações variadas. Nossos sentidos de percepção e de ação_ isto é, nossos cinco sentidos perceptivos (1) de audição, (2) de tato, (3) de visão,(4) de paladar,(5)  de olfato, como também nossos cinco sentidos de ação, a saber: (1) as mãos, (2) as pernas, (3) a fala, (4) os órgãos de evacuação e (5) os órgãos reprodutores, e também nossos três sentidos sutis, a saber: (1) a mente, (2) a inteligência, (3) o ego (ao todo treze sentidos_são-nos fornecidos por intemédio de diversos arranjos de formas grosseiras ou sutis de energia natural.E é igualmente evidente que nossos objetos de percepção nada mais são do que os produtos de permutações e combinações inexauríveis das formas que a energia natural assume. Visto que isto prova convicentememte que o ser vivo comum não tem nenhum poder independente de percepção ou de movimento, e visto que nós sentimos que sem dúvida nossa existência é condicionada pela energia da natureza, concluímos que aquele que vê é espírito, e que os sentidos como também os objetos de percepção são materias. A qualidade espiritual daquele que vê se manifesta através de nosso descontentamento com o estado limitado da existência materialmente condicionada. Esta é a diferença entre espírito e matéria. Há alguns argumentos pouco inteligentes de que a matéria desenvolve o poder de ver e de se mover como um determinado desenvolvimento orgânico, mas não se pode aceitar tal argumento porque não há prova experimental de que a matéria tenha produzido uma entidade viva em alguma parte. O homem não pode confiar no futuro por mais promissor que possa ser. As conferências cientificas de especulação com respeito ao fato de que a matéria se desenvolve mais tarde em espírito são na realidade disparatadas porque jamais houve alguma matéria que tivesse desenvolvido o poder de ver ou se mover em alguma parte do mundo. Portanto, fica claro que a matéria e o espírito são duas indentidades diferentes, e a esta conclusão nós tiramos usando a inteligência. Agora chegamos ao ponto em que as coisas que vemos usando um pouco de inteligência não podem ser animadas a menos que aceitemos que alguém faz uso da inteligência ou a orienta. A inteligência nos orienta tal qual uma autoridade superior, e o ser vivo não pode ver nem se mover nem comer nem fazer coisa alguma sem uso da inteligência. Quando uma pessoa não consegue tirar partido da inteligência, ela se torna uma pessao transtornada, de modo que um ser vivo depende da inteligência ou da orientação d e um ser superior.Tal inteligência é toda-penetrante. Todo o ser vivo tem sua inteligência, e como esta inteligência vem a ser a orientação de alguma autoridade superior, ela é comparada com um pai que orienta o filho. A autoridade superior que está presente e reside dentro do ser vivo individual, é o Supereu.

  Neste ponto de nossa investigação, podemos considerar a seguinte questão: embora por um lado compreendamos que todas as nossas pecepções e atividades são condicionadas por arranjos da natureza material, habitualmente também sentimos a dizemos: "eu percebo" ou "eu faço". Logo, podemos dizer que nossos sentidos materias de percepção e de ação se movem porque estamos identificando o eu com o corpo material, e que o princípio superior do Supereu está nos orientando e nos suprindo de acordo com nosso desejo. Se tirarmos partido da orientação que o Supereu nos dá forma de inteligência, poderemos ou continuar a estudar e a pôr em prática a conclusão a que chegamos de que "eu não sou este corpo", ou poderemos optar por permanecer nos identificando falsamente com a matéria, imaginando que somos os possuidores e os fazedores de energia. Nossa liberdade consiste em orientar nossos desejos quer para a ignorante concepção errônea material, quer para a concepção espiritual verdadeira. Poderemos atingir facilmente a concepção espiritual verdadeira se reconhecermos que o Supereu é nosso amigo e guia e se encaixarmos nossa inteligência na inteligência superior da Superalma. O Supereu e o eu individual são ambos espirituais, e de tal modo o Supereu e o eu individual são ambos qualitativamente indênticos à matéria e distintos dela. Mas não é possível que o Supereu e o eu individual estejam no mesmo nível porque o Supereu orienta ou fornece inteligência, enquanto que o eu individual obedece às instruções, e deste modo as ações são devidamente executadas.O eu individual depende completamente da orientação do Supereu porque a cada passo o eu individual obedece à instrução do Supereu no que diz respeito ao ver, ouvir, pensar, sentir, desejar etc. Quanto ao senso comum, chegamos à conclusão de que existem três indentidades, a saber: a matéria, o espírito e o Superespírito. Agora, se nos dirigimos ao Bhagavd-Gita, ou a inteligência védica, poderemos compreender ainda que todas as três identidades, a saber: a matéria, o espírito individual e o Superespírito, dependem da Suprema Personalidade de Deus. O Supereu é uma representação parcial ou porção plenária da Suprema Personalidade de Deus. O Bhagavad-Gita afirma que a Suprema Personalidade de Deus domina todo o mundo material por intemédio de Sua representação parcial unicamente. Deus é grande, e portanto não pode ser um mero fornecedor de encomendas dos "eus" individuais; assim, o Supereu não pode ser uma representação completa do Eu Supremo, a Suprema Personalidade de Deus Absoluta. O eu individual começa a auto-realização realizando o Supereu, e com o progresso de tal auto-realização ele é capaz de realizar a Suprema Personalidade de Deus com a inteligência, com a ajuda de escrituras autorizadas e, sobretudo, pela graça do Senhor. O Bhagavad-Gita é a concepção preliminar do Senhor Krishna, a Suprema Personalidade de Deus. E similarmente na literatura védica existem complementos escriturais para suplementar a ciência de Deus. Portanto, se nos mantemos fiéis a nossa determinação e oramos pela misericórdia do diretor da inteligência que está situado dentro da mesma árvore de nosso corpo, certamente  o significado das informações reveladas nos Vedas (escrituras sagradas) torna-se claro diante de nossa visão, e então não temos dificuldade em realizar a Suprema Personalidade de Deus. O homem inteligente, portanto, após muitos nascimentos usando a inteligência de tal modo, rende-se aos pés do Senhor, como se afirma no Bhagavad-Gita como Ele É (capítulo 7, verso 19). 

Após muitos nascimentos e mortes, aquele que tem verdadeiro conhecimento rende-se a Mim, sabendo que sou a causa de todas as causas e de tudo que existe. É muito raro encontrar semelhante grande alma.

~~**"MANTRA""TRANSCENDENTAL"**~~

~~HARE KRISHNA HARE KRISHNA KRISHNA KRISHNA HARE HARE~~ 
~~HARE RAMA HARE RAMA 
RAMA RAMA HARE HARE~~
 

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publicado por Lalanesha Dasa às 19:01

Agosto 04 2011

   A Yoga visa a controlar os sentidos. Pela prática do processo místico de exercícios corporais de sentar, pensar, sentir, querer, concentrar-se, meditar e, finalmente, mergulhar na transcendência, pode-se controlar os sentidos. Os sentidos são considerados como serpentes venenosas, e o sistema de Yoga destina-se a controlá-los. Por outro lado, os grandes mestres no místicismo, recomendam outro método para controlar os sentidos: ocupá-los no trancendental serviço amoroso a Personalidade de Deus. Através de sua experiência eles dizem que o serviço devocional ao Senhor é mais eficiente e prático que o sistema de controlar os sentidos artificialmente. No serviço ao Senhor, os sentidos são ocupados transcendentalmente. Assim não há possibilidade que se ocupem no gozo dos sentidos. Mas por outro lado os sentidos precisam de ulguma ocupação. E restringi-los artificialmente não é restringi-los por completo, porque tão logo haja alguma oportunidade para o desfrute, os sentidos semelhantes a sepentes certamente se aproveitarão disso. Há muitos exemplos disso na história, de muitos grandes Yogis tornarem-se vítimas por praticarem artificialmente este sistema de Yoga.

   Toda a idéia é que sem serviço devocional ao Senhor, nem o sistema de Yoga, nem a especulação filosófica podem jamais tornar-se exitosos. O serviço devocional puro ao Senhor, sem estar manchado com trabalho direcionado aos bem estar do corpo, da Yoga mística ou filosofia especulativa onde se visa compreender a razão do corpo material, é o principal meio de procedimento para se alcançar  auto-realização espiritual. Tal serviço devocional puro é de natureza transcendental, e os sistemas de Yoga são subordinados àquele processo. Quando o serviço devocional transcendental é misturado com um processo subordinado, ele deixa de ser transcendental, passando a ser chamado de serviço misto.

  Todo o ser vivo está ancioso por completa liberdade porque esta é sua natureza transcendental. E essa liberdade só é obtida através do transcendental serviço amoroso ao Senhor. Iludidos pela energia externa do bem estar fisico, todos pensam que são livres, mas na verdade estão sujeitos às leis da natureza. Uma alma condicionada, não pode movimentar-se livrememte de um lugar a outro, mesmo nesta Terra, para não falar de um planeta a outro. Mas uma alma totalmente livre, que esta sempre ocupada em louvar as glórias do Senhor, é livre para movimentar-se não apenas na Terra, como também em qualquer parte do universo, bem como em qualquer parte do céu espiritual. Podemos apenas imaginar a extensão e infinitude de sua liberdade, que é como a do Senhor Supremo. Não há razão ou obrigação para suas viagens, e ninguém pode impedi-lo de se movimentar livremente. De modo semelhante, o sistema transcendental do serviço devocional também é livre. Ele pode ou não desenvolver-se em uma pessoa particular, mesmo depois que ela se submeta a todas as minuciosas fómulas. Alguém pode ter a fortuna de tê-la, ou pode não tê-la mesmo após milhares de esforços. Portanto, em todas as esferas do serviço devocional, a liberdade é o pivô principal. Sem liberdade não há execução de serviço devocional. A liberdade rendida ao Senhor não significa que a pessoa torna-se dependente sob todos os aspectos. Render-se ao Senhor através do meio transparente do mestre espiritual é alcançar a completa liberdade da vida.

~**"MANTRA""TRANSCENDENTAL"**~~

~~HARE KRISHNA HARE KRISHNA KRISHNA KRISHNA HARE HARE~~
~~HARE RAMA HARE RAMA
RAMA RAMA HARE HARE~~

publicado por Lalanesha Dasa às 21:12

Agosto 03 2011

 

  Um ser vivo não pode estar vazio de desejos. Ele não é uma pedra inanimada. Ele tem de estar trabalhando, pensando, sentindo e querendo. Mas quando ele pensa, sente e quer materialmente, torna-se enredado; e, inversamente, quando pensa, sente e quer para o serviço ao Senhor livra-se gradualmente de todos os enredamentos. Quanto mais uma pessoa se ocupa no transcendental serviço amoroso ao Senhor, mais adquire anseio por esse serviço. Esta é a natureza transcendental de serviço divino. O serviço material traz saciedade, enquanto  o serviço espiritual ao Senhor não traz saciedade, nem tem fim. Podemos continuar aumentando nossos anseios pelo transcendental serviço amoroso ao Senhor, e todavia não encontramos saciedade, nem fim. Através do serviço intenso ao Senhor, podemos experimentar a presença do Senhor transcendentalmente. Portanto, ver o Senhor  significa estar ocupado em Seu serviço, porque Seu serviço e Sua pessoa são idênticos. Uma pessoa que esteja no caminho do amor a Deus, deve continuar com seu serviço sincero ao Senhor. O Senhor dará orientação adequada sobre como e onde isso deve ser feito.

  O conceito da verdade Absoluta significa prestar serviço à Absoluta Personalidade de Deus. Um neófito não tem capacidade de aproximar-se da Absoluta Personalidade de Deus mediante seus sentidos materiais imperfeitos; portanto, sob a orientação do mestre espiritual, ele é treinado no transcendental serviço ao Senhor. E por tal treinamento, mesmo por uns poucos dias, o neófito obtém inteligência nesse serviço transcendental, que o leva finalmente a escapar da habitação perpétua nos mundos materiais e a ser promovida ao mundo transcendental, para tornar-se um dos companheiros liberados do Senhor no reino de Deus.

  O serviço devocional prestado à Personalidade de Deus nunca é em vão. Uma vez que a Personalidade de Deus é eterna, a inteligência aplicada em Seu serviço ou qualquer coisa feita em relação a Ele também é permanente. No ( Bhagavad-Gita como Ele É ) se diz que esse serviço transcendental prestado à Personalidade de Deus acumula-se nascimento após nascimento, e serviço total somado o faz elegível a entrar na associação da Personalidade de Deus. Tal acúmulo de serviço a Deus nunca se dissipa, mas aumenta até a plena maturidade.

~**"MANTRA""TRANSCENDENTAL"**~~

~~HARE KRISHNA HARE KRISHNA KRISHNA KRISHNA HARE HARE~~
~~HARE RAMA HARE RAMA
RAMA RAMA HARE HARE~~

publicado por Lalanesha Dasa às 21:58

Intercâmbios
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