*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Abril 29 2013

Krishna a Suprema Personalidade de Deus diz;

Eu sou o sabor da água, a luz do Sol e da Lua, a sílaba OM nos mantras védicos; Eu sou o som no éter e a habilidade no homem.

Eu sou a fragrância original da terra e sou o calor no fogo. Eu sou a vida de tudo o que vive e sou as penitências de todos os ascetas.

E com isso o Senhor, com Suas diversas energias materiais e espirituais, é onipenetrante. Numa etapa preliminar, o Senhor Supremo pode ser percebido por Suas diferentes energias, e desse modo Ele é compreendido impessoalmente. Assim como o semideus do Sol é uma pessoa e é percebido por sua energia onipenetrante, ou seja, o brilho do sol, da mesma forma, o Senhor, embora em Sua morada eterna, é percebido por Suas energias difusas e onipenetrantes. O sabor da água é o princípio ativo da água. Ninguém gosta de beber água do mar, porque o sabor puro da água está misturado com sal. A atracção pela água depende da pureza do sabor, e este sabor puro é uma das energias do Senhor. Através do sabor da água, o impersonalista percebe nela a presença do Senhor, e o personalista também glorifica o Senhor, agradecendo Sua bondade em suprir água saborosa para matar a sede do homem. Esta é a maneira de perceber o Supremo. Na prática, não existe conflito entre personalismo e impersonalismo. Quem conhece Deus sabe que a concepção impessoal e a concepção pessoal estão ao mesmo tempo presentes em tudo e que não existe contradição.

Tudo no mundo material tem um certo aroma ou fragrância, como o aroma e fragrância numa flor, ou na terra, na água, no fogo, no ar, etc. O aroma não contaminado, o aroma original, que permeia tudo, é Krishna. Do mesmo modo, tudo tem um sabor original específico, e este sabor pode ser mudado pela mistura de elementos químicos. Assim, originalmente tudo tem um certo odor, uma certa fragrância e um certo sabor. 

A Suprema Personalidade de Deus tem inúmeras energias, e todas essas energias são divinas. Embora as entidades vivas sejam parte de Suas energias e sejam, portanto, divinas, devido ao contato com a energia material, o poder superior original delas está encoberto. Estando assim coberta pela energia material, a pessoa não pode superar-lhe a influência. Como se afirma, as naturezas material e espiritual, sendo emanações da Suprema Personalidade de Deus, são eternas. As entidades vivas pertencem à natureza superior eterna do Senhor, porém, devido à contaminação com a natureza inferior, ou matéria, a ilusão delas também é eterna, tornando-se eternamente uma alma condicionada. Ninguém pode reconstituir qual foi a época na história material em que ela se tornou condicionada. Mesmo sendo uma energia inferior, é muito difícil para a alma condicionada libertar-se das garras desta natureza material, porque, em última análise, esta energia material é conduzida pela vontade suprema, que não se curva à entidade viva. A natureza material inferior é aqui definida como natureza divina devido ao seu vínculo com o divino e às suas acções exercidas pela vontade divina. Porque é conduzida pela vontade divina, a natureza material, embora inferior, age mui maravilhosamente na construção e destruição da manifestação cósmica.

Deve-se entender que a alma condicionada está fortemente amarrada pelas cordas da ilusão. Um homem cujas mãos e pés estão atados não pode libertar-se — ele deve receber a ajuda de uma pessoa que não esteja atada. Porque o atado não pode ajudar o atado, o libertador deve ser alguém que é livre. Portanto, somente o Senhor Krishna ou Seu representante autêntico, o mestre espiritual, podem libertar a alma condicionada. Sem essa ajuda superior, ninguém pode escapar do cativeiro imposto pela natureza material. O serviço devocional, ou a consciência de Krishna, pode ajudar alguém a obter essa liberação. Krishna, sendo o Senhor da energia ilusória, pode ordenar a esta energia intransponível que liberte a alma condicionada. Ele determina esta libertação devido à Sua misericórdia imotivada para com a alma rendida e também devido à Sua afeição paterna pela entidade viva, que, originalmente é um filho amado do Senhor. Portanto, render-se aos pés de lótus do Senhor é o único meio de livrar-se das garras da rigorosa natureza material. 

Porem Krishna afirma dizendo;

Os descrentes que são grosseiramente tolos, que são os mais baixos da humanidade, cujo conhecimento é roubado pela ilusão e que compartilham da natureza ateísta dos demônios, não se rendem a Mim.

 Diz-se no Bhagavad-Gitã que, pelo simples fato de render-se aos pés de lótus da Suprema Personalidade, Krishna, é possível sobrepujar as estritas leis da natureza material. Neste ponto, surge a pergunta: Por que é que filósofos instruídos, cientistas, homens de negócios, administradores e todos os líderes dos homens comuns não se rendem aos pés de lótus do Senhor Krishna, a todo-poderosa Personalidade de Deus? Ficar livre das leis da natureza material, é algo que os líderes da humanidade tentam alcançar, empreendendo diferentes esforços, traçando altos planos e perseverando durante muitíssimos anos e nascimentos. Mas se esta liberação é possível pela simples rendição aos pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus, então, por que estes líderes inteligentes e trabalhadores não adotam este método simples? 

O Bhagavad-Gitã responde a esta pergunta mui francamente. Aqueles líderes da sociedade que são de fato eruditos, que são legítimos filósofos, políticos, educadores, cientistas, etc. — rendem-se aos pés de lótus da Pessoa Suprema, a autoridade todo-poderosa. Aqueles que não são verdadeiros filósofos, cientistas, educadores, administradores, etc., mas que em troca de ganho material, assumem tal posição, não aceitam o plano ou o caminho delineado pelo Senhor Supremo. Eles não têm nenhuma idéia a respeito de Deus; tudo o que fazem é fabricar seus próprios planos mundanos e em consequência complicam os problemas da existência material com suas vãs tentativas de resolvê-los. Porque é tão poderosa, a energia (natureza) material pode resistir aos planos não-autorizados dos ateus e frustrar o conhecimento das “comissões de planejamento”.

Os planejadores ateus são aqui descritos com a palavra “descrentes”. O planejador ateu é às vezes muito inteligente, e louvável também, porque é preciso inteligência para executar qualquer plano gigantesco, bom ou mau. Porém, como o cérebro do ateu é indevidamente utilizado em oposição ao plano do Senhor Supremo, o planejador ateu é chamado descrente, o que indica que sua inteligência e esforços são mal dirigidos. 

No Bhagavad-Gitã, menciona-se claramente que a energia material funciona sob a completa direcção do Senhor Supremo. Ela não tem autoridade independente e funciona como a sombra que se move conforme os movimentos de um objecto. Mesmo assim, esta energia é muito poderosa, e o ateu, devido a seu temperamento ímpio, não pode saber como ela funciona; nem pode conhecer o plano do Senhor Supremo. Sob a ilusão e sob os modos da paixão e da ignorância, todos os seus planos malogram-se.

 Estes descrentes, são de quatro tipos diferentes, como se delineia a seguir:

(1) Aqueles que são grosseiramente tolos, como burros de carga que trabalham arduamente. Eles querem gozar sozinhos os frutos de seu trabalho, e por isso negam-se a compartilhá-los com o Supremo. O exemplo típico do burro de carga é o asno. O dono deste animal humilde coloca-o para trabalhar mui arduamente. O asno na verdade não sabe para quem trabalha tão arduamente dia e noite. Ele fica satisfeito enchendo o estômago com um feixe de capim, dormindo só alguns instantes porque tem medo de ser espancado pelo dono e satisfazendo o apetite sexual com o risco de ser repetidamente escoiceado por sua parceira. O asno, às vezes, canta poesia e filosofia, mas esse seu zurrar só perturba os outros. Esta é a posição do trabalhador fruitivo tolo que não sabe para quem deve trabalhar. Ele não sabe que karma (acção) destina-se a execução do (sacrifício).

Com muita frequência, aqueles que dia e noite trabalham mui arduamente para aliviar a carga dos deveres criados por eles mesmos dizem que não têm tempo para ouvir sobre a imortalidade do ser vivo. Para esses tolos, os ganhos materiais, que são destrutíveis, são tudo o que existe na vida — apesar do fato de os tolos gozarem só uma pequena fração do fruto do trabalho. Às vezes, em troca de ganho fruitivo eles passam dias e noites em claro e, embora possam ter úlceras ou indigestão, eles se satisfazem sem comer praticamente nada; estando só absortos a trabalhar arduamente dia e noite para o benefício de patrões enganosos. Não conhecendo seu verdadeiro dono, os trabalhadores tolos perdem seu precioso tempo servindo ao dinheiro. Infelizmente, eles nunca se rendem ao supremo senhor de todos os senhores, nem reservam tempo para ouvir as fontes apropriadas falarem a respeito dEle. Os porcos que comem excremento não se interessam por doces feitos de açúcar. Da mesma forma, o trabalhador tolo continuará a bombardear seus sentidos, ouvindo incansavelmente as notícias a respeito do efêmero mundo secular, mas terá muito pouco tempo para ouvir sobre a força viva eterna que movimenta o mundo material.

(2) Outra classe de descrente, chama-se o mais baixo da humanidade. Dos oito milhões e quatrocentas mil diferentes espécies de seres vivos, há quatrocentas mil espécies humanas. Destas, há inúmeras formas inferiores de vida humana que são na maioria incivilizadas. Os seres humanos civilizados são aqueles que têm princípios reguladores da vida social, política e religiosa. Aqueles que são social e politicamente desenvolvidos mas que não têm princípios religiosos devem ser considerados os mais baixos da humanidade. Tampouco a religião sem Deus é religião, porque o propósito de seguir princípios religiosos é conhecer a Verdade Suprema e a relação que há entre o homem e Ele. No Bhagavad-Gitã, a Personalidade de Deus afirma claramente que não há autoridade superior a Ele e que Ele é a Verdade Suprema. A forma de vida humana civilizada serve para o homem reatar sua relação eterna com a Verdade Suprema, a Personalidade de Deus,  Krishna, que é todo-poderoso. Qualquer um que perca esta oportunidade é classificado como o mais baixo da humanidade. As escrituras reveladas nos informam que quando no ventre da mãe (uma situação extremamente desconfortável), o bebê ora a Deus, pedindo-Lhe que o salve, e promete adorar só a Ele logo que sair. Orar a Deus quando está em dificuldade é um instinto natural de cada ser vivo porque todos estão eternamente relacionados com Deus. Mas após o parto, a criança esquece-se das dificuldades do nascimento e esquece-se, também, do seu libertador, estando influenciada pela energia ilusória.

É dever dos guardiães das crianças reviver a consciência divina que está latente nelas. Os dez processos de cerimônias reformatórias, como se prescreve nos Vedas sobre o código da humanidade, que é o guia para os princípios religiosos, servem para reviver a consciência de Deus no sistema aplicado para o beneficio geral humano. Entretanto, no momento actual nenhum processo é seguido estritamente em parte alguma do mundo, e por isso 99,9 por cento da população é considerado como sendo o mais baixo da humanidade.

Quando a população inteira se torna a mais baixa da humanidade, naturalmente toda a sua aparente instrução se invalida ou desaparece devido à todo-poderosa energia da natureza física. 

(3) A próxima classe de descrente, é aquele cujo conhecimento erudito foi anulado pela influência da energia ilusória material. Eles são na maioria indivíduos muito eruditos — grandes filósofos, poetas, literatos, cientistas, etc. — mas a energia ilusória os desorienta, e por isso eles desobedecem ao Senhor Supremo. 

(4) A última classe de descrente, são aqueles cujos princípios são demoníacos. Esta classe é declaradamente ateísta. Alguns deles argumentam que o Senhor Supremo jamais pode descer a este mundo material, mas não conseguem explicar de maneira convincente por que é que o Senhor não adoraria este procedimento. Também há aqueles que O consideram subordinado ao aspecto impessoal, embora o Bhagavad-Gitã declare exactamente o oposto. Invejoso da Suprema Personalidade de Deus, o ateu apresentará um grande número de encarnações ilícitas, produzidas na fábrica de seu cérebro. Essas pessoas, cujo próprio princípio de vida é criticar a Personalidade de Deus, não podem render-se aos pés de lótus do Senhor Krishna.

Nisto existe uma oração se descreve da seguinte maneira;

“Ó meu Senhor! Você não pode ser conhecido por quem está envolvido com os princípios ateístas, apesar de Suas qualidades, aspectos e actividades incomuns, apesar do fato de que todas as escrituras reveladas que estão no modo da bondade façam a descrição de Sua personalidade e apesar de Você ser reconhecido pelas autoridades famosas, célebres por seu profundo conhecimento da ciência transcendental e situadas nas qualidades divinas”.

Portanto, (1) as pessoas grosseiramente tolas; (2) os mais baixos da humanidade; (3) os especuladores iludidos; e (4) aqueles que, como se mencionou acima, professam o ateísmo, jamais se rendem aos pés de lótus da Personalidade de Deus apesar de todos os conselhos das escrituras e das autoridades.

 

publicado por Lalanesha Dasa às 22:31

Abril 25 2013

O Senhor aqui demonstra sobre a peculiaridade de Seu nascimento: embora possa aparecer como uma pessoa comum, Ele lembra-Se de tudo o que aconteceu em Seus muitos e muitos “nascimentos” anteriores, ao passo que o homem comum não pode nem mesmo lembrar-se do que fez algumas horas atrás. Se perguntarmos a alguém o que fazia exactamente à mesma hora no dia anterior, será muito difícil que responda imediatamente. Ele com certeza teria de forçar a memória para recordar o que estava fazendo exactamente à mesma hora um dia antes. Mesmo assim, os homens frequentemente ousam fazer-se passar por Deus, ou Krishna. Ninguém deve se deixar enganar por essas imitações descabidas. O Senhor diz que aparece em Seu próprio corpo. Diferentemente da entidade viva comum, que muda de um corpo para outro, Ele não troca de corpo. A alma condicionada pode ter uma espécie de corpo no nascimento actual, mas terá um corpo diferente no próximo nascimento. No mundo material, a entidade viva não se estabelece no mesmo corpo, mas transmigra de um corpo para outro. Com o Senhor, porém, isto não acontece. Sempre que Ele aparece, Ele o faz no mesmo corpo original através de Sua potência interna. Em outras palavras, Krishna aparece neste mundo material em Sua forma original eterna, com duas mãos, segurando uma flauta. Ele aparece exactamente em Seu corpo eterno, não contaminado por este mundo material. Embora apareça no mesmo corpo transcendental e seja o Senhor do Universo, mesmo assim, tem-se a impressão de que Ele nasce como uma entidade viva comum. E embora Seu corpo não se deteriore como um corpo material, mesmo assim o Senhor Krishna aparentemente passa da infância à juventude. Mas é muito surpreendente que Ele nunca ultrapasse a juventude. Na época da Batalha de Kurukṣetra, a cinco mil anos atrás, Ele tinha muitos netos em casa; ou, em outras palavras, pelos cálculos materiais, Ele envelhecera bastante. No entanto, Ele parecia apenas um jovem de vinte ou vinte e cinco anos. Nunca vemos um quadro em que Krishna é retratado numa idade avançada porque Ele nunca envelhece como nós, embora seja a pessoa mais idosa em toda a criação — passada, presente e futura. Nem Seu corpo nem Sua inteligência jamais se deterioram ou mudam. Portanto, é claro que, apesar do fato de Ele estar no mundo material, Sua forma eterna e não nascida é de bem-aventurança e conhecimento, e Seu corpo e inteligência transcendentais são imutáveis. De fato, Seu aparecimento e desaparecimento são como o nascer do Sol, que se move diante de nós e então desaparece de nosso campo visual. Quando o Sol está fora da visão, pensamos que ele se pôs, e quando está diante de nossos olhos, pensamos que está no horizonte. Na verdade, o Sol está sempre em sua posição fixa, porém, devido aos nossos sentidos defeituosos e precários, calculamos o seu aparecimento e desaparecimento no céu. E porque o aparecimento e desaparecimento do Senhor Krishna são completamente diferentes dos de qualquer entidade viva comum, é evidente que, com Sua potência interna, Ele é conhecimento eterno e bem-aventurado e Ele nunca Se contamina com a natureza material. Os Vedas também confirmam que a Suprema Personalidade de Deus é não nascido, mas mesmo assim Ele parece nascer em manifestações múltiplas. A literatura védica suplementar também confirma que, embora pareça estar nascendo, ainda assim, o Senhor não muda de corpo. Seu aparecimento em Sua forma original eterna é Sua misericórdia imotivada, outorgada às entidades vivas para que possam concentrar-se no Senhor Supremo como Ele é, e não nas invenções ou imaginações mentais, que, segundo o pensamento do impersonalista, caracterizam as formas do Senhor. O Senhor está ciente de todos os Seus aparecimentos e desaparecimentos anteriores, mas o ser vivo comum esquece-se de tudo sobre seu corpo passado tão logo aceite outro. Krishna é o Senhor de todas as entidades vivas porque realiza actividades maravilhosas e sobre-humanas enquanto está nesta Terra. Portanto, Ele é sempre a mesma Verdade Absoluta e não há diferença entre Sua forma e Seu eu, ou entre Sua qualidade e Seu corpo. Talvez alguém pergunte por que o Senhor aparece e desaparece neste mundo. 

O fato é que o Senhor não aparece apenas em solo indiano. Ele pode manifestar-Se em todo e qualquer lugar, e sempre que deseje aparecer. Em toda e qualquer encarnação, Ele fala sobre religião tudo aquilo que pode ser compreendido por um povo em particular sob circunstâncias específicas. Mas a missão é a mesma — conduzir as pessoas à consciência de Deus e à obediência aos princípios religiosos. Algumas vezes, Ele vem pessoalmente, e outras vezes Ele envia Seu representante genuíno sob a forma de Seu filho, ou servo, ou Ele mesmo advém em alguma forma disfarçada.

Os princípios do Bhagavad-Gita foram falados a Arjuna a cinco mil anos atrás, e também a outras pessoas bem elevadas, porque, em comparação com as pessoas comuns em outras partes do mundo, ele era deveras avançado. Dois mais dois são quatro é um princípio matemático válido tanto na aula de aritmética do principiante como também na aula dos alunos adiantados. No entanto, existe matemática superior e inferior. Em todas as encarnações do Senhor, portanto, os mesmos princípios são ensinados, mas eles parecem superiores ou inferiores conforme variem as circunstâncias. Os princípios mais elevados da religião começam com a aceitação das quatro ordens e quatro estados da vida social, como se explicará depois. Todo o propósito da missão das encarnações é despertar a consciência de Krishna em toda a parte. Sob diferentes circunstâncias, esta consciência é manifesta ou imanifesta.

E Krishna mesmo enfatiza dizendo;

Para libertar os piedosos e aniquilar os descrentes, bem como para restabelecer os princípios da religião, Eu mesmo venho, milênio após milênio.


publicado por Lalanesha Dasa às 22:08

Abril 24 2013

 Entre as manifestações criadas, a primeira é a criação da totalidade dos elementos materiais. A totalidade da substância material, chamada Espírito, é a fonte do nascimento, e é nesse Espírito que Deus fecunda a natureza, possibilitando os nascimentos de todos os seres vivos. Esta é uma maneira de explicar o mundo: tudo o que acontece deve-se à combinação do corpo e a alma espiritual. O próprio Deus Supremo torna possível esta combinação da natureza material e da entidade viva. Todos os vinte e quatro elementos, começando por terra, água, fogo e ar, são energia material, e constituem o que se chama o grande Espírito a natureza material. Pela vontade da Suprema Personalidade de Deus, a natureza superior entra em contacto com a natureza material, e depois todas as entidades vivas nascem desta natureza material. 

O escorpião põe seus ovos em montes de arroz, e às vezes se diz que o escorpião nasce do arroz. Mas o arroz não é a causa do escorpião. Na verdade, os ovos foram postos pela mãe. De modo semelhante, a natureza material não é a causa do nascimento das entidades vivas. A semente é dada pela Suprema Personalidade de Deus, e tem-se a impressão de que elas surgem como produtos da natureza material. Assim, cada entidade viva, conforme suas actividades passadas, tem um corpo diferente, criado por esta natureza material, de modo que a entidade possa gozar ou sofrer segundo seus actos passados. O Senhor é a causa de todas as manifestações de entidades vivas neste mundo material.

Explica-se claramente que a Suprema Personalidade de Deus, Krishna, é o pai do qual se originam todas as entidades vivas, as quais são combinações da natureza material e da natureza espiritual. Essas entidades vivas existem não só neste planeta, mas em todos os planetas.  Em toda a parte há entidades vivas; dentro da terra há entidades vivas, e mesmo dentro da água e do fogo. Todos estes aparecimentos devem-se à mãe, a natureza material, e ao processo através do qual Krishna dá a semente. O significado é que o mundo material é fecundado com entidades vivas que, no momento da criação, surgem em várias formas segundo suas acções passadas.

A natureza material consiste em três modos — bondade, paixão e ignorância. Ao entrar em contato com a natureza,  a entidade viva eterna é condicionada por esses modos.

Porque é transcendental, a entidade viva nada tem a ver com esta natureza material. Mesmo assim, por se condicionar ao mundo material, ela age sob o encanto dos três modos da natureza material. Porque as entidades vivas têm diferentes espécies de corpos proporcionados pelos diferentes aspectos da natureza, elas são induzidas a agir de acordo com esta natureza. Esta é a causa das muitas variedades de felicidade e sofrimento.

As entidades vivas condicionadas à natureza material são de várias categorias. Alguém pode ser feliz, outrem, muito activo, mas há outro que se sente desamparado. Todos estes tipos de manifestações psicológicas são a causa da posição condicionada das entidades na natureza. No Bhagavad-Gitã, explica-se como elas se condicionam de maneira diferente. Primeiramente, tecem-se comentários sobre o modo da bondade. No mundo material, quem desenvolve o modo da bondade acaba se tornando mais sábio do que aqueles condicionados a outras circunstâncias. Um homem no modo da bondade não é tão afectado pelas misérias materiais, e ele sente o avanço em conhecimento material. A figura representativa é o brāhmaṇa, (MONGE) que se supõe estar situado no modo da bondade. Esta sensação de felicidade deve-se à compreensão de que, no modo da bondade, a pessoa está mais ou menos livre de reacções pecaminosas. Na verdade, na literatura védica se diz que o modo da bondade significa maior conhecimento e uma maior sensação de felicidade.

O problema é que, quando se situa no modo da bondade, o ser vivo fica induzido a sentir que é avançado em conhecimento e que é melhor do que os outros. Dessa maneira, ele se condiciona. Os melhores exemplos são o cientista e o filósofo. Cada qual tem muito orgulho de seu conhecimento, e porque em geral melhoram suas condições de vida, eles sentem uma espécie de felicidade material. Na vida condicionada, esta sensação de felicidade superior deixa-os atados ao modo da bondade da natureza material. Nesse caso, eles ficam atraídos a trabalhar no modo da bondade, e, enquanto sentem atracção para essa espécie de trabalho, eles devem aceitar algum dos corpos oferecidos pelos modos da natureza. Assim, não há possibilidade de liberação, ou de sua transferência para o mundo espiritual. Repetidas vezes, a pessoa pode tornar-se um filósofo, um cientista, ou um poeta, e repetidas vezes envolver-se com as mesmas condições desfavoráveis apresentadas sob a forma de nascimentos e mortes. Porém, devido à ilusão que a energia material lhe impõe, o homem pensa que esta espécie de vida é agradável.

O modo da paixão caracteriza-se pela atracção entre homem e mulher. A mulher sente atração pelo homem, e o homem sente atracção pela mulher. Isto se chama modo da paixão. E quanto maior o modo da paixão, maior o anseio pelo prazer material. Deseja-se, então, obter gozo dos sentidos. Na busca pelo prazer dos sentidos, um homem no modo da paixão deseja alguma honraria social ou nacional, e quer ter uma família feliz, com belos filhos, esposa e casa. Estes são os produtos do modo da paixão. Enquanto desejarmos essas conquistas, teremos de trabalhar mui arduamente. Portanto, aqui se afirma com bastante clareza que o ser vivo se envolve com os frutos de suas actividades e assim se prende a essas actividades. A fim de agradar sua esposa, filhos e a sociedade e para manter seu prestígio, ele tem que trabalhar. Por isso, todo o mundo material está mais ou menos no modo da paixão. O avanço da civilização moderna é medido de acordo com seu envolvimento com o modo da paixão. Outrora, tomava-se como referência o modo da bondade. Se nem mesmo aqueles que estão no modo da bondade conseguem liberar-se, que dizer daqueles que estão enredados no modo da paixão?

O modo da ignorância é exatamente o oposto do modo da bondade. No modo da bondade, pelo desenvolvimento de conhecimento, pode-se compreender o porquê das coisas, mas o modo da ignorância é exatamente o oposto. Todo aquele que está sob o encanto do modo da ignorância fica louco, e um louco não pode compreender o porquê das coisas. Ao invés de progredir, ele se degrada. Sob o encanto da ignorância, não se pode compreender a verdadeira essência das coisas. Por exemplo, qualquer um pode ver que seu avô morreu e que, portanto, também morrerá; o homem é mortal. Os filhos que ele concebe também morrerão. Logo, a morte é certa. Mesmo assim, as pessoas acumulam dinheiro de maneira desenfreada e trabalham arduamente noite e dia, sem darem a menor importância ao espírito eterno. Isto é loucura. Em sua loucura, elas relutam muito em progredir na compreensão espiritual. Tais pessoas são muito preguiçosas. Elas não se interessam muito quando são convidadas a buscar associação com quem possa lhes dar compreensão espiritual. Elas nem mesmo são activas como o homem que está sob o controle do modo da paixão. Assim, outro sintoma de alguém soterrado no modo da ignorância é que ele dorme mais do que o necessário. Seis horas de sono são suficientes, mas um homem no modo da ignorância dorme pelo menos dez ou doze horas por dia. Um homem assim parece estar sempre abatido e é viciado em drogas e em dormir. Estes são os sintomas de uma pessoa condicionada ao modo da ignorância.

Concluindo;

 Quem está no modo da bondade se satisfaz com seu trabalho ou com sua actividade intelectual, assim como um filósofo, cientista ou educador podem se ocupar num determinado campo de conhecimento e ficar satisfeitos com isso. Um homem no modo da paixão pode estar ocupado em actividade fruitiva, possui tanto quanto pode, e gasta em prol de boas causas. Às vezes, ele tenta abrir hospitais, fazer doações para instituições de caridade, etc. Estes sinais são de alguém no modo da paixão. E o modo da ignorância cobre o conhecimento. No modo da ignorância, nada que alguém faça é bom para si mesmo nem para ninguém.

Como a civilização actual não tem muita simpatia pelas entidades vivas, recomenda-se o processo de consciência de Krishna. Através da consciência de Krishna, a sociedade desenvolverá o modo da bondade. Quando se desenvolver o modo da bondade, as pessoas verão as coisas em sua verdadeira perspectiva. No modo da ignorância, elas são exactamente como animais e não podem ver com clareza. No modo da ignorância, por exemplo, elas não vêem que, matando um animal, estão assumindo o risco de serem mortas pelo mesmo animal na vida seguinte. Porque não se educam com o verdadeiro conhecimento, as pessoas se tornam irresponsáveis. Para acabar com esta irresponsabilidade, deve haver educação para que se desenvolva o modo da bondade nas pessoas em geral. Quando estiverem realmente educadas no modo da bondade, elas se tornarão sóbrias, e terão pleno e autêntico conhecimento das coisas. Então, serão felizes e prósperas. Mesmo que a maioria das pessoas não seja feliz e próspera, se uma determinada porcentagem da população desenvolver a consciência de Krishna e se situar no modo da bondade, então será possível que o mundo inteiro obtenha paz e prosperidade. Caso contrário, se o mundo se dedicar aos modos da paixão e ignorância, não poderá haver paz nem prosperidade. No modo da paixão, as pessoas se tornam cobiçosas, e seu desejo de satisfazer os sentidos não tem limites. Nesse caso, pode-se ver que mesmo que se tenha bastante dinheiro e condições favoráveis ao prazer dos sentidos, não há felicidade nem paz de espírito. Isto não é possível, porque se está no modo da paixão. Se alguém realmente quiser a felicidade, seu dinheiro não o ajudará; ele tem que se elevar ao modo da bondade, praticando a consciência de Krishna. Quando está ocupado no modo da paixão, ele não só é mentalmente infeliz, mas também sua profissão e ocupação são muito penosas. Ele tem de traçar muitos planos e projectos para conseguir bastante dinheiro a fim de manter seu status quo. Tudo isto é miserável. No modo da ignorância, as pessoas ficam loucas. Estando aflitas com o ambiente em que vivem, elas se refugiam nas drogas, e com isso se afundam mais e mais na ignorância. Sua vida tem um futuro muito tenebroso.

O modo da paixão é misto. Ele é intermediário, entre os modos da bondade e da ignorância. O homem não está sempre puro. Porém, mesmo que estivesse exclusivamente no modo da paixão, ele apenas permaneceria nesta Terra como rei ou homem rico. Mas porque há misturas, ele também pode descer. Nesta Terra, as pessoas no modo da paixão ou da ignorância não podem valer-se de máquinas para aproximarem-se à força dos planetas superiores. No modo da paixão, há também a possibilidade de se tornar louco na próxima vida.

Aqui se descreve como abominável a qualidade mais baixa, o modo da ignorância. O resultado de desenvolver a ignorância é muitíssimo arriscado. É a qualidade mais baixa na natureza material. Abaixo do nível humano existem oito milhões de espécies de vida — aves, animais ferozes, répteis, árvores, etc. — e, segundo o seu envolvimento com o modo da ignorância, as pessoas são arrastadas para estas condições abomináveis. Há a oportunidade de os homens no modo da ignorância e paixão elevarem-se ao modo da bondade, e este sistema chama-se consciência de Krishna. Mas quem não tirar proveito desta oportunidade com certeza continuará nos modos inferiores.

 Podemos transcender todas as actividades dos modos da natureza material só por obter a devida compreensão transmitida pelas almas qualificadas. O verdadeiro mestre espiritual é Krishna, e Ele está dando este conhecimento espiritual. De modo semelhante, é com aqueles que estão em plena consciência de Krishna que se deve aprender esta ciência das actividades relacionadas com os modos da natureza. Senão, nossa vida seguirá um rumo errado. Através da instrução transmitida pelo mestre espiritual genuíno, o ser vivo pode conhecer sua posição espiritual, seu corpo material, seus sentidos, seu aprisionamento e sua posição sob o encanto dos modos da natureza material. Nas garras destes modos ele fica desamparado, mas quando consegue ver sua verdadeira posição, ele então pode alcançar a plataforma transcendental, pois tem como objectivo a vida espiritual. De fato, este ser vivo não é o autor das diferentes actividades. Ele é forçado a agir porque está situado numa determinada espécie de corpo, conduzido por algum modo específico da natureza material. Enquanto não receber a ajuda de uma autoridade espiritual, ele não poderá compreender em que posição está situado de fato. Com a associação de um mestre espiritual genuíno, ele pode ver sua verdadeira posição, e com essa compreensão pode se fixar em plena consciência de Krishna. Um homem em consciência de Krishna não se deixa controlar pelo encanto dos modos da natureza material.

A seguir Krishna diz;

Quando é capaz de transcender estes três modos associados com o corpo material, o ser encarnado pode liberar-se do nascimento, da morte, da velhice e dos sofrimentos que são inerentes a eles, e mesmo nesta vida pode gozar o néctar.

 Embora alguém esteja dentro deste corpo material, através de seu progresso em conhecimento espiritual, ele poderá se livrar da influência dos modos da natureza. Mesmo neste corpo, ele poderá gozar a felicidade espiritual, porque, após deixar este corpo irá com certeza para o céu espiritual. Mas mesmo neste corpo ele pode gozar de felicidade espiritual. Em outras palavras, o serviço devocional em consciência de Krishna significa libertar-se do enredamento material.

publicado por Lalanesha Dasa às 22:14

Abril 21 2013

Entre as serpentes Nāgas que têm muitos capelos, Ananta é a maior, assim como o semideus Varuṇa o é entre os seres aquáticos. Ambos representam Krishna. Há também um planeta dos Pitãs, antepassados, presidido por Aryamã, que representa Krishna. Há muitas entidades vivas que punem os malfeitores, e entre elas Yama é o líder. YamaRaja está situado num planeta perto deste planeta terrestre. Após a morte, aqueles que são muito pecaminosos são levados para lá, e YamaRaja providencia para eles várias espécies diferentes de punições.

Logo que nasce, o homem morre a cada momento. Assim, a cada momento, a morte está devorando toda entidade viva, mas o último golpe chama-se a morte em si. Essa morte é Krishna. Quanto ao desenvolvimento futuro, todas as entidades vivas sofrem seis mudanças básicas. Elas nascem, crescem, duram algum tempo, reproduzem-se, definham, e por fim desaparecem. Destas mudanças, a primeira é o parto, e isto é Krishna. A primeira geração é o começo de todas as actividades futuras.

As sete opulências enumeradas — fama, fortuna, linguagem afável, memória, inteligência, firmeza e paciência — são consideradas femininas. Se alguém possui todas elas ou algumas delas, torna-se glorioso. Se um homem tem fama de virtuoso, isto o torna glorioso. O sânscrito é uma língua perfeita e é portanto muito gloriosa. Se, depois de estudar, alguém pode se lembrar do assunto, ele é dotado de boa memória.  E a habilidade não só para ler muitos livros sobre diferentes assuntos, mas também para entendê-los e aplicá-los quando necessário, é inteligência , outra opulência. O dom de superar a instabilidade chama-se firmeza ou determinação. E quando alguém é plenamente qualificado mas é humilde e gentil, e quando é capaz de manter o equilíbrio na tristeza e no êxtase da alegria, ele tem a opulência chamada paciência.


publicado por Lalanesha Dasa às 22:10

Abril 20 2013

“O Senhor Supremo é o controlador de todos os outros controladores, e Ele é o maior de todos os diversos líderes planetários. Todos estão sob Seu controle. A todas as entidades é designado um poder específico pelo Senhor Supremo; elas próprias não são supremas. Ele é também digno de adoração por todos os semideuses e é o supremo diretor de todos os diretores. Portanto, Ele é transcendental a todas as espécies de líderes e controladores materiais e é adorado por todos. Não há ninguém maior que Ele, e Ele é a causa suprema de todas as causas.”

“Ele não possui forma corpórea como a de uma entidade viva comum. Não há diferença entre Seu corpo e Sua alma. Ele é absoluto. Todos os Seus sentidos são transcendentais. Qualquer um de Seus sentidos pode executar a ação de qualquer outro sentido. Portanto, ninguém é maior do que Ele ou igual a Ele. Suas potências são multifárias, e assim Seus actos são executados automaticamente como uma sequência natural.”

á que tudo existe em total opulência na Personalidade de Deus e existe em total verdade, a Suprema Personalidade de Deus não tem que executar dever algum. Aquele que precisa receber os resultados do trabalho tem um dever que lhe é designado, mas quem não precisa conseguir nada dentro dos três sistemas planetários certamente não tem dever. Mesmo assim, o Senhor Krishna ocupa-Se. Embora Ele esteja acima de todas as regulações das escrituras reveladas, Ele não faz nada que transgrida as escrituras reveladas.

A fim de que se mantenha o equilíbrio e tranquilidade social para o progresso na vida espiritual, existem costumes familiares tradicionais destinados a todo homem civilizado. Embora essas regras e regulações sejam para as almas condicionadas e não para o Senhor Krishna, Ele as seguiu porque veio para estabelecer os princípios da religião. Do contrário, os homens comuns seguiriam Seus passos, porque Ele é a maior das autoridades. 

Sendo assim Krishna mesmo afirma dizendo:

Se Eu não executasse deveres prescritos, todos estes mundos seriam levados à ruína. Eu seria a causa da criação de população indesejada, e com isso Eu destruiria a paz de todos os seres vivos.

 A fim de conter a população indesejada que perturba a paz da sociedade em geral, há regras e regulações prescritas pelas quais a população pode automaticamente tornar-se pacífica e organizada para o progresso espiritual na vida. Quando o Senhor Krishna vem, é natural que Ele se envolva com estas regras e regulações a fim de manter o prestígio e a necessidade de tais empreendimentos valiosos. O Senhor é o pai de todas as entidades vivas, e, se as entidades vivas são desorientadas, indirectamente a responsabilidade recai sobre o Senhor. Portanto, sempre que há desrespeito geral pelos princípios reguladores, o próprio Senhor advém e corrige a sociedade. Devemos, porém, notar cuidadosamente que, embora tenhamos que seguir os passos do Senhor, é bom nos lembrarmos de que não podemos imitá-lO. Seguir e imitar não estão no mesmo nível. Devemos seguir Suas instruções, mas não podemos imitá-lO em momento algum.

“Devemos simplesmente seguir as instruções do Senhor e de Seus servos autorizados. Suas instruções são todas boas para nós, e qualquer pessoa inteligente as executará conforme foi instruída. Todavia, deve-se evitar a tentativa de imitar as acções deles. Ninguém deve tentar imitar o Senhor Shiva, que bebeu o oceano de veneno.” 

Devemos sempre considerar como superior a posição dos controladores, ou aqueles que podem realmente controlar os movimentos do Sol e da Lua. Sem este poder, ninguém consegue imitar esses controladores, que são superpoderosos. Ao beber veneno, o Senhor Shiva chegou a engolir um oceano, mas se qualquer homem comum tentar beber pelo menos uma pequena porção desse veneno, acabará morrendo. Há muitos pseudodevotos do Senhor Shiva que querem ficar fumando ganja (maconha) e outras dessas drogas intoxicantes, esquecendo-se de que, com essa tentativa de imitar os actos do Senhor Shiva, eles estão chamando a morte para bem perto. Da mesma forma, há alguns pseudodevotos do Senhor Krishna que preferem imitar o Senhor em Sua relação amorosa, ou a dança do amor, e esquecem-se de que não conseguem nem tomar para si, a criação de todo o Universo. É melhor, portanto, não tentar imitar os poderosos, mas simplesmente seguir-lhes as instruções; nem deve tentar ocupar-lhes os postos quem não tem qualificação para isto. São muitas as “encarnações” de Deus que não possuem o poder da Divindade Suprema!

Assim como os ignorantes executam seus deveres com apego aos resultados, os eruditos também agem similarmente, mas sem o apego, e com o propósito de conduzir as pessoas no caminho certo.

A pessoa em consciência de Krishna e a pessoa que não está em consciência de Krishna diferenciam-se por desejos diferentes. Quem é consciente de Krishna não faz nada que não conduza ao desenvolvimento da consciência de Krishna. Ele pode até agir tal qual o ignorante, que está demasiadamente apegado a atividades materiais, mas enquanto este se ocupa em actividades para a satisfação de seus sentidos, o devoto se ocupa para a satisfação de Krishna. Portanto, quem é consciente de Krishna deve mostrar ao povo como agir e como aplicar os resultados da acção para o objectivo da consciência de Krishna.

Para não perturbar a mente dos homens ignorantes apegados aos resultados fruitivos dos deveres prescritos, o sábio não deve induzi-los a parar de trabalhar. Ao contrário, trabalhando com espírito de devoção, ele deve ocupá-los em todas as espécies de actividades para que pouco a pouco desenvolvam a consciência de Krishna.

Portanto, a alma realizada que está em consciência de Krishna não deve perturbar as actividades ou compreensão alheias, mas sim agir demostrando como os resultados de todo trabalho podem ser dedicados ao serviço a Krishna. O sábio consciente de Krishna agirá de tal maneira que a pessoa ignorante trabalhando para o prazer dos sentidos, possa aprender como agir e como comportar-se. Embora não se devam perturbar as actividades do homem ignorante, alguém que já desenvolveu alguma consciência de Krishna pode ocupar-se directamente no serviço do Senhor, sem esperar por outras fórmulas védicas. Para este homem afortunado, não há necessidade de seguir os rituais védicos, porque, através da consciência de Krishna directa, ele pode auferir todos os resultados que de outra forma obteria por seguir os deveres que lhe são prescritos.

publicado por Lalanesha Dasa às 23:23

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