*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Dezembro 27 2014

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 Aqui Arjuna pergunta quem é o verdadeiro Senhor do yajnhã (sacrifício) e como o Senhor reside dentro do corpo da entidade viva.

Arjuna dirige-se ao Senhor como Madhusudana porque uma vez Krshna matou um demônio chamado Madhu. Na verdade, estas perguntas, que denotam dúvidas, não deviam ter surgido na mente de Arjuna, porque Arjuna é um devoto consciente de Krishna. Portanto, estas dúvidas são como demônios. Como Krishna é tão hábil em matar demônios, Arjuna aqui O chama de Madhusudana para que Ele possa matar as dúvidas demoníacas que surgiram em sua mente.  

Arjuna está ansioso em saber sobre os que sempre se ocupam em consciência de Krishna. Qual deve ser a posição deles naquele momento final? Na hora da morte, todas as funções corpóreas entram em desordem, e a mente não está numa condição apropriada. Perturbada por essa situação do corpo, a pessoa talvez não consiga lembrar-se do Senhor Supremo.

Um grande devoto do Senhor ora da seguinte maneira: 

“Meu querido Senhor, agora mesmo estou bem saudável, e é melhor que eu morra imediatamente para que o cisne de minha mente possa embrenhar-se no caule de Seus pés de lótus”. -Usa-se essa metáfora porque o cisne, uma ave aquática, tem prazer em enfiar-se pelas flores de lótus; ao divertir-se, ele procura enfiar-se na flor de lótus.- “Agora minha mente está tranquila e estou bem de saúde. Se eu morrer agora mesmo, pensando em Seus pés de lótus, então, tenho certeza de que desempenharei com perfeição o Seu serviço devocional. Mas se tiver de esperar por minha morte natural, então, não sei o que acontecerá, porque naquele momento as funções corpóreas estarão em desordem, minha garganta ficará sufocada, e não sei se serei capaz de cantar Seu nome. É melhor que eu morra imediatamente”.

Por isso Arjuna pergunta como alguém pode fixar sua mente nos pés de lótus de Krishna em tal momento. 

A Suprema Personalidade de Deus disse:

A entidade viva transcendental e indestrutível chama-se Espírito Supremo ou Brahman, e sua natureza eterna chama-se adhyatma, ou o Eu. A acção que desencadeia o desenvolvimento dos corpos materiais das entidades vivas chama-se karma, ou actividades fruitivas.

O Brahman ou o Espírito Supremo é indestrutível e eternamente existente, e sua constituição não muda em tempo algum. Mas além do Brahman há o Parabrahman. Brahman refere-se à entidade viva, e Parabrahman refere-se à Suprema Personalidade de Deus. A posição constitucional da entidade viva é diferente da posição que ela assume no mundo material. Em consciência material, sua natureza é tentar ser o dono da matéria, mas em consciência espiritual, consciência de Krishna, sua posição é servir ao Supremo. Quando está em consciência material, a entidade viva tem que aceitar vários corpos no mundo material. Isto se chama karma, ou as várias criações produzidas pela força da consciência material.

Os textos védicos chamam o ser vivo de jivatma e Brahman, mas nunca de Parabrahman. Este ser vivo (jivatma) aceita diferentes posições — às vezes mergulha na obscura natureza material e identifica-se com a matéria, e às vezes identifica-se com a natureza superior, espiritual. Por isso, ele se chama a energia marginal do Senhor Supremo. Segundo sua identificação com a natureza material ou espiritual, ele recebe um corpo material ou espiritual. Na natureza material, ele pode aceitar um corpo em qualquer uma dos oito milhões e quatrocentas mil espécies de vida, mas na natureza espiritual ele tem somente um corpo. Na natureza material, conforme seu karma, ele às vezes manifesta-se como homem, semideus, animal, fera, ave, etc. Para alcançar os planetas celestiais materiais e gozar as condições propícias por eles oferecidas, ele às vezes executa sacrifícios (yajnhã), mas expirado o prazo, volta à Terra sob a forma de ser humano. Este processo chama-se karma.

Nas escrituras sagradas dos Vedas descreve-se o processo sacrificatório védico da seguinte maneira: No altar de sacrifício, cinco tipos de oferendas são feitas em cinco tipos de fogo. Entende-se que os cinco tipos de fogo são os planetas celestiais, as nuvens, a Terra, o homem e a mulher; e os cinco tipos de oferendas sacrificatórias são a fé, o desfrutador na Lua, a chuva, os cereais e o sêmen.

No processo de sacrifício, o ser vivo faz sacrifícios específicos para alcançar planetas celestiais específicos e por conseguinte os alcança. Quando se esgota o mérito concedido pelo sacrifício, ele desce à Terra sob a forma de chuva, então assume a forma de grãos, e os grãos são comidos pelo homem e transformados em sêmen, que fecunda a mulher, e assim este ser vivo volta a alcançar a forma humana para executar sacrifício e então repetir o mesmo ciclo.

A natureza física está sempre mudando. Em geral, os corpos materiais passam por seis etapas: eles nascem, crescem, duram algum tempo, produzem alguns subprodutos, definham e então desaparecem. Esta natureza física, que se chama adhibhuta, é criada a certo ponto e será aniquilada a certo ponto. A constituição da forma universal do Senhor Supremo, que inclui todos os semideuses e seus diferentes planetas, chama-seadhidaivata. E presente no corpo junto com a alma individual está a Superalma, uma representação plenária do Senhor Kṛṣṇa. A Superalma, que Se chama Paramātmā ou adhiyajnhã, situa-Se no coração. A Superalma, a Suprema Personalidade de Deus, situada ao lado da alma individual, testemunha as atividades da alma individual e é a fonte das várias categorias de consciência da alma. A Superalma dá à alma individual a oportunidade para agir livremente e testemunha suas atividades. As funções de todas essas diferentes manifestações do Senhor Supremo tornam-se automaticamente claras para o devoto em consciência de Krishna pura, ocupado no serviço transcendental ao Senhor. O neófito, que não pode se aproximar da manifestação do Senhor Supremo como Superalma, fixa sua mente na gigantesca forma universal do Senhor, chamada adhidaivata. Ao neófito é aconselhado contemplar a forma universal, cujas pernas são consideradas os planetas inferiores, cujos olhos são considerados o Sol e a Lua, e cuja cabeça é considerada o sistema planetário superior.

Dessa maneira, ele vai e vem perpetuamente no caminho material. Entretanto, quem é consciente de Krishna evita esses sacrifícios. Ele adota directamente a consciência de Krishna e desse modo prepara-se para retornar ao Supremo.

Deve-se meditar na Pessoa Suprema como aquele que sabe tudo, como aquele que é o mais velho, que é o controlador, que é o menor dos menores, que é o mantenedor de tudo, que está além de toda a concepção material, que é inconcebível e que é sempre uma pessoa. Ele é luminoso como o Sol e é transcendental, situado além desta natureza material.

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publicado por Lalanesha Dasa às 16:09

Dezembro 26 2014

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Krishna nos intrui dizendo: 

Se uma pessoa não pode praticar as regulações que fazem parte da bhakti-yoga, então, que simplesmente tente trabalhar para Mim. Porque, trabalhando para Mim, a pessoa chegará à fase perfeita de Amor a Deus.

Ninguém pode ser feliz só por renunciar a todas as atividades sem se ocupar no serviço devocional ao Senhor. Mas quem é introspectivo, e que se ocupa no serviço devocional, pode alcançar o Supremo sem demora.

Quando alguém age em consciência de Krishna para a satisfação dos sentidos de Krishna, qualquer ação, do corpo, da mente, da inteligência ou mesmo dos sentidos, é purificada da contaminação material. Não há reações materiais decorrentes das atividades de uma pessoa consciente de Krishna. Portanto, as atividades purificadas, podem ser facilmente executadas quando se age em consciência de Krishna.

 “Quem age em consciência de Krishna (ou, em outras palavras, no serviço de Krishna) com o corpo, mente, inteligência e palavras é liberado, mesmo enquanto vive dentro do mundo material, embora possa ocupar-se em muitas atividades aparentemente materiais.” Ele não tem falso ego, pois não acredita ser este corpo material, nem se julga proprietário do corpo. Ele sabe que não é este corpo e que este corpo não lhe pertence. Ele pertence a Krishna, e o corpo também pertence a Krishna. Quando aplica tudo o que é produzido pelo corpo, mente, inteligência, palavras, vida, riqueza, etc. - tudo o que acaso tenha em sua posse - no serviço a Krishna, ele imediatamente se harmoniza com Krishna. Ele é uno com Krishna e é desprovido do falso ego que leva alguém a acreditar que é o corpo, etc. Este é o estágio perfeito da consciência de Krishna.

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publicado por Lalanesha Dasa às 14:48

Dezembro 24 2014

 Certa vez, alguns vaqueirinhos, Sridama, o amigo muito querido de Balarama e Krshna, junto com Subala e Stokakrsna e outros falavam que perto dali havia uma floresta cheia de bosques e palmeiras. A terra de lá era plana, lisa e muito extensa. O solo era preto, densamente coberto de grama, sem pedras nem seixos. Na floresta Talavana muitas frutas caem das árvores, e muitas já estão no chão.
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Mas todas elas são guardadas pelo perverso Dhenukasura, um demônio poderosíssimo que assumiu a forma de um asno e estava rodeado de muitos amigos que assumiram uma forma semelhante e eram tão poderosos quanto ele. Dhenukasura era um rei demoníaco que comia seres humanos vivos e por isso todos os homens e até mesmo os animais tinham pavor de ir à floresta Talavana. Até mesmo as aves temiam voar naquela região.
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Mas os vaqueirinhos insistiram em ir pegas frutas na floresta Talavana, atraídos pelo aroma, e diziam: “Querido Balarama, nosso desejo de comer aquelas frutas é muito grande; vamos à floresta Tala!” Ouvindo essas palavras dos companheiros Balarama e Krshna riram e, para agradar os amiguinhos, partiram para Talavana rodeados pelos vaqueirinhos. O menino Balarama foi o primeiro a entrar na floresta e, ao chegar lá, começou a sacudir vigorosamente as árvores com a força de um elefante louco, fazendo as frutas caírem ao chão.
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Ao ouvir o som das frutas caindo no chão, Denukasura precipitou-se ao ataque, fazendo a terra e as árvores tremerem. O poderoso demônio lançou-se em direcção ao Senhor Balarama e, com os cascos e suas patas traseiras, golpeou o peito de Balarama. Em altos zurros Denukasura, em seguida, passou a correr de um lado para outro. Com a parte traseira virada para o Senhor Balarama, o furioso asno aproximou-se novamente do Senhor Balarama. Então, zurrando de ira, Dhenukasura lançou suas patas traseiras contra ele.
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O Senhor Balarama agarrou Dhenukasura pelos cascos, girou-o no ar e com uma só mão o arremessou no topo de uma palmeira. Esse violento movimento giratório matou o demônio asno. Então o Senhor Balarama lançou o cadáver de Dhenukasura sobre a palmeira mais alta da floresta, e quando o demônio morto caiu no topo da árvore, esta começou a tremer. A grande palmeira, fazendo com que outra árvore ao seu lado também tremesse, partiu-se em virtude do peso do demônio asno. A árvore vizinha fez tremer outra árvore, e esta por sua vez atingiu mais outra árvore da floresta, que também começou a tremer, e assim sucessivamente todas as árvores da floresta tremeram e partiram-se.
O fato do Senhor Balarama ter matado Dhenukasura não é algo tão admirável, considerando-se que ele é também é ilimitada Personalidade de Deus, o controlador do Universo inteiro. Os outros demônios asnos ficaram enfurecidos e todos de imediato precipitaram-se em direcção a Krishna e Balarama para atacá-los, porém, facilmente Krshna e Balarama agarraram os demônios asnos um após outro por suas patas traseiras e e lançaram-nos todos nos topos das palmeiras.
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Coberta com pilhas de frutas e com os cadáveres dos demônios, que estavam enroscados nas palmeiras partidas da floresta , a terra parecia mas bela. De fato, a terra brilhava com o céu adornado de nuvens.
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Ao ouvirem sobre o magnífico feito dos dois irmãos, os semideuses e outros seres elevados oravam e glorificaram-nos e lançaram chuvas de flores.
As pessoas agora sentiam-se livres para irem à floresta e, sem medo, comiam as frutas das palmeiras e da mesma forma as vacas também podiam partas à vontade naquela região.
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Então os Senhores Krshna e Balarama voltaram para casa em Vrajadhama. Ao longo do caminho, os vaqueirinhos, seus fiéis seguidores, cantavam suas glórias.

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publicado por Lalanesha Dasa às 00:03

Dezembro 23 2014

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 Em toda a parte estão Suas mãos e pernas, Seus olhos, cabeças e rostos, e Ele tem ouvidos em toda a parte. É deste modo que a Superalma existe, penetrando tudo.

O Senhor está situado nos corações de todos como Superalma. Acaso isto significa que Ele Se dividiu? Não. Na verdade, Ele é o mesmo. Dá-se o exemplo do Sol: O Sol no meridiano fica numa posição específica. E se alguém percorrer dez mil quilômetros em qualquer direcção e perguntar: “Onde está o Sol?”, todos dirão que ele está brilhando sobre sua cabeça. Dá-se este exemplo na literatura védica para mostrar que, embora seja indiviso, Ele está situado como se tivesse Se dividido. Também se diz na literatura védica que, por meio de Sua onipotência, o mesmo Senhor Supremo está presente em toda a parte, assim como, para diferentes pessoas, o Sol aparece em muitos lugares. E ao chegar o momento da aniquilação, o Senhor Supremo, embora seja o mantenedor de todas as entidades vivas, devora tudo.

Assim como o Sol difunde seus raios ilimitados, o mesmo fenômeno se dá com a Superalma, a Suprema Personalidade de Deus. Sua forma é onipenetrante, e nEle existem todas as entidades vivas individuais, começando do primeiro grande preceptor, o Senhor Brahma, e indo até às insignificantes formigas. Há ilimitadas cabeças, pernas, mãos e olhos, e ilimitadas entidades vivas. Todos existem e repousam na Superalma. Por isso, a Superalma é onipenetrante. Entretanto, a alma individual não pode dizer que suas mãos, pernas e olhos estão em toda a parte. Isso não é possível. Se ela pensa que, sob a influência da ignorância ela não é consciente de que suas mãos e pernas estão espalhadas por toda a parte, mas quando atingir o devido conhecimento ela chegará a esta etapa, seu pensamento é contraditório. Isto significa que a alma individual, tendo se condicionado à natureza material, não é suprema. O Supremo é diferente da alma individual. O Senhor Supremo pode estender Sua mão ilimitadamente, mas a alma individual não pode. No Bhagavad-Gita, o Senhor diz que se alguém Lhe oferece uma flor, uma fruta ou um pouco de água, Ele aceita. Se o Senhor está a uma distância tão grande, como pode Ele aceitar essas oferendas? Esta é a onipotência do Senhor: embora Ele esteja situado em Sua própria morada, longe, muito longe da Terra, Ele pode estender Sua mão e aceitar o que alguém Lhe oferece. Esta é Sua potência.

A Superalma é a fonte que origina todos os sentidos, no entanto, Krishna é desprovido de sentidos. Krishna é desapegado, embora seja o mantenedor de todos os seres vivos. Ele transcende os modos da natureza, e ao mesmo tempo é o senhor de todos os modos da natureza material.

Embora seja a fonte de todos os sentidos das entidades vivas, o Senhor Supremo, diferentemente delas, não tem sentidos materiais. Na verdade, as almas individuais têm sentidos espirituais, porém, na vida condicionada, eles estão cobertos pelos elementos materiais, e por isso as actividades sensoriais manifestam-se através da matéria. Os sentidos do Senhor Supremo não estão sob esta cobertura. Seus sentidos são transcendentais e por conseguinte Seus sentidos não têm cobertura material. Deve-se compreender que Seus sentidos não são exactamente como os nossos. Embora Ele seja a fonte de todas as nossas actividades sensórias, Seus sentidos são transcendentais e não-contaminados. A Suprema Personalidade de Deus não tem mãos materialmente contaminadas, mas com Suas mãos Ele aceita qualquer sacrifício que Lhe seja oferecido. Esta é a distinção entre a alma condicionada e a Superalma. Ele não tem olhos materiais, mas tem olhos - senão como poderia ver? Ele vê tudo - o passado, o presente e o futuro. Ele mora no coração do ser vivo e sabe o que fizemos no passado, o que estamos fazendo agora e o que nos reserva o futuro. Isto também se confirma no Bhagavad-Gita: Ele conhece tudo, mas ninguém O conhece. Está dito que o Senhor Supremo não tem pernas como as nossas, mas Ele pode viajar por todo o espaço porque Ele tem pernas espirituais. Em outras palavras, o Senhor não é impessoal; Ele tem olhos, pernas, mãos e tudo o mais, e porque somos partes integrantes do Senhor Supremo, também temos tudo isto. Mas Suas mãos, pernas, olhos e sentidos não estão contaminados pela natureza material.

O Bhagavad-Gita também confirma que, quando o Senhor aparece, Ele o faz como Ele é, através de Sua potência interna. Ele não é contaminado pela energia material, porque Ele é o Senhor da energia material. Na literatura védica, encontramos que toda a Sua corporificação é Espiritual. Ele tem uma forma eterna, plena de toda a opulência. Ele é o proprietário de toda a riqueza e o dono de toda a energia. Ele é o mais inteligente e é pleno em conhecimento. Estes são alguns dos atributos da Suprema Personalidade de Deus. Ele é o mantenedor de todas as entidades vivas e a testemunha de todas as actividades. Toda a compreensão que possamos obter da literatura védica nos leva a concluir que o Senhor Supremo é sempre transcendental. Embora não vejamos Sua cabeça, rosto, mãos ou pernas, Ele tem tudo isso, e quando somos elevados à posição transcendental, podemos ver a forma do Senhor. Devido ao fato de que nossos sentidos estão materialmente contaminados, não podemos ver Sua forma. Por isso, os impersonalistas, que ainda estão sob a influência da matéria, não podem compreender a Personalidade de Deus.

A Verdade Suprema existe fora e dentro de todos os seres vivos móveis e imóveis. Porque é sutil, Ele está além do poder dos sentidos materiais da visão ou da compreensão. Embora longe, muito longe, Ele também está perto de todos.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:39

Dezembro 20 2014

Os locais onde Krishna e Balarama tinham Seus passatempos infantis, em Vraja-dhama (Vrindavan) estavam decorados com todas as qualidades agradáveis da primavera.

Ceta vez, Krishna e Balarama, acompanhados de Seus amigos, brincavam, dançavam e cantavam. Subitamente, apareceu um demônio chamado Pralambasura, disfarçado de vaqueirinho, e assim disfarçadamente, misturou-se junto aos vaqueirinhos Que não foram capazes de perceber o seu disfarce.

Todavia, tanto o Onisciente Senhor Krishna como Seu irmão mais velho Balarama compreenderam Que o novo "visitante" era de fato, um demônio disfarçado. A fim de matá-Lo, Krishna o aceitou como amigo. Então, todos os vaqueirinhos dividiram-se em dois grupos a fim de dar início a suas brincadeiras .

 

Krishna era o líder de um grupo ao passo que Balarama era o líder do outro grupo. O jogo consistia da seguinte maneira: o time que perdesse teria que carregar os vaqueirinhos vencedores nas costas. "O jogo começou, Sridama e Vrishabha, que jogavam no grupo de Balarama, foram os vitoriosos. Consequentemente, Krishna teve que carregar Sridama ao passo que, Bhadrasena teve Que carregar Vrishabha. No outro lado, Balarama derrotou Pralambasura Q pensando evitar Krishna, escolhera ficar em Seu time. Portanto, Pralambasura também teve Que carregar Balarama. Rapidamente, ele colocou Balarama em seus ombros, cuidando para Que nenhum dos vaqueirinhos o vissem levando O seu amo.

Balarama, compreendendo as razões maléficas do demônio Pralambasura, fez com Que o Seu peso aumentasse de forma brusca para Que desta forma, Pralambasura não conseguisse tolerar o Seu peso e assim, O colocasse no chão. Pralambasura, disfarçado de vaqueirinho, assumiu a sua forma original, de um demônio. Ao ver a terrível forma do demônio, Balarama expressou em Sua face sintomas de dúvida. Balarama agarrou o demônio com Seu punho e lhe deu um feroz bofetão em sua cabeça. O bofetão de Balarama, despedaçou a cabeça do demônio Que começou a vomitar sangue. Pouco tempo depois, ele abandonou o corpo. Os vaqueirinhos e semideuses, começaram a glorificar intensamente o Senhor Balarama face a Seu feito e bravura.

Enquanto Krishna e Balarama e Seus amigos se ocupavam nos passatempos descritos acima, as vacas, sem serem observadas, começaram a vaguear por sua conta, entrando cada vez mais longe nas partes mais profundas da floresta, seduzidas pela relva fresca. A cabras, vacas e búfalos passaram de uma floresta para outra, e entraram na floresta e começaram a berrar. Do outro lado, Balarama e Krishna com Seus amiguinhos, não poderiam encontrar Seus animais, e ficaram muito aflitos. Começaram a procurar as vacas seguindo suas pegadas, bem como o caminho da relva comida. Todos os meninos temiam que seu próprio meio de vida, como do qual dependiam, agora estivesse perdido. Enquanto procuravam as vacas na floresta, ficaram muito cansados e com sede. logo, porém, ouviram os bezerros e as vacas. Krishna começou a chamar por seus respectivos nomes, com grande alarido. Ouvindo o chamado de Krishna, as vacas responderam imediatamente alegremente. Mas, nessa altura, um incêndio provocado pelos amigos demónios de Pralambasura na floresta, rodeava todos eles e a situação parecia muito amedrontadora. As chamas aumentavam com o vento que soprava com grande velocidade e parecia que tudo, móvel e inerte, seria devorado. Todas as vacas e meninos ficaram muito assustados, e olhavam Balarama e Krishna tremendamente assustados. Eles diziam: "Queridos Krishna e Balarama, agora estamos queimando no calor deste fogo ardente. Deixem que nos abriguemos em Vosso pés de lótus. Sabemos que Vocês podem nos proteger deste grande perigo. Nosso querido amigo Krishna, somos Seus amigos íntimos. não esta certo que soframos desta maneira. Todos dependemos por completo de Vossa misericórdia, pois sabemos que Você é o conhecedor de toda a vida Espiritual. Não conhecemos ninguém alem de Você.

A Personalidade de Deus Krishna ouviu as vozes suplicantes de Seus amigos íntimos, e, lançando um olhar agradável sobre eles, começou a responder. E falando através dos olhos, Krishna fez que Seus amigos entendessem não haver razão para medo. Então, Krishna, o místico Supremo, a Personalidade de Deus, engoliu imediatamente todas as chamas do incêndio devastador que os demónios companheiros cruéis de Pralambasura tinham cometido. Dessa maneira, as vacas os bezerros e os meninos, foram todos salvos do perigo iminente. por causa do medo os meninos estavam quase inconscientes, mas, quando recuperaram a consciência e abriram os olhos, viram que estavam de novo na floresta com Krishna, Balarama e as vacas e bezerros. ficaram completamente atónicos ao verem que estavam livres desse ataque cruel do fogo e que os animais estavam salvos. Eles pensaram secretamente que Krishna não poderia ser um menino comum, mas sim um enviado do mundo Espiritual.

E ao anoitecer, Krishna e Balarama junto com os meninos e as vacas e bezerros como outro animais que os seguiam, voltaram para casa, voltaram para a aldeia de Vrindavam.

Quando estavam se aproximando da aldeia, todas as meninas gopis ficaram contentes. Durante o dia inteiro, as gopis amigas de Krishna ficavam somente pensando nos passatempos de Krishna enquanto Ele estava na floresta com Seus amigos,  em Sua ausência, as gopis imaginavam que um momento sem a presença de Krishna duraria uma eternidade.

E assim termina mais um dos eternos passatempos do Senhor Krishna a Suprema Personalidade de Deus.

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publicado por Lalanesha Dasa às 14:16

Intercâmbios
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