*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Março 26 2016

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Tempo e Progresso
por H.D.Goswami

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A iniciativa Ver para Ser (uma iniciativa de outro movimento espiritual, o Brahma Kumaris) se esforça para “esclarecer problemas sociais atuais” e “ajudar a resolvê-los”. Essa solução requer “uma visão sólida e clara para o futuro”. Para atingir esse objetivo ambicioso é preciso compreender a natureza do tempo e suas três divisões: passado, presente e futuro. Comecemos com o presente.

Pode-se argumentar que o presente é o único momento que de fato existe. Apesar do gênero popular Hollywoodiano de viagem no tempo, não há passado real para o qual possamos retornar, nem o futuro existe agora como um destino possível. Quando alcançamos o futuro, este se torna o presente, e por isso não se pode, literalmente, ir ao futuro.

Então, para esclarecer problemas sociais atuais e ajudar a resolvê-los, devemos estar de maneira firme presentes no presente, com olhos e ouvidos abertos. Se nos perdermos na nostalgia do passado ou no sonho de um futuro que talvez nunca chegue, não faremos progresso. Todavia, passado e futuro, corretamente entendidos, são vitais para o nosso progresso. Então, como deveríamos lidar com passado e futuro, mesmo enquanto permanecemos situados de forma dinâmica no presente?

Durante muitos séculos, a Europa cristã não olhou para o futuro a fim de formar uma sociedade melhor, senão que para um passado remoto: o Jardim do Éden. Na Europa pré-cristã, os grandes escritores gregos da antiguidade – Homero e Hesíodo – ensinaram que a humanidade havia caído de uma Era Dourada para a qual devemos retornar. Sábios indianos ensinaram que devemos restaurar, na Terra, o antigo reino ideal do Senhor Rama, a versão hindu, ou védica, do estado edênico na Terra.

Além dos modelos antigos de sociedades ideais, pessoas também estudaram as boas e más lições da história a fim de angariar sabedoria. Afinal, a mente humana move-se a partir de princípios particulares em direção a princípios gerais por meio da observação de inúmeros exemplos. Vou explicar.

Uma pessoa que tenha visto apenas um cavalo em sua vida – uma égua marrom – pode concluir que todos os cavalos são éguas marrom de um tamanho específico. Ao ver muitos cavalos de diversas raças, no entanto, chega-se a ideia geral do que é um cavalo: a categoria que inclui todos os tamanhos, cores, gêneros e raças. O pensamento humano racional, e a própria ciência, requerem a capacidade de generalizar e categorizar.

Da mesma forma, o indivíduo não se tornará sábio mediante experiência de uma única cultura numa única época ou lugar. De fato, o termo “provincial” indica aqueles que conhecem apenas a sua província. Assim como alguém escala uma montanha para obter uma visão ampla do espaço, do mesmo modo, o estudo da história nos fornece a visão ampla do comportamento humano. Quando vemos seres humanos cometerem repetidamente o mesmo erro ou repetidamente alcançarem sabedoria e virtude, em infinitas variedades de épocas e lugares, aprendemos os princípios de justiça e injustiça, amor e ódio, vaidade e egoísmo, ganância e generosidade, no seu sentido universal. Esse conhecimento é sabedoria.

Assim, o passado não nos fornece apenas imagens ideais de uma Era Dourada, mas também uma compreensão profunda e universal da virtude e do vício que levam ao florescimento humano e à sua degradação, à alegria e ao sofrimento.

E quanto ao futuro? Ao aplicar princípios universais que colhemos do passado numa compreensão clara e pragmática do presente, podemos legitimamente aspirar a criar um futuro melhor. Um sonho consistente e razoável de um futuro melhor age como a causa final de Aristóteles.

Para Aristóteles, o pai da lógica moderna, o estado final de um objeto atua como uma causa, que leva esse objeto ao seu destino. Por exemplo, dentro de uma bolota (o fruto do carvalho) está a forma sutil de um carvalho maduro. A bolota não se desenvolve aleatoriamente num carvalho. Pelo contrário, o modelo, o “plano” do produto final “atrai” a bolota e a capacita para frutificar rumo a seu estado final.

Da mesma forma, a visão clara e poderosa de uma humanidade espiritualizada atua como causa final, conducente a uma Era Dourada. Quanto mais as pessoas fixarem esse futuro brilhante em suas mentes e corações, e de maneira enérgica trabalharem por ele “com os pés no chão”, mais cedo a semente dos nossos sonhos crescerá na forma madura da Era Dourada na Terra.

Assim, mesmo enquanto permanecemos pragmática e lucidamente ancorados no presente, valemo-nos do passado e do futuro para criarmos um mundo melhor. Essa é a relação natural entre tempo e progresso.

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publicado por Lalanesha Dasa às 15:28

Março 25 2016

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Krishna a Suprema Personalidade de Deus enfatiza dizendo no Bhagavad-Gītā capitulo 2, verso 21:

 Como pode uma pessoa que sabe que a alma é indestrutível, eterna, não nascida e imutável matar alguém ou fazer com que alguém mate.

Porque tudo tem sua devida utilidade, e um homem que está situado em conhecimento completo sabe como e onde utilizar algo devidamente. Do mesmo modo, a violência também tem sua utilidade, e a maneira correta de usá-la cabe à pessoa em conhecimento. Embora o juiz dê a pena capital a uma pessoa condenada por homicídio, ele não pode ser censurado, porque é de acordo com os códigos de justiça que ele decreta violência contra esta pessoa. No Manu-Samhitā, o livro de leis da humanidade, sustenta-se que um assassino deve ser condenado à morte para que em sua próxima vida não precise pagar com sofrimento o grande pecado que cometeu. Portanto, o fato de o rei condenar um assassino à forca é na verdade benéfico. De modo semelhante, quando Krishna dá a ordem para lutar, deve-se concluir que a violência é em prol da justiça Suprema, e por isso deve-se seguir essa instrução, sabendo muito bem que tal violência, cometida enquanto se luta pela causa de Krishna ou de Seu propósito, não é absolutamente violência porque, de qualquer maneira, o homem, ou melhor, a alma, não pode ser morta; assim, para a administração da justiça, permite-se a assim chamada violência. Uma operação cirúrgica não se destina a matar o paciente, mas a curá-lo. Portanto, Deve-se empreender sob a instrução de Krishna uma luta em pleno conhecimento, e por isso não há possibilidade de reação pecaminosa.

O fato de alguém ter uma compreensão apropriada da relação existente entre sua posição constitucional e Krishna é tão vantajoso que ele imediatamente pode ser retirado da luta pela existência que se desenrola no oceano da ignorância. Às vezes, este mundo material é considerado como um oceano de ignorância, e outras, como uma floresta em chamas. No oceano, mesmo que se saiba nadar muito bem, a luta pela existência é muito severa. Se alguém aparece e retira do oceano o nadador que se debate, ele é o maior dos salvadores. O conhecimento perfeito, recebido da Suprema Personalidade de Deus, é o caminho da liberação. O barco da consciência de Krishna é muito simples e ao mesmo tempo é o mais sublime.

Como Krishna mesmo enfatiza dizendo:

Mesmo que uma pessoa seja considerada a mais pecaminosa de todos os pecadores, quando estiver situada no barco do conhecimento transcendental será capaz de cruzar o oceano de misérias. Assim como o fogo ardente transforma a lenha em cinzas, do mesmo modo, o fogo do conhecimento reduz a cinzas todas as reações às atividades materiais. Neste mundo, não há nada tão sublime e puro como o conhecimento transcendental. Este conhecimento é o fruto maduro de todo o misticismo. E aquele que se familiarizou com a prática do serviço devocional desfruta deste conhecimento dentro de si no devido tempo.

Quando se fala de conhecimento transcendental, toma-se como ponto de referência a compreensão Espiritual. Sendo assim, não há nada tão sublime e puro como o conhecimento transcendental. A ignorância é a causa do cativeiro, e o conhecimento é a causa da liberação. Este conhecimento é o fruto maduro do serviço devocional, e quando está em conhecimento transcendental, a pessoa não precisa procurar paz em outro lugar, pois goza de paz dentro de si mesma. Em outras palavras, este conhecimento e esta paz culminam na consciência de Krishna. Esta é a palavra final do Bhagavad-Gītā.

Portanto quando falsos impostores que se recusam a trabalhar em consciência de Krishna, porém fazem um show de meditação, enquanto a mente deles de fato não se afasta da satisfação dos sentidos. Tais impostores também podem falar de filosofia árida para enganar seguidores sofisticados e fazerem com que alguém se esqueça de Krishna. A mente desses farsantes impostores é impura, e portanto a exibição de meditação ióguica que esses impostores tentam mostrar não tem valor algum. Tal impostor que tenta se passar por um yogī, enquanto de fato busca os objetos de prazer dos sentidos, deve ser chamado o maior dos enganadores, embora às vezes fale de filosofia. Seu conhecimento não tem valor, porque os efeitos do conhecimento de tal homem pecaminoso são removidos pela energia ilusória do Senhor. Tais impostores não sabem que esquecer-se de sua posição constitucional como subordinados ao Senhor Supremo é a maior violação da lei de Deus. 

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publicado por Lalanesha Dasa às 14:11

Março 22 2016

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 O Senhor Caitanya Mahāprabhu, ao propagar as atividades devocionais, recomendou que as pessoas ouçam com submissão a mensagem da Personalidade de Deus. A essência dessa mensagem é o Bhagavad-Gītā. Os mais baixos dentre os seres humanos somente podem ser salvos por este processo que consiste em ouvir com submissão, porém, se por infortúnio, eles se recusam até mesmo a dar ouvidos a essas mensagens, então, o que se dizer de renderem-se à vontade do Senhor Supremo? Os seres humanos mais baixos da humanidade, negligenciarão completamente o dever primordial do qual o ser humano tem o dever de seguir.

O Senhor Chaitanya Mahaprabhu é descrito da seguinte maneira: Ele é o único refúgio dos desamparados, dos caídos, e Ele é a única esperança dos que são desprovidos de todo o conhecimento Espiritual.

O supremamente poderoso Senhor Krishna manifesta-se sob cinco potências distintas. Ainda que seja inigualável, a fim de servir a cinco propósitos Espirituais específicos, Ele manifesta-se de cinco maneiras. Tal diversidade é eterna e bem-aventurada, ao contrário da concepção da falta de unidade. Através dos textos Védicos compreendemos que a Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus, existe eternamente com Suas diversas energias. O Senhor Chaitanya Mahaprabhu apareceu com diversas energias plenárias, que perfazem um número de cinco; logo, o Senhor Chaitanya Mahaprabhu é conhecido como Krishna com diversas energias Não há diferença entre a energia e o energético com relação ao aparecimento do Senhor como Shri Chaitanya Mahaprabhu e seus quatro associados - Nityananda Prabhu, Advaita Prabhu, Gadhadara e Shrivāsa. Entre estas cinco distintas manifestações do Senhor Supremo, não há diferença Espiritual. Eles são cinco manifestações em uma única Verdade Absoluta. Com o objetivo de saborear transcendentais doçuras na Verdade Absoluta, existem cinco diferentes manifestações. Estas são conhecidas como a forma de um devoto, a identidade de um devoto, a encarnação de um devoto, o devoto puro e a energia devocional.

Dentre as cinco variedades da Verdade Absoluta, a forma do Senhor Chaitanya Mahaprabhu é a manifestação da Suprema Personalidade de Deus original, Krishna. 

Na literatura Védica, afirma-se que o Senhor Supremo é a Suprema entidade viva entre todas as entidades vivas. Há inumeráveis entidades vivas, porém, há uma entidade viva que é a Suprema Divindade Absoluta. A diferença entre a entidade viva singular e as entidades vivas plurais é que a entidade singular é o Senhor de todas. O Senhor Chaitanya Mahaprabhu é a entidade viva Suprema, e Ele descendeu para regenerar as inumeráveis entidades vivas caídas. Em outras palavras, o propósito específico do Advento do Senhor Chaitanya Mahaprabhu é estabelecer a verdade Védica de que existe uma Suprema Personalidade de Deus predominando e mantendo as inumeráveis personalidades de todas as entidades vivas. Porque o Senhor Chaitanya Mahaprabhu adveio para iluminar as pessoas em geral acerca da verdadeira natureza do relacionamento entre o Supremo e as entidades vivas.

No Bhagavad-Gītā, as últimas instruções do Senhor Krishna, foram direcionadas no sentido do dever de abandonar todas as outras ocupações religiosas, e unicamente prestar serviço a Ele Krishna. Todavia, depois de Seu desaparecimento, pessoas ininteligentes O interpretaram mal. Eles ficaram contaminados por uma filosofia da qual produziram-se muitos especuladores mentais, e por isso esqueceram a verdadeira posição da Verdade Absoluta e da entidade viva. Portanto, o próprio Senhor Krishna voltou a aparecer como o Senhor Chaitanya Mahaprabhu a pelo menos 500 anos atrás, para ensinar às almas caídas deste mundo material atual, uma maneira de aproximarem-se dos ensinamentos deixados através das escrituras sagradas dos Vedas como o próprio Senhor Krishna enfatiza no Bhagavad-Gītā. O Bhagavad-Gītā ensina que se deve abandonar tudo e dar por final acabo aos apegos materiais deste mundo. Um devoto imaculado do Senhor Krishna ou alguém que com devoção siga a filosofia do Senhor Chaitanya Mahaprabhu são idênticos. A filosofia do Senhor Chaitanya Mahaprabhu não é diferente da qual o próprio Senhor Krishna infatiza no Bhagavad-Gītā que se deve abandonar tudo e adorar exclusivamente a Suprema Personalidade de Deus ou seja o próprio Senhor Krishna. Pois o Senhor Krishna, a Personalidade de Deus, falou as mesmas palavras, indicando a Si próprio como o Senhor Supremo. E para esclarecer a mesma situação filosófica, o Senhor Chaitanya Mahaprabhu, reiterou mensagem do Senhor Krishna que ninguém deve declarar-se igual a Deus, todos devem, ao contrário, adorar Krishna como o Senhor Supremo. 

O fato mais espantoso nessa conclusiva mensagem do Senhor Chaitanya, é que Ele mesmo sendo a Suprema Personalidade de Deus, Krishna nunca Se apresentou como sendo o próprio Krishna. Ao contrário, sempre que devotos inteligentes descobriam que Ele era o próprio Senhor e O tratavam como tal, Ele negava isto veementemente. E as vezes, chegava a tapar os ouvidos, protestando que ninguém deve ser tratado pelo título de Senhor Supremo. E nem devem os seguidores de alguma filosofia Espiritualista serem tolos e aceitarem qualquer um como se fosse uma Suprema Personalidade de Deus. Deve-se analizar a pessoa em questão, consultando as escrituras sagradas e vendo quais são as suas atividades Espirituais que estejam em absoluta harmonia com Deus. A beleza do Senhor Chaitanya Mahaprabhu é tamanha que, mesmo sendo o Senhor Supremo, Ele veio como um grande devoto, para ensinar a todas as almas condicionadas a como prestar serviço devocional. Portanto as almas condicionadas  interessadas no serviço devocional, devem seguir os passos exemplares do Senhor Chaitanya Mahaprabhu, para que com isso aprendam como Krishna pode ser alcançado através do serviço devocional de Amor puro a Deus. Assim, o próprio Senhor Supremo ensinará a alma condicionada no mundo material, a como se aproximar dEle mediante serviço devocional prestado a Ele.

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publicado por Lalanesha Dasa às 12:09

Março 17 2016

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 Krishna a Suprema Personalidade de Deus enfatiza no Bhagavad-Gītā capitulo 11, verso 20, dizendo:

Aqueles que seguem este caminho Espiritual imperecível do serviço devocional e que se ocupam com plena fé, fazendo de Mim a meta suprema, são muitíssimo queridos por Mim. E também diz que deve-se tentar aprender a verdade aproximando-se de um mestre Espiritual fazendo-lhe perguntas com submissão e preste-lhe serviço. As almas auto-realizadas podem transmitir conhecimento porque elas são videntes da verdade.

O caminho da realização Espiritual sem dúvida é difícil. O Senhor, portanto, aconselha que nos aproximemos de um mestre espiritual genuíno, que está na linha de sucessão discipular proveniente do próprio Senhor. Não pode ser um mestre espiritual autêntico quem não segue este princípio da sucessão discipular. O Senhor é o mestre Espiritual original, e quem está na sucessão discipular pode transmitir intacta a seu discípulo a mensagem do Senhor. Ninguém pode alcançar a realização espiritual fabricando seu próprio processo, como é moda entre os farsantes tolos. O caminho da religião é enunciado diretamente pelo Senhor. Portanto, a especulação mental ou os argumentos áridos não ajudarão a conduzir ninguém ao caminho certo. Nem através do estudo independente dos livros de conhecimento pode-se progredir na vida Espiritual. É necessário aproximar-se de um mestre Espiritual genuíno para receber este conhecimento. Tal mestre Espiritual deve ser aceito com rendição completa, e o discípulo deve servir ao mestre Espiritual como um servo humilde, sem falso prestígio. A satisfação do mestre Espiritual auto-realizado é o segredo do progresso na vida Espiritual. Na busca de compreensão Espiritual, indagações e submissão constituem a combinação apropriada. Se não houver submissão e serviço, as indagações feitas ao mestre Espiritual erudito não surtirão efeito. Deve-se procurar cumprir tais requisitos, e quando o mestre Espiritual vê o desejo legítimo do discípulo, ele automaticamente o abençoa com a verdadeira compreensão espiritual. Condenam-se neste verso a obediência cega e as perguntas absurdas. Não só é necessário ouvir com rendição o mestre Espiritual, mas também deve-se obter dele um entendimento claro, com submissão, serviço e indagações. Um mestre Espiritual autêntico é por natureza muito bondoso para com o discípulo. Portanto, quando o aluno é submisso e está sempre disposto a prestar serviço, a troca de conhecimento e perguntas torna-se perfeita.

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publicado por Lalanesha Dasa às 15:20

Março 11 2016

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Krishna a Suprema Personalidade de Deus diz no Bhagavad-Gītā capitulo 15 verso15, que esta situado nos corações de todos, e é dEle que vêm a lembrança, o conhecimento e o esquecimento. E através de todas as escrituras Sagradas, é a Ele que se deve conhecer. Na verdade, Ele afirma que é o único compilador das escrituras Sagradas e o único conhecedor dos Vedas.

O Senhor Supremo situa-Se como a SuperAlma nos corações de todos, e é Ele que dá início a todas as atividades. A entidade viva esquece tudo o que aconteceu em sua vida anterior, mas ela tem que agir segundo a orientação do Senhor Supremo, que testemunha todo o seu trabalho. Por isso, ela começa a trabalhar de acordo com suas ações passadas. O conhecimento necessário lhe é suprido, e também a lembrança, e ela se esquece de sua vida passada. Logo, o Senhor não é apenas onipenetrante; Ele também está localizado em cada coração individual. Ele concede os diferentes resultados fruitivos.  Ele é digno de adoração não só a Suprema Personalidade de Deus e a SuperAlma localizada no coração de toda a entidade viva, mas também como a forma da encarnação dos Vedas. Os Vedas nos dão a direção correta para que possamos organizar nossas vidas e voltar ao lar, de volta ao Supremo. Os Vedas ensinam a respeito de Krishna, a Suprema Personalidade de Deus. O Senhor Supremo é tão completo que, para ajudar a alma condicionada a salvar-se, Ele fornece e digere o alimento, testemunha sua atividade e dá o conhecimento sob a forma dos Vedas e sendo a Suprema Personalidade de Deus, Krishna, Ele ensina o Bhagavad-Gītā. Ele é digno de ser adorado pela alma condicionada. Assim, Deus é muito bom; Deus é totalmente misericordioso. 

Tão logo abandona o seu corpo atual, o ser vivo esquece o que passou, mas volta a começar seu trabalho, impelido pelo Senhor Supremo. Embora ele esqueça, o Senhor lhe dá a inteligência para retomar seu trabalho a partir do ponto onde ele o deixara em sua última vida. Assim, a entidade viva não só goza ou sofre neste mundo conforme o que lhe é imposto pelo Senhor Supremo situado localmente no coração, mas também recebe dEle a oportunidade de compreender os Vedas. Se alguém leva a sério a compreensão do conhecimento védico, então Krishna lhe dá a inteligência necessária. Por que Ele quer que o conhecimento védico seja compreendido? Porque a entidade viva individual precisa compreender Krishna. Quem executa os rituais védicos, comenta a filosofia védica e adora o Senhor em serviço devocional, alcança-O. Portanto, o propósito dos Vedas é compreender Krishna. Os Vedas nos orientam como entender Krishna, e nos dão o processo através do qual podemos compreendê-lO. A meta última é a Suprema Personalidade de Deus. Pode-se atingir a perfeição em três etapas. Compreendendo a literatura védica, podemos entender nossa relação com a Suprema Personalidade de Deus; executando os diferentes processos, podemos aproximar-nos dEle, e no final podemos alcançar a meta suprema, que é a própria Suprema Personalidade de Deus.

Portanto, o ser vivo tem que purificar-se da contaminação material que adquiriu, para então recuperar sua relação com o Senhor Supremo. Este é o único caminho pelo qual ele pode voltar sem medo à consciência de Krishna. Se estiver situado em consciência de Krishna, então este caminho assegura sua elevação à fase da perfeição. Se não adotar este caminho da auto-realização, então, ele com certeza ficará sob a influência dos modos da natureza que o empreenderão num abismo de conflitos existenciais.

No entanto, quando a pessoa é iluminada com o conhecimento pelo qual a ignorância é destruída, então, seu conhecimento revela tudo, assim como o Sol ilumina tudo durante o dia.

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publicado por Lalanesha Dasa às 16:59

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