*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Março 31 2017

IMG_6987.JPG

Deus deu independência a todos; portanto, se alguém deseja obter gozo material e quer mui sinceramente receber dos semideuses materiais tais facilidades, o Senhor Supremo, como a Superalma nos corações de todos, compreende e lhes dá facilidades. Como o pai supremo de todos os seres vivos, Ele não interfere na independência de cada um, mas dá todas as condições adequadas para que eles possam satisfazer seus desejos materiais. Talvez alguns perguntem por que o Deus onipotente dá aos seres vivos condições favoráveis para desfrutarem deste mundo material e com isso os deixa cair na armadilha da energia ilusória. A resposta é que se o Senhor Supremo como Superalma não dá essas facilidades, então, a independência não faz sentido. Por conseguinte, Ele dá a todos independência completa — tudo o que quiserem — mas no Bhagavad-Gītā encontramos Sua instrução definitiva: é necessário abandonar todas as outras ocupações e render-se inteiramente a Ele. Isto fará a pessoa feliz.

Tanto a entidade viva quanto os semideuses estão subordinados à vontade da Suprema Personalidade de Deus; portanto, a entidade viva não pode por determinação exclusivamente sua adorar um semideus; tampouco pode um semideus conceder alguma bênção sem a vontade suprema. Como se diz, nem uma folha de grama se move sem a vontade da Suprema Personalidade de Deus. De um modo geral, as pessoas que estão aflitas no mundo material dirigem-se aos semideuses, como são aconselhadas na literatura védica. Quem deseja satisfazer determinada aspiração pode adorar este ou aquele semideus. Por exemplo, recomenda-se a um doente que adore o deus do Sol; quem deseja instrução pode adorar a deusa da sabedoria, Sarasvatī; quem deseja uma bela esposa pode adorar a deusa Umā, a esposa do Senhor Shiva. Dessa maneira, nos shāstras (escrituras védicas) há recomendações para se executar diferentes processos de adoração a diferentes semideuses. E porque uma entidade viva específica deseja gozar uma determinada situação material favorável, o Senhor a inspira a desenvolver um desejo forte para conseguir esta bênção daquele semideus. O modo específico de atitude devocional que se direcione a uma determinada categoria de semideus também é designado pelo Senhor Supremo. Os semideuses não podem infundir essa afinidade nas entidades vivas, mas por ser Ele o Senhor Supremo, ou a Superalma que está presente nos corações de todas as entidades vivas, Krishna dá ao homem o ímpeto para adorar certos semideuses. Os semideuses são na verdade diferentes partes do corpo universal do Senhor Supremo; portanto, eles não têm independência. Declara-se na literatura Védica: “A Suprema Personalidade de Deus, como Superalma, também está presente no coração do semideus; por isso, é Ele quem organiza tudo para que o semideus satisfaça o desejo da entidade viva. Mas tanto o semideus quanto a entidade viva são dependentes da vontade suprema. Eles não são independentes”.

Como Krishna mesmo diz a seguir:

"Munido com esta fé, ele se empenha em adorar um semideus específico e realiza seus desejos. Mas na verdade, estes benefícios são concedidos apenas por Mim."

Sem a permissão do Senhor Supremo, os semideuses não podem conceder bênçãos a seus devotos. A entidade viva talvez esqueça que tudo é propriedade do Senhor Supremo, mas os semideuses não esquecem. Logo, a adoração aos semideuses com a obtenção dos resultados desejados não se deve aos semideuses, mas ao arranjo feito pela Suprema Personalidade de Deus. Como não sabe disso, a entidade viva menos inteligente tolamente dirige-se aos semideuses em troca de algum benefício. Mas o devoto puro, quando necessita de algo, ora apenas ao Senhor Supremo, pois, pedir benefício material não caracteriza o devoto puro. Em geral, a entidade viva dirige-se aos semideuses porque está louca por satisfazer sua luxúria. Isto se dá quando a entidade viva tem desejos descabidos que não são concretizados pelo próprio Senhor. Afirma-se que quem adora o Senhor Supremo e ao mesmo tempo deseja gozo material tem desejos contraditórios. O serviço devocional ao Senhor Supremo e a adoração a um semideus não podem estar na mesma plataforma, porque a adoração a um semideus é material e o serviço devocional ao Senhor Supremo é inteiramente Espiritual.

Para a entidade viva que deseja retornar ao Supremo, os desejos materiais são empecilhos. Um devoto puro do Senhor, portanto, não recebe os benefícios materiais desejados pelas entidades vivas menos inteligentes, que preferem adorar os semideuses do mundo material, a ocuparem-se no serviço devocional ao Senhor Supremo.

Aqui Krishna enfatiza com magnitude dizendo:

"Homens de pouca inteligência adoram os semideuses, e seus frutos são limitados e temporários. Aqueles que adoram os semideuses vão para os planetas dos semideuses, mas Meus devotos acabam alcançando Meu Planeta Supremo."

Portanto os resultados conseguidos com as bênçãos dos semideuses são perecíveis porque, neste mundo material, os planetas, os semideuses e seus adoradores são todos perecíveis. Portanto, afirma-se claramente neste ensinamento dado pelo Senhor Krishna, que todos os resultados obtidos com a adoração aos semideuses são perecíveis, e por isso essa adoração é executada pela entidade viva menos inteligente. Porque se ocupa em consciência de Krishna, prestando serviço devocional ao Senhor Supremo, o devoto puro obtém existência eterna e bem-aventurada que é plena de conhecimento; suas conquistas, portanto, são diferentes daquelas alcançadas por alguém que costuma adorar os semideuses. O Senhor Supremo é ilimitado; Seu favor é ilimitado; Sua misericórdia é ilimitada. Por conseguinte, a misericórdia que o Senhor Supremo concede a Seus devotos puros é ilimitada.

IMG_6971.JPG

image.jpeg

publicado por Lalanesha Dasa às 10:48

Março 30 2017

IMG_6970.JPG

 Aplicam-se neste ensinamento dado por Krishna ao Seu amigo e discípulo, aqui três considerações: deveres prescritos, trabalho por capricho, e inação. Os deveres prescritos são actividades impostas segundo os modos da natureza material adquiridos pela pessoa. Trabalho por capricho significa ações sem a sanção da autoridade, e inação significa não executar os deveres prescritos. O Senhor aconselhou Arjuna a não ficar , mas a executar seu dever prescrito sem se apegar ao resultado. Alguém que se apega ao resultado do próprio trabalho, é também a causa da ação. Assim, ele desfruta ou sofre o inactivo resultado de tais ações.

Quanto aos deveres prescritos, eles podem incluir-se em três subdivisões, a saber, trabalho de rotina, trabalho de emergência e actividades desejadas. Trabalho de rotina executado por obrigação segundo as prescrições das escrituras, sem desejo dos resultados, é ação no modo da bondade. O trabalho visando resultados torna-se a causa do cativeiro; portanto, trabalho assim não é auspicioso. Todos têm direito de propriedade em relação aos deveres prescritos, mas deve-se agir sem apego ao resultado; tais deveres obrigatórios abnegados sem dúvida conduzem a pessoa ao caminho da liberação.

Portanto, o Senhor aconselhou a Arjuna, que agi-se em suas ações, por mero dever, sem apego ao resultado. Pois executar alguma ação com o intuito de desfrutar dessa mesma ação, é outro aspecto de apego. Esse apego nunca leva alguém ao caminho da salvação. Qualquer apego, positivo ou negativo, é causa de cativeiro. A inação ao dever torna-se pecaminoso. Por conseguinte, executar uma ação como uma questão de dever é o único caminho auspicioso que propicia a Arjuna ir de encontro a salvação.

Krishna nos aconselha que devemos desempenhar nossos deveres com equilíbrio, abandonando todo o apego a sucesso ou fracasso. Pois tal equanimidade chama-se yoga.

Krishna diz aqui, que se deve agir em yoga. E o que vem a ser yoga? Yoga significa concentrar a mente no Supremo, e controlar os sempre perturbadores sentidos. E quem é o Supremo? O Supremo é o Senhor. E porque Ele mesmo está dizendo nos ensinando, que devemos executar nossos deveres em todas as esferas sociais como mera obrigação e não como senhores dessa mesma ação. Pois ganho ou vitória são da alçada de Krishna; somos simplesmente é aconselhados a agir segundo a ordem de Krishna. Seguir a ordem de Krishna é a verdadeira yoga, e pratica-se isto no processo chamado consciência de Krishna. É somente por meio da consciência de Krishna que se pode abandonar o sentimento de propriedade. A pessoa deve tornar-se servo de Krishna, ou servo do servo de Krishna. Esta é a maneira correta de cumprir o dever em consciência de Krishna, a única coisa que pode ajudar o indivíduo a agir em yoga.

Ninguém deve satisfazer a si mesmo como é a regra no mundo material, mas todos devem satisfazer a Krishna a Suprema Personalidade de Deus. Logo, quem não satisfaz a Krishna (Deus) não pode observar corretamente os princípios sociais.

Krishna diz que deve-se manter todas as atividades abomináveis bem distantes através da prática do serviço devocional, e nesta consciência render-se ao Senhor Supremo de todas as causas. Pois aqueles que querem gozar o fruto de seu trabalho são extremamente mesquinhos.

Aquele que de fato veio a entender sua posição constitucional como servo eterno do Senhor abandona todas as ocupações e passa a agir apenas em consciência de Krishna, pois isso significa serviço transcendental amoroso ao Senhor. Este serviço devocional é a atitude correta tomada pela entidade viva. Só quem é mesquinho deseja gozar o fruto de seu próprio trabalho aumentando assim seu enredamento no cativeiro material. Com a exceção do trabalho em consciência de Krishna, todas as atividades são abomináveis porque sempre prendem o autor ao ciclo do nascimento e morte. Assim jamais se deve desejar ser a causa do trabalho. Tudo deve ser feito em consciência de Krishna, para a satisfação de Krishna. Os avarentos não sabem utilizar os bens materiais adquiridos pela boa fortuna ou pelo trabalho árduo. A pessoa deve gastar todas as energias trabalhando em consciência de Krishna, sempre vizando ir ao encontro da paz, pois isto fará de sua vida um sucesso. Tal qual os avarentos, as pessoas desafortunadas não aplicam sua energia humana no serviço do Senhor.

Aquele que está ocupado no serviço devocional, livra-se tanto das boas quanto das más ações, mesmo durante esta vida. Portanto, empenhar-se na yoga, é a verdadeira arte de todo o trabalho.

IMG_6963.JPG

image.jpeg

publicado por Lalanesha Dasa às 13:19

Março 24 2017

IMG_6946.JPG

 Eles acreditam que satisfazer os sentidos é a necessidade primordial da civilização humana. Com isto, até o fim da vida sua ansiedade é imensurável. Presos a uma rede de centenas de milhares de desejos e absortos na luxúria e na ira, eles recorrem a meios ilegais para obter o dinheiro que investirão no gozo dos sentidos.

Os seres demoníacos aceitam que o gozo dos sentidos é a meta última da vida e mantêm este conceito até a morte. Eles não acreditam em vida após a morte, nem acreditam que nos submetemos a diferentes tipos de corpos de acordo com o karma, ou as atividades realizadas neste mundo. Seus planos para a vida nunca terminam, e eles continuam preparando planos e mais planos, mas nunca terminam nenhum. Temos na prática, a experiência pessoal de presenciar uma pessoa com tal mentalidade demoníaca que, mesmo quando estava prestes a morrer, pedia ao médico que prolongasse sua vida por mais quatro anos porque seus planos ainda não estavam completos. Esses tolos não sabem que o médico não pode prolongar a vida de ninguém. Quando o aviso chega, não se considera o desejo da pessoa. As leis da natureza não concedem nem mesmo um segundo além daquilo que se está destinado a desfrutar.

IMG_6951.JPG

 O homem demoníaco tem um desejo ilimitado de adquirir dinheiro. É um desejo sem fim. Ele pensa somente em quanto capital ele tem agora e planeja aumentar mais e mais esta riqueza acumulada. Para alcançar este fim ele não hesita em recorrer a qualquer expediente pecaminoso, tanto que, para obter o prazer ilegal, negocia no mercado negro. Está encantado com os bens que já possui, tais como terra, família, casa e saldo bancário, e está sempre planejando melhorá-los. Acredita em sua própria força, e não sabe que tudo o que está ganhando deve-se às suas boas ações passadas. Ele recebe a oportunidade de acumular tais coisas, mas não entende a influência das atividades realizadas no passado. Ele só pensa que toda a sua grande riqueza deve-se a seu próprio esforço. Uma pessoa demoníaca acredita na força de seu trabalho pessoal, não na lei do karma. Conforme a lei do karma, alguém nasce numa família elevada, ou fica rico, ou recebe boa educação, ou é muito bonito devido às boas atividades realizadas no passado. Os demoníacos pensam que todas essas circunstâncias são acidentais e devidas à força de sua capacidade pessoal. Eles não percebem nenhum arranjo por trás de todas as variedades de pessoas, de beleza e de educação. Qualquer um que tente competir com semelhante homem demoníaco é seu inimigo. Há muitas pessoas demoníacas, cada qual é um inimigo dos outros. Esta inimizade fica mais e mais ferrenha — entre pessoas, depois entre famílias, então entre sociedades, e por fim entre nações. Por isso, há constante luta, guerra e inimizade em todo o mundo.

Cada pessoa demoníaca pensa poder viver às custas do sacrifício das demais. Em geral, a pessoa demoníaca se considera o Deus Supremo, e um pregador demoníaco diz a seus seguidores: “Por que vocês procuram Deus em outra parte? Todos vocês são Deus! Poderão fazer tudo o que quiserem. Não acreditem em Deus. Dispensem Deus. Deus está morto”. Estas são as pregações da pessoa demoníaca.

Embora veja outros que possuem pelo menos a mesma riqueza e influência, a pessoa demoníaca acha que ninguém é mais rico que ela e que ninguém é mais influente que ela.

 Acomodados e sempre cínicos, deixando-se iludir pela riqueza e pelo falso prestígio, eles às vezes orgulhosamente executam sacrifícios apenas de nome, sem seguirem nenhuma regra ou regulação.

Julgando-se o máximo, sem se importar com nenhuma autoridade ou escritura, os demoníacos às vezes aparentemente executam rituais ou sacrifícios religiosos. E como não acreditam em autoridade, eles são muito cínicos. Isto se deve à ilusão causada pelo acúmulo de riqueza e falso prestígio. Os homens comuns e tolos os têm como Deus e os adoram, e eles são considerados pelos tolos como avançados nos princípios da religião ou nos princípios do conhecimento Espiritual. Organizam com seus comparsas sistemas politicos dos quais agonizam a população enfraquecendo toda uma sociedade trabalhadora. 

Confundidos pelo falso ego, força, orgulho, luxúria e ira, os demônios passam a invejar a Suprema Personalidade de Deus, que está em seus próprios corpos e nos corpos dos outros, e blasfemam contra a religião verdadeira.

O ser demoníaco, sempre se opondo à supremacia de Deus, não gosta de acreditar nas escrituras. Ele tem inveja das escrituras e da existência da Suprema Personalidade de Deus. Isto é causado por seu aparente prestígio e seu acúmulo de riqueza e força. Ele não sabe que a vida atual é uma preparação para a vida seguinte. Não sabendo disto, ele chega a invejar seu próprio eu, assim como o dos outros. Ele comete violência contra os corpos dos outros e contra o seu. Porque não tem conhecimento, ele não se importa com o controle supremo exercido pela Personalidade de Deus. Sendo invejoso das escrituras e da Suprema Personalidade de Deus, ele apresenta argumentos falsos que negam a existência de Deus e rejeita a autoridade da escritura. Ele se julga independente e poderoso em todas as ações. Pensa que, como ninguém consegue igualá-lo em força, poder ou riqueza, ele pode agir como bem entender, pois ninguém irá detê-lo. Se tem um inimigo que acaso impeça o avanço de suas atividades sensuais, ele faz planos para eliminá-lo com seu próprio poder.

Porém Krishna a Suprema Pessoa contradiz toda essa classe de seres endemoniados dizendo:

 Aqueles que são invejosos e maliciosos, os mais baixos entre os homens, Eu os lanço perpetuamente no oceano da existência material, em várias espécies de vida demoníaca. Submetendo-se a repetidos nascimentos e mortes entre as espécies de vida demoníaca, tais pessoas jamais conseguem aproximar-se de Mim. Aos poucos, elas afundam-se na mais abominável condição de existência. Há três portões que conduzem a este inferno — a luxúria, a ira e a cobiça. Todo homem são deve afastar-se destes desvarios, pois eles conduzem à degradação da alma. 

O homem tenta satisfazer sua luxúria, e quando não consegue, surgem a ira e a cobiça. Um homem são que não quer deslizar para as espécies de vida demoníaca deve tentar abandonar estes três inimigos, que podem matar o eu a tal ponto, que não haverá possibilidade de ele libertar-se deste enredamento material. 

Sabe-se que Deus é misericordiosíssimo, mas aqui se vê que Deus nunca é misericordioso com os demoníacos. Afirma-se claramente que as pessoas demoníacas, vida após vida, são postas em ventres de outros demônios, e, não obtendo a misericórdia do Senhor Supremo, descem ainda mais, até que acabam conseguindo corpos de gatos, cachorros e porcos. Afirma-se com clareza que à medida que vivem, tais demônios praticamente não têm oportunidade alguma de receber a misericórdia de Deus. Nos Vedas também se declara que tais pessoas afundam-se gradualmente para se tornarem cachorros e porcos. Neste contexto pode-se então argumentar que Deus não deve ser proclamado como todo-misericordioso já que Ele não é misericordioso com esses demônios. Em resposta a esta questão, encontramos nas Escrituras Sagradas que o Senhor Supremo não tem ódio a ninguém. O fato de os demônios, assumirem estados de vida inferior é apenas outro aspecto de Sua misericórdia. Às vezes, esses demônios são mortos pelo Senhor Supremo, mas este extermínio também é bom para eles, pois a literatura védica nos ensina que todo aquele que é morto pelo Senhor Supremo se libera. Na história, há exemplos de muitos seres demoniacos aos quais o Senhor apareceu em várias encarnações só para matá-los. Portanto, a misericórdia de Deus é mostrada aos seres endemoniados se eles tiverem a sorte de serem mortos por Ele o próprio Deus em Pessoa.

Deve-se ter muito cuidado com esses três inimigos da vida humana: a luxúria, a ira e a cobiça. Quanto mais alguém se liberta da luxúria, da ira e da cobiça, tanto mais sua existência se purifica. Aí ele pode seguir as regras e regulações prescritas na literatura védica. Seguindo os princípios reguladores da vida humana, essa pessoa aos poucos eleva-se à plataforma da realização espiritual. Se ela for afortunada o bastante para, por tal prática, elevar-se à plataforma da consciência de Krishna, então, o sucesso lhe está garantido. Na literatura védica, ensinam-se as implicações da ação e da reação para capacitar a pessoa a atingir a fase de purificação. O método todo baseia-se em abandonar a luxúria, a cobiça e a ira. Cultivando o conhecimento deste processo, o devoto pode se elevar à posição mais excelsa, a auto-realização; esta auto-realização é aperfeiçoada com o serviço devocional. Neste serviço devocional, a alma condicionada está com sua liberação garantida. Portanto, segundo o processo védico, estão instituídas as quatro ordens de vida e os quatro estágios de vida, chamados sistema de castas e sistema de ordem espiritual. Há diferentes regras e regulações para as diferentes castas ou divisões da sociedade, e se alguém é capaz de segui-las, ele automaticamente se eleva à plataforma mais alta de realização espiritual. Então, ele pode obter a libertação sem dúvida alguma.

IMG_6934.JPG

image.jpeg

publicado por Lalanesha Dasa às 11:02

Março 22 2017

IMG_6925.JPG 

Através do conhecimento transmitido nesta síntese dada por Krishna, pode-se compreender o corpo (o campo de atividades) e os conhecedores do corpo (tanto a alma individual quanto a Superalma). O corpo é o campo de atividade e é constituído de natureza material. A alma individual encarnada que desfruta as atividades do corpo é a entidade viva. Ela é um conhecedor, e o outro é a Superalma. Evidentemente, deve-se compreender que tanto a Superalma quanto a entidade individual são diferentes manifestações da Suprema Personalidade de Deus. A entidade viva classifica-se como Sua energia, e a Superalma está na categoria de Sua expansão pessoal.

Tanto a natureza material quanto a entidade viva são eternas. Quer dizer, elas existiam antes da criação. A manifestação material faz parte da energia do Senhor Supremo, assim como as entidades vivas. Porém, as entidades vivas pertencem à energia superior. Tanto as entidades vivas quanto a natureza material existiam antes que este cosmos fosse manifestado. A natureza material estava absorvida na Suprema Personalidade de Deus, e quando foi necessário, ela se manifestou por intermédio de Sua energia Superior. De modo semelhante, as entidades vivas também estão nEle, e porque são condicionadas, elas são avessas a servir ao Senhor Supremo. Então, não lhes é permitido entrar no céu Espiritual. Porém, com o surgimento da natureza material, estas entidades vivas recebem nova oportunidade de agir no mundo material e preparar-se para entrar no mundo Espiritual. Este é o mistério desta criação material. Na verdade, originalmente a entidade viva é parte integrante Espiritual do Senhor Supremo, porém, devido à sua natureza rebelde, ela torna-se condicionada à natureza material. Realmente, não importa como essas entidades vivas ou entidades superiores do Senhor Supremo entraram em contato com a natureza material. Entretanto, a Suprema Personalidade de Deus sabe como e por que isto de fato aconteceu. Nas escrituras, o Senhor diz que aqueles que se sentem atraídos a esta natureza material estão empreendendo uma árdua luta pela existência. No entanto, através das descrições dadas por Krishna, convém sabermos perfeitamente que todas as transformações e influências que os três modos imprimem na natureza material, também são produtos da natureza material. Todas as transformações e variedades relacionadas com as entidades vivas devem-se ao corpo. Quanto ao espírito, as entidades vivas são todas iguais.

Pois está dito que a natureza produz todas as causas e efeitos materiais, ao passo que a entidade viva é a causa dos vários sofrimentos e prazeres deste mundo. Dessa forma, a entidade viva dentro da natureza material segue os caminhos da vida, desfrutando os três modos da natureza. Isto decorre de sua associação com essa natureza material. Assim, ela se encontra com o bem e o mal entre as várias espécies de vida. 

É muito importante que se compreenda como as entidades vivas transmigram de um corpo para outro. Explica-se aqui, que a entidade viva transmigra de um corpo para outro assim como alguém troca de roupa. Esta troca de roupa deve-se a seu apego à existência material. Enquanto estiver cativada por esta falsa manifestação, ela deverá continuar transmigrando de um corpo para outro. Devido a seu desejo de dominar a natureza material, ela é posta nestas circunstâncias indesejáveis. Sob a influência do desejo material, a entidade nasce algumas vezes como semideus, outras como homem, às vezes como animal feroz, como ave, como verme, como ser aquático, como homem santo, como inseto. Este fenômeno existe. E em todos os casos a entidade viva se considera o senhor de seus atos, embora esteja sob a influência da natureza material. E também se explica como ela recebe esses diferentes corpos. É devido à associação com os diferentes modos da natureza. Devemos nos elevar, portanto, acima dos três modos materiais e situar-nos na posição transcendental. Isto se chama consciência de Krishna. Se alguém não está situado em consciência de Krishna, sua consciência material o obrigará a transferir-se de um corpo para outro porque ele tem desejos materiais desde tempos imemoriais. Mas ele tem que mudar esta concepção, e esta mudança só poderá ocorrer se ele ouvir das fontes autorizadas. O melhor exemplo está aqui: Arjuna está ouvindo Krishna falar sobre a ciência de Deus. Se o ser vivo se submeter a este processo de ouvir, deixará de ter esse desejo que tanto acalenta: o desejo de dominar a natureza material. Aos poucos e à proporção em que reduz seu imenso desejo de dominar, ele passará a sentir felicidade espiritual. Há um mantra védico que diz: à medida que ele conhece mais a fundo sua associação com a Suprema Personalidade de Deus, na mesma proporção, ele saboreia sua vida eterna e bem-aventurada.

IMG_6802.JPG

image.jpeg

publicado por Lalanesha Dasa às 12:23

Março 15 2017

IMG_6902.JPG

 Krishna a Suprema Pessoa ou a Suprema Personalidade de Deus conclui dizendo:

Todos os seres criados têm sua fonte entre duas naturezas. Fique sabendo com toda a certeza, que Eu sou a origem e a dissolução de tudo o que é material e de tudo o que é Espiritual neste mundo.

Krishna explica claramente que as entidades vivas pertencem à natureza (ou energia) superior do Senhor Supremo. A energia inferior é a matéria manifestada sob diferentes elementos, a saber, terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e falso ego. As duas formas de natureza material, ou seja, a grosseira (terra, etc.) e a sutil (mente, etc.), são produtos da energia inferior. As entidades vivas que, com diferentes propósitos estão explorando essas energias inferiores, são a energia superior do Senhor Supremo, e é devido a esta energia que o mundo material inteiro funciona. A manifestação cósmica não tem poder de agir caso não seja acionada pela energia superior, a entidade viva. As energias são sempre controladas pelo energético, e por isso as entidades vivas são sempre controladas pelo Senhor — elas não têm existência independente. Diferentemente do que pensam os homens sem inteligência, elas nunca O igualarão em poder. Podemos perceber quando uma criança aos poucos cresce até a adolescência e depois torna-se um adulto porque essa energia superior, a alma espiritual, está presente. De modo semelhante, a manifestação cósmica inteira sob a forma do gigantesco Universo desenvolve-se por causa da presença da Superalma, Viṣṇu. Portanto, o espírito e a matéria, que se combinam para manifestar esta gigantesca forma universal, são originalmente duas energias do Senhor, e por conseguinte o Senhor é a causa original de tudo. Como parte integrante do Senhor, porém fragmentária, a entidade viva, pode ser a causa de um alto arranha-céu, uma fábrica enorme, ou mesmo de uma grande cidade, mas ela não pode ser a causa de um grande universo. A causa do grande Universo é a grande alma, ou a Superalma. E Krishna, o Supremo, é a causa das almas grandes e pequenas. Portanto, Ele é a causa que origina todas as causas. Nas Escrituras Sagradas dos Vedas descreve-se a seguinte distinção entre as entidades vivas e o Senhor da seguinte maneira:

“Ó Supremo Eterno! Se as entidades vivas encarnadas fossem eternas e onipenetrantes como Você, então, elas não estariam sob Seu controle. Mas se são aceitas como energias diminutas de Vossa Onipotência, as entidades vivas então, imediatamente se sujeitam ao Seu controle supremo. Portanto, as entidades vivas alcançam a verdadeira liberação, quando se colocam sob o Seu controle, e com esta rendição elas serão felizes. Somente nesta posição constitucional é que elas podem ser controladoras. Por conseguinte, os homens de conhecimento limitado que advogam a teoria monística segundo a qual Deus e as entidades vivas são iguais em todos os aspectos são realmente guiados por uma opinião defeituosa e contaminada.”

O Supremo Senhor Krishna é o único controlador, e todas as entidades vivas são controladas por Ele. Essas entidades vivas são Sua energia superior porque, em qualidade, a existência delas é igual à do Supremo, mas elas nunca têm tanto poder quanto o Senhor. Enquanto explora a energia inferior grosseira e sutil (matéria), a energia superior (a entidade viva) esquece-se de sua mente e inteligência espirituais verdadeiras. Este esquecimento deve-se à influência que a matéria exerce sobre o ser vivo. Mas ao se livrar da influência da energia material ilusória, ele atinge a fase de liberação. O falso ego, sob a influência da ilusão material, pensa: “Eu sou matéria, e as aquisições materiais são minhas”. Ele conquista sua verdadeira posição quando se libera de todas as idéias materiais, inclusive do conceito segundo o qual ele é uno com Deus em todos os aspectos. Portanto, pode-se concluir que o Bhagavd-Gītā confirma que o ser vivo é somente uma das múltiplas energias de Krishna, e ao libertar-se da contaminação material, esta energia torna-se plenamente consciente de Krishna, ou liberada.

IMG_6828.JPG

image.jpeg

publicado por Lalanesha Dasa às 09:50

Este Album abaixo, esta para download gratuitamente é só clicar no ícone ( Lalanesha in Concert Mantras )