*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Abril 29 2017

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 No capitulo dois verso vinte sete do Bhagavad-Gītā Krishna diz:

"Para aquele que nasce a morte é certa, e após a morte ele voltará a nascer. Pois todoz os seres criados são imanifestos no seu começo, manifestos no seu estado intermediário, e de novo imanifestos quando aniquilados. Então, qual a necessidade de lamentação?"

Aceitando que existam duas classes de filósofos, uma que acredita na existência da alma e outra que não acredita na existência da alma, em nenhum caso justifica-se o fato de alguém ficar lamentando-se. Os que não acreditam na existência da alma são chamados de ateus pelos seguidores da filosofia védica. Mas mesmo que, nesta maneira de argumento, aceitemos esta teoria ateística, continuaria não havendo motivo para lamentação. Mesmo que não levemos em conta a existência separada da alma, os elementos materiais permanecem imanifestos antes da criação. Deste estado sutil, da não-manifestação, surge a manifestação, assim como do éter gera-se o ar; do ar, gera-se o fogo; do fogo, a água; e da água, a terra. Da terra, ocorrem muitas variedades de manifestações. Tomemos, por exemplo, um grande arranha-céu manifestado da terra. Quando ele é demolido, a manifestação volta a ser imanifesta e na etapa final permanece como átomos. Prevalece a lei da conservação de energia, mas no decorrer do tempo as coisas são manifestas ou imanifestas — esta é a diferença. Então, que motivo há para lamentação quer na fase de manifestação, quer na de não-manifestação? O ponto é que, mesmo na fase imanifesta, as coisas não se perdem. Tanto no começo quanto no fim, todos os elementos permanecem imanifestos, e só no período intermediário é que eles são manifestos, e isto a rigor não faz nenhuma diferença materialmente.

E se aceitamos a conclusão védica que consta no Bhagavad-Gītā segundo a qual estes corpos materiais acabam perecendo no transcorrer do tempo, sendo que a alma é eterna, então devemos sempre lembrar-nos de que o corpo é como uma roupa; portanto, por que lamentar a mudança de uma roupa? O corpo material não tem uma existência verdadeiramente relacionada com a alma eterna. É algo parecido com um sonho. Num sonho, podemos pensar que voamos no céu, ou sentamo-nos numa quadriga como um rei, mas quando acordamos, podemos ver que não estamos nem no céu nem sentados na quadriga. A sabedoria védica encoraja a auto-realização, tomando-se como base a não-existência do corpo material. Logo, em qualquer dos casos, quer se acredite na existência da alma, ou não se acredite na existência da alma, não há motivo de lamentação pela perda do corpo.

 Krishna diz no mesmo Bhagava-Gītā:

"Alguns consideram a alma como supreendente, outros descrevem-na como surpreendente, e alguns ouvem dizer que ela é surpreendente, enquanto outros, mesmo após ouvir sobre ela, não podem absolutamente compreendê-la."

O fato de a alma atômica estar dentro do corpo de um animal gigantesco, no corpo de uma gigantesca figueira-de-bengala, e também nos micróbios, milhões e bilhões dos quais ocupam apenas o espaço de um centímetro, decerto é muito surpreendente. Homens que possuem um pobre fundo de conhecimento e homens que não são austeros não podem entender as maravilhas da centelha espiritual atômica individual, muito embora seja explicada pela maior autoridade neste conhecimento, que deu lições até a Brahmā, o primeiro ser vivo do Universo. Devido a uma grosseira concepção material das coisas, a maioria dos homens desta era não conseguem entender como é que essa diminuta partícula pode tornar-se tão grande e tão pequena. Assim, os homens vêem que em si mesma, quer por sua própria constituição, quer por meio de descrição, a alma é algo maravilhoso. Iludidas pela energia material, as pessoas vivem tão absortas nos assuntos referentes ao prazer dos sentidos que lhes sobra muito pouco tempo para entender a questão da autocompreensão, embora seja um fato que sem esta autocompreensão, todas as atividades acabam sendo uma derrota na luta pela existência. Talvez não lhes ocorra a idéia de que se deve pensar na alma, e assim dar uma solução às misérias materiais.

Algumas pessoas que estão inclinadas a ouvir sobre a alma talvez assistam a conferências e procurem boas companhias, mas às vezes, devido à ignorância, elas se deixam desorientar, e aceitam a Superalma e a alma atômica como unas, sem distinção de magnitude. É muito difícil encontrar alguém que compreenda perfeitamente a posição da Superalma, a alma atômica, as respectivas funções e relações delas e todos os seus outros aspectos maiores e menores. E é ainda mais difícil encontrar alguém que tenha realmente tirado pleno benefício do conhecimento acerca da alma, e que seja capaz de descrever a posição da alma em diferentes aspectos. Mas, se de algum modo, a pessoa for capaz de entender os assuntos da alma, então sua vida é bem-sucedida.

No entanto, o processo mais fácil para entender o assunto referente ao eu é aceitar as afirmações do Bhagavad-Gītā faladas pela maior autoridade, o Senhor Krishna, sem se deixar levar por outras teorias. Mas também é preciso muita penitência e sacrifício, nesta vida ou nas anteriores, para que alguém consiga aceitar Krishna como a Suprema Personalidade de Deus. Entretanto, só se pode adquirir esse conhecimento acerca de Krishna através da misericórdia imotivada do devoto puro o Mestre Espiritual fidedigno aquele que tras a verdadeira mensagem de Deus, e não um charlatam com ideias próprias de mudanças das quais não fazem nenhum efeito Espiritual a sociedade humana como um todo.

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:07

Abril 27 2017

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Krishna a Suprema Personalidade de Deus explica no Bhagavad-Gīta capitulo 16, verso 22, dizendo:

"O homem que escapou a estes três portões do inferno, executa atos que conduzem à auto-realização e aos poucos atinge o destino Supremo."

Deve-se ter muito cuidado com esses três inimigos da vida humana: a luxúria, a ira e a cobiça. Quanto mais alguém se liberta da luxúria, da ira e da cobiça, tanto mais sua existência se purifica. Aí ele pode seguir as regras e regulações prescritas na literatura védica. Seguindo os princípios reguladores da vida humana, essa pessoa aos poucos eleva-se à plataforma da realização Espiritual. Se ela for afortunada o bastante para, por tal prática, elevar-se à plataforma da consciência de Krishna, então, o sucesso lhe está garantido. Na literatura védica, ensinam-se as implicações da ação e da reação para capacitar a pessoa a atingir a fase de purificação. O método todo baseia-se em abandonar a luxúria, a cobiça e a ira. Cultivando o conhecimento deste processo, o devoto pode se elevar à posição mais excelsa, a auto-realização; esta auto-realização é aperfeiçoada com o serviço devocional. Neste serviço devocional, a alma condicionada está com sua liberação garantida. Portanto, segundo o processo védico, estão instituídas as quatro ordens de vida e os quatro estágios de vida, chamados sistema de castas e sistema de ordem Espiritual.

Krishna continua detalhando dizendo:

"Aquele que põe de lado os preceitos das escrituras e age conforme os próprios caprichos não alcança a perfeição, a felicidade, nem o destino supremo."

Como se descreve acima, isso serve para as diferentes castas e ordens da sociedade humana. Espera-se que todos sigam essas regras e regulações. Se alguém não as seguir e, sendo caprichoso, agir segundo sua luxúria, cobiça e desejo, então jamais terá uma vida perfeita. Em outras palavras, um homem talvez tenha completo conhecimento teórico sobre este assunto, mas se não o põe em prática, deve então ser conhecido como o mais baixo da humanidade. Na forma de vida humana, espera-se que o ser vivo seja são e que siga as regulações indicadas para elevar sua vida à plataforma mais elevada, mas se não as segue, ele então se degrada. E mesmo que siga as regras, regulações, e princípios morais, sem entretanto, chegar enfim à fase em que se compreende o Senhor Supremo, aí então, todo o seu conhecimento se perde. Mas mesmo que aceite a existência de Deus, se ele não se ocupa no serviço do Senhor, seus esforços serão inúteis. Portanto, deve haver uma elevação gradual à plataforma da consciência de Krishna e serviço devocional, só assim pode-se então atingir a mais elevada etapa de perfeição, e de nenhuma outra forma.

Aquele que deliberadamente viola as regras age com luxúria. Ele sabe que é proibido, mas mesmo assim age. Isto se chama agir por capricho. Ele sabe que aquilo deve ser feito, mas mesmo assim não o faz; por isso, é chamado de caprichoso. Tais pessoas estão fadadas a serem condenadas pelo Senhor Supremo. Essas pessoas não podem atingir a perfeição reservada à vida humana. A vida humana destina-se especificamente à purificação da existência, e quem não segue as regras e regulações não pode purificar-se, nem pode alcançar a fase da verdadeira felicidade.

"Portanto, é através das normas dadas nas escrituras que se deve, portanto, entender o que é dever e o que não é dever. Conhecendo essas regras e regulações, todos devem agir de modo a elevarem-se gradualmente."

Todas as regras e regulações contidas nos Vedas são próprias para se obter o conhecimento acerca de Krishna. Quem estuda o Bhagavad-Gītā passa a compreender Krishna e se situa em consciência de Krishna, ocupando-se em serviço devocional. Entende-se que ele alcançou a mais elevada perfeição de conhecimento oferecida pela literatura védica. O Senhor Chaitanya Mahāprabhu que foi um eminente pregador da consciência de Krishna onde viveu a cerca de 500 anos atras, facilitou bastante este processo: Ele pediu que as pessoas simplesmente cantassem Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/ Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare e que se ocupassem no serviço devocional ao Senhor e comessem os restos do alimento oferecido à Deidade. Deve-se entender que quem se ocupa diretamente em todas essas atividades devocionais estudou toda a literatura védica e chegou à conclusão perfeita. É claro que para as pessoas comuns que não estão em consciência de Krishna ou que não se ocupam em serviço devocional, os preceitos védicos decidem o que deve ser feito e o que não deve ser feito. É necessário agir dentro desses princípios e não questionar. Isto se chama seguir os princípios das escrituras Sagradas. As escrituras Sagradas não tem os quatro principais defeitos presentes na alma condicionada: sentidos imperfeitos, propensão a enganar, certeza de cometer erros e certeza de estar iludido. Estes quatro defeitos principais da vida condicionada desqualificam a pessoa para elaborar regras e regulações. Por isso, todos os grandes santos, e grandes almas aceitam intactas as regras e regulações descritas nas escrituras Sagradas, pois elas estão acima desses defeitos.

Pelo mundo afora existem muitos grupos que se dedicam à compreensão Espiritual; em geral, eles classificam-se em dois: os impersonalistas e os personalistas. Ambos, porém, pautam suas vidas pelos princípios dos Vedas. Sem seguir os princípios das escrituras, ninguém pode elevar-se à fase de perfeição. Considera-se afortunado, portanto, aquele que de fato compreende o significado dessas escrituras Sagradas.

Na sociedade humana, o desinteresse pelos princípios que propiciam a compreensão acerca da Suprema Personalidade de Deus é a causa de todas as quedas. Esta é a maior ofensa cometida na vida humana. Portanto, māyā, a energia material da Suprema Personalidade de Deus, está sempre nos causando problemas sob a forma das três classes de misérias. Esta energia material é constituída pelos três modos da natureza material. Para que se possa abrir o caminho da compreensão acerca do Senhor Supremo, é necessário pelo menos elevar-se ao modo da bondade. Sem elevar-se ao padrão próprio do modo da bondade, a pessoa permanece na ignorância e na paixão, que são a causa da vida demoníaca. Aqueles que estão nos modos da paixão e da ignorância zombam das escrituras, zombam do homem santo e zombam da devida compreensão acerca da Suprema Personalidade de Deus. Eles desobedecem às instruções do mestre espiritual e não se importam com as regulações contidas nas escrituras. Apesar de ouvirem as glórias do serviço devocional, eles não se sentem atraídos. Assim, eles fabricam seu próprio processo de elevação. Estes são alguns dos defeitos da sociedade humana que conduzem a uma condição de vida demoníaca. Entretanto, se alguém é capaz de ser guiado por um Mestre Espiritual autêntico e credenciado, que possa levá-lo ao caminho da elevação, à fase mais alta, então sua vida se torna bem-sucedida.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:16

Abril 26 2017

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   O modo da ignorância é uma qualificação muito peculiar da alma encarnada. O modo da ignorância é exatamente o oposto do modo da bondade. No modo da bondade, pelo desenvolvimento de conhecimento, pode-se compreender o porquê das coisas, mas o modo da ignorância é exatamente o oposto. Todo aquele que está sob o encanto do modo da ignorância fica louco, e um louco não pode compreender o porquê das coisas. Ao invés de progredir, ele se degrada. A definição do modo da ignorância é expressa na literatura védica: sob o encanto da ignorância, não se pode compreender a verdadeira essência das coisas. Por exemplo, qualquer um pode ver que seu avô morreu e que, portanto, também morrerá; o homem é mortal. Os filhos que ele concebe também morrerão. Logo, a morte é certa. Mesmo assim, as pessoas acumulam dinheiro de maneira desenfreada e trabalham arduamente noite e dia, sem darem a menor importância ao espírito eterno. Isto é loucura. Em sua loucura, elas relutam muito em progredir na compreensão espiritual. Tais pessoas são muito preguiçosas. Elas não se interessam muito quando são convidadas a buscar associação com quem possa lhes dar compreensão espiritual. Elas nem mesmo são ativas como o homem que está sob o controle do modo da paixão. Assim, outro sintoma de alguém soterrado no modo da ignorância é que ele dorme mais do que o necessário. Seis horas de sono são suficientes, mas um homem no modo da ignorância dorme pelo menos dez ou doze horas por dia. Um homem assim parece estar sempre abatido e é viciado em drogas e em dormir. Estes são os sintomas de uma pessoa condicionada ao modo da ignorância.

Porém o Senhor Krishna enfatisa o seguinte dizendo:

"Quando uma pessoa é capaz de transcender os três modos associados com o corpo material, bondade, paixão e ignorância, o ser encarnado pode liberar-se do nascimento, da morte, da velhice e dos sofrimentos que são inerentes a eles, e mesmo nesta vida pode gozar o néctar."

É explicado que mesmo neste corpo, alguém pode permanecer na posição transcendental, em plena consciência de Krishna. Embora alguém esteja dentro deste corpo material, através de seu progresso em conhecimento Espiritual, ele poderá se livrar da influência dos modos da natureza. Mesmo neste corpo, ele poderá gozar a felicidade Espiritual, porque, após deixar este corpo irá com certeza para o céu Espiritual. Mas mesmo neste corpo ele pode gozar de felicidade Espiritual. Em outras palavras, o serviço devocional em consciência de Krishna significa libertar-se do enredamento material, isto é bem explicado no Décimo Oitavo Capítulo do Bhagavad-Gīta quando o Senhor Krishna diz: a determinação que não pode transpor o sonho, o temor, a lamentação, a melancolia e a ilusão — tal determinação ininteligente, está no modo da escuridão. Aqui, “sonho” quer dizer sono excessivo. O sonho sempre está presente, no modo da bondade, paixão ou ignorância; o sonho é uma ocorrência natural. Mas considera-se que a determinação daqueles que não podem deixar de dormir muito, que se orgulham de desfrutar os objetos materiais, que vivem sonhando em assenhorear-se do mundo material, e cuja vida, mente e sentidos têm essa ocupação, está no modo da ignorância. "E também se diz que a felicidade que é cega para a auto-realização, que é ilusão do começo ao fim, e que surge do sono, da preguiça e da ilusão é da natureza da ignorância."

Quem sente prazer na preguiça e no sono na certa está no modo da escuridão, ignorância, e quem não faz idéia de como é que deve e não deve agir também está no modo da ignorância. Para quem está no modo da ignorância, tudo é ilusão. Não existe felicidade nem no começo nem no fim. Para o homem no modo da paixão pode haver no começo alguma espécie de felicidade efêmera que acaba em sofrimento, mas para quem está no modo da ignorância só existe sofrimento tanto no começo quanto no fim. No conceito de vida material, quando se trabalha em busca do gozo dos sentidos, há miséria, mas no mundo absoluto, quando alguém se ocupa em serviço devocional puro, não há miséria. O devoto em consciência de Krishna não tem nada a se lamentar ou desejar. Como Deus é completo, a entidade viva que está ocupada no serviço de Deus, em consciência de Krishna, também se torna completa em si mesma. Ela é como um rio livre de toda a água suja. Porque todo o pensamento do devoto puro está em Krishna, ele naturalmente vive feliz. Ele não lamenta nenhuma perda material nem aspira a ganho algum, porque ele está plenamente engajado no serviço ao Senhor. Ele não deseja gozo material porque sabe que toda entidade viva é uma parte fragmentária integrante do Senhor Supremo sendo portanto Seu servo eterno. Ele não vê que no mundo material alguém seja superior e outrem seja inferior; posições inferiores e superiores são efêmeras, e o devoto nada tem a ver com aparecimentos e desaparecimentos efêmeros. Para ele, pedra e ouro têm o mesmo valor. E assim, quem se libera da influência dos modos da natureza material passa a prestar serviço devocional ao Senhor Supremo Krishna.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:01

Abril 25 2017

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 O cantar do Maha Mantra Hare Krishna é claramente recomendado para esta era. Então, se alguém que chega ao fim da vida abandona o corpo cantando Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/ Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare, na certa alcança um dos planetas espirituais, de acordo com a sua prática. Os devotos de Krishna entram no planeta de Krishna. Uma pessoa devotada a Krishna deve sempre se ocupar no serviço transcendental amoroso ao Senhor Supremo e não pode esquecer-se dEle, e por isso facilmente O alcança. Pois um devoto puro nunca se esquece do Senhor Supremo nem por um momento sequer, e da mesma forma o Senhor Supremo não Se esquece de Seu devoto puro nem por um momento sequer. Esta é a grande bênção recebida através do processo da consciência de Krishna quando se canta o Maha-Mantra — Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/ Hare Rāma, Hare Rāma, Rāma Rāma, Hare Hare.

O próprio Senhor Krishna menciona o valor que se tem de nunca se esquecer dEle dizendo:

"Para aquele que sempre se lembra de Mim sem desvios, Eu sou fácil de obter, devido à sua constante ocupação no serviço devocional."

"Bhagavad-Gīta capitulo 8, verso 14."

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:05

Abril 24 2017

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  Porque é transcendental, a entidade viva nada tem a ver com esta natureza material. Mesmo assim, por se condicionar ao mundo material, ela age sob o encanto dos três modos da natureza material. Porque as entidades vivas têm diferentes espécies de corpos proporcionados pelos diferentes aspectos da natureza, elas são induzidas a agir de acordo com esta natureza. Esta é a causa das muitas variedades de felicidade e sofrimento.

As entidades vivas condicionadas à natureza material são de várias categorias. Alguém pode ser feliz, outrem, muito ativo, mas há outro que se sente desamparado. Todos estes tipos de manifestações psicológicas são a causa da posição condicionada das entidades na natureza. No Bhagavad-Gītā, capitulo 14 explica muito bem como as entidades vivas se condicionam de maneira diferente. Primeiramente, tecem-se comentários sobre o modo da bondade. No mundo material, quem desenvolve o modo da bondade acaba se tornando mais sábio do que aqueles condicionados a outras circunstâncias. Um homem no modo da bondade não é tão afetado pelas misérias materiais, e ele sente o avanço em conhecimento material. A figura representativa é o brāhmaṇa, que se supõe estar situado no modo da bondade. Esta sensação de felicidade deve-se à compreensão de que, no modo da bondade, a pessoa está mais ou menos livre de reações pecaminosas. Na verdade, na literatura védica se diz que o modo da bondade significa maior conhecimento e uma maior sensação de felicidade.

O problema é que, quando se situa no modo da bondade, o ser vivo fica induzido a sentir que é avançado em conhecimento e que é melhor do que os outros. Dessa maneira, ele se condiciona. Os melhores exemplos são o cientista e o filósofo. Cada qual tem muito orgulho de seu conhecimento, e porque em geral melhoram suas condições de vida, eles sentem uma espécie de felicidade material. Na vida condicionada, esta sensação de felicidade superior deixa-os atados ao modo da bondade da natureza material. Nesse caso, eles ficam atraídos a trabalhar no modo da bondade, e, enquanto sentem atração para essa espécie de trabalho, eles devem aceitar algum dos corpos oferecidos pelos modos da natureza. Assim, não há possibilidade de liberação, ou de sua transferência para o mundo espiritual. Repetidas vezes, a pessoa pode tornar-se um filósofo, um cientista, ou um poeta, e repetidas vezes envolver-se com as mesmas condições desfavoráveis apresentadas sob a forma de nascimentos e mortes. Porém, devido à ilusão que a energia material lhe impõe, o homem pensa que esta espécie de vida é agradável.

Porém Krushna diz:

"Deve-se compreender que é com o nascimento nesta natureza material que todas as entidades vivas, em todas as espécies de vida, tornam-se possíveis, e que Eu sou o pai que dá a semente."

Nisto Krishna a Suprema Personalidade de Deus explica claramente, que Ele é o pai do qual se originam todas as entidades vivas, as quais são combinações da natureza material e da natureza Espiritual. Essas entidades vivas existem não só neste planeta, mas em todos os planetas, mesmo no mais elevado, onde vive Brahmā. Em toda a parte há entidades vivas; dentro da terra há entidades vivas, e mesmo dentro da água e do fogo. Todos estes aparecimentos devem-se à mãe, a natureza material, e ao processo através do qual Krishna dá a semente. O significado é que o mundo material é fecundado com entidades vivas que, no momento da criação, surgem em várias formas segundo suas ações passadas.

A Suprema Personalidade de Deus diz:

"Aquele que não odeia a iluminação, o apego e a ilusão quando estão presentes, nem os deseja quando desaparecem; que não se abala nem se perturba com quaisquer das reações das qualidades materiais, permanecendo neutro e transcendental, sabendo que os modos é que são ativos; que está situado no eu e tem o mesmo comportamento diante da felicidade e do sofrimento; que olha para um punhado de terra, uma pedra e um pedaço de ouro com a mesma visão; que é igual para o desejável e o indesejável; que é estável, igual no louvor e na repreensão, honra e desonra; que dá o mesmo tratamento tanto ao amigo quanto ao inimigo; e que renunciou a todas as atividades materiais — diz-se que essa pessoa transcendeu a estes modos da natureza."

Portanto quando o ser vivo permanece neste mundo material recluso no corpo material, deve-se compreender que está sob o controle de um dos três modos da natureza material. Quando está de fato fora do corpo, então está livre das garras dos modos da natureza material. Mas enquanto não sair do corpo material, ele deverá ser neutro. Ele deve ocupar-se no serviço devocional ao Senhor para que imediatamente deixe de identificar-se com o corpo material. Quando se identifica com o corpo material, ele só age em busca de prazer dos sentidos, mas quando se estabelece em consciência de Krishna, o gozo dos sentidos pára automaticamente. Ninguém precisa do corpo material, nem precisa aceitar os ditames do corpo material. As qualidades dos modos materiais próprias de cada corpo agirão, mas como alma espiritual, o eu está alheio a essas atividades. Como ele fica à parte? Ele não deseja desfrutar o corpo, nem deseja sair dele. Situado nessa posição transcendental, o devoto automaticamente libera-se. Ele não precisa tentar livrar-se da influência dos modos da natureza material.

O materialista deixa-se afetar pela aparente honra e desonra oferecidas ao corpo, mas o transcendentalista não se deixa afetar por essa pseudo-honra e desonra. Ele executa seu dever em consciência de Krishna e não se importa se alguém o respeita ou desrespeita. Aceita tudo aquilo que é favorável a seu dever em consciência de Krishna, e, à exceção disso, ele não tem necessidade de nenhum objeto material, seja pedra, seja ouro. Ele considera todos como sendo seu amigo querido que o ajuda em sua execução da consciência de Krishna, e não odeia seu aparente inimigo. Ele é equânime e vê tudo num nível de igualdade porque sabe perfeitamente bem que ele nada tem a ver com a existência material. Questões sociais e políticas não o afetam, porque ele conhece a situação das revoltas e distúrbios temporários. Ele não tenta obter nada para si mesmo. Ele pode tentar conseguir tudo para Krishna, mas não se esforça em nada que lhe traga apenas benefício pessoal. Com esse comportamento, ele está em verdadeira transcendência.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:26

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