*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Junho 28 2011

- Hridayananda Das Goswami

Eu quero compartilhar com todos os visitantes deste Blog alguns pensamentos filosóficos que meu mestre espiritual escreveu. Eles tratam da bravata de materialistas que dizem que o mundo é belo e "milagroso", e que a brevidade da vida não a diminui, mas na verdade torna a vida mais interessante, e assim eles não têm interesse em uma alma eterna ou Deus.

 

    Quando perdemos algo de valor positivo, e nossa perda não traz em seu rastro, nem é substituída por, um valor ainda maior positivo, então essa perda deve ter um valor negativo precisamente correspondente ao valor positivo de que se havia perdido.

 

    Um exemplo simples: se eu perder quinze Reais, eu perco precisamente o valor positivo, ou seja, quinze Reais. Se eu investir quinze Reais e fazer Trinta, então não foi uma perda. Da mesma forma, se eu dou quinze Reais em caridade, as recompensas podem facilmente superar a "perda". Uma pessoa egoísta pode desfrutar da fama de ter dado. Uma pessoa mais virtuosa iria desfrutar a felicidade da virtude em si. Se nós simplesmente perdermos quinze Reais (ele cai de nosso bolso) e nós não nos importamos, isso significa que quinze Reais não são tão importante para nós.

 

    Assim, quanto mais valor damos a este mundo maravilhoso, mais a perda da vida, não substituída e não resgatada, teria um valor negativo.Pode-se argumentar que a momentaneidade da vida, sua curta duração, aumenta o seu valor. Nós apreciamos cada momento da vida, como as pessoas valorizam diamantes grandes, justamente por causa da oferta limitada. Eu acho que esse argumento, em última análise não chega ao mais alto sentido da palavra “valor”.

 

    Para alguns, o valor de um grande diamante reside na sua raridade. Mas isso é mais uma vaidade social, e uma força de mercado, ou seja, o prazer de ter, ou sonhar em ter, o que tão poucos possuem. O verdadeiro valor do diamante deve estar na sua beleza intrínseca, que é esplêndida. A beleza, pura milagrosa de um diamante não pode depender da quantidade de tais objetos na Terra. Existem inúmeros flocos de neve, mas cada flocos de neve é lindo, independentemente do seu baixo “valor de mercado”.

 

    Da mesma forma, o verdadeiro prazer de um diamante não pode depender de saber que em breve pode-se perdê-lo. Tal conhecimento prévio poderia inspirar alguém a "apreciá-lo enquanto você pode", mas o verdadeiro apreciador da natureza não dependeria de tal estímulo, assim como a sua apreciação não depende da quantidade de tais objetos disponíveis para nós.

 

    Verdadeira apreciação, que não depende, nem está sujeita, a perda permanente, e que não é baseada na raridade ou prevalência do objeto, deve constituir a maior valorização do diamante, ou qualquer outro objeto maravilhoso.

 

    Conclusão: a presciência da eventual extinção do corpo pode levar alguém a apreciar e valorizar a vida mais um tanto, mas quem realmente aprecia a vida não iria parar com isso, mas buscaria um meio de sustentar a importância da vida além do corpo. Em outras palavras, o milagre da vida deve nos levar a refletir sobre as origens e os estados últimos da mesma.

~**"MANTRA""TRANSCENDENTAL"**~~

~~HARE KRISHNA HARE KRISHNA KRISHNA KRISHNA HARE HARE~~
~~HARE RAMA HARE RAMA
RAMA RAMA HARE HARE~~

publicado por Lalanesha Dasa às 22:52

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