*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Março 18 2013

"Tudo o que uma pessoa fizer, tudo o que a pessoa comer, tudo o que se oferecer ou der para os outros, e quaisquer austeridades que uma pessoa executar deve exclusivamente faze-lo unicamente para Krishna a Suprema Personalidade de Deus."

Isto é o que Krishna o Senhor Supremo recomenda a todo aquele que realmente esta consciente de que tudo pertence Ele e sabe que a unica alternativa de poder se livrar das consequencias do Karma, é a rendição de todos os afazeres que uma pessoa venha a executar.

Assim, é dever de todos organizar sua vida de tal modo que não se esqueçam de Kṛṣṇa em circunstância alguma.  Todos têm que trabalhar para sobreviver, e nesta passagem Krishna recomenda que se deve trabalhar para Ele. Todos têm que comer algo para subsistir; portanto, devem-se aceitar os restos do alimento oferecido a Kṛṣṇa. Qualquer homem civilizado tem que executar algumas cerimônias ritualísticas religiosas; por isso, Krishna recomenda que “Faça-o para Mim”, e isto se chama a verdadeira adoração de louvor ao Supremo Senhor de todas as causas. Todos têm a tendência de dar algo em caridade; Krishna diz: “Dê-o a Mim”, e isto quer dizer que todo o dinheiro excedente deve ser utilizado a ajudar a propagar a consciência de Krishna. Hoje em dia, as pessoas estão muito inclinadas ao processo de meditação, que não é prático nesta era, mas se alguém procura meditar em Krishna vinte e quatro horas por dia, cantando o mantra Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare  com certeza é o maior meditador e o maior yogue.

Desse modo, todos ficaram livres do cativeiro do trabalho e de seus resultados auspiciosos e inauspiciosos. Com a mente fixa em Krishna neste princípio de renúncia, todos se libertaram e assim caminharam ao encontro de Krishna a Suprema Personalidade de Deus.

Quem aceita orientação superior e age em consciência de Krishna, isto se chama verdadeira rendição.

Grandes personalidades que alcançaram a mais sublime das realizações Espirituais declaram que enquanto estivermos neste mundo material, teremos que agir, não podemos parar de agir. Portanto, se executamos acções e entregamos os frutos a Krishna, isto se chama verdadeiramente rendição ou renuncia. Típicas da verdadeira renúncia, estas atividades limpam o espelho da mente, e, à medida que vai progredindo em realização espiritual, o executor rende-se por completo à Suprema Personalidade de Deus. Por isso, ele acaba se liberando, e aqui se especifica que liberação é esta. Por meio desta liberação, a pessoa deixa de ficar envolvido com o brilho do mundo material, mas em vez disto entra no planeta do Senhor Supremo. Está claramente mencionado aqui: "onde todos se libertaram e assim caminharam ao encontro de Krishna a Suprema Personalidade de Deus" de volta ao lar, de volta ao Supremo. Há cinco fases diferentes de liberação, e aqui especifica-se que uma pessoa que sempre viveu sob a direcção do Senhor Supremo, como mencionado, evoluiu ao ponto em que, após abandonar este corpo, poderá voltar ao Supremo e ocupar-se directamente na associação do Senhor Supremo. 

Alguém cujo único interesse é dedicar sua vida no serviço do Senhor é um renunciante de verdade. Tal renunciante sempre se julga um servo eterno, dependente da vontade suprema do Senhor. Nesse caso, tudo o que faz é para o benefício do Senhor. Qualquer acção que execute é para servir ao Senhor. Ele não dá muita atenção às actividades fruitivas ou aos deveres prescritos mencionados nos EscriturasPara as pessoas comuns, é obrigatório executar os deveres prescritos mencionados nos Escriturasporém, embora um renunciante que esteja inteiramente ocupado no serviço do Senhor às vezes pareça ir contra os deveres prescritos nas Escrituras, a verdade não é exactamente esta. E porque se declara isso? 

As autoridades do conhecimento para a consciencia de Krishna dizem, portanto, que mesmo a pessoa mais inteligente não pode compreender os planos e atividades de um devoto puro. Quem está sempre ocupado nesse serviço ao Senhor ou vive pensando e reflectindo em como servir o Senhor deve ser desde já considerado completamente liberado, e garante-se que no futuro retornará ao lar, retornará ao Supremo. Ele está acima de toda a crítica materialista, assim como Krishna está acima de toda a crítica.

Por tudo isto Krishna mesmo proclama dizendo:

Não invejo ninguém, nem tampouco sou parcial com alguém. Sou igual para com todos. Porém, todo aquele que Me presta serviço com devoção é um amigo, e está em Mim, e Eu também sou seu amigo.

Neste caso talvez alguém conteste que se Krishna é igual com todos e ninguém é Seu amigo favorito, então, por que Ele tem um interesse especial pelos devotos que sempre se ocupam no Seu serviço transcendental? Mas isto não é discriminação; é natural. Qualquer homem neste mundo material pode ser muito dado a fazer caridades, mas ele tem um interesse especial por seus próprios filhos. O Senhor afirma que toda entidade viva — em qualquer forma — é Seu filho, e por isso Ele provê a todos com um abundante suprimento das necessidades da vida. Ele é como uma nuvem que derrama chuva por toda a parte, não importa se vai cair na pedra, na terra ou na água. Mas aos Seus devotos Ele dedica uma atenção especial. Esses devotos são mencionados aqui: eles estão sempre em consciência de Krishna, e por isso estão sempre transcendentalmente situados em Krishna. A própria expressão “consciência de Krishna” sugere que aqueles que estão nessa consciência são transcendentalistas ativos, situados nEle. Aqui, o Senhor diz distintamente que: “Eles estão em Mim”. E naturalmente como resultado, o Senhor também está neles. Isto é recíproco. Nisto Krishna afirma: “Quem se rende a Mim, na mesma proporção recebe os Meus cuidados”. Existe esta reciprocidade transcendental porque tanto o Senhor quanto o devoto são conscientes. Quando um diamante é encravado num anel de ouro, o anel fica muito bonito. O ouro é valorizado, e ao mesmo tempo o diamante é valorizado. O Senhor e a entidade viva brilham eternamente, e ao inclinar-se para o serviço do Senhor Supremo, a entidade viva parece ouro. O Senhor é um diamante, e essa combinação é muito bonita. As entidades vivas num estado puro chamam-se devotos. O Senhor Supremo torna-Se devoto de Seus devotos. Se uma relação recíproca não está presente entre o devoto e o Senhor, então, não há filosofia personalista. Na filosofia impessoal, não há reciprocidade entre o Supremo e a entidade viva, mas na filosofia personalista, sim.

Dá-se freqüentemente o exemplo de que o Senhor é como uma árvore-dos-desejos, e tudo o que se quer desta árvore Ele fornece. Mas aqui a explicação é mais completa. Aqui se declara que o Senhor é parcial com os devotos. Esta é a manifestação da misericórdia especial do Senhor para com os devotos. Ninguém deve considerar que a reciprocidade do Senhor está sob a lei do karma. Ela pertence à plataforma transcendental em que agem o Senhor e Seus devotos. O serviço devocional ao Senhor não é uma actividade deste mundo material; ele faz parte do mundo espiritual, onde predominam a eternidade, a bem-aventurança e o conhecimento.

Mesmo que alguém cometa acções das mais abomináveis, se estiver ocupado no serviço devocional, deve ser considerado santo, porque está devidamente situado em sua determinação.

Quando é condicionada, a entidade viva tem duas espécies de actividades: uma é condicional e a outra, constitucional. Quanto à protecção do corpo ou ao acatamento às leis da sociedade e do Estado, com certeza há diferentes actividades relativas à vida condicional, mesmo para os devotos, e essas actividades chamam-se condicionais. Além destas, a entidade viva que está plenamente consciente de sua natureza espiritual e ocupa-se em consciência de Krishna, ou no serviço devocional ao Senhor, realiza actividades que se denominam transcendentais. Essas actividades são executadas em sua posição constitucional, e chamam-se tecnicamente serviço devocional. Acontece que, no estado condicionado, às vezes o serviço devocional e o serviço condicionado ao corpo andam lado a lado. Mas nesse caso também, às vezes estas actividades opõem-se umas às outras. Na medida do possível, o devoto tem muita cautela em não fazer nada que possa abalar sua condição saudável. Ele sabe que a perfeição de suas actividades depende da sua progressiva realização na consciência de Krishna. Entretanto, às vezes pode-se ver que um devoto consciente de Krishna comete algum ato que social ou politicamente é tido como abominável. Mas essa queda passageira não o desqualifica. Afirma-se que se alguém cai mas está sinceramente ocupado no serviço transcendental ao Senhor Supremo, o Senhor, estando situado em seu coração, purifica-o e perdoa tal abominação. A contaminação material é tão forte que mesmo um yogue plenamente ocupado no serviço do Senhor às vezes cai na armadilha. Porém, a consciência de Krishna é tão forte que essa queda ocasional é corrigida de imediato. Por isso, o processo do serviço devocional é sempre um sucesso. Ninguém deve zombar de um devoto que acidentalmente afastou-se do caminho ideal, pois, como se explica no próximo verso, essas quedas ocasionais cessarão no devido tempo, logo que ele se situar em completa consciência de Krishna.

Portanto, quem está em consciência de Krishna e ocupa-se com determinação no processo de cantar Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare deve ser considerado como estando na posição transcendental, mesmo que ele pareça ter caído por acaso ou acidentalmente. A única qualificação do devoto é estar firme e exclusivamente ocupado em serviço devocional.

O significado disto é que mesmo que alguém ocupado por completo no serviço devocional do Senhor às vezes cometa atos abomináveis, tal atitude deve ser considerada como as manchas da Lua, que se assemelham à forma de um coelho. Essas manchas não impedem a difusão do luar. Da mesma forma, o fato de um devoto acidentalmente sair do caminho do carácter santo não o torna abominável.

Por outro lado, não se deve interpretar que um devoto no serviço devocional transcendental pode agir de todas as maneiras abomináveis; aqui refere-se apenas a um acidente devido ao forte poder das ligações materiais. O serviço devocional é mais ou menos uma declaração de guerra contra a energia ilusória. Enquanto não se for bastante forte para combater a energia ilusória, poderá haver quedas acidentais. Mas quando o devoto é forte o suficiente, ele deixa de sujeitar-se a essas quedas, como já se explicou. Ninguém deve se aproveitar deste verso para cometer tolices e achar que continua sendo devoto. Se, com o serviço devocional, ele não melhorar seu carácter, então, deve-se entender que ele não é um devoto elevado.

Nisto Krishna proclama dizendo:

Ele logo se torna virtuoso e alcança a paz duradoura. Declarem meus queridos devotos ousadamente que o Meu devoto jamais perece.


publicado por Lalanesha Dasa às 14:01

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