*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Março 20 2013

Os prazeres dos sentidos materiais devem-se ao contacto com os sentidos materiais, todos os quais são temporários porque o próprio corpo é temporário. A alma liberada não se interessa por algo temporário. Conhecendo bem as alegrias dos prazeres transcendentais, como pode a alma liberada concordar em desfrutar de prazeres falsos?

“Da Verdade Absoluta os místicos obtêm prazeres transcendentais ilimitados, e por isso Krishna a Suprema Verdade Absoluta, a Personalidade de Deus, também é conhecido como Rãma, aquele que supre a todas as entidades vivas o prazer.”

"Quando nos encontramos na forma de vida humana, não precisamos trabalhar arduamente com o simples propósito de tentar satisfazer os sentidos; esses prazeres sensoriais encontram-se disponíveis para os comedores de excremento (porcos). É preferível que nos submetamos nesta vida a penitências pelas quais nossa existência se purificará, e assim seremos capazes de gozar de ilimitada bem-aventurança transcendental.”

Portanto, aqueles que são yogues de verdade, ou transcendentalistas Espiritualizados, não sentem atracão pelos prazeres dos sentidos, que são as causas de uma existência material contínua. Quanto mais a pessoa se entrega aos prazeres materiais, tanto mais se enreda nas misérias materiais.

Antes de abandonar o corpo actual, se alguém for capaz de tolerar os impulsos dos sentidos materiais e conter a força do desejo e da ira, ficará em uma situação privilegiada e será feliz neste mundo.

Se alguém deseja fazer progresso constante no caminho da auto-realização, deve tentar controlar as forças dos sentidos materiais. Existem as forças da fala, forças da ira, forças da mente, forças do estômago, forças dos órgãos genitais e forças da língua. Aquele que é capaz de controlar a mente e as forças de todos estes diferentes sentidos chama-se uma grande almaou um verdadeiro yogue. Esses yogues levam vidas estritamente controladas, e não se deixam arrastar pelas forças dos sentidos. Quando não são saciados, os desejos materiais geram a ira, e com isto a mente, os olhos e o peito ficam agitados. Portanto, antes de abandonar este corpo material, deve-se procurar aprender a controlá-los. Compreende-se que alguém que pode fazer isto é auto-realizado, vivendo feliz no estado de auto-realização. Cabe ao transcendentalista envidar todos os esforços para controlar o desejo e a ira.

Aquele cuja felicidade é interior, que é activo e se regozija dentro de si, e cujo meta é introspectiva, é de fato o místico perfeito. Ele libera-se no Supremo e por fim alcança o Supremo.

Se a pessoa não for capaz de saborear a felicidade interior, como poderá afastar-se das ocupações externas que propiciam uma felicidade superficial? Quem é liberado tem experiência prática do que é felicidade. Ele pode, portanto, sentar-se em silêncio em qualquer lugar e gozar das actividades da vida interior. Tal pessoa liberada já não deseja a felicidade material externa. Este estado chama-se auto-realização, e quem a alcança tem a garantia de retornar ao Supremo, de retornar ao verdadeiro lar.

Aqueles que estão além das dualidades que surgem das dúvidas, cujas mentes estão voltadas para si, que vivem atarefados, trabalhando para o bem-estar de todos os seres vivos, e que estão livres de todos os pecados, alcançam a liberação no Supremo.

 Pode-se dizer que somente quem está em plena consciência de Krishna ocupa-se em actividades para o bem-estar de todas as entidades vivas. Quando se tem o verdadeiro conhecimento de que Krishna é a fonte de tudo, então, ao agir neste espírito, age-se para o benefício de todos. A humanidade sofre porque se esqueceu de que Krishna é o desfrutador supremo, o proprietário supremo e o amigo supremo. Portanto, agir para reviver esta consciência na sociedade humana é o trabalho beneficente mais elevado. Não pode ocupar-se neste primoroso trabalho beneficente quem não se liberou no Supremo. Quem é consciente de Krishna não tem dúvida alguma quanto à supremacia de Krishna. Ele não tem dúvida porque está cem por cento livre de todos os pecados. Este é o estado de amor divino.

Quem se ocupa em cuidar somente do bem-estar físico da sociedade humana, realmente não pode ajudar a ninguém. Propiciar ao corpo externo e à mente alívio temporário, não é satisfatório. A verdadeira causa das dificuldades a que alguém se sujeita na árdua luta pela vida, na certa deve-se ao fato de ele ter-se esquecido de sua relação com o Senhor Supremo. Quando tem pleno conhecimento de sua relação com Krishna, ele é de fato uma alma liberada, embora possa estar no tabernáculo material.

Aqueles que estão livres da ira e de todos os desejos materiais, que são auto-realizados, autodisciplinados, e empreendem um constante esforço em busca da perfeição, têm garantidos a liberação no Supremo num futuro muito próximo.

Entre as pessoas santas que se empenham constantemente na busca da salvação, aquele que está em consciência de Krishna é o melhor de todos.

Nas escrituras Sagradas dá-se a seguinte confirmação deste fato:

“Deve-se apenas adorar com serviço devocional, Krishna a Suprema Personalidade de Deus. Nem mesmo os grandes sábios são capazes de controlar as forças dos sentidos de maneira tão eficaz como aqueles que se ocupam em bem-aventurança transcendental, servindo aos pés de lótus do Senhor, desarraigando o inveterado desejo de actividades fruitivas.”

Na alma condicionada, o desejo de gozar os resultados fruitivos do trabalho é tão profundo e arraigado que, apesar de grandes esforços, até mesmo os grandes sábios têm muita dificuldade em controlar esses desejos. O devoto do Senhor, que sempre se ocupa no serviço devocional em consciência de Krishna e é perfeito em auto-realização, alcança mui rapidamente a liberação no Supremo. Devido a seu completo conhecimento em auto-realização, ele vive em transe. Quanto a isto, cita-se como exemplo a seguinte analogia:

“Pela simples visão, meditação e toque, o peixe, a tartaruga e os pássaros mantêm sua prole. Este mesmo fenômeno também se aplica em meditar no Senhor Supremo Krishna.”

O peixe mantém sua cria pelo simples olhar. A tartaruga, pela meditação — os ovos da tartaruga são postos em terra, e enquanto está na água, a tartaruga medita neles. De modo semelhante, o devoto em consciência de Krishna, embora muito longe da morada do Senhor, pode se elevar a Sua morada pelo simples fato de pensar nEle constantemente — através de sua ocupação na consciência de Krishna. Ele não sente as dores das misérias materiais; este estado de vida chama-se, ausência de misérias materiais devido ao fato de se estar constantemente imerso no Supremo.


publicado por Lalanesha Dasa às 19:45

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