*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Junho 04 2013

Sendo assim, explica-se claramente que a Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, é o pai do qual se originam todas as entidades vivas, as quais são combinações da natureza material e da natureza espiritual. Essas entidades vivas existem não só neste planeta, mas em todos os planetas, mesmo no mais elevado e distante planeta...

Em toda a parte há entidades vivas; dentro da terra há entidades vivas, e mesmo dentro da água e do fogo. Todos estes aparecimentos devem-se à mãe, a natureza material, e ao processo através do qual Krishna dá a semente. O significado é que o mundo material é fecundado com entidades vivas que, no momento da criação, surgem em várias formas segundo suas acções passadas.

A natureza material consiste em três modos — bondade, paixão e ignorância. Ao entrar em contacto com a natureza,  a entidade viva eterna é condicionada por esses modos.

Porque é transcendental, a entidade viva nada tem a ver com esta natureza material. Mesmo assim, por se condicionar ao mundo material, ela age sob o encanto dos três modos da natureza material. Porque as entidades vivas têm diferentes espécies de corpos proporcionados pelos diferentes aspectos da natureza, elas são induzidas a agir de acordo com esta natureza. Esta é a causa das muitas variedades de felicidade e sofrimento.

As entidades vivas condicionadas à natureza material são de várias categorias. Alguém pode ser feliz, outrem, muito activo, mas há outro que se sente desamparado. Todos estes tipos de manifestações psicológicas são a causa da posição condicionada das entidades na natureza. No Bhagavad-Gitã, explica-se como elas se condicionam de maneira diferente. Primeiramente, tecem-se comentários sobre o modo da bondade. No mundo material, quem desenvolve o modo da bondade acaba se tornando mais sábio do que aqueles condicionados a outras circunstâncias. Um homem no modo da bondade não é tão afectado pelas misérias materiais, e ele sente o avanço em conhecimento material. A figura representativa é o monge, que se supõe estar situado no modo da bondade. Esta sensação de felicidade deve-se à compreensão de que, no modo da bondade, a pessoa está mais ou menos livre de reacções pecaminosas. Na verdade, na literatura védica se diz que o modo da bondade significa maior conhecimento e uma maior sensação de felicidade.

Porem, problema é que, quando se situa no modo da bondade, o ser vivo fica induzido a sentir que é avançado em conhecimento e que é melhor do que os outros. Dessa maneira, ele se condiciona. Os melhores exemplos são o cientista e o filósofo. Cada qual tem muito orgulho de seu conhecimento, e porque em geral melhoram suas condições de vida, eles sentem uma espécie de felicidade material. Na vida condicionada, esta sensação de felicidade superior deixa-os atados ao modo da bondade da natureza material. Nesse caso, eles ficam atraídos a trabalhar no modo da bondade, e, enquanto sentem atracão para essa espécie de trabalho, eles devem aceitar algum dos corpos oferecidos pelos modos da natureza. Assim, não há possibilidade de liberação, ou de sua transferência para o mundo espiritual. Repetidas vezes, a pessoa pode tornar-se um filósofo, um cientista, ou um poeta, e repetidas vezes envolver-se com as mesmas condições desfavoráveis apresentadas sob a forma de nascimentos e mortes. Porém, devido à ilusão que a energia material lhe impõe, o homem pensa que esta espécie de vida é agradável. 

Quem, após adquirir conhecimento transcendental perfeito, desenvolve as mesmas qualidades da Suprema Personalidade de Deus, livra-se de repetidos nascimentos e mortes. No entanto, não se perde a identidade como alma individual. Através da literatura védica fica evidente que as almas liberadas que alcançaram os planetas transcendentais do céu espiritual sempre recorrem aos pés de lótus do Senhor Supremo, estando ocupadas em Seu serviço transcendental amoroso. Logo, nem mesmo após a liberação os devotos perdem suas identidades individuais. 

De um modo geral, qualquer conhecimento que obtenhamos no mundo material está contaminado pelos três modos da natureza material, (bondade) (paixão) e (ignorância).. Mas o que não está contaminado chama-se conhecimento transcendental. No momento em que obtemos conhecimento transcendental, já estamos na mesma plataforma da Pessoa Suprema. Aqueles que nada conhecem sobre o céu espiritual afirmam que, após libertar-se das actividades materiais executadas num corpo material, esta identidade espiritual torna-se amorfa, sem nenhuma variedade. Entretanto, assim como há variedade neste mundo material, no mundo espiritual também há variedade. Aqueles que ignoram isto pensam que a existência espiritual é exactamente o oposto da variedade material. Mas na verdade, no céu espiritual, todos obtêm uma forma espiritual. Há actividades espirituais, e a situação espiritual chama-se vida devocional. Está dito que nesta atmosfera não contaminada todos têm as mesmas qualidades do Senhor Supremo. Para obter esse conhecimento, devemos desenvolver todas as qualidades espirituais. Quem desenvolve essas qualidades espirituais não é afectado pela criação nem pela destruição do mundo material.

publicado por Lalanesha Dasa às 20:26

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