*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Junho 06 2013

Todas as espécies de yogues — karma, jnãna, haṭha, etc. — acabarão tendo que alcançar a perfeição devocional em bhakti-yoga, ou consciência de Krishna, para poderem ir à morada transcendental de Krishna e jamais retornarem. Aqueles que alcançam os planetas materiais superiores, os planetas dos semideuses, voltam a sujeitar-se a repetidos nascimentos e mortes. Assim como as pessoas da Terra são elevadas a planetas superiores, as pessoas dos planetas superiores, caem rumo à Terra. A prática de sacrifício chamada Panchagni-Vidya (o conhecimento dos cinco fogos) ... é um tipo particular de conhecimento, ou de meditação, que é introduzida para saber o significado profundo do fenômeno comum de nascimento e morte, capacita-nos a alcançarmos Brahmaloka, (o planeta mais elevado deste Universo)... mas se, em Brahmaloka, não cultivarmos a consciência de Krishna, então teremos que voltar à Terra. Nos planetas superiores, aqueles que progridem na consciência de Krishna pouco a pouco elevam-se a planetas progressivamente superiores e, na época da devastação universal, são transferidos para o reino espiritual eterno.

“Quando ocorre a devastação deste universo material, o Senhor Brahmã, semideus de Brahmaloka e seus devotos, que estão constantemente ocupados em consciência de Krishna, são todos transferidos para o universo espiritual e para os planetas espirituais específicos de acordo com o desejo deles.”

Pelo cálculo humano, quando se soma um total de mil eras, obtém-se a duração de um dia de Brahmā. E esta é também a duração de sua noite.

A duração do universo material é limitada. Manifesta-se em ciclos de kalpas (Kalpa é uma palavra em Sânscrito (कल्प kalpa) que designa um longo periodo de tempo na Cosmologia Védica). Uma kalpa é um dia de Brahmā, e um dia de Brahmā consiste em mil ciclos de quatro yugas, ou eras: Satya, Tretã, Dvãpara e Kali. O ciclo de Satya caracteriza-se pela presença da virtude, sabedoria e religião, e praticamente não existe ignorância ou vício, e a yuga dura um milhão 728 mil anos. Na Tretã-yuga, o vício infiltra-se, e esta yuga dura um milhão 296 mil anos. Na Dvãpara-yuga continua havendo declínio da virtude e da religião, e o vício aumenta, e esta yuga dura 864 mil anos. E, por fim, em Kali-yuga (a yuga que agora estamos enfrentando nos últimos cinco mil anos), há uma abundância de desavença, ignorância, irreligião e vício, sendo que a verdadeira virtude praticamente não existe, e esta yuga dura 432 mil anos. Em Kali-yuga, o vício aumenta a tal ponto que, no ocaso da yuga, o próprio Senhor Supremo aparece como o avatãra Kalki, aniquila os demônios, salva Seus devotos e dá início a outra Satya-yuga. Então, o processo volta a se desenrolar. Transcorridas mil vezes, estas quatro yugas correspondem a um dia de Brahmã, e o mesmo número corresponde a uma noite pelo calculo humano. O Senhor Brahmã vive cem desses “anos” e então morre. Pelos cálculos terrestres, estes “cem anos” totalizam 311 trilhões e 40 bilhões de anos terrestres. Por estes cálculos, a vida do Senhor Brahmã parece fantástica e interminável, porém, do ponto de vista da eternidade, ela é tão efêmera como o clarão dum relâmpago. No Oceano Causal, há inúmeros Brahmãs, surgindo e desaparecendo como bolhas no Atlântico. Brahmã e a sua criação são todos parte do universo material, e por isso eles estão em fluxo constante.

No universo material, nem mesmo o Senhor Brahmã está livre do processo de nascimento, velhice, doença e morte. Entretanto, o Senhor Brahmã, ao administrar este universo, está directamente ocupado no serviço do Senhor Supremo — por isso, ele alcança de imediato a liberação. Aqueles cuja ocupação aqui na terra esta vinculada ao conhecimento Espiritual elevando-se a uma posição de status sacerdotais elevados, são promovidos ao planeta específico do Senhor Brahmã, Brahmaloka, que é o planeta mais elevado no universo material e que sobrevive a todos os planetas celestiais nas camadas superiores do sistema planetário, mas no devido tempo até o Senhor Brahmã e todos os habitantes de Brahmaloka se submetem à morte, pois esta é a lei da natureza material.

No início do dia que corresponde ao Senhor Brahmã, todos os seres vivos se manifestam a partir do estado imanifesto, e depois, quando cai a noite, voltam a fundir-se no imanifesto.

Repetidas vezes, quando chega o dia do Senhor Brahmã, todos os seres vivos passam a existir, e com a chegada de sua noite, eles são irremediavelmente aniquilados.

Isto ocorre devido a Kalpa mencionada acima.

Aqueles que, sendo menos inteligentes, tentam permanecer dentro deste mundo material, podem elevar-se a planetas superiores e depois devem descer outra vez a este planeta Terra. Durante o dia do Senhor Brahmã, eles podem desenvolver suas actividades em planetas superiores e inferiores deste mundo material, porém, ao chegar a noite do Senhor Brahmã, todos são aniquilados. De dia, eles recebem vários corpos que os capacitam a executar actividades materiais, e de noite deixam de ter corpos e são absorvidos no corpo de Deus (Vishnu). Depois, eles voltam a manifestar-se ao chegar o dia do Senhor Brahmã. Durante o dia, eles se tornam manifestos, e de noite tornam a ser aniquilados. Por fim, quando se acaba a vida do Senhor Brahmã, todos são aniquilados e permanecem imanifestos durante milhões e milhões de anos. E quando o Senhor Brahmã volta a nascer em outro milênio, eles manifestam-se de novo. Desse modo, eles são cativados pelo encanto do mundo material. Mas aquelas pessoas inteligentes que se tornam devotos e adotam a consciência de Krishna fazem uso completo da vida humana para prestar serviço devocional ao Senhor, cantando Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare. Assim, eles se transferem, mesmo nesta vida, para o planeta espiritual de Krishna a Suprema Personalidade de Deus onde se tornam eternamente felizes, e não se submetem a esses repetidos nascimentos e mortes.

Entretanto, há uma outra natureza imanifesta, que é eterna e transcendental a esta matéria manifesta e imanifesta. Ela é suprema e jamais é aniquilada. Quando todo este mundo é aniquilado, aquela região permanece inalterada.

A energia espiritual e superior de Krishna é transcendental e eterna. Ela está além de todas as mudanças existentes na natureza material, que é manifestada e aniquilada durante os dias e as noites do Senhor Brahmã. Em qualidade, a energia superior de Krishna é inteiramente oposta à natureza material.

Como mesmo Krisna diz no Bhagavad-Gitã:

Aquilo que os vedantistas descrevem como imanifesto e infalível, aquilo que é conhecido como o destino supremo, aquele lugar do qual jamais se retorna após alcançá-lo — esta é Minha morada suprema.


publicado por Lalanesha Dasa às 22:40

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