*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Outubro 10 2013

Conforme sua existência sob os vários modos da natureza, uma pessoa desenvolve determinada espécie de fé. Conforme os modos com os quais conviveu, o ser vivo tem uma fé específica.

Independentemente do que sejamos, cada um de nós tem um tipo específico de fé. Mas considera-se que a fé está em bondade, paixão ou ignorância, conforme a natureza que se adquiriu. Assim, conforme seu tipo específico de fé, o homem se associa com determinadas pessoas. Ora, o que acontece de fato é que cada ser vivo, é originalmente uma parte integrante fragmentária do Senhor Supremo. Portanto, ele é originalmente transcendental a todos os modos da natureza material. Mas quando se esquece de sua relação com a Suprema Personalidade de Deus e, assumindo a vida condicionada entra em contacto com a natureza material, ele cria sua própria posição, associando-se com as diferentes variedades encontradas na natureza material. A consequente fé e existência artificiais são apenas materiais. Embora se deixe levar por alguma impressão, ou alguma concepção de vida, originalmente ele é transcendental. Portanto, este ser vivo tem que purificar-se da contaminação material que adquiriu, para então recuperar sua relação com o Senhor Supremo. 

A palavra “fé”, é muito significativa porque provém originalmente do modo da bondade. Pode-se ter fé num semideus ou criar algum Deus ou recorrer a alguma invenção mental. Supõe-se que com sua fé forte o homem produza obras típicas da bondade material. Mas na vida condicionada material, nenhum trabalho é inteiramente puro. Eles estão misturados. Eles não estão em bondade pura. A bondade pura é transcendental; na bondade purificada, pode-se compreender a verdadeira natureza da Suprema Personalidade de Deus. Enquanto não desenvolver uma fé que esteja em bondade completamente purificada, a pessoa terá uma fé sujeita a contaminação por qualquer dos modos da natureza material. Os modos contaminados da natureza material implantam-se no coração. Portanto, ele desenvolve sua fé conforme a posição que o coração estabeleceu em contacto com um modo específico da natureza material. Deve-se compreender que se o coração de alguém está no modo da bondade, sua fé também está no modo da bondade. Se seu coração está no modo da paixão, sua fé também está no modo da paixão. E se seu coração está no modo da escuridão, na ilusão, sua fé também fica com essa mesma contaminação. Assim, encontramos diferentes espécies de fé neste mundo, e há diferentes classes de religião que se conciliam com as diferentes espécies de fé. O verdadeiro princípio da fé religiosa está situado no modo da bondade pura, mas porque o coração está contaminado, encontramos diferentes categorias de princípios religiosos. Logo, segundo diferentes classes de fé, há diferentes espécies de adoração.

Conforme o preceito das escrituras, só a Suprema Personalidade de Deus é digno de adoração, mas segundo as situações específicas em que convivem com os modos da natureza material, aqueles que não são versados nos preceitos das escrituras, nem são fiéis a eles, adoram diferentes entidades. Do mesmo modo, pessoas que se mantêm nos modos da paixão e ignorância geralmente escolhem como seu Deus um homem poderoso. Eles acham que adorando qualquer um como Deus, os mesmos resultados serão obtidos. 

A austeridade do corpo consiste em adorar o Senhor Supremo, os sacerdotes, o mestre espiritual e os superiores, tais como o pai e a mãe, e em limpeza, simplicidade, celibato e não-violência. 

Divindade Suprema Krishna, explica as diferentes espécies de austeridade e penitência. Primeiro, Ele explica as austeridades e penitências praticadas com o corpo. Deve-se oferecer, ou aprender a oferecer, respeito a Deus, aos sacerdotes perfeitos e qualificados e ao mestre espiritual e aos superiores, tais como o pai, a mãe ou qualquer pessoa versada no conhecimento védico. Eles devem receber o devido respeito. Deve-se praticar a limpeza externa e interna, e deve-se aprender a comportar-se com simplicidade. Não se deve fazer nada que não seja sancionado pelos preceitos das escrituras. Não se deve praticar sexo fora do casamento, pois as escrituras autorizam apenas o sexo dentro do casamento, e não algum outro tipo de actividade sexual. Isto se chama celibato. Estas penitências e austeridades referem-se ao corpo.

A austeridade da fala consiste em proferir palavras verazes, agradáveis, benéficas e que não perturbam os outros, e também em recitar regularmente as Escrituras Sagradas. 

Ninguém deve falar de um modo que agite a mente dos outros. Naturalmente, ao falar, um professor pode instruir seus alunos, dizendo-lhes a verdade, mas esse mesmo professor não precisa se dirigir àqueles que não são seus alunos com palavras que acaso venham a agitar suas mentes. Esta penitência refere-se ao ato de falar. Ademais, não se devem falar tolices. O processo de falar em círculos espirituais consiste em dizer algo que as escrituras aprovam. Para confirmar aquilo que diz, a pessoa deve imediatamente citar uma passagem da escritura autorizada. Ao mesmo tempo, deve ser muito agradável ouvir a sua conversa. Com seus comentários, ela pode obter o maior benefício e elevar a sociedade humana. Há um acervo ilimitado de literatura Sagrada, e todos devem procurar estudá-la. Isto se chama penitência da fala.

E satisfação, simplicidade, gravidade, autocontrole e purificação da existência são as austeridades da mente.

Tornar a mente austera é afastá-la do gozo dos sentidos. Ela deve aprender a sempre ficar pensando em fazer o bem aos outros. O melhor treinamento que a mente pode receber é pensar com seriedade. Ninguém deve desviar-se da consciência de Krishna e todos devem sempre evitar o gozo dos sentidos. Purificar a própria natureza é tornar-se consciente de Krishna. Só se pode obter satisfação da mente afastando dela os pensamentos que produzem gozo dos sentidos. Quanto mais pensamos no prazer dos sentidos, mais insatisfeita fica a mente. No mundo actual, oferece-se à mente muitos processos supérfluos de gozo dos sentidos, e assim não há possibilidade de a mente ficar satisfeita. O melhor procedimento é direccionar a mente em literatura que possa elevar a pessoa ao conhecimento Espiritual como a própria literatura Védica, onde se encontra uma infinita variedade de tópicos suplementares a inteligência, que consiste de histórias aprazíveis a mente, não deixando que ela se desvie de sua conquista na auto-realização Espiritual.  É possível aproveitar-se deste conhecimento e então purificar-se. A mente não deve ter duplicidade, e deve-se pensar no bem-estar de todos. Silêncio quer dizer que se vive pensando na auto-realização. Neste sentido, quem é consciente de Krishna observa silêncio perfeito. Controle da mente quer dizer, afastar da mente a satisfação dos sentidos. A pessoa deve ser honesta em suas atitudes e desse modo purificar sua existência. Juntas, todas estas qualidades constituem a austeridade das actividades mentais.

Estas três espécies de austeridade, executadas com fé transcendental, por quem não espera benefícios materiais, mas que atua apenas por amor ao Supremo, chamam-se austeridades em bondade.

Se a pessoa não adotar este caminho da auto-realização, então, ele com certeza ficará sob a influência dos modos da natureza material.


publicado por Lalanesha Dasa às 18:27

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