*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Novembro 05 2013

É com esta mentalidade que uma pessoa deve executar seus deveres prescritos agindo em consciência de Krishna praticando vida Espiritual. Deve-se agir sem apego ao resultado; e deve-se desassociar dos modos de seu trabalho. Um homem que trabalha em consciência de Krishna numa fábrica, não se associa com o trabalho da fábrica, nem com os trabalhadores da fábrica. Tudo o que ele faz é trabalhar para Krishna. E quando entrega o resultado a Krishna, ele age transcendentalmente. Quando alguém executa seu dever prescrito só porque deve ser feito, e renuncia a toda a associação material e a todo o apego ao fruto, se diz que isso mantem a pessoa no caminho certo ao encontro de Deus.

Quem está em consciência de Krishna ou no modo da bondade não odeia ninguém nem nada que incomode seu corpo. Ele executa seu trabalho no lugar apropriado e no tempo apropriado, sem temer os efeitos penosos de seu dever. Deve-se entender que tal pessoa situada em transcendência é muito inteligente e não tem dúvidas sobre o que faz. 

Como Krishna mesmo afirma, que de fato, é impossível para um ser encarnado renunciar a todas as atividades. Mas aquele que renuncia aos frutos da ação, diz-se que ele renunciou de verdade, e que em tempo algum pode alguém abandonar o trabalho.

Para quem não pratica a renuncia material, as três espécies de frutos da ação _ os desejáveis, os indesejáveis e os mistos _ germinam após a morte. Mas para aqueles que praticam a renuncia dos bens materiais, praticando vida Espiritual em consciência de Krishna, não experimentam este resultado sob a forma de sofrimento e prazer. Isto significa, quem está em consciência de Krishna, que age com conhecimento de sua relação com Krishna, está sempre liberado. Por isso, após a morte ele não precisa desfrutar ou sofrer os resultados de seus atos.

Talvez alguém pergunte que, tendo toda atividade uma reação, como é que o devoto em consciência de Krishna não sofre nem desfruta as reações do trabalho? O Senhor Krishna cita no Bhagavad-Gita, que este conclusivo conhecimento Espiritual, é para mostrar a todos, como isto é possível. Ele diz que há cinco causas para todas as atividades, e para obter êxito nas atividades, é necessário considerar essas cinco causas. Estas cincos causas, baseiam-se no lugar onde ocorre a ação (o corpo), o executor, os vários sentidos, os vários diferentes tipos de esforço e, por fim, a Superalma _ estes são os cinco fatores da ação. A alma dentro do corpo age para produzir os resultados da atividade e por isso é conhecida como “o executor”. Os instrumentos da ação são os sentidos, e através dos sentidos a alma age de várias maneiras. Para toda e qualquer ação há um esforço diferente. Mas todas as atividades executadas por alguém, dependem da vontade da Superalma, que como amigo está situado dentro do coração. O Senhor Supremo é a Supercausa. Nestas circunstâncias, aquele que sob a direção da Superalma situado no coração age em consciência de Krishna naturalmente não se prende a nenhuma atividade. Aqueles em completa consciência de Krishna acabam não tendo responsabilidade por suas ações. Tudo depende do que dita a vontade suprema, a Superalma, a Suprema Personalidade de Deus.

E Krishna afirma isso dizendo, que qualquer ação certa ou errada que um homem execute através do corpo, da mente ou da fala tem a causa nestes cinco fatores.

Portanto, aquele que se considera o único executor e não leva em consideração os cinco fatores com certeza não é muito inteligente e não pode perceber as coisas como elas são.

Trabalho correto é o trabalho feito conforme as orientações contidas nas escrituras, e trabalho errado é o trabalho que vai contra os princípios e preceitos das escrituras. Mas em tudo o que se faz, são necessários estes cinco fatores para que haja uma execução completa.

Uma pessoa tola não consegue compreender que a Superalma está situado como um amigo dentro de seu coração e conduz todos os seus atos. Embora as causas materiais sejam o lugar, o agente, o empreendimento e os sentidos, a causa final é o Supremo, a Personalidade de Deus. Por isso, devemos ver não só as quatro causas materiais, mas também a Suprema causa eficiente. Aquele que não percebe a presença do Supremo julga-se o autor.

Aquele que não é motivado pelo falso ego, cuja inteligência não está enredada, embora cometa ações destruidoras neste mundo, não verdade não as comete. E tampouco fica preso a suas ações. O fato de uma pessoa consciente de Krishna não querer agir em certas ações que possam se tornar destruidoras do corpo material, isto surge do falso ego. Porque a pessoa julga-se o autor da ação, e não leva em conta a presença interna e externa da sanção Suprema.  Se a pessoa não sabe que existe tão notável sanção, por que deveria agir em tal ato destruidor do corpo material? Porem a pessoa que conhece os instrumentos de trabalho, que sabe que é ela quem está agindo, mas que o Senhor Supremo é o Supremo Sancionador de tais ações, faz tudo com perfeição. Tal pessoa jamais se ilude. A atividade e responsabilidade pessoais surgem do falso ego e da irreligiosidade, ou falta de consciência de Krishna. Qualquer um que esteja agindo em consciência de Krishna sob a direção da Superalma ou da Suprema Personalidade de Deus, mesmo que cometa tais ações, ela não as comete. Tampouco é afetado pela reação deste ato de destruir o corpo material. Isto significa que, se uma pessoa esta em luta em algum conflito de guerra sob o comando de um oficial superior, o soldado não se sujeita a julgamento. Mas se um soldado nessa luta destrói ou mata o corpo por sua própria conta, então ele certamente é julgado por um tribunal de justiça. 

O conhecimento, o objeto do conhecimento e o conhecedor são os três fatores que motivam a ação; os sentidos, o trabalho e o autor são os três constituintes da ação.

Há três espécies de ímpeto para o trabalho diário: o conhecimento, o objeto do conhecimento e o conhecedor. Os instrumentos do trabalho, o próprio trabalho e o trabalhador chamam-se os constituintes do trabalho. Todo trabalho feito por qualquer ser humano tem estes elementos. Antes que a pessoa aja, existe algum ímpeto, que se chama inspiração. Qualquer solução a que se chegue antes que o trabalho seja efetuado é uma forma sutil de trabalho. Então, o trabalho toma a forma de ação. Primeiro, a pessoa tem que passar por três processos psicológicos _ pensar, sentir e querer _ e isto se chama ímpeto. A inspiração para o trabalho é a mesma, venha ela da escritura ou da instrução do Mestre Espiritual. Quando existe a inspiração e existe o trabalhador, então acontece a verdadeira atividade com a ajuda dos sentidos, incluindo a mente, que é o centro de todos os sentidos. O somatório de todos os constituintes de uma atividade chama-se a acumulação do trabalho.

Toda esta conclusão formada no intuito de fazer compreender, de que, toda a ação executada sob a jurisdição da Suprema Personalidade de Deus, nos mantem livres de qualquer julgamento infeliz, e com isso podem-se oferecer todas as ações do resultado do trabalho ao Senhor.

publicado por Lalanesha Dasa às 20:50

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