*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Maio 09 2017

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 Ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor NrisimhaDeva, a fonte de todo o poder. Ó meu Senhor, Você que possui garras e dentes como raios, veja com bondade os nossos desejos demoníacos para todas as atividade fruitivas deste mundo material. Por favor apareça em nossos corações e afaste nossa ignorância para que, por Sua misericórdia, possamos nos tornar destemidos na luta pela existência neste mundo material.
Todo ser vivo dentro deste mundo material tem um forte desejo de desfrutar da matéria para sua plena satisfação. Por conta deste desfrute, a alma condicionada é obrigada aceitar um corpo material vida após vida, e assim seus desejos fruitivos demoníacos fortemente fixados continuam. Não se pode parar a repetição do nascimento e morte sem ser completamente sem desejos. Portanto, as Escrituras Sagradas dos Vedas descrevem o sentido do serviço devocional puro como se segue:
"Devemos prestar serviço amoroso transcendental ao Senhor Supremo Krishna favoravelmente e sem desejo de lucro material ou ganho através de atividades fruitivas ou especulação filosófica. Isso é chamado de serviço devocional puro. "A menos que alguém esteja completamente livre de todos os desejos materiais, que são causados ​​pela escuridão densa da ignorância, não se pode participar plenamente no serviço devocional do Senhor. Portanto, devemos sempre oferecer nossas orações ao Senhor NrisimhaDeva, que matou Hiranyakashipu, a personificação do desejo material. Hiranya significa "ouro" e Kashipu significa "uma almofada macia ou cama". As pessoas materialistas sempre desejam tornar o corpo confortável, e para isso eles vivem em busca de enormes quantidades de ouro. Assim Hiranyakashipu era um representante perfeito da vida materialista. Ele foi, portanto, a causa de grande perturbação para o devoto mais elevado do Senhor, Prahlāda Mahārāja, até que o Senhor NrisimhaDeva o matou. Qualquer pessoa devotada ao Senhor que aspira a estar livre de desejos materiais deve oferecer suas orações respeitosas ao Senhor NrisimhaDeva como Prahlāda Mahārāja o fez nesta demonstração de amor a Deus.
"Shri Shrimad-Bhagavatam 5.18.8"

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:12

Maio 06 2017

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Krishna a Suprema Personalidade de Deus enfatisa com toda a Sua benevolência dizendo:

"Embora ocupado em todas as espécies de atividades, Meu devoto puro, sob Minha proteção, alcança por Minha graça a morada eterna e imperecível."

"Bhagavad-Gīta como Ele É, 18, 56."

Isto significa que uma pessoa que se tornou um devoto imaculado do Senhor, esta sob Sua proteção em todas as circunstâncias. E para se livrar da contaminação material, o devoto puro age sob a direção do Senhor Supremo ou de Seu representante, o Mestre Espiritual. Não há limitação de tempo para o devoto puro. Vinte e quatro horas por dia, ele sempre está cem por cento ocupado em atividades sob a direção do Senhor Supremo. Para o devoto que adota essa ocupação em consciência de Krishna o Senhor é muito, muito bondoso. Apesar de todas as dificuldades, ele acaba alcançando a morada transcendental, o reino de Deus, onde sua entrada está garantida; e quanto a isso não há dúvida. Nessa morada Suprema, não há mudanças; tudo é eterno, imperecível e pleno de conhecimento.

O Senhor Krishna esta sempre participando das atividades de Seu servo imaculado dando a ele instruções sem nenhum desvio ocasional dizendo-lhe:

"Em todas as atividades conte apenas comigo e sempre trabalhe sob Minha proteção sendo plenamente consciente de Mim."

Quando alguém age em consciência de Krishna, ele não age como o dono do mundo. Tal qual um servo, é necessário agir sob a completa direção do Senhor Supremo. O servo não tem independência individual. Ele age apenas sob a ordem do amo. O servo que age em prol do amo supremo não é afetado por lucro ou prejuízo. Ele apenas desempenha fielmente seu dever conforme a ordem do Senhor. Alguém pode argumentar quando um devoto do Senhor está agindo sob a direção pessoal de Krishna, mas quando Krishna não está presente, como deverá agir? Se alguém agir segundo a direção que Krishna estabelece no Bhagavad-Gīta, bem como sob a orientação do representante de Krishna, então o resultado será o mesmo. O Bhagavad-Gīta indica que temos única e exclusivamente na vida a meta de agir em consciência de Krishna apenas para satisfazer Krishna em todas as circunstâncias. E enquanto adotamos essa ocupação, devemos pensar somente em Krishna pensando “Eu fui designado por Krishna para desempenhar este dever específico.” Ao agir dessa forma, o devoto naturalmente tem que pensar em Krishna. Esta é a perfeita consciência de Krishna. Entretanto, convém notar que após fazer algo por capricho não se deve oferecer o resultado ao Senhor Supremo. Esta espécie de atividade não está incluída no serviço devocional executado em consciência de Krishna. Deve-se agir segundo a ordem de Krishna. Este é um ponto muito importante. O Mestre Espiritual autêntico transmite esta ordem de Krishna através da sucessão discipular. Por isso, a ordem do Mestre Espiritual precisa ser recebida como o dever primordial da vida. Se alguém aceita um Mestre Espiritual genuíno e age segundo sua direção, então a perfeição de sua vida em consciência de Krishna está garantida.

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:09

Maio 05 2017

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Os 4 Kumaras
Os sábios 4 Kumaras visitam Vaikuntha: Era uma vez, os grandes sábios, Sanaka, Sanandana, Sanatana e Sanatkumara visitaram Vaikuntha. Há sete portões em Vaikuntha loka e quando os sábios tentaram entrar no sétimo portão, os porteiros, Jaya e Vijaya os pararam bloqueando o caminho com sua equipe, e assim ofenderam os sábios. Os sábios os amaldiçoaram para nascerem no mundo material. Os porteiros se arrependeram por seu erro.

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(Jaya e Vijaya)
Jaya e Vijaya amaldiçoados:
Naquele momento, o Senhor Supremo Vishnu, apareceu lá e informou que a punição dada pelos sábios foi realmente ordenada por Si mesmo. Os porteiros, Jaya e Vijaya iriam nascer em uma família demoníaca e estariam firmemente unidos a Ele em pensamento através de uma concentração mental intensificada pela raiva. Ele também confirmou que eles retornariam a Vaikuntha em breve. Assim Jaya e Vijaya nasceram neste mundo material como Hiranyaksha e Hiranyakashipu, os filhos do sábio Kashyapa e Aditi.

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(Encarnação do javali)
O Senhor Varaha, a encarnação do javali:
Hiranyaksha foi tão poderoso que ele trouxe todos os três mundos sob seu controle. Ele desafiou Varuna a lutar com ele, mas Varuna Deva dirigiu-o ao Senhor Varaha, a encarnação do javali do Senhor Supremo Vishnu. Hiranyaksha foi morto no combate com o Senhor Varaha. Hiranyakashipu queria vingar a morte de seu irmão. Para tornar-se imortal, ele empreendeu severas penitências em Mandarachala para agradar ao Senhor Brahma.

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(Hiranyakashipu, o Rei dos Demônios:)
Quando o Senhor Brahma apareceu diante dele, Hiranyakashipu pediu -lhe a imortalidade. Porém o Senhor Brahma não era imortal. E como poderia ele conceder-lhe a imortalidade? Então Brahma concordou em dar a ele qualquer benção além da imortalidade. Então o demônio pediu a Brahma que ele não deveria ser morto por um ser humano ou um animal ou semideus ou qualquer outra entidade, viva ou não viva. Ele também orou para que não fosse morto em nenhum lugar, nem de dia nem de noite, por qualquer tipo de armas. Ele ainda pediu para conceder-lhe supremacia sobre todo o universo e perfeição em poderes místicos. Depois de receber as bênçãos do Senhor Brahma, Hiranyakashipu aterrorizou todo o universo. Ele conquistou as dez direções e trouxe cada um sob seu controle.

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(O grande sábio Narada muni detém o Senhor Indra de seqüestro de Kayadhu).
Narada salva Kayadhu:
Quando Hiranyakashipu foi para Mandarachala para executar severas austeridades, sua esposa, Kayadhu, estava grávida. Os semideuses liderados por Indra atacaram os demônios e prenderam Kayadhu. Eles queriam matar a criança assim que ela nascesse. Narada Maharishi deteu Indra e revelou que a criança seria um grande devoto do Senhor Hari. Ele levou Kayadhu para o seu eremitério e deu instruções sobre o conhecimento Espiritual. A criança no ventre de Kayadhu ouviu atentamente as instruções de Narada Maharishi e se tornou um grande devoto do Senhor Vishnu.

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(Prahlada Maharaja prega aos colegas de escola)
Prahlada instrui seus companheiros de classe: A criança foi nomeada Prahlada. Hiranyakashipu confiou seu filho Prahlada, a Chanda e Amarka, os dois filhos de Shukracharya, para a educação. Tentaram ensinar-lhe política, economia e outras atividades materiais; Mas Prahlada não se importava com tais instruções. Ele estava sempre meditando no Senhor Supremo. Quando Hiranyakashipu chegou a saber disso, ficou extremamente irritado e castigou os professores por ensinarem a criança sobre Vishnu-bhakti. Mas quando se provou que eram inocentes, ele decidiu matar a criança.

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(Hiranyakashipu ameaça Prahlada Maharaj)
Hiranyakashipu torturou seu filho:
Os portadores de ordens do rei demoníaco tentaram matá-lo golpeando-o com armas mortais, colocando-o debaixo dos pés de elefantes, sujeitando-o a condições infernais, atirando-o do cume de uma montanha etc., mas Eles não poderiam matá-lo. Hiranyakashipu ficou cada vez mais agitado. Ele desafiou Prahlada, "Onde está o seu Deus?" E Prahlada respondeu que Deus residia em todos os lugares. Apontando para um dos pilares do palácio, Hiranyakashipu perguntou: "Seu Deus está dentro desta coluna?", E a criança respondeu: "Sim. Ele está. "Logo ele golpeou fortemente o pilar e o quebrou em pedaços. Do interior do pilar, o Senhor Supremo Hari, apareceu como Narasimha a encarnação meio-homem metade-leão.

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Narasimha matando Hiranyakashipu.
Narasimhadeva, o protetor dos devotos:

Ele não estava nem na forma de um humano nem de um animal. Ele usou Suas unhas como armas e matou o demônio durante o período crepuscular (nem dia nem noite) sentado no limiar do palácio (nem dentro nem fora), mantendo-o em Seu próprio colo. Assim, o Senhor Supremo matou o demônio e protegeu seu devoto sem violar nenhuma das bênçãos concedidas pelo Senhor Brahma. 

"Esta é a historia do motivo pelo qual o Senhor Krishna ou Vishnu apareceu como uma encarnação de metade homem e metade leão."

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:14

Maio 04 2017

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 Segundo o Bhagavad-Gītā, o sādhu (homem santo) é um homem em consciência de Krishna. Talvez alguém pareça irreligioso, mas se tiver completa e plenamente as qualificações da consciência de Krishna, deve-se considerá-lo um sādhu. Descrentes são àqueles que não se interessam pela consciência de Krishna. Tais descrentes, são descritos como tolos e os mais baixos da humanidade, embora possam estar enfeitados com a educação mundana, ao passo que quem se ocupa cem por cento em consciência de Krishna é aceito como sādhu, mesmo que talvez não seja erudito nem muito culto. Quanto aos ateus, não é preciso que o Senhor Supremo apareça como Ele é para destruí-lo. O Senhor tem muitos agentes que são bem competentes para aniquilar os demônios. Mas o Senhor vem especialmente para tranquilizar Seus devotos imaculados, que são sempre molestados pelas pessoas demoníacas. O demônio molesta o devoto, mesmo quando este é seu parente. Portanto, aqui se diz que, para libertar o devoto e derrotar os demônios descrentes, o Senhor aparece em diferentes encarnações.

“O avatāra, ou encarnação de Deus, desce do reino de Deus para manifestar-se no mundo material. E a forma específica da Personalidade de Deus que empreende essa descida chama-se encarnação, ou avatāra. Essas encarnações estão situadas no mundo Espiritual, o reino de Deus. Ao descerem à criação material, elas assumem o nome de avatāra.”

Há várias espécies de avatāras, e todas aparecendo no momento programado por todo o Universo. Mas o Senhor Krishna é o Senhor primordial, a fonte de todos os avatāras. O Senhor Krishna vem com o propósito específico de mitigar as ansiedades dos devotos puros, que estão muito ansiosos por vê-lO executando Seus passatempos originais em. Portanto, a finalidade principal do avatāra de Krishna é satisfazer Seus devotos imaculados. 

O Senhor diz que Ele mesmo encarna em cada milênio. Isto indica que Ele também encarna na era de Kali a atual era que esta se passando. 

Aquele que pode compreender de verdade o aparecimento da Personalidade de Deus já está liberado do cativeiro material, e por isso retorna ao reino de Deus logo após deixar o atual corpo material. O fato é que para conseguir libertar-se do cativeiro material a entidade viva precisa vencer sérias dificuldades. Embora existam muitas formas transcendentais do Senhor, elas são a mesmíssima Suprema Personalidade de Deus. Deve-se entender este fato com convicção, embora Ele seja incompreensível aos eruditos mundanos e aos filósofos empíricos. 

“A única Suprema Personalidade de Deus Se ocupa eternamente nos relacionamentos com Seus devotos imaculados em Suas muitíssimas formas transcendentais.”

Aquele que aceita esta verdade baseando-se na autoridade dos Vedas e da Suprema Personalidade de Deus e que não perde tempo com especulações filosóficas alcança a mais elevada e perfeita fase de liberação. Pelo simples fato de aceitar esta verdade com fé, pode-se, sem dúvida, alcançar a liberação. 

“Pode alcançar a fase perfeita de liberação, na qual se escapa do nascimento e da morte, quem simplesmente conhece o Senhor, a Suprema Personalidade de Deus, e não há outra maneira de alcançar esta perfeição.”

O fato de que não há alternativa significa que qualquer pessoa que não compreende o Senhor Krishn como a Suprema Personalidade de Deus na certa está no modo da ignorância e, por conseguinte, não alcançará a salvação apenas, por assim dizer, lambendo a superfície externa da garrafa de mel, ou interpretando o Bhagavad-Gītā conforme a erudição mundana. Talvez esses filósofos empíricos assumam papéis muito importantes no mundo material, mas isso não implica necessariamente que eles estão qualificados para a liberação. Tais eruditos mundanos arrogantes têm que esperar pela misericórdia imotivada do devoto do Senhor. Deve-se, portanto, cultivar a consciência de Krishna com fé e conhecimento, e com isto alcançar a perfeição.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:31

Maio 03 2017

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Krishna a Suprema Personalidade de Deus no Bhagavad-Gītã nos instruí dizendo:

"Aquele cuja mente não é perturbada mesmo estando rodeado das três classes de misérias, e nem se exalta quando há felicidade, e que está livre do apego, do medo e da ira, é chamado um sábio de mente estável."

 Nas escrituras Sagradas dos Vedas afirma-se que alguém que esteja em plena consciência de Krishna, ou em serviço devocional ao Senhor, tem todas as boas qualidades dos grandes sábios, ao passo que outros que não estejam situados nesta transcendência não têm boas qualificações, porque na certa estão refugiando-se em suas próprias tramas mentais. Em conseqüência, aqui se diz corretamente que se devem abandonar todas as espécies de desejos sensoriais produzidos pela trama mental. Artificialmente, não se podem reprimir os desejos sensoriais. Mas se a pessoa se ocupa em consciência de Krishna, então, é natural que os desejos dos sentidos cedam sem maior esforço. Portanto, devemos nos ocupar em consciência de Krishna sem hesitação, pois este serviço devocional nos ajudará a alcançar de imediato a plataforma da consciência transcendental. A alma altamente desenvolvida fica sempre satisfeita em si mesma, compreendendo que ela é um servo eterno do Senhor Supremo. Tal pessoa transcendentalmente situada não tem desejos sensoriais resultantes do reles materialismo; ao contrário, ela sempre fica feliz na sua posição natural de servo eterno do Senhor Supremo.

Sábio significa alguém que pode agitar sua mente de diversos modos através da especulação mental sem chegar a uma conclusão definitiva. Diz-se que cada sábio tem um ponto de vista diferente, e se um sábio não diferir de outros sábios, ele não poderá ser chamado de sábio no sentido estrito do termo. Um verdadeiro sábio está sempre em consciência de Krishna, porque ele esgotou todas as suas atividades relacionadas com a especulação criativa. Ele é considerado alguém que ultrapassou a fase de especulações mentais e chegou à conclusão de que o Senhor Krishna. Ele é chamado um sábio cuja mente é fixa.Tal pessoa em plena consciência de Krishna não se deixa perturbar em absoluto pelas investidas das três classes de misérias, pois aceita todas as misérias como misericórdia do Senhor, e considera-se merecedora de ainda mais sofrimentos devido a suas más ações passadas; e ela vê que suas misérias são reduzidas ao mínimo, pela graça do Senhor. Do mesmo modo, quando se sente feliz, ela reconhece que isto é obra do Senhor, e considera-se indigna de receber tal felicidade; ela entende que é devido apenas à graça do Senhor que ela está numa condição confortável e é capaz de prestar melhor serviço ao Senhor. E, em prol do serviço ao Senhor, ela é sempre ousada e ativa e não se influencia por apego ou aversão. Apego significa aceitar as coisas para o prazer dos próprios sentidos, e desapego é a ausência desse apego sensual. Mas quem é fixo em consciência de Krishna não tem apego nem desapego porque dedica sua vida a servir ao Senhor. Portanto, ele não fica nem um pouco zangado mesmo quando seus esforços não são bem-sucedidos. Ocorra sucesso ou fracasso, quem é consciente de Krishna está sempre fixo em sua determinação.

"No mundo material, quem não se deixa afetar pelo bem nem pelo mal que venha a obter, sem louvá-lo nem desprezá-lo, está firmemente fixo em conhecimento perfeito."

No mundo material, há sempre algum abalo que pode ser bom ou mau. Deve-se compreender que quem não se deixa agitar por esses abalos materiais, que não se deixa afetar pelo bem nem pelo mal, está fixo em consciência de Krishna. Enquanto vivermos no mundo material, haverá sempre a possibilidade do bem e do mal porque este mundo está cheio de dualidades. Mas quem está fixo em consciência de Krishna não é afetado pelo bem nem pelo mal, porque ele só tem interesse em Krishna, que é o bem total absoluto. Tal consciência centrada em Krishna põe a pessoa numa posição transcendental perfeita chamada, tecnicamente, de samādhi.

"Pois aquele que é capaz de retirar seus sentidos dos objetos dos sentidos, assim como a tartaruga recolhe seus membros para dentro do casco, está firmemente fixo em consciência perfeita."

Conhece-se um yogī, devoto, ou alma auto-realizada quando ele é capaz de controlar os sentidos conforme seu plano. A maioria das pessoas são, porém, servas dos sentidos e, portanto, seguem tudo aquilo que os sentidos ditam. Esta é a resposta à questão formulada por alguém que quer identificar o comportamento do yogī. Os sentidos são comparados a serpentes venenosas. Eles querem agir bem à vontade e sem restrição. O yogī, ou devoto, deve ser muito forte para controlar as serpentes como um encantador de serpentes. Ele nunca lhes permite agir independentemente. Há muitos preceitos nas escrituras reveladas: alguns proíbem e outros mandam certas ações. A não ser que alguém seja capaz de seguir as ordens e proibições, abstendo-se do gozo dos sentidos, não lhe será possível estar firmemente fixo em consciência de Krishna. O melhor exemplo, apresentado nesta passagem, é o da tartaruga. A tartaruga pode a qualquer momento recolher seus sentidos e voltar a manifestá-los a qualquer hora com objetivos específicos. Da mesma forma, os sentidos das pessoas conscientes de Krishna são usados somente para alguma finalidade específica, aplicados no serviço do Senhor, caso contrário, elas os recolhem. Aqui se ensina a usar todos os sentidos no serviço do Senhor, e não para a própria satisfação. Com essa analogia, em que a tartaruga conserva dentro de si os sentidos, aprende-se a manter os sentidos sempre no serviço do Senhor.

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publicado por Lalanesha Dasa às 09:50

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