*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Maio 04 2017

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 Segundo o Bhagavad-Gītā, o sādhu (homem santo) é um homem em consciência de Krishna. Talvez alguém pareça irreligioso, mas se tiver completa e plenamente as qualificações da consciência de Krishna, deve-se considerá-lo um sādhu. Descrentes são àqueles que não se interessam pela consciência de Krishna. Tais descrentes, são descritos como tolos e os mais baixos da humanidade, embora possam estar enfeitados com a educação mundana, ao passo que quem se ocupa cem por cento em consciência de Krishna é aceito como sādhu, mesmo que talvez não seja erudito nem muito culto. Quanto aos ateus, não é preciso que o Senhor Supremo apareça como Ele é para destruí-lo. O Senhor tem muitos agentes que são bem competentes para aniquilar os demônios. Mas o Senhor vem especialmente para tranquilizar Seus devotos imaculados, que são sempre molestados pelas pessoas demoníacas. O demônio molesta o devoto, mesmo quando este é seu parente. Portanto, aqui se diz que, para libertar o devoto e derrotar os demônios descrentes, o Senhor aparece em diferentes encarnações.

“O avatāra, ou encarnação de Deus, desce do reino de Deus para manifestar-se no mundo material. E a forma específica da Personalidade de Deus que empreende essa descida chama-se encarnação, ou avatāra. Essas encarnações estão situadas no mundo Espiritual, o reino de Deus. Ao descerem à criação material, elas assumem o nome de avatāra.”

Há várias espécies de avatāras, e todas aparecendo no momento programado por todo o Universo. Mas o Senhor Krishna é o Senhor primordial, a fonte de todos os avatāras. O Senhor Krishna vem com o propósito específico de mitigar as ansiedades dos devotos puros, que estão muito ansiosos por vê-lO executando Seus passatempos originais em. Portanto, a finalidade principal do avatāra de Krishna é satisfazer Seus devotos imaculados. 

O Senhor diz que Ele mesmo encarna em cada milênio. Isto indica que Ele também encarna na era de Kali a atual era que esta se passando. 

Aquele que pode compreender de verdade o aparecimento da Personalidade de Deus já está liberado do cativeiro material, e por isso retorna ao reino de Deus logo após deixar o atual corpo material. O fato é que para conseguir libertar-se do cativeiro material a entidade viva precisa vencer sérias dificuldades. Embora existam muitas formas transcendentais do Senhor, elas são a mesmíssima Suprema Personalidade de Deus. Deve-se entender este fato com convicção, embora Ele seja incompreensível aos eruditos mundanos e aos filósofos empíricos. 

“A única Suprema Personalidade de Deus Se ocupa eternamente nos relacionamentos com Seus devotos imaculados em Suas muitíssimas formas transcendentais.”

Aquele que aceita esta verdade baseando-se na autoridade dos Vedas e da Suprema Personalidade de Deus e que não perde tempo com especulações filosóficas alcança a mais elevada e perfeita fase de liberação. Pelo simples fato de aceitar esta verdade com fé, pode-se, sem dúvida, alcançar a liberação. 

“Pode alcançar a fase perfeita de liberação, na qual se escapa do nascimento e da morte, quem simplesmente conhece o Senhor, a Suprema Personalidade de Deus, e não há outra maneira de alcançar esta perfeição.”

O fato de que não há alternativa significa que qualquer pessoa que não compreende o Senhor Krishn como a Suprema Personalidade de Deus na certa está no modo da ignorância e, por conseguinte, não alcançará a salvação apenas, por assim dizer, lambendo a superfície externa da garrafa de mel, ou interpretando o Bhagavad-Gītā conforme a erudição mundana. Talvez esses filósofos empíricos assumam papéis muito importantes no mundo material, mas isso não implica necessariamente que eles estão qualificados para a liberação. Tais eruditos mundanos arrogantes têm que esperar pela misericórdia imotivada do devoto do Senhor. Deve-se, portanto, cultivar a consciência de Krishna com fé e conhecimento, e com isto alcançar a perfeição.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:31

Maio 03 2017

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Krishna a Suprema Personalidade de Deus no Bhagavad-Gītã nos instruí dizendo:

"Aquele cuja mente não é perturbada mesmo estando rodeado das três classes de misérias, e nem se exalta quando há felicidade, e que está livre do apego, do medo e da ira, é chamado um sábio de mente estável."

 Nas escrituras Sagradas dos Vedas afirma-se que alguém que esteja em plena consciência de Krishna, ou em serviço devocional ao Senhor, tem todas as boas qualidades dos grandes sábios, ao passo que outros que não estejam situados nesta transcendência não têm boas qualificações, porque na certa estão refugiando-se em suas próprias tramas mentais. Em conseqüência, aqui se diz corretamente que se devem abandonar todas as espécies de desejos sensoriais produzidos pela trama mental. Artificialmente, não se podem reprimir os desejos sensoriais. Mas se a pessoa se ocupa em consciência de Krishna, então, é natural que os desejos dos sentidos cedam sem maior esforço. Portanto, devemos nos ocupar em consciência de Krishna sem hesitação, pois este serviço devocional nos ajudará a alcançar de imediato a plataforma da consciência transcendental. A alma altamente desenvolvida fica sempre satisfeita em si mesma, compreendendo que ela é um servo eterno do Senhor Supremo. Tal pessoa transcendentalmente situada não tem desejos sensoriais resultantes do reles materialismo; ao contrário, ela sempre fica feliz na sua posição natural de servo eterno do Senhor Supremo.

Sábio significa alguém que pode agitar sua mente de diversos modos através da especulação mental sem chegar a uma conclusão definitiva. Diz-se que cada sábio tem um ponto de vista diferente, e se um sábio não diferir de outros sábios, ele não poderá ser chamado de sábio no sentido estrito do termo. Um verdadeiro sábio está sempre em consciência de Krishna, porque ele esgotou todas as suas atividades relacionadas com a especulação criativa. Ele é considerado alguém que ultrapassou a fase de especulações mentais e chegou à conclusão de que o Senhor Krishna. Ele é chamado um sábio cuja mente é fixa.Tal pessoa em plena consciência de Krishna não se deixa perturbar em absoluto pelas investidas das três classes de misérias, pois aceita todas as misérias como misericórdia do Senhor, e considera-se merecedora de ainda mais sofrimentos devido a suas más ações passadas; e ela vê que suas misérias são reduzidas ao mínimo, pela graça do Senhor. Do mesmo modo, quando se sente feliz, ela reconhece que isto é obra do Senhor, e considera-se indigna de receber tal felicidade; ela entende que é devido apenas à graça do Senhor que ela está numa condição confortável e é capaz de prestar melhor serviço ao Senhor. E, em prol do serviço ao Senhor, ela é sempre ousada e ativa e não se influencia por apego ou aversão. Apego significa aceitar as coisas para o prazer dos próprios sentidos, e desapego é a ausência desse apego sensual. Mas quem é fixo em consciência de Krishna não tem apego nem desapego porque dedica sua vida a servir ao Senhor. Portanto, ele não fica nem um pouco zangado mesmo quando seus esforços não são bem-sucedidos. Ocorra sucesso ou fracasso, quem é consciente de Krishna está sempre fixo em sua determinação.

"No mundo material, quem não se deixa afetar pelo bem nem pelo mal que venha a obter, sem louvá-lo nem desprezá-lo, está firmemente fixo em conhecimento perfeito."

No mundo material, há sempre algum abalo que pode ser bom ou mau. Deve-se compreender que quem não se deixa agitar por esses abalos materiais, que não se deixa afetar pelo bem nem pelo mal, está fixo em consciência de Krishna. Enquanto vivermos no mundo material, haverá sempre a possibilidade do bem e do mal porque este mundo está cheio de dualidades. Mas quem está fixo em consciência de Krishna não é afetado pelo bem nem pelo mal, porque ele só tem interesse em Krishna, que é o bem total absoluto. Tal consciência centrada em Krishna põe a pessoa numa posição transcendental perfeita chamada, tecnicamente, de samādhi.

"Pois aquele que é capaz de retirar seus sentidos dos objetos dos sentidos, assim como a tartaruga recolhe seus membros para dentro do casco, está firmemente fixo em consciência perfeita."

Conhece-se um yogī, devoto, ou alma auto-realizada quando ele é capaz de controlar os sentidos conforme seu plano. A maioria das pessoas são, porém, servas dos sentidos e, portanto, seguem tudo aquilo que os sentidos ditam. Esta é a resposta à questão formulada por alguém que quer identificar o comportamento do yogī. Os sentidos são comparados a serpentes venenosas. Eles querem agir bem à vontade e sem restrição. O yogī, ou devoto, deve ser muito forte para controlar as serpentes como um encantador de serpentes. Ele nunca lhes permite agir independentemente. Há muitos preceitos nas escrituras reveladas: alguns proíbem e outros mandam certas ações. A não ser que alguém seja capaz de seguir as ordens e proibições, abstendo-se do gozo dos sentidos, não lhe será possível estar firmemente fixo em consciência de Krishna. O melhor exemplo, apresentado nesta passagem, é o da tartaruga. A tartaruga pode a qualquer momento recolher seus sentidos e voltar a manifestá-los a qualquer hora com objetivos específicos. Da mesma forma, os sentidos das pessoas conscientes de Krishna são usados somente para alguma finalidade específica, aplicados no serviço do Senhor, caso contrário, elas os recolhem. Aqui se ensina a usar todos os sentidos no serviço do Senhor, e não para a própria satisfação. Com essa analogia, em que a tartaruga conserva dentro de si os sentidos, aprende-se a manter os sentidos sempre no serviço do Senhor.

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publicado por Lalanesha Dasa às 09:50

Maio 02 2017

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No Shrimad-Bhagavad-Gītã capitulo 6, verso 15, Krishna nos instrui dizendo as seguintes palavras:

"Praticando o constante controle do corpo, da mente e das atividades, o transcendentalista místico ou aquele que busca a realização ultima da vida através da consciência de Deus, com sua mente regulada, alcança o reino de Deus (ou a morada de Krishna) através da cessação da existência material."

Explica-se aqui com clareza a meta final da prática de yoga. Esta prática não se presta a alcançar alguma espécie de condição material favorável; ela serve para possibilitar a cessação de toda a existência material. Segundo a linha traçada no Bhagavad-Gītā, aquele que busca uma melhora na saúde ou aspira à perfeição material não é um yogī. Tampouco a cessação da existência material equivale a entrar no “vazio”, o qual não passa de um mito. Não há vazio em lugar algum dentro da criação do Senhor. Ao contrário, a cessação da existência material capacita-nos a entrar no céu espiritual, a morada do Senhor. O Bhagavad-Gītā também descreve de maneira explícita a morada do Senhor como aquele lugar onde não há necessidade de Sol, Lua ou eletricidade. Todos os planetas no reino Espiritual são auto-iluminados como o Sol no céu material. O reino de Deus está em toda parte, mas o céu Espiritual e seus planetas são considerados como sendo moradas superiores.

Um yogī consumado, que compreende o Senhor Krishna na íntegra, como está claramente descrito aqui pelo próprio Senhor, pode atingir a verdadeira paz, e no final alcança Sua morada suprema. Portanto, quem trabalha em consciência de Krishna é um yogī perfeito, porque sua mente está sempre absorta nas atividades de Krishna. "Somente compreendendo a Suprema Personalidade de Deus, Krishna, é que alguém pode ultrapassar o caminho de nascimentos e mortes”. Em outras palavras, a perfeição do sistema de yoga é conseguir liberar-se da existência material e não algum ato de mágica ou ginástica para enganar o povo inocente.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:28

Maio 01 2017

 

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 Nosso dever ocupacional está prescrito no Bhagavad-gītā.

Os deveres de cada individuo são prescritos segundo os modos da natureza em que eles se encaixam especificamente. Ninguém deve imitar as tarefas alheias. Dessa maneira, todos devem trabalhar segundo sua própria natureza; nenhum trabalho executado a serviço do Senhor Supremo é abominável. A conclusão é que todos devem ocupar-se conforme o modo específico da natureza que adquiriram e devem aceitar trabalhar apenas para servir à causa suprema do Senhor Supremo. 

Por isso é que Krishna diz:

"Todo empenho é mesclado com algum defeito, assim como o fogo é coberto pela fumaça. Por isso, ninguém deve abandonar o trabalho nascido de sua natureza, mesmo que esse trabalho seja cheio de defeitos."

Este um exemplo dado aqui por Krishna é muito bom. Embora o fogo seja puro, mesmo assim produz fumaça. No entanto, a fumaça não faz o fogo ficar impuro. Embora haja fumaça no fogo, o fogo continua sendo considerado o mais puro de todos os elementos. Pode-se então concluir que no mundo material ninguém pode estar inteiramente livre da contaminação da natureza material. Dentro deste contexto, o exemplo do fogo e da fumaça é muito apropriado. Quando no inverno tira-se uma pedra do fogo, a fumaça às vezes incomoda os olhos e outras partes do corpo, mas mesmo assim deve-se fazer uso do fogo apesar das condições inconvenientes. Igualmente, ninguém deve abandonar sua ocupação natural porque há certos elementos perturbadores. Ao contrário, desempenhando seu dever ocupacional em consciência de Krishna, todos devem estar determinados a servir ao Senhor Supremo. Este é o ponto da perfeição. Quando se executa um tipo específico de ocupação para a satisfação do Senhor Supremo, todos os defeitos que acaso existam nesta ocupação particular são purificados. Quando os resultados do trabalho se purificam, porque estão ligados ao serviço devocional, será alcançada a auto-realização, ou a perfeição de ver o eu dentro de si. 

Portanto neste mesmo contexto, o Senhor Krishna explica dizendo:

 "Prestando adoração ao Senhor, que é a fonte de todos os seres e que é onipenetrante, o homem pode atingir a perfeição através da execução de seu próprio trabalho."

O Senhor Supremo, por meio de Suas duas energias, Sua energia externa e Sua energia interna, é onipenetrante. Portanto, deve-se adorar o Senhor Supremo junto com Suas energias. Em geral, os devotos vaiṣṇavas adoram o Senhor Supremo com Sua energia interna. Sua energia externa é um reflexo pervertido da energia interna. A energia externa serve de fundo, mas o Senhor Supremo, através da expansão de Sua porção de plenária, está em toda a parte. Ele é a Superalma de todos os semideuses, de todos os seres humanos e de todos os animais existentes em toda a parte. Portanto, devemos saber que, como partes integrantes do Senhor Supremo, temos como dever prestar serviço ao Supremo. É nosso dever ocuparmo-nos em serviço devocional ao Senhor em plena consciência de Krishna. Este verso recomenda isto.

Todos devem pensar que estão engajados num tipo de atividade específica designada pelo Senhor dos sentidos Krishna. E com o resultado do trabalho em que se ocupa, ele deve adorar a Suprema Personalidade de Deus, Krishna. Se sempre mantiver esse pensamento, em plena consciência de Krishna, então, pela graça do Senhor, ele passa a saber de tudo. Esta é a perfeição da vida. Dai próprio Senhor Supremo Se encarrega-rá de liberar tal pessoa. Esta é a mais elevada perfeição da vida. Seja qual for a atividade em que ele se ocupe, se prestar serviço ao Senhor Supremo, ele alcançará a perfeição máxima.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:37

Abril 29 2017

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 No capitulo dois verso vinte sete do Bhagavad-Gītā Krishna diz:

"Para aquele que nasce a morte é certa, e após a morte ele voltará a nascer. Pois todoz os seres criados são imanifestos no seu começo, manifestos no seu estado intermediário, e de novo imanifestos quando aniquilados. Então, qual a necessidade de lamentação?"

Aceitando que existam duas classes de filósofos, uma que acredita na existência da alma e outra que não acredita na existência da alma, em nenhum caso justifica-se o fato de alguém ficar lamentando-se. Os que não acreditam na existência da alma são chamados de ateus pelos seguidores da filosofia védica. Mas mesmo que, nesta maneira de argumento, aceitemos esta teoria ateística, continuaria não havendo motivo para lamentação. Mesmo que não levemos em conta a existência separada da alma, os elementos materiais permanecem imanifestos antes da criação. Deste estado sutil, da não-manifestação, surge a manifestação, assim como do éter gera-se o ar; do ar, gera-se o fogo; do fogo, a água; e da água, a terra. Da terra, ocorrem muitas variedades de manifestações. Tomemos, por exemplo, um grande arranha-céu manifestado da terra. Quando ele é demolido, a manifestação volta a ser imanifesta e na etapa final permanece como átomos. Prevalece a lei da conservação de energia, mas no decorrer do tempo as coisas são manifestas ou imanifestas — esta é a diferença. Então, que motivo há para lamentação quer na fase de manifestação, quer na de não-manifestação? O ponto é que, mesmo na fase imanifesta, as coisas não se perdem. Tanto no começo quanto no fim, todos os elementos permanecem imanifestos, e só no período intermediário é que eles são manifestos, e isto a rigor não faz nenhuma diferença materialmente.

E se aceitamos a conclusão védica que consta no Bhagavad-Gītā segundo a qual estes corpos materiais acabam perecendo no transcorrer do tempo, sendo que a alma é eterna, então devemos sempre lembrar-nos de que o corpo é como uma roupa; portanto, por que lamentar a mudança de uma roupa? O corpo material não tem uma existência verdadeiramente relacionada com a alma eterna. É algo parecido com um sonho. Num sonho, podemos pensar que voamos no céu, ou sentamo-nos numa quadriga como um rei, mas quando acordamos, podemos ver que não estamos nem no céu nem sentados na quadriga. A sabedoria védica encoraja a auto-realização, tomando-se como base a não-existência do corpo material. Logo, em qualquer dos casos, quer se acredite na existência da alma, ou não se acredite na existência da alma, não há motivo de lamentação pela perda do corpo.

 Krishna diz no mesmo Bhagava-Gītā:

"Alguns consideram a alma como supreendente, outros descrevem-na como surpreendente, e alguns ouvem dizer que ela é surpreendente, enquanto outros, mesmo após ouvir sobre ela, não podem absolutamente compreendê-la."

O fato de a alma atômica estar dentro do corpo de um animal gigantesco, no corpo de uma gigantesca figueira-de-bengala, e também nos micróbios, milhões e bilhões dos quais ocupam apenas o espaço de um centímetro, decerto é muito surpreendente. Homens que possuem um pobre fundo de conhecimento e homens que não são austeros não podem entender as maravilhas da centelha espiritual atômica individual, muito embora seja explicada pela maior autoridade neste conhecimento, que deu lições até a Brahmā, o primeiro ser vivo do Universo. Devido a uma grosseira concepção material das coisas, a maioria dos homens desta era não conseguem entender como é que essa diminuta partícula pode tornar-se tão grande e tão pequena. Assim, os homens vêem que em si mesma, quer por sua própria constituição, quer por meio de descrição, a alma é algo maravilhoso. Iludidas pela energia material, as pessoas vivem tão absortas nos assuntos referentes ao prazer dos sentidos que lhes sobra muito pouco tempo para entender a questão da autocompreensão, embora seja um fato que sem esta autocompreensão, todas as atividades acabam sendo uma derrota na luta pela existência. Talvez não lhes ocorra a idéia de que se deve pensar na alma, e assim dar uma solução às misérias materiais.

Algumas pessoas que estão inclinadas a ouvir sobre a alma talvez assistam a conferências e procurem boas companhias, mas às vezes, devido à ignorância, elas se deixam desorientar, e aceitam a Superalma e a alma atômica como unas, sem distinção de magnitude. É muito difícil encontrar alguém que compreenda perfeitamente a posição da Superalma, a alma atômica, as respectivas funções e relações delas e todos os seus outros aspectos maiores e menores. E é ainda mais difícil encontrar alguém que tenha realmente tirado pleno benefício do conhecimento acerca da alma, e que seja capaz de descrever a posição da alma em diferentes aspectos. Mas, se de algum modo, a pessoa for capaz de entender os assuntos da alma, então sua vida é bem-sucedida.

No entanto, o processo mais fácil para entender o assunto referente ao eu é aceitar as afirmações do Bhagavad-Gītā faladas pela maior autoridade, o Senhor Krishna, sem se deixar levar por outras teorias. Mas também é preciso muita penitência e sacrifício, nesta vida ou nas anteriores, para que alguém consiga aceitar Krishna como a Suprema Personalidade de Deus. Entretanto, só se pode adquirir esse conhecimento acerca de Krishna através da misericórdia imotivada do devoto puro o Mestre Espiritual fidedigno aquele que tras a verdadeira mensagem de Deus, e não um charlatam com ideias próprias de mudanças das quais não fazem nenhum efeito Espiritual a sociedade humana como um todo.

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:07

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