*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Fevereiro 06 2015

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 O ser humano quando não tem consciência de sua posição Espiritual, é muitíssimo apegado a certo tipo de trabalho ou a seu resultado, porque tem excessivo apego ao materialismo ou ao conforto do lar, à esposa e aos filhos. Semelhante pessoa não deseja maior elevação na vida. Tudo o que lhe interessa é estar o mais confortável possível neste mundo material. Em geral, é muito ganancioso e pensa que tudo o que conseguiu é permanente e nunca sairá de suas mãos. Ele inveja os outros e em troca de gozo dos sentidos está disposto a cometer qualquer falcatrua. Por isso, tal homem é impuro, e pouco lhe interessa se seu ganho é limpo ou sujo. Fica muito feliz se seu trabalho tem êxito e fica muito aflito quando seu trabalho não é bem-sucedido. Sendo assim, tal ser humano encontra-se nos dilemas da paixão.

E alem desses humanos que subtraem sua consciência investindo na paixão pela conquista de seus frutos de trabalho, existem aqueles que sempre estão ocupados no trabalho contra os preceitos das escrituras, e que é materialista, obstinado, trapaceiro e perito em insultar os outros, e que é preguiçoso, sempre desanimado e irresoluto Krishna diz que tal humano encontra-se no modo da ignorância.

Os preceitos das escrituras nos ensinam que tipo de trabalho deve ser executado e que espécie de trabalho não deve ser executado. Aqueles que não ligam para estes preceitos ocupam-se em trabalho que não deve ser feito, e em geral são materialistas. Eles trabalham conforme os modos da natureza, e não conforme os preceitos das escrituras. Tais trabalhadores não são muito gentis, e em geral são sempre astutos e peritos em insultar os outros. São muito preguiçosos; mesmo que tenham algum dever, eles não o executam apropriadamente e deixam para fazê-lo mais tarde. Por isso, eles parecem estar desanimados. Eles deixam tudo para amanhã; tudo o que pode ser feito numa hora, eles levam anos e mais anos. Tais trabalhadores estão situados no modo da ignorância.

Porem, aquela pessoa que executa seu dever sem entrar em contacto com os modos da natureza material, sem falso ego, com grande determinação e entusiasmo, e sem se deixar levar pelo sucesso ou pelo fracasso, Krishna diz que é um ser humano trabalhador no modo da bondade.

Uma pessoa que se encontra consciente de Krishna, é sempre transcendental aos modos da natureza material. Essa pessoa não fica na expectativa dos resultados do trabalho que lhe foi confiado, porque está acima do falso ego e do orgulho. Mesmo assim, é sempre entusiasta até o término de cada obra. Ela não se preocupa com as dificuldades a que se submete e está sempre entusiasmada. Não liga a sucesso ou fracasso; é igual tanto no sofrimento quanto na felicidade. Tal pessoa, é um trabalhador que está situada no modo da bondade.

Muito embora o Senhor Krishna enfatize todas estas diferenças humanas, ainda assim Krishna recomenda que, todo empenho é mesclado com algum defeito, assim como o fogo é coberto pela fumaça. Por isso, ninguém deve abandonar o trabalho nascido de sua natureza, mesmo que esse trabalho seja cheio de defeitos.

Na vida condicionada, todo trabalho está contaminado pelos modos da natureza material. Mesmo que alguém seja um monge sacerdote, ele terá que executar sacrifícios em que seja necessário matar animais. Igualmente, um soldado guerreiro, por mais piedoso que seja, tem de combater os inimigos. Ele não pode evitar isso. Do mesmo modo, um comerciante, por mais piedoso que seja, às vezes para continuar fazendo negócios deve esconder seu lucro, ou às vezes precisa negociar no mercado negro. Estas manobras são necessárias; não se podem evitar. De maneira semelhante, se um trabalhador braçal está servindo a um patrão ruim, perverso, o indivíduo deve cumprir a ordem do patrão, mesmo que tal ato não deva ser executado. Apesar desses inconvenientes, o homem deve continuar a executar seus deveres prescritos, pois eles nascem de sua própria natureza.

Nesta passagem, pode-se dar um exemplo muito bom e convincente. Embora o fogo seja puro, mesmo assim produz fumaça. No entanto, a fumaça não faz o fogo ficar impuro. Embora haja fumaça no fogo, o fogo continua sendo considerado o mais puro de todos os elementos. Se alguém prefere abandonar o trabalho de guerreiro ou soldado e adotar a ocupação de de um monge sacerdote, não há garantia de que esta ocupação de de monge sacerdote não lhe reserve deveres desagradáveis. Pode-se então concluir que no mundo material ninguém pode estar inteiramente livre da contaminação da natureza material. Dentro deste contexto, o exemplo do fogo e da fumaça é muito apropriado. Quando no inverno tira-se uma pedra do fogo, a fumaça às vezes incomoda os olhos e outras partes do corpo, mas mesmo assim deve-se fazer uso do fogo apesar das condições inconvenientes. Igualmente, ninguém deve abandonar sua ocupação natural porque há certos elementos perturbadores. Ao contrário, desempenhando seu dever ocupacional em consciência de Krishna, todos devem estar determinados a servir ao Senhor Supremo. Este é o ponto da perfeição. Quando se executa um tipo específico de ocupação para a satisfação do Senhor Supremo, todos os defeitos que acaso existam nesta ocupação particular são purificados. Quando os resultados do trabalho se purificam, porque estão ligados ao serviço devocional, será alcançada a auto-realização, ou a perfeição de ver o eu dentro de si.

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publicado por Lalanesha Dasa às 20:52

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