*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Abril 01 2017

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 Uma visão de como lidamos com a Morte.

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Podemos ver isso em torno de nós mesmos diariamente, tanto mais hoje em dia com a mídia trazendo notícias globais sobre desastres naturais e provocados pelo homem.

Apesar da freqüente visão da morte, não pensamos na morte como algo que pode nos acontecer a qualquer momento, talvez até mesmo no momento seguinte. Claro, a um nível conceitual abstrato, todos sabemos que vamos morrer. Mas muitas vezes pensamos na morte como um acontecimento tão distante no futuro que não requer qualquer consideração imediata. Talvez o exemplo mais gráfico de nossa morte tratando como irrelevante para nós mesmos, é a indústria do entretenimento como meramente um evento emocionante. Nos filmes de ação, quando as pessoas vêem alguma ação que induz a morte, como explodir um enorme prédio, julgando tal ação emocionante.

O Bhagavad-Gītä como Ele É (13.09) traz a morte para o nosso reino de relevância imediata quando recomenda a contemplação sistemática da morte e outras misérias da existência material, como a velhice e a doença. Na verdade, o o Shri Shrimad Bhagavad-Gita lista essa contemplação como um elemento de conhecimento, implicando que os conhecedores se engajam em contemplar essas realidades. Através de tal contemplação sustentada, podemos transformar a visão da morte em percepção sobre nossa mortalidade, estimulando sérias investigações sobre a possibilidade da imortalidade.

A mesma seção do Bhagavad-Gita (13.08-12), que enumera vinte itens de conhecimento, conclui com dois itens da seguinte maneira: apreciar a eternidade do conhecimento Espiritual e buscar filosoficamente a verdade, Bhagavad-Gíta (13.12). Para esses intrépidos exploradores Espirituais, a sabedoria do Bhagavad-Gita oferece compreensão filosófica de nossa identidade central como almas não-materiais e sua realização prática através da prática sistemática de yoga.

Quando estamos assim Espiritualmente informados, a visão da morte não se torna um lembrete inquietante de nossa mortalidade iminente, mas um ponteiro precioso nos incitando a realizar nossa imortalidade Espiritual.

Krishna nos da uma compreensão sobre a vida e a morte quando diz:

Deve-se entender que a natureza material e as entidades vivas não têm começo. As transformações por que elas passam e os modos da matéria são produtos da natureza material.

Através deste conhecimento transmitido por Krishna, Bhagavad-Gīta (13-20) pode-se compreender o corpo (o campo de atividades) e os conhecedores do corpo (tanto a alma individual quanto a Superalma). O corpo é o campo de atividade e é constituído de natureza material. A alma individual encarnada que desfruta as atividades do corpo é a entidade viva. Ela é um conhecedor, e o outro é a Superalma. Evidentemente, deve-se compreender que tanto a Superalma quanto a entidade individual são diferentes manifestações da Suprema Personalidade de Deus. A entidade viva classifica-se como Sua energia, e a Superalma está na categoria de Sua expansão pessoal.

Tanto a natureza material quanto a entidade viva são eternas. Quer dizer, elas existiam antes da criação. A manifestação material faz parte da energia do Senhor Supremo, assim como as entidades vivas. Porém, as entidades vivas pertencem à energia superior. Tanto as entidades vivas quanto a natureza material existiam antes que este cosmos fosse manifestado. A natureza material estava absorvida na Suprema Personalidade de Deus, e quando foi necessário, ela se manifestou por intermédio de Sua expansão. De modo semelhante, as entidades vivas também estão nEle, e porque são condicionadas, elas são avessas a servir ao Senhor Supremo. Então, não lhes é permitido entrar no céu Espiritual. Porém, com o surgimento da natureza material, estas entidades vivas recebem nova oportunidade de agir no mundo material e preparar-se para entrar no mundo Espiritual. Este é o mistério desta criação material. Na verdade, originalmente a entidade viva é parte integrante Espiritual do Senhor Supremo, porém, devido à sua natureza rebelde, ela torna-se condicionada à natureza material. Realmente, não importa como essas entidades vivas ou entidades superiores do Senhor Supremo entraram em contato com a natureza material. Entretanto, a Suprema Personalidade de Deus sabe como e por que isto de fato aconteceu. Nas escrituras, o Senhor diz que aqueles que se sentem atraídos a esta natureza material estão empreendendo uma árdua luta pela existência. No entanto, através das descrições destes poucos contextos, convém sabermos perfeitamente que todas as transformações e influências que os três modos imprimem na natureza material, também são produtos da natureza material. Todas as transformações e variedades relacionadas com as entidades vivas devem-se ao corpo. Quanto ao espírito, as entidades vivas são todas iguais.

Pois como Krishna afirma isso dizendo no contexto da obra do Shri Shrimad Bhagavad-Gīta do mesmo capitulo, a seguinte declaração:

Está dito que a natureza produz todas as causas e efeitos materiais, ao passo que a entidade viva é a causa dos vários sofrimentos e prazeres deste mundo.

Entre as entidades vivas, as diferentes manifestações de corpos e de sentidos devem-se à natureza material. Há oito milhões e quatrocentas mil diferentes espécies de vida, e essas variedades são criações da natureza material. Elas surgem dos diferentes prazeres sensoriais da entidade viva, que então deseja viver neste ou naquele corpo. Quando é posta em diferentes corpos, ela desfruta diferentes espécies de felicidade e sofrimento. Sua felicidade e sofrimento materiais devem-se a seu corpo, e não à sua constituição original. Em seu estado original, não há dúvida de que ela sente prazer; portanto, este é seu verdadeiro estado. Devido ao desejo de assenhorear-se da natureza material, ela está no mundo material. No mundo Espiritual, não há semelhante fenômeno. O mundo Espiritual é puro, mas no mundo material todos estão lutando arduamente para obter diferentes espécies de prazeres para o corpo. Seria mais claro dizer que este corpo é o efeito dos sentidos. Os sentidos são instrumentos para satisfazer o desejo. E o somatório — corpo e sentidos que servem de instrumento — é oferecido pela natureza material, e, como ficará claro neste capitulo 13 do Shri Shrimad-Bhagavad-Gīta, conforme seu desejo e atividade passados, a entidade viva envolve-se em circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis. De acordo com os desejos e atividades da pessoa, a natureza material lhe oferece vários tipos de moradias. O próprio ser é a causa de se atingir tais moradias e o conseqüente prazer ou sofrimento. Estando colocado em uma determinada espécie de corpo, ele fica sob o controle da natureza, porque o corpo, sendo matéria, age segundo as leis da natureza. Nesse momento, a entidade viva não tem poder algum para mudar essa lei. Suponhamos que a entidade seja posta num corpo de cachorro. Logo que recebe um corpo de cachorro, ela deve agir como um cachorro. Ela não pode agir de outra maneira. E se é posta num corpo de porco, então a entidade viva é forçada a comer excremento e a agir como porco. De modo semelhante, se é posta num corpo de semideus, a entidade viva deve agir conforme seu corpo. Esta é a lei da natureza. Mas em todas as circunstâncias, a Superalma está com a alma individual. Sobre isto, os nos dão a seguinte explicação: O Senhor Supremo é tão bom para com a entidade viva, que Ele sempre acompanha a alma individual e em todas as circunstâncias está presente como Superalma localizada no coração de toda a entidade viva.

E Krishna continua afirmando que dessa forma, a entidade viva dentro da natureza material segue os caminhos da vida, desfrutando os três modos da natureza. Isto decorre de sua associação com essa natureza material. Assim, ela se encontra com o bem e o mal entre as várias espécies de vida.

Este ensinamento dado por Krishna é muito importante para que se compreenda como as entidades vivas transmigram de um corpo para outro. No mesmo Bhagavad-Gīta em outra passagem, explica-se que a entidade viva transmigra de um corpo para outro assim como alguém troca de roupa. Esta troca de roupa deve-se a seu apego à existência material. Enquanto estiver cativada por esta falsa manifestação, ela deverá continuar transmigrando de um corpo para outro. Devido a seu desejo de dominar a natureza material, ela é posta nestas circunstâncias indesejáveis. Sob a influência do desejo material, a entidade nasce algumas vezes como semideus, outras como homem, às vezes como animal feroz, como ave, como verme, como ser aquático, como homem santo, como inseto. Este fenômeno existe. E em todos os casos a entidade viva se considera o senhor de seus atos, embora esteja sob a influência da natureza material.

Aqui se explica como ela recebe esses diferentes corpos. É devido à associação com os diferentes modos da natureza. Devemos nos elevar, portanto, acima dos três modos materiais e situar-nos na posição transcendental. Isto se chama consciência de Krishna. Se alguém não está situado em consciência de Krishna, sua consciência material o obrigará a transferir-se de um corpo para outro porque ele tem desejos materiais desde tempos imemoriais. Mas ele tem que mudar esta concepção, e esta mudança só poderá ocorrer se ele ouvir das fontes autorizadas. O melhor exemplo se aplica aqui: Quando se está ouvindo Krishna falar sobre a ciência de Deus no Bhagavad-Gīta. Se o ser vivo se submeter a este processo de ouvir, deixará de ter esse desejo que tanto acalenta: o desejo de dominar a natureza material. Aos poucos e à proporção em que reduz seu imenso desejo de dominar, ele passará a sentir felicidade Espiritual. Há um mantra védico que diz: à medida que ele conhece mais a fundo sua associação com a Suprema Personalidade de Deus, na mesma proporção, ele saboreia sua vida eterna e bem-aventurada. E assim a morte passa a ser uma condição pela qual o ser vivo se submete compreendendo sua natureza e sua obrigação a tomar quando percebe que a natureza material não lhe trará algum beneficio eterno.

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:31

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