*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Janeiro 22 2015

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  Sem saber que seu próprio interesse está em Krishna, as almas condicionadas deixam-se atrair pelas relações corpóreas, esperando ser felizes nessas situações. Nessa concepção cega de vida, elas chegam mesmo a esquecer as causas da felicidade material. Nas actividades em consciência de Krishna, não se leva em consideração felicidade ou aflição, lucro ou perda, vitória ou derrota. O fato de que tudo deve ser executado por amor a Krishna é consciência transcendental, e assim, não há reacção às actividades materiais. Aquele que age para o prazer dos próprios sentidos, seja na bondade, seja na paixão, está sujeito à reacção, boa ou má. Mas aquele que se rendeu completamente às actividades em consciência de Krishna, não precisa justificar-se perante ninguém, nem está em dívida com ninguém ao executar suas actividades normais. 

“Todo aquele que tenha se rendido completamente a Krishna, abandonando todos os outros deveres, deixa de ser um devedor, e nem precisa pagar favores a ninguém - nem aos semideuses, nem aos sábios, nem às pessoas em geral, nem aos parentes, nem à humanidade, nem aos antepassados.”

Se o homem não sabe que existe tão notável sanção, por que deveria agir? Mas aquele que conhece os instrumentos de trabalho, que sabe que é ele quem está agindo, mas que o Senhor Supremo é o Supremo Sancionador, faz tudo com perfeição. Tal pessoa jamais se ilude. A actividade e responsabilidade pessoais surgem do falso ego e da irreligiosidade, ou falta de consciência de Krishna. Qualquer um que esteja agindo em consciência de Krishna sob a direcção da Superalma ou da Suprema Personalidade de Deus, mesmo que mate, não mata. Tampouco é afectado pela reacção deste ato de matar. Quando mata sob o comando de um oficial superior, o soldado não se sujeita a julgamento. Mas se um soldado mata por sua própria conta, então ele certamente é julgado por um tribunal de justiça. 

O ser vivo deve, portanto, render-se à Suprema Personalidade de Deus, que está situado nos corações de todos, e isto o aliviará de todas as espécies de misérias encontradas nesta existência material. Com essa rendição, ele não só será liberado de todas as misérias desta vida, mas acabará alcançando o Deus Supremo. 

Em sua posição constitucional, a entidade viva, representada por Arjuna, tem que agir conforme a ordem do Senhor Supremo. Ela precisa desenvolver autodisciplina. Diz-se que a verdadeira posição do ser vivo é prestar serviço ao Senhor Supremo eternamente. Esquecendo-se deste princípio, ele se condiciona à natureza material, mas servindo ao Senhor Supremo ele se torna o servo puro de Deus. Em sua posição constitucional, a entidade viva é um servo; ela tem que servir ou à Maya ilusória ou ao Senhor Supremo. Se presta serviço ao Senhor Supremo, ela está em sua condição normal, mas se preferir servir à energia ilusória e externa, então com certeza estará no cativeiro. Em ilusão, a entidade viva está servindo neste mundo material. Embora atada à sua luxúria e desejos, ela se julga o senhor do mundo. Isto se chama ilusão. Quando a pessoa se libera, sua ilusão acaba, e ela se rende voluntariamente ao Supremo para agir conforme os desejos dEle. A maior ilusão, a maior armadilha de Maya para apanhar a entidade viva, é propor que ela seja Deus. A entidade viva pensa que deixou de ser uma alma condicionada, que agora ela é Deus. Ela é tão sem inteligência que não pensa que, se fosse mesmo Deus, como poderia então estar com dúvidas? Ela não pondera isto. Portanto, esta é a última armadilha da ilusão. Na verdade, ficar livre da energia ilusória é entender Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, e concordar em agir segundo Sua ordem. 

De fato, o verdadeiro conhecimento é a compreensão de que cada ser vivo é um servo eterno do Senhor, mas em vez de aceitar esta posição, a entidade viva pensa que não é servo, mas que é o dono deste mundo material, pois ela quer assenhorear-se da natureza material. Esta é a sua ilusão. Esta ilusão pode ser eliminada pela misericórdia do Senhor ou pela misericórdia do devoto puro. Quando esta ilusão acaba, ela passa a agir em consciência de Krishna. 

Consciência de Krishna é agir segundo a ordem de Krishna. A alma condicionada, iludida pela energia material externa, não sabe que o Senhor Supremo é o senhor que é pleno em conhecimento e proprietário de tudo. Tudo o que Ele deseja Ele pode conceder a Seus devotos; Ele é amigo de todos e está especialmente inclinado a satisfazer Seu devoto. Ele é o controlador desta natureza material e de todas as entidades vivas. Ele é também o controlador do tempo inesgotável e é pleno em todas as opulências e todas as potências. A Suprema Personalidade de Deus pode até mesmo Se entregar ao devoto. Aquele que não O conhece está sob o encanto da ilusão e não se torna um devoto, tornando-se assim um servo de Maya.

Homem nenhum deve trabalhar em nada que não esteja relacionado com Krishna. Isto se chama Krishna-Karma. Ele pode ocupar-se em várias actividades, mas não deve apegar-se ao resultado de seu trabalho; o resultado deve ser entregue nas mãos de Krishna.

“A Suprema Personalidade de Deus é Krishna, que tem um corpo de eternidade, conhecimento e bem-aventurança. Ele não tem começo, pois Ele é o começo de tudo. Ele é a causa de todas as causas.”

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publicado por Lalanesha Dasa às 19:51

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