*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Abril 20 2017

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    No Bhagavad-Gītā Krishna diz: se alguém que tenha recebido verdadeiro conhecimento de uma alma auto-realizada, jamais voltará a cair na ilusão, pois, com conhecimento todos os seres vivos são nada mais do que partes do Supremo. 

Quem recebe conhecimento de uma alma auto-realizada, ou de alguém que conhece as coisas como elas são, aprende que todos os seres vivos são partes integrantes da Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Krishna. O sentimento de uma existência separada de Krishna chama-se māyā ou ilusão. Por falta de conhecimento suficiente acerca da ciência absoluta, estamos agora cobertos pela ilusão, e assim pensamos que somos separados de Krishna. Embora sejamos partes separadas de Krishna, mesmo assim, não somos diferentes dEle. A diferença corpórea das entidades vivas é māyā, ou um fato não verídico. Todos nós somos destinados a satisfazer Krishna.Todo o ensinamento do Bhagavad-Gītā é dirigido a este fim: que o ser vivo, como servo eterno de Krishna, não pode ser separado de Krishna, e que a percepção de sentir-se uma identidade separada de Krishna chama-se māyā. As entidades vivas, como partes integrantes separadas do Supremo, têm um propósito a cumprir. Tendo se esquecido deste propósito desde os tempos imemoriais, elas situam-se em diferentes corpos, como homens, animais, semideuses, etc. Tais diferenças corpóreas surgem do esquecimento do serviço transcendental ao Senhor. Mas quando se presta serviço transcendental através da consciência de Krishna, ocorre de imediato a liberação desta ilusão. Só é possível adquirir este conhecimento puro através de uma alma auto-realizada que seja um Mestre Espiritual autêntico e assim seremos capazes de escapar da fantasia de que a entidade viva é igual a Krishna. Tem conhecimento perfeito quem sabe que a Alma Suprema, Krishna, é o abrigo Supremo de todas as entidades vivas; ao abandonarem este abrigo, as entidades vivas deixam-se iludir pela energia material, imaginando que têm uma identidade separada. Assim, sob diferentes níveis de identidade material, elas passam a esquecer-se de Krishna. Porém, quando tais entidades vivas iludidas situam-se em consciência de Krishna, deve-se entender que elas estão no caminho da liberação.

A não ser que se esteja situado na plataforma transcendental da consciência de Krishna, não é possível livrar-se da influência dos modos da natureza material, como o próprio Senhor confirma isso no Sétimo Capítulo do Bhagavad-Gītä (7.14). Portanto, nem mesmo a pessoa mais altamente instruída no plano mundano consegue sair do enredamento de māyā (ilusão) mediante o simples conhecimento teórico, ou através do processo que consiste em distinguir entre o corpo e a alma. Há muitos supostos espiritualistas que exteriormente se fazem passar por pessoas avançadas em ciência, mas no íntimo ou na vida particular estão sob total controle de determinados modos da natureza que eles são incapazes de superar. Do ponto de vista acadêmico alguém pode ser muito erudito, porém, devido à prolongada associação com a natureza material, ele permanece no cativeiro. A consciência de Krishna ajuda-nos a escapar do enredamento material, mesmo que estejamos ocupados nos deveres prescritos de acordo com a existência material. Portanto, sem estar em plena consciência de Krishna, ninguém deve abandonar seus deveres ocupacionais. Ninguém deve abandonar de repente seus deveres prescritos e tornar-se artificialmente um pretenso yogī ou transcendentalista. É melhor situar-se na própria posição e tentar alcançar a consciência de Krishna sob um treinamento superior. Assim, é possível libertar-se das garras da energia māyā (ilusão).

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:30

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