*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Março 31 2017

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Deus deu independência a todos; portanto, se alguém deseja obter gozo material e quer mui sinceramente receber dos semideuses materiais tais facilidades, o Senhor Supremo, como a Superalma nos corações de todos, compreende e lhes dá facilidades. Como o pai supremo de todos os seres vivos, Ele não interfere na independência de cada um, mas dá todas as condições adequadas para que eles possam satisfazer seus desejos materiais. Talvez alguns perguntem por que o Deus onipotente dá aos seres vivos condições favoráveis para desfrutarem deste mundo material e com isso os deixa cair na armadilha da energia ilusória. A resposta é que se o Senhor Supremo como Superalma não dá essas facilidades, então, a independência não faz sentido. Por conseguinte, Ele dá a todos independência completa — tudo o que quiserem — mas no Bhagavad-Gītā encontramos Sua instrução definitiva: é necessário abandonar todas as outras ocupações e render-se inteiramente a Ele. Isto fará a pessoa feliz.

Tanto a entidade viva quanto os semideuses estão subordinados à vontade da Suprema Personalidade de Deus; portanto, a entidade viva não pode por determinação exclusivamente sua adorar um semideus; tampouco pode um semideus conceder alguma bênção sem a vontade suprema. Como se diz, nem uma folha de grama se move sem a vontade da Suprema Personalidade de Deus. De um modo geral, as pessoas que estão aflitas no mundo material dirigem-se aos semideuses, como são aconselhadas na literatura védica. Quem deseja satisfazer determinada aspiração pode adorar este ou aquele semideus. Por exemplo, recomenda-se a um doente que adore o deus do Sol; quem deseja instrução pode adorar a deusa da sabedoria, Sarasvatī; quem deseja uma bela esposa pode adorar a deusa Umā, a esposa do Senhor Shiva. Dessa maneira, nos shāstras (escrituras védicas) há recomendações para se executar diferentes processos de adoração a diferentes semideuses. E porque uma entidade viva específica deseja gozar uma determinada situação material favorável, o Senhor a inspira a desenvolver um desejo forte para conseguir esta bênção daquele semideus. O modo específico de atitude devocional que se direcione a uma determinada categoria de semideus também é designado pelo Senhor Supremo. Os semideuses não podem infundir essa afinidade nas entidades vivas, mas por ser Ele o Senhor Supremo, ou a Superalma que está presente nos corações de todas as entidades vivas, Krishna dá ao homem o ímpeto para adorar certos semideuses. Os semideuses são na verdade diferentes partes do corpo universal do Senhor Supremo; portanto, eles não têm independência. Declara-se na literatura Védica: “A Suprema Personalidade de Deus, como Superalma, também está presente no coração do semideus; por isso, é Ele quem organiza tudo para que o semideus satisfaça o desejo da entidade viva. Mas tanto o semideus quanto a entidade viva são dependentes da vontade suprema. Eles não são independentes”.

Como Krishna mesmo diz a seguir:

"Munido com esta fé, ele se empenha em adorar um semideus específico e realiza seus desejos. Mas na verdade, estes benefícios são concedidos apenas por Mim."

Sem a permissão do Senhor Supremo, os semideuses não podem conceder bênçãos a seus devotos. A entidade viva talvez esqueça que tudo é propriedade do Senhor Supremo, mas os semideuses não esquecem. Logo, a adoração aos semideuses com a obtenção dos resultados desejados não se deve aos semideuses, mas ao arranjo feito pela Suprema Personalidade de Deus. Como não sabe disso, a entidade viva menos inteligente tolamente dirige-se aos semideuses em troca de algum benefício. Mas o devoto puro, quando necessita de algo, ora apenas ao Senhor Supremo, pois, pedir benefício material não caracteriza o devoto puro. Em geral, a entidade viva dirige-se aos semideuses porque está louca por satisfazer sua luxúria. Isto se dá quando a entidade viva tem desejos descabidos que não são concretizados pelo próprio Senhor. Afirma-se que quem adora o Senhor Supremo e ao mesmo tempo deseja gozo material tem desejos contraditórios. O serviço devocional ao Senhor Supremo e a adoração a um semideus não podem estar na mesma plataforma, porque a adoração a um semideus é material e o serviço devocional ao Senhor Supremo é inteiramente Espiritual.

Para a entidade viva que deseja retornar ao Supremo, os desejos materiais são empecilhos. Um devoto puro do Senhor, portanto, não recebe os benefícios materiais desejados pelas entidades vivas menos inteligentes, que preferem adorar os semideuses do mundo material, a ocuparem-se no serviço devocional ao Senhor Supremo.

Aqui Krishna enfatiza com magnitude dizendo:

"Homens de pouca inteligência adoram os semideuses, e seus frutos são limitados e temporários. Aqueles que adoram os semideuses vão para os planetas dos semideuses, mas Meus devotos acabam alcançando Meu Planeta Supremo."

Portanto os resultados conseguidos com as bênçãos dos semideuses são perecíveis porque, neste mundo material, os planetas, os semideuses e seus adoradores são todos perecíveis. Portanto, afirma-se claramente neste ensinamento dado pelo Senhor Krishna, que todos os resultados obtidos com a adoração aos semideuses são perecíveis, e por isso essa adoração é executada pela entidade viva menos inteligente. Porque se ocupa em consciência de Krishna, prestando serviço devocional ao Senhor Supremo, o devoto puro obtém existência eterna e bem-aventurada que é plena de conhecimento; suas conquistas, portanto, são diferentes daquelas alcançadas por alguém que costuma adorar os semideuses. O Senhor Supremo é ilimitado; Seu favor é ilimitado; Sua misericórdia é ilimitada. Por conseguinte, a misericórdia que o Senhor Supremo concede a Seus devotos puros é ilimitada.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:48

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