*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Maio 11 2016

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 No capitulo 18 verso 55 do Bhagavad-Gītä, Krishna a Suprema Personalidade de Deus enfatiza a seguinte conclusão:

É unicamente através do serviço devocional que alguém pode compreender-Me como sou, como a Suprema Personalidade de Deus. E quando, mediante tal devoção, ele se absorve em plena consciência de Mim, ele pode entrar no reino de Deus.

A Suprema Personalidade de Deus, Krishna, e Suas porções plenárias não podem ser compreendidos por meio da especulação mental nem pelos não-devotos. Se alguém quer compreender a Suprema Personalidade de Deus, ele deve aceitar a orientação de um devoto puro e adotar o serviço devocional imaculado. Caso contrário, a verdade sobre a Suprema Personalidade de Deus nunca se manifestará.

Como já se afirma no Bhagavad-gītā (7.25): 

Eu nunca Me manifesto aos tolos e aos não-inteligentes. Para eles, Eu estou coberto por Minha potência interna, e portanto eles não sabem que Eu sou não nascido e infalível.

 

 Ele não Se revela a qualquer um. Ninguém pode compreender Deus através de simples erudição acadêmica ou da especulação mental. Só alguém que se ocupe de fato em consciência de Krishna e no serviço devocional pode compreender o que Krishna é. Graus universitários não ajudam muito. 

Quem está plenamente familiarizado com a ciência de Krishna qualifica-se a entrar no reino espiritual, na morada de Krishna. Tornar-se Espírito não significa que se perde a identidade. O serviço devocional não pára, e enquanto existir o serviço devocional, haverá Deus, o devoto e o processo do serviço devocional. Tal conhecimento nunca é revogado, nem mesmo após a liberação. A liberação envolve ficar livre do conceito de vida material; na vida espiritual permanece a mesma distinção e individualidade, mas em pura consciência de Krishna. Ninguém deve ficar pensando que o sebtido da frase dita por Krishna, “entra em Mim”, apóia a teoria monista segundo a qual nos tornamos homogêneos com o Espírito impessoal. Não é assim. Entra em Mim quer dizer que o devoto pode manter sua individualidade ao ingressar na residência do Senhor Supremo e associar-se com Ele, prestando-Lhe serviço. Por exemplo, um pássaro verde entra numa árvore verde não para se tornar uno com a árvore, mas para saborear os frutos da árvore. Aqueles que em geral são partidários de que Deus não é uma pessoa, dão o exemplo do rio que corre para o oceano e se funde nele. Isto talvez traga felicidade a esses partidários, mas como um ser aquático que vive no oceano, o personalista conserva sua individualidade pessoal. Quando mergulhamos bem fundo, encontramos muitas entidades vivas no oceano. Conhecer a superfície do oceano não basta; deve-se ter conhecimento completo dos seres aquáticos que vivem nas profundezas do oceano.

Devido ao seu serviço devocional puro, o devoto pode realmente compreender as qualidades transcendentais e as opulências do Senhor Supremo. Como se declara no Décimo Primeiro Capítulo do Bhagavad-Gītä, que somente através do serviço devocional é que se pode compreender Sua existência. Portanto, somente através do serviço devocional pode-se compreender a Suprema Personalidade de Deus e entrar em Seu reino.

O Pode-se argumentar que, uma vez que Krishna era visível a todos quando estava presente na Terra, como pode ser dito que Ele não está manifesto para todos? Mas na verdade Ele não era manifesto para todos. Quando Krishna esteve presente, somente algumas pessoas podiam compreendê-lO como a Suprema Personalidade de Deus. Ele não Se revela aos não-devotos nem ao homem comum. Por isso, no Bhagavad-Gītä Krishna diz que, exceto Seus devotos puros, todos O consideram um semelhante. Somente aos Seus devotos é que Ele Se manifesta como o reservatório de todo o prazer. Mas para os outros, para os não-devotos não-inteligentes, Ele esta coberto por Sua potência interna (ilusão). 

Afirma-se que o Senhor está coberto pela cortina de yoga-māyā (ilusão) e por isso as pessoas comuns não podem compreendê-lO.

E com a seguinte oração, o devoto ora:

“Ó meu Senhor, Você é o mantenedor do Universo inteiro, e o Seu serviço devocional é o princípio religioso mais elevado. Por isso, oro para que também me mantenha. Sua forma transcendental é coberta por yoga-mäyä. Essa Sua yoga-mäyä é a cobertura da potência interna. Por favor, remova esta refulgência ofuscante que me impede de ver Sua forma eterna de bem-aventurança e conhecimento.”

Krishna diz:

Quatro classes de homens piedosos passam a Me prestar serviço devocional - o aflito, o que deseja riquezas, o inquisitivo e o que busca conhecer o Absoluto.

Ao contrário dos descrentes, estes são partidários dos princípios reguladores das escrituras e são conhecidos como aqueles que obedecem às regras e regulações das escrituras, às leis morais e sociais, e são de alguma forma devotados ao Senhor Supremo. Dentre estes, há quatro classes de homens - aqueles que às vezes estão aflitos; aqueles que precisam de dinheiro; aqueles que às vezes são inquisitivos; e aqueles que às vezes buscam conhecimento acerca da Verdade Absoluta. Estas pessoas aproximam-se do Senhor Supremo para serviço devocional sob diferentes condições. Estes não são devotos puros, porque em troca do serviço devocional procuram satisfazer alguma aspiração. O serviço devocional puro é sem aspiração e sem desejo de lucro material.

A seguir dá-se a seguinte definição da devoção pura:

“É com atitude favorável e sem desejo de lucro ou ganho material alcançado através de atividades fruitivas ou especulação filosófica que se deve prestar serviço transcendental amoroso ao Supremo Senhor Krishna. Isto se chama serviço devocional puro.”

Quando se aproximam do Senhor Supremo para Lhe prestar serviço devocional e purificam-se por completo, associando-se aos devotos puros, estas quatro classes de pessoas também se tornam devotos puros. Quanto aos descrentes, para eles o serviço devocional é muito difícil porque levam vidas egoístas, irregulares e sem metas espirituais. Mas mesmo alguns deles também se tornam devotos puros quando, por acaso, entram em contato com um devoto puro.

Aqueles que vivem atarefados com atividades fruitivas procuram o Senhor ao sentirem aflição material e nessa ocasião associam-se com devotos puros e, em sua aflição, tornam-se devotos do Senhor. Aqueles que estão simplesmente frustrados, também, às vezes chegam a associar-se com os devotos puros e se tornam inquisitivos, querendo saber sobre Deus. Da mesma forma, quando se frustram em todos os campos de conhecimento, os filósofos áridos às vezes querem aprender sobre Deus, e aproximam-se do Senhor Supremo para prestar serviço devocional e adquirir verdadeiro conhecimento Espiritual, e pela graça do Senhor Supremo ou de Seu devoto puro, acabam chegando à concepção pessoal da Divindade. Em geral, quando os aflitos, os inquisitivos, os buscadores de conhecimento e aqueles que estão precisando de dinheiro livram-se de todos os desejos materiais, e quando compreendem deveras que a remuneração material nada tem a ver com o aperfeiçoamento espiritual, eles se tornam devotos puros. Enquanto não atingem esta fase de purificação, os devotos que prestam serviço transcendental ao Senhor estão infectados por atividades fruitivas, por busca de conhecimento mundano, etc. Logo, para chegar à etapa de serviço devocional puro, deve-se primeiro transcender tudo isso.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:13

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