*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Julho 09 2014

 

 

Aqui se explica de maneira mais explícita a necessidade de trabalho somente para a satisfação de Krishna. Se queremos trabalhar para a satisfação de Krishna, então é nos Vedas transcendentais, que devemos procurar nossa forma de trabalho. Os Vedas são, portanto, códigos que nos instruem sobre o trabalho. Qualquer atividade executada sem a direção dos Vedas é chamadavikarma, ou trabalho desautorizado ou pecaminoso. Portanto, devemos sempre aceitar a instrução dos Vedas para nos salvarmos da reação do trabalho. Assim como na vida corriqueira a pessoa deve trabalhar sob a direção do Estado, da mesma forma, ela deve trabalhar sob a direção do Estado supremo do Senhor. Estas orientações contidas nos Vedas manifestam-se diretamente da respiração da Suprema Personalidade de Deus. O Senhor, sendo onipotente, pode falar ao respirar o ar, o Senhor tem a onipotência de executar, através de cada um de Seus sentidos, as ações de todos os outros sentidos. Em outras palavras, o Senhor pode falar através de Sua respiração e pode fecundar com os olhos. De fato, diz-se que Ele lançou Seu olhar sobre a natureza material e assim gerou todas as entidades vivas. Depois de criar ou fecundar as almas condicionadas no ventre da natureza material, Ele deixou na sabedoria védica as instruções pelas quais estas almas condicionadas podem voltar ao lar, voltar ao Supremo. Devemos sempre lembrar-nos de que as almas condicionadas na natureza material estão todas ávidas de prazer material. Mas as instruções védicas são apresentadas de forma que a pessoa consiga satisfazer seus desejos pervertidos, e, tendo acabado seu presumível prazer, ela possa então voltar para Deus. 

O Senhor condena a filosofia mamonista, que aconselha “que se trabalhe arduamente para gozar o prazer dos sentidos”. Portanto, para aqueles que querem desfrutar deste mundo material é absolutamente necessário que acatem o acima mencionado ciclo de execução dos actos de sacrifício.  Quem não segue estas regulações leva uma vida muito arriscada, condenando-se cada vez mais. Pela lei da natureza, esta forma de vida humana destina-se, de maneira específica, à auto-realização, trilhando qualquer um dos três caminhos _ a saber,karma-yoga, jnana-yoga ou bhakti-yoga.  Não é necessário que os transcendentalistas que estão acima do vício e da virtude sigam rigidamente as execuções dos sacrifícios prescritos; mas aqueles que estão ocupados no gozo dos sentidos precisam purificar-se através do acima mencionado ciclo de execuções de sacrifício. Há diferentes tipos de actividades. Aqueles que não são conscientes de Krishna na certa estão ocupados em consciência sensória; portanto, eles precisam executar trabalho piedoso. O sistema de sacrifício é planejado de modo que as pessoas dotadas de consciência sensorial possam satisfazer seus desejos sem enredarem-se na reacção do trabalho que leva ao gozo dos sentidos. A prosperidade do mundo não depende de nossos próprios esforços, mas do arranjo básico do Senhor Supremo, cumprido directamente pelos semideuses. Portanto, os sacrifícios destinam-se a favorecer os semideuses específicos mencionados nos Vedas. Indirectamente, pratica-se com isto a consciência de Krishna, porque quando se habilita a executar sacrifíciosa pessoa decerto torna-se consciente de Krishna. Mas se, ao executar sacrifícios, ela não se torna consciente de Krishna, esses princípios são considerados apenas códigos morais. Ninguém deve, portanto, limitar-se apenas aos códigos morais, mas deve transcendê-los, para alcançar a consciência de Krishna.

Mas para aquele que sente prazer no Eu e utiliza a vida humana para buscar a auto-realização, satisfazendo-se apenas no Eu, plenamente saciado _ para ele não há dever.

Quem é plenamente consciente de Krishna e está deveras satisfeito com seus actos na consciência de Krishna não tem mais nenhum dever a cumprir. Devido ao fato de ele ser consciente de Krishna, toda a impiedade interior se esvai instantaneamente, um efeito de muitos e muitos milhares de execuções de sacrifícios. Com esta purificação da consciência, o devoto tem plena confiança da sua posição eterna com relação ao Supremo. Seu dever então se torna auto-iluminado pela graça do Senhor, e portanto ele isenta-se de qualquer obrigação para com os preceitos védicos. Tal pessoa consciente de Krishna perde o interesse por actividades materiais e deixa de sentir prazer em arranjos materiais como vinho, mulheres e devaneios semelhantes.

Uma pessoa auto-realizada não tem um propósito a cumprir no desempenho de seus deveres prescritos, tampouco tem ele alguma razão para não executar tal trabalho. Nem tem ele necessidade alguma de depender de nenhum outro ser vivo.

Os rituais védicos, tais como os sacrifícios prescritos, são executados para a purificação de atividades ímpias que foram executadas na esfera do gozo dos sentidos. Mas a ação em consciência de Krishna é transcendental às reações do trabalho bom ou mau. Quem é consciente de Krishna não tem apego ao resultado, mas age somente para defender os interesses de Krishna. Ele se ocupa em todas as espécies de atividades, mas está inteiramente desapegado. 

publicado por Lalanesha Dasa às 21:36

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