*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Abril 07 2017

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Às vezes, as pessoas em cargos de autoridade podem comandar e obrigar seus subordinados a cumprir suas ordens. "Minha maneira ou vai pra rua" é uma maneira popular de indicar como os autoritários trabalham.

Um princípio semelhante aplica-se a outros papéis de autoridade, como a paternidade. Por exemplo, os pais podem obrigar seus filhos a viver de acordo com certos valores baseados em sua autoridade parental. Embora às vezes a compulsão pode ser necessária na paternidade, ela precisa levar à convicção - as crianças precisam ser convencidas sobre o valor desses valores. Caso contrário, assim que as crianças crescerem e superarem o poder de seus pais para competir, rejeitam os valores de seus pais apenas para exalar seu ressentimento e afirmar sua autonomia.

Para a transmissão dos valores Espirituais de uma geração para outra, a transmissão da convicção é vital. É claro que, mesmo com convicção intelectual, os anos de adolescentes e jovens podem ser desafiadores para aqueles que enfrentam paixões hormonais. Mas, pelo menos, é uma batalha entre sua inteligência e seus sentimentos, e embora os sentimentos podem ganhar inicialmente, a inteligência irá reafirmar-se eventualmente. Caso contrário, a batalha é entre os pais e as crianças, com a inteligência das crianças sendo usado para lutar contra os valores adotados pelos pais.

No Bhagavad-Gītā, Krishna, apesar de ser o Deus onipotente, não obriga Arjuna a fazer a sua vontade. Em vez disso, através de argumentos racionais e refinados, infunde convicção dentro de Arjuna. E em uma das muitas conclusões que o Bhagavad-Gītā exemplifica, no capitulo (18.63) ele encoraja Arjuna a deliberar sobre a mensagem do Bhagavad-Gītā e a reconhecer sua independência. Assim, Krishna quer que Arjuna atue com base na convicção, não na compulsão.

Krishna diz:

"Assim, Eu lhe expliquei o conhecimento ainda mais confidencial. Delibere a fundo sobre isto, e depois faça o que você quiser fazer."

Quando Krishna se dirige a Arjuna duzendo “Você pode agir como lhe aprouver,” — indica que Deus não interfere na pequena independência da entidade viva. No Bhagavad-Gītā, o Senhor explica sob todos os aspectos como alguém pode elevar sua condição de vida. O melhor conselho transmitido a Arjuna é que ele se renda à Superalma situada dentro de seu coração. Através do discernimento correto, devemos concordar em agir segundo a ordem da Superalma. Isto nos ajudará a ficarmos constantemente em consciência de Krishna, o mais elevado estado de perfeição da vida humana. A Personalidade de Deus manda diretamente que Arjuna lute. Render-se à Suprema Personalidade de Deus é do maior interesse para as entidades vivas. Não é para o interesse do Supremo. Antes de nos rendermos, estamos livres para deliberar sobre este assunto com toda a inteligência de que dispomos; este é o melhor método de aceitar a instrução da Suprema Personalidade de Deus. Esta instrução vem também através do Mestre Espiritual, o representante genuíno de Krishna.

O Senhor já explicou a Arjuna o conhecimento acerca da liberação no capítulo 5, do Bhagavad-Gītā quando disse:  "Aquele cuja felicidade é interior, que é ativo e se regozija dentro de si, e cujo meta é introspectiva, é de fato o místico perfeito. Ele libera-se no Supremo e por fim alcança o Supremo." Quem está nesta condição vive feliz; nunca se lamenta, nem deseja nada. Isto se deve ao conhecimento confidencial. Se a pessoa não for capaz de saborear a felicidade interior, como poderá afastar-se das ocupações externas que propiciam uma felicidade superficial? Quem é liberado tem experiência prática do que é felicidade. Ele pode, portanto, sentar-se em silêncio em qualquer lugar e gozar das atividades da vida interior. Tal pessoa liberada já não deseja a felicidade material externa. Este estado chama-se liberação, e quem a alcança tem a garantia de retornar ao Supremo, de retornar ao lar. 

Seguindo os passos de Krishna, nós também podemos capacitar aqueles que estão ao nosso cuidado com convicção intelectual. Assim, podemos ajudá-los da maneira mais sustentável: através do poder de sua convicção, o poder que sobrevive ao poder externo de alguém para obrigá-los. 

Pode-se dizer que somente quem está em plena consciência de Krishna ocupa-se em atividades para o bem-estar de todas as entidades vivas. Quando se tem o verdadeiro conhecimento de que Krishna é a fonte de tudo, então, ao agir neste espírito, age-se para o benefício de todos. A humanidade sofre porque se esqueceu de que Krishna é o desfrutador supremo, o proprietário Supremo e o amigo Supremo. Portanto, agir para reviver esta consciência na sociedade humana é o trabalho beneficente mais elevado. Não pode ocupar-se neste primoroso trabalho beneficente quem não se liberou no Supremo. Quem é consciente de Krishna não tem dúvida alguma quanto à Supremacia de Krishna. Ele não tem dúvida porque está cem por cento livre de todos os pecados. Este é o estado de amor divino.

Quem se ocupa em cuidar somente do bem-estar físico da sociedade humana, realmente não pode ajudar a ninguém. Propiciar ao corpo externo e à mente alívio temporário, não é satisfatório. A verdadeira causa das dificuldades a que alguém se sujeita na árdua luta pela vida, na certa deve-se ao fato de ele ter-se esquecido de sua relação com o Senhor Supremo. Quando tem pleno conhecimento de sua relação com Krishna, ele é de fato uma alma liberada, embora possa estar no tabernáculo material.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:23

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