*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Abril 26 2017

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   O modo da ignorância é uma qualificação muito peculiar da alma encarnada. O modo da ignorância é exatamente o oposto do modo da bondade. No modo da bondade, pelo desenvolvimento de conhecimento, pode-se compreender o porquê das coisas, mas o modo da ignorância é exatamente o oposto. Todo aquele que está sob o encanto do modo da ignorância fica louco, e um louco não pode compreender o porquê das coisas. Ao invés de progredir, ele se degrada. A definição do modo da ignorância é expressa na literatura védica: sob o encanto da ignorância, não se pode compreender a verdadeira essência das coisas. Por exemplo, qualquer um pode ver que seu avô morreu e que, portanto, também morrerá; o homem é mortal. Os filhos que ele concebe também morrerão. Logo, a morte é certa. Mesmo assim, as pessoas acumulam dinheiro de maneira desenfreada e trabalham arduamente noite e dia, sem darem a menor importância ao espírito eterno. Isto é loucura. Em sua loucura, elas relutam muito em progredir na compreensão espiritual. Tais pessoas são muito preguiçosas. Elas não se interessam muito quando são convidadas a buscar associação com quem possa lhes dar compreensão espiritual. Elas nem mesmo são ativas como o homem que está sob o controle do modo da paixão. Assim, outro sintoma de alguém soterrado no modo da ignorância é que ele dorme mais do que o necessário. Seis horas de sono são suficientes, mas um homem no modo da ignorância dorme pelo menos dez ou doze horas por dia. Um homem assim parece estar sempre abatido e é viciado em drogas e em dormir. Estes são os sintomas de uma pessoa condicionada ao modo da ignorância.

Porém o Senhor Krishna enfatisa o seguinte dizendo:

"Quando uma pessoa é capaz de transcender os três modos associados com o corpo material, bondade, paixão e ignorância, o ser encarnado pode liberar-se do nascimento, da morte, da velhice e dos sofrimentos que são inerentes a eles, e mesmo nesta vida pode gozar o néctar."

É explicado que mesmo neste corpo, alguém pode permanecer na posição transcendental, em plena consciência de Krishna. Embora alguém esteja dentro deste corpo material, através de seu progresso em conhecimento Espiritual, ele poderá se livrar da influência dos modos da natureza. Mesmo neste corpo, ele poderá gozar a felicidade Espiritual, porque, após deixar este corpo irá com certeza para o céu Espiritual. Mas mesmo neste corpo ele pode gozar de felicidade Espiritual. Em outras palavras, o serviço devocional em consciência de Krishna significa libertar-se do enredamento material, isto é bem explicado no Décimo Oitavo Capítulo do Bhagavad-Gīta quando o Senhor Krishna diz: a determinação que não pode transpor o sonho, o temor, a lamentação, a melancolia e a ilusão — tal determinação ininteligente, está no modo da escuridão. Aqui, “sonho” quer dizer sono excessivo. O sonho sempre está presente, no modo da bondade, paixão ou ignorância; o sonho é uma ocorrência natural. Mas considera-se que a determinação daqueles que não podem deixar de dormir muito, que se orgulham de desfrutar os objetos materiais, que vivem sonhando em assenhorear-se do mundo material, e cuja vida, mente e sentidos têm essa ocupação, está no modo da ignorância. "E também se diz que a felicidade que é cega para a auto-realização, que é ilusão do começo ao fim, e que surge do sono, da preguiça e da ilusão é da natureza da ignorância."

Quem sente prazer na preguiça e no sono na certa está no modo da escuridão, ignorância, e quem não faz idéia de como é que deve e não deve agir também está no modo da ignorância. Para quem está no modo da ignorância, tudo é ilusão. Não existe felicidade nem no começo nem no fim. Para o homem no modo da paixão pode haver no começo alguma espécie de felicidade efêmera que acaba em sofrimento, mas para quem está no modo da ignorância só existe sofrimento tanto no começo quanto no fim. No conceito de vida material, quando se trabalha em busca do gozo dos sentidos, há miséria, mas no mundo absoluto, quando alguém se ocupa em serviço devocional puro, não há miséria. O devoto em consciência de Krishna não tem nada a se lamentar ou desejar. Como Deus é completo, a entidade viva que está ocupada no serviço de Deus, em consciência de Krishna, também se torna completa em si mesma. Ela é como um rio livre de toda a água suja. Porque todo o pensamento do devoto puro está em Krishna, ele naturalmente vive feliz. Ele não lamenta nenhuma perda material nem aspira a ganho algum, porque ele está plenamente engajado no serviço ao Senhor. Ele não deseja gozo material porque sabe que toda entidade viva é uma parte fragmentária integrante do Senhor Supremo sendo portanto Seu servo eterno. Ele não vê que no mundo material alguém seja superior e outrem seja inferior; posições inferiores e superiores são efêmeras, e o devoto nada tem a ver com aparecimentos e desaparecimentos efêmeros. Para ele, pedra e ouro têm o mesmo valor. E assim, quem se libera da influência dos modos da natureza material passa a prestar serviço devocional ao Senhor Supremo Krishna.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:01

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