*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Novembro 12 2014

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 O conhecimento, o objecto do conhecimento e o conhecedor são os três factores que motivam a acção; os sentidos, o trabalho e o autor são os três constituintes da acção.

Há três espécies de ímpeto para o trabalho diário: o conhecimento, o objecto do conhecimento e o conhecedor. Os instrumentos do trabalho, o próprio trabalho e o trabalhador chamam-se os constituintes do trabalho. Todo trabalho feito por qualquer ser humano tem estes elementos. Antes que a pessoa aja, existe algum ímpeto, que se chama inspiração. Qualquer solução a que se chegue antes que o trabalho seja efectuado é uma forma sutil de trabalho. Então, o trabalho toma a forma de acção. Primeiro, a pessoa tem que passar por três processos psicológicos _ pensar, sentir e querer _ e isto se chama ímpeto. A inspiração para o trabalho é a mesma, venha ela da escritura ou da instrução do mestre Espiritual. Quando existe a inspiração e existe o trabalhador, então acontece a verdadeira actividade com a ajuda dos sentidos, incluindo a mente, que é o centro de todos os sentidos. O somatório de todos os constituintes de uma actividade chama-se a acumulação do trabalho.

E alem de tudo, o renunciante inteligente, situado no modo da bondade, que não detesta o trabalho inauspicioso nem se apega ao trabalho auspicioso, não tem nenhuma dúvida sobre o trabalho.

Quem está em consciência de Krishna ou no modo da bondade não odeia ninguém nem nada que incomode seu corpo. Ele executa seu trabalho no lugar apropriado e no tempo apropriado, sem temer os efeitos penosos de seu dever. Deve-se entender que tal pessoa situada em transcendência é muito inteligente e não tem dúvidas sobre o que faz. É com esta mentalidade que se devem executar os deveres prescritos. Deve-se agir sem apego ao resultado; e deve-se desassociar dos modos de seu trabalho. Um homem que trabalha em consciência de Krishna numa fábrica, não se associa com o trabalho da fábrica, nem com os trabalhadores da fábrica. Tudo o que ele faz é trabalhar para Krishna. E quando entrega o resultado desse labor a Krishna, ele age transcendentalmente. 

Desde que temos que trabalhar até mesmo para a simples manutenção do corpo, os deveres prescritos para a posição social e as qualidades específicas são feitos de maneira tal que o propósito possa se cumprir. Todas as execuções de sacrifício também se destinam à satisfação do Senhor. Portanto, deve-se trabalhar para a satisfação do Senhor. Qualquer outro trabalho feito neste mundo material será causa de cativeiro, pois o trabalho, bom ou mau, tem suas reacções, e qualquer reacção ata o executante. Por isso, temos de trabalhar em consciência de Krishna para satisfazer Krishna; e enquanto executamos estas actividades, estamos na fase liberada. Esta arte de trabalhar é magnífica, e no início este processo requer uma hábil orientação. Deve-se, portanto, agir mui diligentemente, sob a qualificada orientação de um devoto do Senhor Krishna, ou sob a instrução directa do próprio Senhor Krishna. Nada deve ser executado para o gozo dos sentidos, mas tudo deve ser feito para a satisfação de Krishna. Esta prática não só nos salvará da reacção do trabalho, mas também nos elevará pouco a pouco ao serviço transcendental amoroso ao Senhor, o único meio que pode promover-nos ao reino de Deus.

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publicado por Lalanesha Dasa às 20:17

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