*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Abril 04 2014

 

A descida do Senhor de Sua morada transcendental é explicada da seguinte maneira:

Para libertar os piedosos e aniquilar os descrentes, bem como para restabelecer os princípios da religião, Krishna a Suprema Personalidade de Deus sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, e uma ascensão predominante de irreligião _ Ele  mesmo próprio descende a este mundo material. E embora Ele seja não nascido e Seu corpo transcendental jamais se deteriore, e embora Ele seja o Senhor de todas as entidades vivas, mesmo assim, em cada milênio Ele aparece em Sua forma transcendental original.

 Aquele que pode compreender de verdade o aparecimento da Personalidade de Deus já está liberado do cativeiro material, e por isso retorna ao reino de Deus logo após deixar o actual corpo material. O fato é que para conseguir libertar-se do cativeiro material a entidade viva precisa vencer sérias dificuldades. “Pode alcançar a fase perfeita de liberação, na qual se escapa do nascimento e da morte, quem simplesmente conhece o Senhor, a Suprema Personalidade de Deus, e não há outra maneira de alcançar esta perfeição.” O fato de que não há alternativa significa que qualquer pessoa que não compreende o Senhor Krishna como a Suprema Personalidade de Deus na certa está no modo da ignorância e, por conseguinte, não alcançará a salvação apenas, por assim dizer, lambendo a superfície externa da garrafa de mel. 

É dificílimo para uma pessoa muito afectada pela matéria compreender a natureza pessoal da Suprema Verdade Absoluta. De um modo geral, as pessoas que estão apegadas à concepção de vida corpórea vivem tão absortas no materialismo que lhes é quase impossível compreender como o Supremo pode ser uma pessoa. Tais materialistas nem mesmo podem imaginar que exista um corpo transcendental, imperecível, pleno de conhecimento e eternamente bem-aventurado. No conceito materialista o corpo é perecível, cheio de ignorância e completamente miserável. Portanto, as pessoas em geral têm em mente esta mesma idéia corpórea quando ouvem a respeito da forma pessoal do Senhor. Para esses homens materialistas, a forma da gigantesca manifestação material é suprema. Por conseguinte, consideram o Supremo como impessoal. E porque estão muito absortos na vida materialista, a idéia de conservar a personalidade após libertarem-se da matéria os deixa assustados. Quando são informados de que a vida Espiritual é também individual e pessoal, eles ficam com medo de voltarem a ser pessoas, e então preferem naturalmente uma espécie de fusão no vazio impessoal. Em geral, eles comparam as entidades vivas às bolhas do oceano, que se fundem no oceano. Esta é a perfeição mais elevada da existência Espiritual alcançada por alguém que não cultive a personalidade individual. Este estágio de vida é cheio de temores, e é desprovido do conhecimento perfeito acerca da existência  Espiritual. Ademais, há muitas pessoas que não podem de modo algum compreender a existência Espiritual. Atrapalhando-se com tantas teorias e com as contradições encontradas nos vários tipos de especulação filosófica, elas ficam aborrecidas e zangadas e concluem tolamente que não existe uma causa Suprema e que, em última análise, tudo é vazio. Tais pessoas estão numa condição de vida doentia. Algumas estão muito apegadas materialmente e por isso não dão atenção à vida Espiritual; outras querem fundir-se na causa Espiritual Suprema; e há aquelas que não acreditam em nada, e desiludidas, ficam aborrecidas com toda sorte de especulação Espiritual. Esta última classe de homens busca refúgio em algum tipo de intoxicação, e suas alucinações psicóticas às vezes são aceitas como visão Espiritual. Temos que livrar-nos de todas as três etapas do apego ao mundo material: negligência da vida Espiritual; medo de uma identidade pessoal Espiritual; e a concepção do vazio que surge da frustração com a vida. Para livrar-nos destas três etapas do conceito de vida material, devemos abrigar-nos completamente no Senhor e seguir as disciplinas e princípios regulativos encontrados na vida devocional, sendo guiados por um mestre Espiritual autêntico e não por um Guru Almofadinha de plantão, como existem muitos disfarçados de eruditos do sistema institucional. 

Declara-se a ciência do serviço devocional da seguinte maneira:

“No começo, deve-se ter um desejo preliminar para a auto-realização. Com isto, a pessoa interessada em adquirir conhecimento Espiritual se sentirá inclinada a associar-se com pessoas Espiritualmente elevadas. Na fase seguinte, é iniciada por seu mestre Espiritual autentico _"e não um mestre farsante com ideias e lógicas de seu próprio ego"_ e, sob a instrução de tal mestre Espiritual autentico, a pessoa ainda na fase neófita, começa o processo do serviço devocional. Através da execução do serviço devocional sob a orientação do mestre Espiritual, ela se livra de todo o apego material, e alcança o avanço na auto-realização da vida Espiritual e adquire gosto em ouvir sobre a

Absoluta, Personalidade de Deus, Krishna. Este gosto continua propiciando o seu avanço, e então a pessoa ou o candidato a vida Espiritual, desenvolve apego à consciência de Krishna, que, ao amadurecer, manifesta-se na fase preliminar do amor transcendental a Deus. O verdadeiro amor por Deus é a mais elevada etapa de perfeição na vida.” Na fase do amor a Deushá uma constante ocupação no serviço transcendental amoroso ao Senhor. Então, através do processo lento do serviço devocional, sob a orientação de um mestre Espiritual autêntico, será possível alcançar a fase mais elevada, livrando-se de todo o apego material, do medo em adquirir uma personalidade própria individual e Espiritual, e das frustrações resultantes da filosofia do vazio. Aí então, atinge-se por fim a morada do Senhor Supremo.

Este são os requisitos básicos para se ter sucesso na busca pelo conhecimento Espiritual, de onde se propicia alcançar a fase de elevação a morada Suprema o mundo Espiritual.

Como o próprio Senhor Supremo Krishna diz em Seus ensinamentos no Bhagavad-Gita "a canção Suprema":

"A todos os que se rendem a Mim, Eu recompenso proporcionalmente. Todos seguem o Meu caminho sob todos os aspectos."

Porque todos estão buscando por Krishna nos diferentes aspectos de Suas manifestações. Por conseguinte, Krishna é o objecto de realização para todos e assim, toda e qualquer pessoa satisfaz-se de acordo com seu desejo de tê-lO. No mundo transcendental também, Krishna reciproca com Seus imaculados devotos numa atitude transcendental, estabelecida segundo a maneira como o devoto deseja conviver com Ele. Um devoto talvez queira Krishna como mestre Supremo; outro, como amigo pessoal; outro, como filho; e outro, como amante. Krishna recompensa a todos igualmente, segundo as diferentes intensidades de seu amor por Ele. No mundo material existem as mesmas reciprocidades de sentimentos, e eles também são vividos entre o Senhor e as diversas categorias de adoradores. Tanto aqui quanto no domínio transcendental, os devotos imaculados associam-se com Ele em pessoa e prestam serviço pessoal ao Senhor, obtendo assim, bem-aventurança transcendental neste serviço amoroso. Quanto àqueles que querem cometer suicídio Espiritual aniquilando a existência individual da entidade viva, Krishna também os ajuda, absorvendo-os em Sua refulgência. Estes que cometem o suicídio Espiritual, não concordam em aceitar a Personalidade de Deus eterna e bem-aventurada; em consequência, eles não podem saborear a bem-aventurança imanente ao serviço transcendental pessoal ao Senhor porque extinguiram sua individualidade. Alguns deles, que não estão firmemente situados nem mesmo na existência onde se nega a existência de Deus em Sua forma pessoal, retornam a este campo material para que aflorem seus desejos latentes, que os levam a executar diversas actividades. Eles não são admitidos nos planetas Espirituais, mas lhes é dada nova oportunidade de agir nos planetas materiais. Aos que são trabalhadores fruitivos, o Senhor, concede os resultados que eles desejavam alcançar por meio de seus deveres prescritos; e aos que são yogues que buscam poderes místicos, tais poderes são concedidos. Em outras palavras, o sucesso depende somente de Sua misericórdia, e todos os tipos de processos Espirituais não passam de diferentes graus de sucesso de um mesmo caminho. Portanto, se a pessoa não chegar à mais elevada perfeição da consciência de Krishna, todas as suas tentativas permanecerão imperfeitas e assim sua vida será de constantes misérias materiais.

Existem duas classes de seres humanos. Alguns deles têm seus corações cheios de sujeiras materiais, e outros estão livres da matéria. A consciência de Krishna é igualmente benéfica para esses dois tipos de pessoas. Aqueles que estão cheios de sujeiras podem adotar o processo da consciência de Krishna como um processo de purificação gradual, seguindo os princípios regulativos do serviço devocional. Os que já estão limpos das impurezas podem continuar a agir na mesma consciência de Krishna para que outros possam seguir-lhes os exemplos e beneficiar-se com isto. E alguns destes em consciência de Krishna frequentemente querem retirar-se das actividades ou obrigações já inseridas pelo processo devocional, inventando pretextos ou siglas usando o nome de Krishna e mantendo uma postura contraria ao verdadeiro propósito de Krishna sem ter conhecimento verdadeiramente da consciência de Krishna e de Seu propósito. O Senhor não aprova tal atitude por parte desses alguns em retirar-se das actividades da consciência de Krishna estabelecida pelo próprio Senhor ou pelo Seu sucessor Autorizado. Precisa-se apenas saber como agir. Retirar-se das actividades da consciência de Krishna inventando algum pretexto salvacionista, e, sozinho fazer um show de consciência de Krishna não tem importância alguma do que realmente ocupar-se em actividades em prol do propósito de Krishna. 

Como Krishna mesmo diz em seus ensinamentos no Bhagavad-Gita:

Até mesmo os inteligentes ficam confusos em determinar o que é acção e o que é inacção.

A acção em consciência de Krishna tem de ser executada segundo os exemplos onde Krishna determine qual ou quem realmente tem a autorização para isso, e não algum pretensioso Guru Almofadinha de plantão achando-se superior aos outros que já sabem de suas ocupações em consciência de Krishna. A razão pela qual tal acção não deve ser independente vincula-se na seguinte explicação: 

Para agir em consciência de Krishna, é necessário seguir a liderança de pessoas autorizadas que estão na linha da sucessão discipular. O sistema da consciência de Krishna de acordo com as escrituras Sagradas dos Vedas, existe desde tempo imemoriais, e o sistema está vigente na Terra desde essa época bem remota. Portanto, devem-se seguir os passos das autoridades predecessoras que estão na linha da sucessão discipular. Caso contrário, mesmo os homens mais inteligentes que de alguma forma estejam vinculados directamente em seguir as actividades da consciência da Krishna, ficarão confusos no que se refere às acções básicas da própria consciência de Krishna.  Por isso, o Senhor aqui, decidi instruir sobre a consciência de Krishna directamente. Devido à instrução directa do Senhor a todo aquele que busca verdadeiramente o conhecimento da causa Suprema, deve seguir os passos deixados pelos antecessores que lograram êxito nessa busca Espiritual, que na certa nada os confundirá. Pois está dito que não se pode averiguar as nuances da religião por meio do simples conhecimento experimental imperfeito. Na verdade, os princípios da religião só podem ser estabelecidos pelo próprio Senhor, e não por alguém intitulado como Guru de plantão.  Ninguém pode fabricar um princípio religioso valendo-se de especulação imperfeita do que é verdadeiramente a consciência de Krishna. Portanto, devido a Sua misericórdia imotivada para com todos os Seus imaculados candidatos ao elevado amor a Deus, o Senhor explica directamente aqui, o que é acção e o que é inacção. Só uma acção executada em consciência de Krishna pode livrar alguém do enredamento da existência material e nada mais. 

Krishna mesmo diz em Seu Bhagavad-Gita:

É dificílimo entender as complexidades da acção. Portanto, deve-se saber exactamente o que é acção, o que é acção proibida e o que é inacção.

Quem está decidido a libertar-se do cativeiro material deve compreender as distinções entre acção, inacção e acções não autorizadas. Ele deve dedicar-se a esta análise da acção, reacção e acções pervertidas, porque este é um assunto muito difícil. Para compreender a consciência de Krishna e o critério para agir dentro de seus parâmetros, deve-se aprender o relacionamento com o Supremo; isto é, aquele que aprendeu perfeitamente sabe que cada entidade viva é um servo eterno do Senhor e que por conseguinte todos têm que agir em consciência de Krishna. O Bhagavad-Gita inteiro é dirigido a esta conclusão. Quaisquer outras conclusões que vão de encontro a esta consciência e às acções a ela associadas são ações proibidas. 

Quem vê inacção na acção, e acção na inacção, é inteligente entre os homens, e está na posição transcendental, embora ocupado em todas as espécies de actividades.

É considerado em conhecimento pleno aquele cujos actos estão desprovidos do desejo de satisfação própria ou de seus sentidos imperfeitos. Os sábios dizem que tal pessoa é um trabalhador cujas reacções do trabalho foram queimadas pelo fogo do conhecimento perfeito.

Só alguém em conhecimento pleno pode compreender as actividades de uma pessoa em consciência de Krishna. Devido ao fato de que quem é consciente de Krishna está desprovido de todo tipo de propensões próprias ao gozo de seus sentidos imperfeitos, entende-se que, através do conhecimento perfeito de sua posição constitucional como servo eterno da Suprema Personalidade de Deus, ele queimou as reacções de seu trabalho. Aquele que alcançou tal perfeição de conhecimento é realmente erudito. O desenvolvimento deste conhecimento acerca da eterna servidão ao Senhor é comparado ao fogo. Esse fogo, quando aceso, pode queimar todos os tipos de reacções ao trabalho.

Como Krishna mesmo diz:

Aquele que se contenta com o ganho que vem automaticamente, que está livre da dualidade e que não inveja, que é estável tanto no sucesso quanto no fracasso, nunca se enreda, embora execute ações.

 

Quem é consciente de Krishna não faz muito esforço, nem mesmo para manter seu corpo. Ele se satisfaz com ganhos obtidos espontaneamente. Ele nunca mendiga nem toma emprestado, e tão pouco inventa maneiras criando siglas de amor a Deus, mas engaja-se com todos os seus esforços a trabalhar honestamente, e se satisfaz com o que obtiver com o seu trabalho honesto. Assim, ele ganha a vida com independência. Ele não permite que o serviço de alguém atrapalhe o seu serviço na consciência de Krishna. Porém, não se deixar perturbar pela dualidade do mundo material. A dualidade do mundo material é sentida na forma de calor e frio, ou miséria e felicidade. Quem é consciente de Krishna está acima da dualidade. Por isso, ele é firme tanto no sucesso quanto no fracasso. Estes sinais são visíveis naquele que está em pleno conhecimento transcendental.

publicado por Lalanesha Dasa às 12:05

Este Album abaixo, esta para download gratuitamente é só clicar no ícone ( Lalanesha in Concert Mantras )