*Sejam*Bem-Vindos* A Morada Suprema do Amor a Deus *

Abril 06 2017

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 A Suprema Personalidade de Deus Krishna disse:

Eu sou o tempo, o grande destruidor dos mundos, e vim aqui para destruir toda ou qualquer atividade demoníaca. Com a exceção de vocês Meus queridos devotos imaculados.

Embora soubesse que Krishna era seu amigo e a Suprema Personalidade de Deus, Arjuna estava perplexo com as várias formas que Krishna tinha lhe mostrado. Por isso, ele então perguntou sobre a verdadeira missão desta força devastadora. Está escrito nos Vedas que a Verdade Suprema destrói tudo, até mesmo os brāhmanas sacerdotes. Neste contexto Krishna demonstra que Ele é o tempo que tudo devora com a seguinte conclusão.

Chegará então o momento em que o Supremo devorará todos os brāmanas, kṣatriyas (guerreiros) e todos os outros como se eles fossem uma refeição. Esta forma do Senhor Supremo é o gigante que devora tudo, e aqui Krishna Se apresenta como o tempo que a tudo devora. Com a exceção de alguns dos Seus mais queridos amigos e devotos, todos os que estavam presentes naquele campo de batalha seriam devorados por Ele.

 Arjuna não era a favor da luta, e achava que era melhor não lutar, pois assim não haveria frustração. Respondendo, o Senhor diz que, mesmo que os outros não lutassem, todos eles seriam destruídos, pois esse era o Seu plano. Se Arjuna se esquivasse da luta, eles sofreriam outro tipo de morte. A morte não poderia ser detida, mesmo que ele não lutasse. De fato, eles já estavam mortos. O tempo é a destruição, e todas as manifestações acabarão sendo aniquiladas pelo desejo do Senhor Supremo. Esta é a lei da natureza. 

Então Krishna energicamente insitou Arjuna desta maneira:

Portanto, levante-se. Prepare-se para lutar e conquistar a glória. Vença seus inimigos e desfrute um reino próspero. Por Meu arranjo, eles já estão mortos, pois você, é apenas um instrumento na luta.

Quando Krishna disse “Torne-se um simples instrumento”: Esta expressão é muito significativa. O mundo todo se move conforme o plano da Suprema Personalidade de Deus. Pessoas tolas, que não têm conhecimento suficiente, pensam que a natureza funciona sem um plano e que todas as manifestações não passam de formações acidentais. Há muitos supostos governantes politicos hipócritas que sugerem que talvez seja isso, ou quem sabe, aquilo, mas “talvez” e “pode ser” estão fora de cogitação. Há um plano específico sendo executado neste mundo material. Qual é esse plano? Esta manifestação cósmica é uma oportunidade para as almas condicionadas retornarem ao Supremo, retornarem ao lar. Enquanto tiverem a mentalidade dominadora que faz com que tentem assenhorear-se da natureza material, elas estarão condicionadas. Mas qualquer um que possa compreender o plano do Senhor Supremo e cultivar a consciência de Krishna é muito inteligente. A criação e a destruição da manifestação cósmica estão sob a direção superior de Deus. Assim, essa Batalha de Kurukṣetra da qual Krishna era o mentor Supremo, foi travada segundo o plano de Deus. Arjuna se recusava a lutar, mas lhe foi dito que ele deveria lutar conforme o desejo do Senhor Supremo. E ele então seria feliz. Perfeito é aquele que está em plena consciência de Krishna e dedica sua vida ao serviço transcendental do Senhor.

Todos os planos são feitos pela Suprema Personalidade de Deus, mas Ele é tão bom e misericordioso para com Seus devotos que quer dar o mérito a Seus devotos que executam Seu plano segundo Seu desejo. Portanto, a vida deve funcionar de tal modo que todos ajam em consciência de Krishna e busquem um Mestre Espiritual que lhes transmita ensinamentos acerca da Suprema Personalidade de Deus. Por Sua misericórdia podemos compreender Seus planos, e os planos dos devotos estão no mesmo nível que os do Senhor. Todos devem seguir esses planos e sair vitoriosos na luta pela existência.

 

Como se explica aqui através desta matéria da qual Krishna introduz Sua condição como sendo o tempo que tudo devora, devido à situação criada pela forma universal da Suprema Personalidade de Deus, Arjuna ficou perplexo e atônito so ver tais manifestações e então, ele começou a oferecer respeitosas reverências repetidas vezes a Krishna, e com uma voz vacilante começou a orar, não como amigo, mas como um devoto maravilhado.

"Ó senhor dos sentidos, o mundo se regozija ao ouvir Seu nome, e assim todos se apegam a Você. Embora os seres perfeitos Lhe ofereçam suas respeitosas homenagens, os demônios têm medo, e fogem de um lado para o outro. Tudo isto se faz de forma justa."

"Ó pessoa grandiosa, maior até mesmo do que Brahmā, Você é o criador original. Por que então deveriam eles furtar-se de oferecer-Lhe suas respeitosas reverências? Ó ilimitado, Deus dos deuses, refúgio do Universo! Você é a fonte invencível, a causa de todas as causas, transcendental a esta manifestação material. "

"Você é a Personalidade de Deus original, o mais velho, o santuário definitivo deste mundo cósmico manifestado. Você é o conhecedor de tudo e é tudo o que é cognoscível. Você é o refúgio supremo, situado acima dos modos materiais. Ó forma ilimitada! Esta manifestação cósmica inteira é penetrada por Você!"

"Você é o ar e o controlador supremo! Você é o fogo, a água e a Lua! Você é Brahmā, a primeira criatura viva, e é o bisavô. Portanto, faço questão de oferecer-Lhe mil vezes minhas respeitosas reverências, e volto a oferecê-las mais e mais vezes."

"Ofereço-Lhe reverências de frente, de trás e de todos os lados! Ó poder incomensurável, Você é o Senhor cujo poder não conhece limites! Você é onipenetrante e, portanto, Você é tudo! "

"Você é o pai desta manifestação cósmica completa, do móvel e do imóvel. Você é o seu líder adorável, o mestre espiritual supremo. Ninguém é maior que Você, e tampouco pode alguém ser uno com Você. Como então pode haver alguém dentro dos três mundos maior do que Você, ó Senhor de poder imensurável? "

"Você é o Senhor Supremo, digno de adoração por todos os seres vivos. Então, eu me prostro para Lhe oferecer minhas respeitosas reverências e pedir Sua misericórdia. Assim como o pai tolera a insolência de seu filho, ou um amigo tolera a impertinência do amigo, ou uma esposa tolera a familiaridade de seu parceiro, por favor, tolere qualquer injustiça que eu acaso tenha cometido contra Você."

"Após ver esta forma universal que jamais havia visto, sinto-me satisfeito, mas ao mesmo tempo, minha mente está perturbada pelo medo. Por isso, por favor, conceda-me Sua graça e revele novamente Sua forma como a Personalidade de Deus, ó Senhor dos senhores, ó morada do Universo."

"Ó forma universal, ó Senhor de mil braços, desejo vê-lO em Sua forma de quatro braços, com elmo na cabeça e com maça, disco, búzio e flor de lótus em Suas mãos. Anseio por ver Você nesta forma."

Então a Suprema Personalidade de Deus disse:

Meu querido Arjuna, com prazer lhe mostrei, através de Minha potência interna, esta forma universal suprema dentro do mundo material. Antes de você, ninguém jamais viu esta forma primordial, ilimitada e plena de refulgência deslumbrante. A Suprema Personalidade de Deus, Krishna, tendo falado essas palavras a Arjuna, manifestou Sua verdadeira forma de quatro braços e por fim mostrou Sua forma de dois braços, encorajando assim o amedrontado Arjuna. 

Originalmente a Suprema Personalidade de Deus tem duas mãos. E também se demonstra que aqueles que zombam de Krishna como se Ele fosse uma pessoa comum, ignoram Sua natureza divina. Se Krishna fosse um ser humano comum, como então Lhe seria possível mostrar a forma universal e depois mostrar a forma de Nārāyaṇa de quatro braços? Assim, afirma-se mui claramente no Bhagavad-Gītā que aquele que pensa que Krishna é uma pessoa comum e que desencaminha o leitor, dizendo que é o Espirito Supremo impessoal dentro de Krishna que fala, comete a maior das injustiças. É um fato verdadeiro que Krishna mostrou Sua forma universal e Sua forma de Vishnu de quatro braços. Logo, como pode ser Ele um ser humano comum? O devoto puro não se deixa confundir por aqueles que deturpam o sentido do Bhagavad-Gītā, pois ele entende do assunto. Os versos originais do Bhagavad-Gītā são tão claros como o sol.

Alguém que tem devoção inabalável ao Senhor Supremo e é dirigido pelo Mestre Espiritual, no qual ele tem a mesma fé inabalável, pode ver a Suprema Personalidade de Deus por revelação. Ninguém pode entender Krishna através da especulação mental. Quem não recebe treinamento pessoal sob a orientação de um Mestre Espiritual autêntico não pode nem mesmo começar a entender Krishna, pois nenhum outro processo pode ser usado, pode ser recomendado, ou pode ser bem-sucedido para se compreender Krishna.

“A Suprema Personalidade de Deus é Krishna, que tem um corpo de eternidade, conhecimento e bem-aventurança. Ele não tem começo, pois Ele é o começo de tudo. Ele é a causa de todas as causas.”

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:59

Abril 05 2017

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 Como é declarado no Brahma-saṁhitā, uma das escrituras Védicas cantada pelo Senhor Brahmā o responsavél pela criação do universo material, que o Senhor Krishna é o Senhor Supremo. Ninguém é maior do que Ele, e Ele é a causa de todas as causas. Nisto o Senhor também afirma pessoalmente que Ele é a causa de todos os semideuses e sábios. Nem mesmo os semideuses e os grandes sábios podem compreender Krishna; se eles não podem compreender Seu nome nem Sua personalidade, então, em que situação ficam os supostos eruditos deste minúsculo planeta? Ninguém pode entender por que este Deus Supremo vem à Terra como um ser humano comum e executa atividades tão maravilhosas e incomuns. Deve-se saber, então, que a erudição não é a qualificação necessária para se compreender Krishna. Mesmo os semideuses e os grandes sábios tentaram compreender Krishna por meio da especulação mental, mas fracassaram neste empreendimento. Em outra parte da escritura Védica chamada de Śhrīmad-Bhāgavatam também se diz claramente que nem mesmo os grandes semideuses são capazes de compreender a Suprema Personalidade de Deus. Em sua especulação, eles podem ir até onde seus sentidos imperfeitos alcancem e com isso talvez cheguem à conclusão oposta: o impersonalismo, que é algo não manifestado pelas três qualidades da natureza material; ou ainda podem imaginar algo através da especulação mental. Porém, através dessa especulação tola, não é possível compreender Krishna.

Se alguém quer conhecer a Verdade Absoluta, aqui o Senhor diz indiretamente que: “Estou aqui presente como a Suprema Personalidade de Deus. Eu sou o Supremo”. Todos devem saber disto. Embora não se possa compreender o Senhor inconcebível presente em pessoa, não obstante, Ele existe. Podemos, de fato, compreender Krishna, que é eterno, cheio de bem-aventurança e conhecimento, pelo simples estudo de Suas palavras registradas no Bhagavad-Gītā e no próprio Śhrīmad-Bhāgavatam. A concepção acerca de Deus como algum poder governante ou como o Brahman impessoal pode ser alcançada por aqueles que estão na energia inferior do Senhor, mas a Personalidade de Deus só poderá ser concebida por quem estiver na posição transcendental.

Como a maioria dos homens não pode compreender Krishna em Sua verdadeira situação, devido à Sua misericórdia imotivada Ele desce para mostrar favor a esses especuladores. No entanto, apesar das atividades incomuns do Senhor Supremo, esses especuladores, devido ao fato de terem se contaminado com a energia material, continuam pensando que o Brahman impessoal é o Supremo. Só os devotos que estão plenamente rendidos ao Senhor Supremo podem compreender, pela graça da Suprema Personalidade, que Ele é Krishna. Os devotos do Senhor não se dão ao trabalho de fixar-se na concepção de Deus como Brahman impessoal; sua fé e devoção levam-nos a se renderem imediatamente ao Senhor Supremo, pois através da misericórdia imotivada de Krishna eles podem então compreender Krishna. Nenhuma outra pessoa pode compreendê-lO. Logo, até mesmo os grandes sábios concordam: O que é ātmā, (Alma) o que é o Supremo? Ele é aquele a quem devemos adorar.

"Brahman significa Supremo, porem não significa que Ele é impessoal."

Como o próprio Senhor Krishna afirma dizendo:

"Quem Me conhece como o não-nascido, como aquele que não tem começo, como o Senhor Supremo de todos os mundos — somente este, que dentre os homens não se deixa iludir, está livre de todos os pecados."

Nisto se indica que todos devem procurar saber que o Senhor Krishna é o Supremo proprietário dos sistemas planetários do Universo. Ele existia antes da criação, e Ele é diferente de Sua criação. Todos os semideuses foram criados dentro deste mundo material, mas com relação a Krishna, diz-se que Ele não é criado; portanto, Krishna é diferente até mesmo dos grandes semideuses, tais como Brahmā e Śhiva. E porque é o criador de Brahmā, Śhiva e de todos os outros semideuses, Ele é a Pessoa Suprema de todos os planetas.

Ninguém deve tentar entender Krishna como se Ele fosse um ser humano. Como se afirmou anteriormente, só um tolo iria pensar que Ele é um ser humano. Isto volta a se expressar aqui de modo diferente. O homem que não é tolo, que é inteligente o bastante para compreender a posição constitucional da Divindade, estará sempre livre de todas as reações pecaminosas.

Tudo o que é feito sob a direção de Krishna é transcendental e não se contamina com reações materiais, que podem ser auspiciosas ou inauspiciosas. A concepção segundo a qual há coisas auspiciosas e inauspiciosas no mundo material é mais ou menos uma invenção mental porque não há nada auspicioso no mundo material. Tudo é inauspicioso porque a própria natureza material é inauspiciosa. Apenas imaginamos que algo é auspicioso. A verdadeira prosperidade depende de atividades que, em consciência de Krishna, são plenas em devoção e serviço. Portanto, se realmente quisermos que nossas atividades sejam auspiciosas, então devemos trabalhar sob as instruções do Senhor Supremo. Essas instruções estão registradas em escrituras autorizadas, tais como o Śhrīmad-Bhāgavatam e o Bhagavad-Gītā, ou são transmitidas através de um Mestre Espiritual genuíno. Porque o Mestre Espiritual é o representante do Senhor Supremo, sua instrução é diretamente a mesma do Senhor Supremo. O Mestre Espiritual, as pessoas santas e as escrituras dão a mesma orientação. Não há contradição nestas três fontes. Todas as ações feitas sob esta guia estão livres das reações de atividades piedosas ou impiedosas deste mundo material. A atitude transcendental adotada pela pessoa que executa atividades devocionais é de verdadeira renúncia. Como se declara no Sexto Capítulo do Bhagavad-Gītā, quem, ao receber ordens do Senhor Supremo, age por uma questão de dever e não cobra os frutos por suas atividades é um renunciante verdadeiro. Todo aquele que age sob a direção do Senhor Supremo é de fato um renunciante e um verdadeiro yogī, e não quem apenas vestiu a roupa de renunciante, ou que é um pseudo-yogī.

As diferentes qualidades das entidades vivas, sejam elas boas ou más, são todas criadas por Krishna, e são descritas desta maneira pelo próprio Senhor:

"Inteligência, conhecimento, estar livre da dúvida e da ilusão, clemência, veracidade, controle dos sentidos, controle da mente, felicidade e aflição, nascimento, morte, medo, destemor, não-violência, equanimidade, satisfação, austeridade, caridade, fama e infâmia — todas essas várias qualidades dos seres vivos são criadas apenas por Mim."

Inteligência refere-se ao poder de analisar as coisas em sua devida perspectiva, e o conhecimento aplica-se à compreensão do que é espírito e do que é matéria. O conhecimento corriqueiro obtido por intermédio de uma educação universitária abrange apenas a matéria, e não é aqui aceito como conhecimento. Conhecimento significa entender a distinção entre espírito e matéria. Na educação moderna, não se ensina sobre o espírito, simplesmente cuida-se dos elementos materiais e das necessidades corpóreas. Portanto, o conhecimento acadêmico não é completo.

De tudo o que encontramos, bom ou mau, a origem é Krishna. Neste mundo material, nada pode manifestar-se que não esteja em Krishna. Isto é conhecimento; embora saibamos que as coisas estão em diferentes situações, devemos entender que tudo emana de Krishna.

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publicado por Lalanesha Dasa às 10:37

Abril 04 2017

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 Deve-se entender que a natureza material e as entidades vivas não têm começo. As transformações por que elas passam e os modos da matéria são produtos da natureza material. Dessa forma, a entidade viva dentro da natureza material segue os caminhos da vida, desfrutando os três modos da natureza. Isto decorre de sua associação com essa natureza material. Assim, ela se encontra com o bem e o mal entre as várias espécies de vida. Contudo, neste corpo há um outro, um desfrutador transcendental, que é o Senhor, o proprietário supremo, que age como o supervisor e permissor, e que é conhecido como Superalma. 

Declara-se explicitamente que a Superalma, está sempre com a alma individual, e Ela é uma representação do Senhor Supremo. Ela não é uma entidade viva comum. Não se pode considerar o conhecedor do corpo como um só, e que não há diferença entre a Superalma e a alma individual. Para esclarecer isto, o Senhor diz que em cada corpo Ele está representado como Paramātmā (Super-Alma). Ela é diferente da alma individual; Ela é para, que significa transcendental. A alma individual goza as atividades de um campo específico, mas a Superalma está presente não como um desfrutador finito nem como alguém que toma parte em atividades corpóreas, mas como a testemunha, o supervisor, o permissor e o supremo desfrutador. Seu nome é Paramātmā, e não ātmā, (alma) e Ela é transcendental. Fica bem claro que a ātmā (alma) e o Paramātmā são diferentes. A Superalma, o Paramātmā, tem mãos e pernas em toda a parte, mas a alma individual não. E como é o Senhor Supremo, o Paramātmā está presente internamente para sancionar o desejo da alma individual que busca o desfrute material. Sem a sanção da Alma Suprema, a alma individual nada pode fazer. O indivíduo é aquele que é sustentado por outrem, e o Senhor, é o mantenedor. Há inúmeras entidades vivas, e Ele permanece nelas como amigo.

O fato é que cada entidade viva é eternamente parte integrante do Senhor Supremo, e ambos se relacionam de maneira íntima como amigos. Mas a entidade viva tem a tendência de rejeitar a sanção do Senhor Supremo e procura agir com independência, na tentativa de dominar a natureza. Por ter esta tendência, ela se chama a energia marginal do Senhor Supremo. A entidade viva pode situar-se na energia material ou na energia espiritual. Enquanto estiver condicionada à energia material, o Senhor Supremo, sendo a Superalma e seu amigo, fica com ela apenas para ajudá-la a voltar para a energia Espiritual. O Senhor sempre tem interesse em levá-la de volta para a energia Espiritual, porém, devido à sua independência diminuta, a entidade individual rejeita continuamente a associação com a luz Espiritual. Este mau uso da independência é a causa da luta material que ela empreende na natureza condicionada. O Senhor, portanto, está sempre dando instruções interna e externamente. Externamente, as instruções que Ele transmite são como aquelas contidas no Bhagavad-Gītā, e internamente Ele tenta convencer a entidade viva de que suas atividades no campo material não conduzem à verdadeira felicidade. “Apenas desista disso e deposite sua fé em Mim. Então será feliz”, diz Krishna. Assim, a pessoa inteligente que tem fé no Paramātmā ou na Suprema Personalidade de Deus começa a avançar rumo a uma vida eterna e bem-aventurada, cheia de conhecimento.

Neste ponto Krishna enfatisa a seguinte declaração com veemência:

Aquele que compreende esta filosofia que trata da natureza material, da entidade viva e da interação dos modos da natureza com certeza alcançará a liberação. Ele não voltará a nascer aqui, não importa qual seja sua posição atual.

A compreensão clara acerca da natureza material, da Superalma, da alma individual e da inter-relação que existe entre eles qualifica alguém a se liberar e a ingressar na atmosfera Espiritual, jamais precisando regressar a esta natureza material. Este é o resultado do conhecimento. O propósito do conhecimento é compreender distintamente que a entidade viva caiu por casualidade nesta existência material. Por seu esforço pessoal na associação com autoridades, pessoas santas e o mestre Espiritual, ela deve compreender sua posição e então adotar a consciência espiritual ou consciência de Krishna, compreendendo as explicações sobre o Bhagavad-Gītā dadas pela Personalidade de Deus. Então é certo que jamais voltará a esta existência material; ela será transferida para o mundo espiritual, onde levará uma vida eterna, bem-aventurada e plena de conhecimento.

(Bhagavad-Gītā como Ele É, Capitulo Treze)

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:25

Abril 03 2017

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Toda a pessoa em sã consciência, deve se proteger contra o impulso dos sentidos usando a vigilância da inteligência

Por que às vezes fazemos coisas que não pretendíamos fazer, coisas que de fato tínhamos resolvido não fazer?

Para explicar o funcionamento do nosso mundo interior, as escrituras sagradas dos Vedas nos mostram a analogia do corpo envolvido numa carruagem puxada por cavalos entorpecidos. O corpo é como uma carruagem, a alma como o passageiro, os sentidos como os cavalos, a mente como as rédeas e a inteligência como o condutor.

Uma metáfora preliminar padrão para explicar a relação corpo-alma é a configuração do motorista de um carro. O corpo é como o carro e a alma como o motorista. Enquanto a analogia corpo e carro se concentra na necessidade de um princípio não-material de ativação - a alma - a analogia corpo e carro se concentra no mecanismo pelo qual esse princípio ativa o corpo material.

Embora os sentidos que são feitos de energia material, a metáfora dada neste sentido corpo e carro pode-se comparar a algo vivo: cavalos. Porque isso? Porque os sentidos têm seus condicionamentos que os fazem parecer vivos. Todos nós experimentamos que às vezes somos puxados pelos nossos sentidos para formas de indulgência que violam os princípios que consideramos sagrados. Tais ações são semelhantes aos cavalos que tomam a carruagem desenfreada do destino desejado do passageiro. Esta força dos sentidos ao nos arrastar para ações imprudentes é realçada comparando-os com cavalos entorpecidos.

Supõe-se que a inteligência dirija a mente, mas a mente é tão forte e obstinada que muitas vezes domina até mesmo a própria inteligência da pessoa, assim como uma infecção aguda pode superar a eficácia do remédio. Presume-se que tal mente forte seja controlada pela prática de yoga, mas tal prática nunca é viável para uma pessoa que tem de enfrentar o mundo. E que se pode dizer do homem moderno? A analogia usada aqui é apropriada: ninguém pode capturar os sentidos desenfreados como os próprios cavalos entorpecidos. E é ainda mais difícil capturar a mente turbulenta. Assim como os cavalos que puxam uma carruagem precisam ser controlados por um vigilante condutor, precisamos controlar nossos sentidos corporais com uma inteligência sempre vigilante. O Bhagavad-Gita capitulo 18 verso 30, afirma que esse discernimento é característico da inteligência no modo de bondade.

Dai então, quando adquirimos a sabedoria do Bhagavad-Gīta e nos purificamos através da prática de yoga, podemos elevar nossa consciência dos modos inferiores para a bondade e além disso, para a própria transcendência.

 A maneira mais fácil de controlar a mente, é cantar com toda a humildade o Maha Mantra “Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare, Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare”, o grande mantra da libertação como é sugerido pelas Escrituras Sagradas. E Com a inteligência vigilante, podemos resistir aos sentidos e progredir para o nosso bem-estar geral.

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publicado por Lalanesha Dasa às 12:20

Abril 01 2017

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 Uma visão de como lidamos com a Morte.

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Podemos ver isso em torno de nós mesmos diariamente, tanto mais hoje em dia com a mídia trazendo notícias globais sobre desastres naturais e provocados pelo homem.

Apesar da freqüente visão da morte, não pensamos na morte como algo que pode nos acontecer a qualquer momento, talvez até mesmo no momento seguinte. Claro, a um nível conceitual abstrato, todos sabemos que vamos morrer. Mas muitas vezes pensamos na morte como um acontecimento tão distante no futuro que não requer qualquer consideração imediata. Talvez o exemplo mais gráfico de nossa morte tratando como irrelevante para nós mesmos, é a indústria do entretenimento como meramente um evento emocionante. Nos filmes de ação, quando as pessoas vêem alguma ação que induz a morte, como explodir um enorme prédio, julgando tal ação emocionante.

O Bhagavad-Gītä como Ele É (13.09) traz a morte para o nosso reino de relevância imediata quando recomenda a contemplação sistemática da morte e outras misérias da existência material, como a velhice e a doença. Na verdade, o o Shri Shrimad Bhagavad-Gita lista essa contemplação como um elemento de conhecimento, implicando que os conhecedores se engajam em contemplar essas realidades. Através de tal contemplação sustentada, podemos transformar a visão da morte em percepção sobre nossa mortalidade, estimulando sérias investigações sobre a possibilidade da imortalidade.

A mesma seção do Bhagavad-Gita (13.08-12), que enumera vinte itens de conhecimento, conclui com dois itens da seguinte maneira: apreciar a eternidade do conhecimento Espiritual e buscar filosoficamente a verdade, Bhagavad-Gíta (13.12). Para esses intrépidos exploradores Espirituais, a sabedoria do Bhagavad-Gita oferece compreensão filosófica de nossa identidade central como almas não-materiais e sua realização prática através da prática sistemática de yoga.

Quando estamos assim Espiritualmente informados, a visão da morte não se torna um lembrete inquietante de nossa mortalidade iminente, mas um ponteiro precioso nos incitando a realizar nossa imortalidade Espiritual.

Krishna nos da uma compreensão sobre a vida e a morte quando diz:

Deve-se entender que a natureza material e as entidades vivas não têm começo. As transformações por que elas passam e os modos da matéria são produtos da natureza material.

Através deste conhecimento transmitido por Krishna, Bhagavad-Gīta (13-20) pode-se compreender o corpo (o campo de atividades) e os conhecedores do corpo (tanto a alma individual quanto a Superalma). O corpo é o campo de atividade e é constituído de natureza material. A alma individual encarnada que desfruta as atividades do corpo é a entidade viva. Ela é um conhecedor, e o outro é a Superalma. Evidentemente, deve-se compreender que tanto a Superalma quanto a entidade individual são diferentes manifestações da Suprema Personalidade de Deus. A entidade viva classifica-se como Sua energia, e a Superalma está na categoria de Sua expansão pessoal.

Tanto a natureza material quanto a entidade viva são eternas. Quer dizer, elas existiam antes da criação. A manifestação material faz parte da energia do Senhor Supremo, assim como as entidades vivas. Porém, as entidades vivas pertencem à energia superior. Tanto as entidades vivas quanto a natureza material existiam antes que este cosmos fosse manifestado. A natureza material estava absorvida na Suprema Personalidade de Deus, e quando foi necessário, ela se manifestou por intermédio de Sua expansão. De modo semelhante, as entidades vivas também estão nEle, e porque são condicionadas, elas são avessas a servir ao Senhor Supremo. Então, não lhes é permitido entrar no céu Espiritual. Porém, com o surgimento da natureza material, estas entidades vivas recebem nova oportunidade de agir no mundo material e preparar-se para entrar no mundo Espiritual. Este é o mistério desta criação material. Na verdade, originalmente a entidade viva é parte integrante Espiritual do Senhor Supremo, porém, devido à sua natureza rebelde, ela torna-se condicionada à natureza material. Realmente, não importa como essas entidades vivas ou entidades superiores do Senhor Supremo entraram em contato com a natureza material. Entretanto, a Suprema Personalidade de Deus sabe como e por que isto de fato aconteceu. Nas escrituras, o Senhor diz que aqueles que se sentem atraídos a esta natureza material estão empreendendo uma árdua luta pela existência. No entanto, através das descrições destes poucos contextos, convém sabermos perfeitamente que todas as transformações e influências que os três modos imprimem na natureza material, também são produtos da natureza material. Todas as transformações e variedades relacionadas com as entidades vivas devem-se ao corpo. Quanto ao espírito, as entidades vivas são todas iguais.

Pois como Krishna afirma isso dizendo no contexto da obra do Shri Shrimad Bhagavad-Gīta do mesmo capitulo, a seguinte declaração:

Está dito que a natureza produz todas as causas e efeitos materiais, ao passo que a entidade viva é a causa dos vários sofrimentos e prazeres deste mundo.

Entre as entidades vivas, as diferentes manifestações de corpos e de sentidos devem-se à natureza material. Há oito milhões e quatrocentas mil diferentes espécies de vida, e essas variedades são criações da natureza material. Elas surgem dos diferentes prazeres sensoriais da entidade viva, que então deseja viver neste ou naquele corpo. Quando é posta em diferentes corpos, ela desfruta diferentes espécies de felicidade e sofrimento. Sua felicidade e sofrimento materiais devem-se a seu corpo, e não à sua constituição original. Em seu estado original, não há dúvida de que ela sente prazer; portanto, este é seu verdadeiro estado. Devido ao desejo de assenhorear-se da natureza material, ela está no mundo material. No mundo Espiritual, não há semelhante fenômeno. O mundo Espiritual é puro, mas no mundo material todos estão lutando arduamente para obter diferentes espécies de prazeres para o corpo. Seria mais claro dizer que este corpo é o efeito dos sentidos. Os sentidos são instrumentos para satisfazer o desejo. E o somatório — corpo e sentidos que servem de instrumento — é oferecido pela natureza material, e, como ficará claro neste capitulo 13 do Shri Shrimad-Bhagavad-Gīta, conforme seu desejo e atividade passados, a entidade viva envolve-se em circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis. De acordo com os desejos e atividades da pessoa, a natureza material lhe oferece vários tipos de moradias. O próprio ser é a causa de se atingir tais moradias e o conseqüente prazer ou sofrimento. Estando colocado em uma determinada espécie de corpo, ele fica sob o controle da natureza, porque o corpo, sendo matéria, age segundo as leis da natureza. Nesse momento, a entidade viva não tem poder algum para mudar essa lei. Suponhamos que a entidade seja posta num corpo de cachorro. Logo que recebe um corpo de cachorro, ela deve agir como um cachorro. Ela não pode agir de outra maneira. E se é posta num corpo de porco, então a entidade viva é forçada a comer excremento e a agir como porco. De modo semelhante, se é posta num corpo de semideus, a entidade viva deve agir conforme seu corpo. Esta é a lei da natureza. Mas em todas as circunstâncias, a Superalma está com a alma individual. Sobre isto, os nos dão a seguinte explicação: O Senhor Supremo é tão bom para com a entidade viva, que Ele sempre acompanha a alma individual e em todas as circunstâncias está presente como Superalma localizada no coração de toda a entidade viva.

E Krishna continua afirmando que dessa forma, a entidade viva dentro da natureza material segue os caminhos da vida, desfrutando os três modos da natureza. Isto decorre de sua associação com essa natureza material. Assim, ela se encontra com o bem e o mal entre as várias espécies de vida.

Este ensinamento dado por Krishna é muito importante para que se compreenda como as entidades vivas transmigram de um corpo para outro. No mesmo Bhagavad-Gīta em outra passagem, explica-se que a entidade viva transmigra de um corpo para outro assim como alguém troca de roupa. Esta troca de roupa deve-se a seu apego à existência material. Enquanto estiver cativada por esta falsa manifestação, ela deverá continuar transmigrando de um corpo para outro. Devido a seu desejo de dominar a natureza material, ela é posta nestas circunstâncias indesejáveis. Sob a influência do desejo material, a entidade nasce algumas vezes como semideus, outras como homem, às vezes como animal feroz, como ave, como verme, como ser aquático, como homem santo, como inseto. Este fenômeno existe. E em todos os casos a entidade viva se considera o senhor de seus atos, embora esteja sob a influência da natureza material.

Aqui se explica como ela recebe esses diferentes corpos. É devido à associação com os diferentes modos da natureza. Devemos nos elevar, portanto, acima dos três modos materiais e situar-nos na posição transcendental. Isto se chama consciência de Krishna. Se alguém não está situado em consciência de Krishna, sua consciência material o obrigará a transferir-se de um corpo para outro porque ele tem desejos materiais desde tempos imemoriais. Mas ele tem que mudar esta concepção, e esta mudança só poderá ocorrer se ele ouvir das fontes autorizadas. O melhor exemplo se aplica aqui: Quando se está ouvindo Krishna falar sobre a ciência de Deus no Bhagavad-Gīta. Se o ser vivo se submeter a este processo de ouvir, deixará de ter esse desejo que tanto acalenta: o desejo de dominar a natureza material. Aos poucos e à proporção em que reduz seu imenso desejo de dominar, ele passará a sentir felicidade Espiritual. Há um mantra védico que diz: à medida que ele conhece mais a fundo sua associação com a Suprema Personalidade de Deus, na mesma proporção, ele saboreia sua vida eterna e bem-aventurada. E assim a morte passa a ser uma condição pela qual o ser vivo se submete compreendendo sua natureza e sua obrigação a tomar quando percebe que a natureza material não lhe trará algum beneficio eterno.

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publicado por Lalanesha Dasa às 11:31

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